Licá voltou a destacar-se com mais um golo à ponta-de-lança e uma assistência para Jackson, que, mesmo sem estar no seu melhor (falta muito para fechar o mercado?), marca em todos os jogos. A tremideira defensiva em Setúbal deu lugar à tranquilidade (não me lembro de uma oportunidade de golo do Marítimo) e Josué vai afastando, por enquanto, o fantasma dos penalties falhados. Por falar em fantasmas, nota-se muito a ausência de Moutinho? E de James?
PS - Estou muito curioso para ver o que realmente vale este Sporting a todo o gás. Não me surpreenderia que vencesse (o Gil Vicente esteve a 2 minutos de o conseguir, na Luz) nem que o furor dos leões fosse já cortado pela raiz. Já não me lembrava de um derby lisboeta de verdadeira tripla.
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segunda-feira, agosto 26, 2013
terça-feira, julho 30, 2013
Celta pouco amigo
Um jogo fraco contra o Celta de Vigo e já ouço gente a chorar por Vítor Pereira, o que é curioso, tendo em conta que aquilo que o Porto não fez, num jogo de preparação, não foi mais nem menos do que aquilo que não fez em dezenas de jogos oficiais, nos últimos 2 anos.
A mim as pré-temporadas já não me iludem. É a partir do dia 10 de Agosto que se começa a ver o que o novo Porto vale. E, para esse jogo, há naturalmente a dúvida de quem substitui Moutinho e James, no onze inicial. Eu apostaria em Defour e Iturbe, para começar. Depois, logo se vê como evoluem Herrera, Quintero e Josué (ou Carlos Eduardo) e se chega mais alguém para o ataque (à baliza, não é às pernas de Nolito), uma vez que Atsu não conta.
A mim as pré-temporadas já não me iludem. É a partir do dia 10 de Agosto que se começa a ver o que o novo Porto vale. E, para esse jogo, há naturalmente a dúvida de quem substitui Moutinho e James, no onze inicial. Eu apostaria em Defour e Iturbe, para começar. Depois, logo se vê como evoluem Herrera, Quintero e Josué (ou Carlos Eduardo) e se chega mais alguém para o ataque (à baliza, não é às pernas de Nolito), uma vez que Atsu não conta.
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quinta-feira, junho 06, 2013
Taco a taco, mas o taco é do Steven Vitória
Prémio Casa Pia O Beira-Mar ficou com o lugar menos desejado da Liga, o que foi antecipado pelo Tomé, Insurrecto, Carlos, Meszaros e Gil. Agora adivinhem quem foi a equipa mais escolhida no início da época por 11 candidatos a bruxos? O europeu Estoril... Grande Marco Silva.
Prémio Ricardo Quaresma João Moutinho foi o homem do passe de ouro e só chegámos a essa conclusão graças à preciosa ajuda do Littbarski. O benfiquista Hugo França foi o único a acertar.
Prémio Mamadu Bobó O sucessor do grande Abdoulaye Ba, o homem do poker de expulsões da época passada, é o one man show da Liga, que celebra os golos ao melhor estilo de um Miguel Cabrera a fabricar um home run: Steven Vitória. Ele foi o defesa mais concretizador, o segundo melhor marcador de penalties e o Mamadu Bobó da época 2012/13. O Riga foi o único a acertar num prémio que vale 15 pontos, mas que devia valer 50.
Actualizações: Prémio Casa Pia (último classificado da Liga), Prémio Ricardo Quaresma (jogador com mais assistências para golo na Liga), Prémio Mamadu Bobó (caceteiro mor da Liga)
O que falta: Os golos. O Prémio Mário Jardel para o melhor marcador da Liga e o Prémio Óscar Cardozo para o melhor marcador em jogos de todas as competições de clube. Estão 30 pontos em jogo, pelo que já só há 8 candidatos ao título.
223 tomé silva, carlos
205 unas, n
198 insurrecto
197 zemis
196 luciano rodrigues
195 littbarski
---------------------------------
190 juzenani
181 pipolinus
176 último, master kodro, férenc meszaros
175 xanana
174 ricardo chaves, margarida martins
173 one82
166 riga
164 mister leiria
163 gil von doellinger
162 pipos
160 hugo frança
158 hélder brito
155 josé rialto
147 luissm
142 falcoeiras
133 hugo mocc
Prémio Ricardo Quaresma João Moutinho foi o homem do passe de ouro e só chegámos a essa conclusão graças à preciosa ajuda do Littbarski. O benfiquista Hugo França foi o único a acertar.
