Uma boa, outra má. A boa é que a máquina alemã não é infalível, como o Borussia Monchengladbach demonstrou (eu sei, a vantagem do Bayern é tão grande, que é difícil manter os jogadores motivados e focados em todos os jogos, mas é melhor do que nada e talvez haja aqui matéria para Lopetegui estudar). A má é