Prémio Mamadu Bobó O sucessor do grande Abdoulaye Ba, o homem do poker de expulsões da época passada, é o one man show da Liga, que celebra os golos ao melhor estilo de um Miguel Cabrera a fabricar um home run: Steven Vitória. Ele foi o defesa mais concretizador, o segundo melhor marcador de penalties e o Mamadu Bobó da época 2012/13. O Riga foi o único a acertar num prémio que vale 15 pontos, mas que devia valer 50.
Actualizações: Prémio Casa Pia (último classificado da Liga), Prémio Ricardo Quaresma (jogador com mais assistências para golo na Liga), Prémio Mamadu Bobó (caceteiro mor da Liga)
O que falta: Os golos. O Prémio Mário Jardel para o melhor marcador da Liga e o Prémio Óscar Cardozo para o melhor marcador em jogos de todas as competições de clube. Estão 30 pontos em jogo, pelo que já só há 8 candidatos ao título.
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terça-feira, maio 28, 2013
Não há paciência para estes Mónacos
James, Moutinho, Falcao, mais uns quantos a caminho, quase todos com a conhecida chancela e ainda estamos no início. Perdido entre o que é a sério e o que não é, lembro-me do estranho caso de Júlio Alves e dos 313 minutos que fez na equipa B do Sporting.
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sábado, maio 25, 2013
James e Moutinho no Mónaco
Mais do que tentar perceber como se vai repartir o bolo dos 70 milhões, interessa-me saber como se vão colmatar estas duas baixas de peso no onze portista.
Preocupa-me mais James, por um motivo simples: o ataque é o sector mais fragilizado do plantel. Neste momento, há apenas um elemento de valor indiscutível: Jackson. Julgo que o Porto precisa de dois avançados de qualidade (isto se não vender o único que tem, claro...).
Moutinho preocupa-me menos. Primeiro, porque há no plantel uma solução imediata para o lugar: Defour. Além disso, há Carlos Eduardo e há muito que se fala em Herrera, o que, a confirmar-se, garante dois reforços promissores para o meio-campo.
Preocupa-me mais James, por um motivo simples: o ataque é o sector mais fragilizado do plantel. Neste momento, há apenas um elemento de valor indiscutível: Jackson. Julgo que o Porto precisa de dois avançados de qualidade (isto se não vender o único que tem, claro...).
Moutinho preocupa-me menos. Primeiro, porque há no plantel uma solução imediata para o lugar: Defour. Além disso, há Carlos Eduardo e há muito que se fala em Herrera, o que, a confirmar-se, garante dois reforços promissores para o meio-campo.
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quinta-feira, abril 11, 2013
Todos contra o Málaga
Alguém se lembra do barulho que os espanhóis fizeram por causa do golo de Moutinho? Pelos vistos, para Eliseu as regras são diferentes. Só isso pode explicar que uma equipa que foi pior do que o seu adversário nos dois jogos, que por pouco não teve o «chouriço» de passar a eliminatória com um golo irregular, saia a queixar-se de arbitragem.
Isto não invalida a meritória campanha do Málaga, na sua época de estreia na Champions. Mas o Dortmund é (foi) mais forte e merece estar nas meias-finais. O resto é ruído de quem não sabe perder.
Isto não invalida a meritória campanha do Málaga, na sua época de estreia na Champions. Mas o Dortmund é (foi) mais forte e merece estar nas meias-finais. O resto é ruído de quem não sabe perder.
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domingo, março 31, 2013
Com um olho no vizinho
Com Moutinho, mesmo que em baixa rotação, e James mais interventivo e em subida de forma, sobe também a qualidade do futebol portista. A consequência foi uma vitória tranquila em Coimbra, mesmo sem Jackson no seu melhor e apesar de alguma negligência defensiva (desta vez, Danilo esteve bem melhor do que Alex Sandro) que insiste em repetir-se, de jogo para jogo.
Claro que logo a seguir o Benfica despachou o Rio Ave com uma facilidade que desarma qualquer esboço de recuperação. Isto de ter de andar com um olho no jogo do vizinho é uma chatice, sobretudo quando é o vizinho de cima. É o castigo de quem não sabe chegar-se à frente de outra forma que não seja dada.
Claro que logo a seguir o Benfica despachou o Rio Ave com uma facilidade que desarma qualquer esboço de recuperação. Isto de ter de andar com um olho no jogo do vizinho é uma chatice, sobretudo quando é o vizinho de cima. É o castigo de quem não sabe chegar-se à frente de outra forma que não seja dada.
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Fora de jogo...
... Ou, pelo menos, da discussão pela vitória, esteve um Málaga completamente inofensivo. Isco, Saviola (no banco), Joaquín e Cia. já mostraram ser capazes de bem mais. Ainda assim, a defesa menos batida da liga espanhola manteve-se forte e, apesar de o jogo ter apenas um sentido, o Porto não conseguiu criar muitas situações flagrantes de golo: Izmailov falhou na cara de Caballero, Fernando chegou atrasado a um desvio de cabeça de Varela e, claro, a que Moutinho converteu (e que nuestros hermanos choram, contando apenas uma parte de uma história que ainda haveria de ter Weligton e Jackson como protagonistas, na grande área do Málaga). O 1-0, sendo um resultado magro, tem a virtude de deixar para o La Rosaleda o golo que vale por dois. Espero que o Porto não o falhe.
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domingo, janeiro 20, 2013
Segunda linha mostra serviço
Sabia-se que não ia ser fácil. Este Paços, já aqui elogiado, tinha menos golos sofridos do que o Benfica e era a equipa menos batida fora de casa. Não era, portanto, jogo para Defour, Otamendi, Moutinho e Jackson desperdiçarem oportunidades de golo feito, antes de Alex Sandro fazer (sem querer) o melhor cruzamento do jogo, até porque uma coisa é jogar só com um avançado, já em vantagem, outra é ter de mexer para ganhar e não haver avançados. Em todo o caso, é bom ver a segunda linha (assistência de Kelvin, golo de Izmailov) a fazer a diferença.
PS - Uma manchete d' A Bola com uma vitória do Porto? O trabalho que dá picar o vizinho do lado...
PS - Uma manchete d' A Bola com uma vitória do Porto? O trabalho que dá picar o vizinho do lado...
segunda-feira, dezembro 31, 2012
Caçar com gato
A solução para uma equação que, sem Jackson (que saiu ao intervalo, depois de ter feito o 15.º golo da sua conta pessoal) e sem mais ninguém capaz de criar perigo no ataque portista, a determinada altura, pareceu impossível, veio de meia distância: Moutinho anulou os estragos causados pelo bis de Steven Vitória e salvou o Porto da posição desconfortável que seria depender de terceiros para conseguir seguir em frente, na Taça da Liga. Um golo que, haja o mínimo de interesse e competência, abre caminho para a final.
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quinta-feira, novembro 22, 2012
Uma assistência que vale mais do que um golo
Sim, já sei que Mexès imitou Ibrahimovic e marcou um golo que correu este mundo e o outro. Mas o que nenhum dos dois fez foi uma assistência assim.
O lance aconteceu aos 85 minutos de um jogo que, no papel, era o mais fácil dos seis que o Porto tinha/tem de disputar, na fase de grupos da Champions, mas cuja história poderia ter sido diferente, se aquela bola que Sammir fez embater com estrondo no poste tivesse seguido para dentro da baliza. O Dínamo de Zagreb não ia à frente muitas vezes, mas quando o fazia, semeava o pânico na defesa portista. Felizmente, a tradição ainda é o que era e também não foi desta que o campeão croata marcou na Liga dos Campões.
Mas falava eu da assistência de Moutinho, a segunda, porque já antes o oito portista havia assistido Lucho para o primeiro do Porto e feito ele próprio o segundo, na marcação irrepreensível de um livre directo. O lance começa no marcador do golo, segue com James a flectir para o meio e a colocar a bola em Moutinho, que, de primeira, de calcanhar, isola Varela. Uma bola tão carinhosamente tratada, com tanto azul suspenso a admirá-la, só por ingratidão não se juntaria, altiva e perfeita, à festa do terceiro golo portista.
littbarski
O lance aconteceu aos 85 minutos de um jogo que, no papel, era o mais fácil dos seis que o Porto tinha/tem de disputar, na fase de grupos da Champions, mas cuja história poderia ter sido diferente, se aquela bola que Sammir fez embater com estrondo no poste tivesse seguido para dentro da baliza. O Dínamo de Zagreb não ia à frente muitas vezes, mas quando o fazia, semeava o pânico na defesa portista. Felizmente, a tradição ainda é o que era e também não foi desta que o campeão croata marcou na Liga dos Campões.
Mas falava eu da assistência de Moutinho, a segunda, porque já antes o oito portista havia assistido Lucho para o primeiro do Porto e feito ele próprio o segundo, na marcação irrepreensível de um livre directo. O lance começa no marcador do golo, segue com James a flectir para o meio e a colocar a bola em Moutinho, que, de primeira, de calcanhar, isola Varela. Uma bola tão carinhosamente tratada, com tanto azul suspenso a admirá-la, só por ingratidão não se juntaria, altiva e perfeita, à festa do terceiro golo portista.
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quinta-feira, outubro 04, 2012
Porto 1 x 0 PSG
Ao ver James, Moutinho, Varela, Jackson e Atsu (acho que não me esqueci de ninguém) desperdiçarem oportunidades sucessivas de golo, lembrei-me do jogo com o Zenit e temi que algo semelhante acontecesse ou, pior, que Ibrahimovic resolvesse festejar o aniversário com alguma extravagância (deu uma bela fotografia - estás perdoado, Helton). Apesar dos dois sustos (alguns minutos antes, Helton tinha oferecido ao mesmo Ibrahimovic a possibilidade de marcar), a verdade é que do PSG pouco mais se viu e foi o Porto que mandou no jogo, do primeiro ao último minuto. O momento tão esperado surgiu ao minuto 83: Moutinho (precisamos deste Moutinho a tempo inteiro, e não em part-time) dançou por entre a defesa parisiense e a classe de James fez o resto, num remate que já havia ensaiado antes. Uma vitória merecida que coloca o Porto no primeiro lugar do grupo e bem lançado para apagar a pálida imagem deixada na época passada.
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quarta-feira, setembro 19, 2012
Dádivas, vilões e artistas
40 minutos da primeira parte, em Zagreb. O que está para trás só tem relevância para quem tem problemas de insónia. Jackson não tem problemas de insónia: aceita a oferta do guarda-redes e, dois segundos depois, adormece no relvado a sonhar que acaba de marcar um golo na Champions.
Tenho para mim que o principal candidato a acordar as bancadas do Dragão, depois da saída de Hulk, é Atsu. Claro que é jovem, erra (porque arrisca) mais vezes, precisa de tempo para evoluir e o todo ainda tem mais potencial do que valor demonstrado. Mas é artista. E isto é um problema para alguns treinadores, que preferem operários a artistas. Que pelo menos não tentem transformar o artista em operário, porque há lugar para todos. A prova disso é o segundo golo do Porto, marcado de forma artística pelo operário Defour, depois de uma assistência perfeita do artista ganês.
Mas falava eu do sonho de Jackson, mais tarde transformado em sonho de Kléber, uma história de dádivas e de vilões, com Tonel a aproveitar a dádiva do árbitro que o deixou permanecer em campo para agitar o Dínamo e com um Carrasco simpático que prefere matar a bola no peito (à Postiga) do que fuzilar a baliza deserta. James ainda fez voar Kelava, mas uma história assim só podia terminar a meio com a intervenção divina de Lucho.
E Moutinho? Alguém viu Moutinho?
littbarski
Tenho para mim que o principal candidato a acordar as bancadas do Dragão, depois da saída de Hulk, é Atsu. Claro que é jovem, erra (porque arrisca) mais vezes, precisa de tempo para evoluir e o todo ainda tem mais potencial do que valor demonstrado. Mas é artista. E isto é um problema para alguns treinadores, que preferem operários a artistas. Que pelo menos não tentem transformar o artista em operário, porque há lugar para todos. A prova disso é o segundo golo do Porto, marcado de forma artística pelo operário Defour, depois de uma assistência perfeita do artista ganês.
Mas falava eu do sonho de Jackson, mais tarde transformado em sonho de Kléber, uma história de dádivas e de vilões, com Tonel a aproveitar a dádiva do árbitro que o deixou permanecer em campo para agitar o Dínamo e com um Carrasco simpático que prefere matar a bola no peito (à Postiga) do que fuzilar a baliza deserta. James ainda fez voar Kelava, mas uma história assim só podia terminar a meio com a intervenção divina de Lucho.
E Moutinho? Alguém viu Moutinho?
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quarta-feira, junho 27, 2012
Balas perdidas e o euromilhões
Só há duas vertentes do jogo que estes fabulosos espanhóis não dominam em absoluto: balas perdidas e euromilhões. Paulo Bento montou a equipa - e muito bem - para potenciar as balas perdidas e o euromilhões. É muito interessante a conversa de que para combater esta Espanha é preciso posse de bola e ataque, mas toda a gente já o tentou e falhou, nos últimos 4 anos (a jogar a sério). Até os alemães, com o seu futebol pragmático, nunca se escondendo de atacar e assumir o jogo, acabam sempre encostados às cordas, com um número de ínfimo de remates.
Portugal jogou para contrariar o jogo espanhol. Abdicou completamente da construção apoiada, para organizar o ataque a partir de passes longos. São passes de risco do ponto de vista atacante (porque muitos são falhados, tornando-se óbvio que o risco de falhar é muito maior), mas são passes que, quando falhados, acabam do outro lado do campo, traduzindo-se em importantes balões de oxigénio defensivo (quando a defesa funciona bem, mecanizada e solidária, como foi o caso).
Não vejo qualquer sinal de fraqueza - pelo contrário, é inteligência - em mudar o cariz do nosso jogo (os espanhóis fizeram o mesmo quando perceberam que não estava a resultar o habitual), em matar-se um jogo (porque é contra esta Espanha) e entregar a sorte do mesmo às poucas oportunidades criadas/sofridas, principalmente quando temos do nosso lado o melhor jogador da Europa. Ronaldo não conseguiu aproveitar as poucas oportunidades que teve? Paciência. Iniesta e os outros também não. Passámos à segunda ronda do euromilhões e perdemos. Mas criámos uma táctica que nos permitiu discutir o jogo contra a melhor selecção do mundo e criar a dúvida no adversário e a incerteza no resultado. Parabéns aos finalistas e parabéns aos nossos bravos jogadores, em especial a Pepe e Moutinho (considerando todo o torneio).
master kodro
Portugal jogou para contrariar o jogo espanhol. Abdicou completamente da construção apoiada, para organizar o ataque a partir de passes longos. São passes de risco do ponto de vista atacante (porque muitos são falhados, tornando-se óbvio que o risco de falhar é muito maior), mas são passes que, quando falhados, acabam do outro lado do campo, traduzindo-se em importantes balões de oxigénio defensivo (quando a defesa funciona bem, mecanizada e solidária, como foi o caso).
Não vejo qualquer sinal de fraqueza - pelo contrário, é inteligência - em mudar o cariz do nosso jogo (os espanhóis fizeram o mesmo quando perceberam que não estava a resultar o habitual), em matar-se um jogo (porque é contra esta Espanha) e entregar a sorte do mesmo às poucas oportunidades criadas/sofridas, principalmente quando temos do nosso lado o melhor jogador da Europa. Ronaldo não conseguiu aproveitar as poucas oportunidades que teve? Paciência. Iniesta e os outros também não. Passámos à segunda ronda do euromilhões e perdemos. Mas criámos uma táctica que nos permitiu discutir o jogo contra a melhor selecção do mundo e criar a dúvida no adversário e a incerteza no resultado. Parabéns aos finalistas e parabéns aos nossos bravos jogadores, em especial a Pepe e Moutinho (considerando todo o torneio).
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domingo, abril 01, 2012
Regresso à liderança...
... depois da derrota (injusta) do Braga na Luz, com Rolando no banco, Maicon no seu lugar e sem sobressaltos na defesa (coisa rara, nos últimos jogos). Fernando é importantíssimo a defender, mas continua a falhar passes, em zona proibida. Lucho, mesmo em baixa rotação e sem pernas para o jogo todo, continua a ser decisivo. James pode fazer a diferença a qualquer momento (e é por isso que deve ser titular). Hulk só não desequilibrou porque Fabiano brilhou do outro lado. Talento não falta. Falta consistência. Ter Moutinho ajuda, mas não chega. Eu apostava no mesmo onze, em Braga.
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sábado, setembro 10, 2011
Porto 3 x 0 Vitória de Setúbal
Gostei muito da exibição de Defour. Defensivamente esteve irrepreensível, cortando vários contra-ataques da equipa forasteira. Merecia um golo, mas Diego (o melhor do Vitória) negou-lho. Um jogador a rever com atenção. Quem já não precisa de apresentações é James Rodríguez. Depois do bis ao Leiria, voltou a facturar e a afirmar-se como um dos melhores do Porto. Hulk, com duas assistências, Moutinho, marcando o golo que desbloqueou o jogo, e Helton, com duas defesas que evitaram que os sadinos complicassem a vitória portista, foram elementos igualmente em destaque. A equipa de Vítor Pereira está em crescendo, faltando-lhe apenas um maior acerto defensivo em determinados lances (como os que proporcionaram os dois golos do Leiria e que equipas como o Zenit ou o Shakhtar não desperdiçarão) e que Kléber ganhe consistência, no centro do ataque.
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terça-feira, julho 06, 2010
Luz sobre o caso Moutinho
A partir dos jornais desta manhã, o caso Moutinho pode ser lido pela primeira vez num quadro de alguma lógica:
- o Sporting quer vender
- Moutinho quer sair
- há um compromisso em Junho que torna a transferência inevitável a partir dos 10 milhões de euros
- o FC Porto avança, Moutinho diz que sim e o Sporting não tem como dizer não, à luz do documento assinado
A estória está no DN e no JN: os dirigentes leoninos entregaram o activo Moutinho a uma pessoa (Zahavi) e não incluíram no acordo qualquer cláusula para impedir o capitão de rumar aos rivais.
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- o Sporting quer vender
- Moutinho quer sair
- há um compromisso em Junho que torna a transferência inevitável a partir dos 10 milhões de euros
- o FC Porto avança, Moutinho diz que sim e o Sporting não tem como dizer não, à luz do documento assinado
A estória está no DN e no JN: os dirigentes leoninos entregaram o activo Moutinho a uma pessoa (Zahavi) e não incluíram no acordo qualquer cláusula para impedir o capitão de rumar aos rivais.
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segunda-feira, julho 05, 2010
O circo continua
Desculpem meter-me onde não sou chamado, mas o que está a acontecer é demasiado bizarro para ficar calado. Tal como o Kovacevic observara, a lavagem de roupa suja já começou. Bettencourt sobre Moutinho:"O comportamento de João Moutinho nos últimos tempos foi deplorável. Se eu não tivesse vivido a situação, não acreditaria que fosse possível descer tão baixo. No arranque de uma época nova, tínhamos um pomar com uma maçã podre, que iria contaminar o grupo. E não poderíamos continuar com uma maçã podre".
"João Moutinho não contava com o Sporting e o Sporting não contava com João Moutinho. Era um jogador que não tinha condições para ser capitão. [...] Apesar da mágoa profunda pela forma como o processo foi conduzido, estamos satisfeitos por vê-lo partir".
"Os sócios e adeptos do Sporting são racionais e estão tão chocados como eu, têm tanta dificuldade em digerir isto como nós. No entanto, perceberão que, como capitão, não perderam nada".
Entretanto, fala-se na hipótese-Izmailov para o Porto, mas Bettencourt nega, afirmando que Izmailov constitui o "processo contrário" de João Moutinho, e representa o desejo "de reintegração e vontade de ficar". Costinha acrescenta: "Tenho como meta e ambição que o Sporting tenha uma equipa disciplinada, ambiciosa e por vezes temos de fazer cortes e isso não é pacífico. Faço uma pequena crítica à instituição, é que não basta formar grande jogadores, temos que formar homens, formar só jogadores não chega".
Ou seja, o Sporting de JEB e Costinha abandonou aparentemente o estatuto de equipa de futebol para se transformar numa espécie de centro de reabilitação, um núcleo de "novas oportunidades" para atletas problemáticos. Se a terapia aplicada resulta, estão preparados para a vida activa, se a coisa não corre bem, despacham-se para clubes de futebol profissionais. É uma abordagem inovadora, convenhamos.
No entretanto, o Porto esclarece em comunicado que o Sporting afinal pagou um milhão de euros por metade do passe de Nuno André Coelho. Pergunta sincera: o Sporting mentiu no comunicado à CMVM, esqueceu-se de referir isto ou simplesmente não sabia de nada?
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João Moutinho no Porto [oficial]
Já temos comunicado à CMVM. 11 milhões de euros. Mais 25% para o Sporting numa eventual transferência futura, mas apenas sobre a mais-valia (e não sobre o valor total da venda). Mais metade do passe de Nuno André Coelho. Digam de vossa justiça.
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quinta-feira, outubro 22, 2009
Missão cumprida
O enorme golo de João Moutinho praticamente arrumou o assunto. O Sporting está a uma vitória da qualificação e não se pode esperar outro resultado no próximo dia 5 quando Alvalade acolher este mesmo Ventspils. Seria bom olhar a sério para a Europa League: a concorrência, mesmo a que vai cair da Champions, está genericamente muito longe de meter medo.
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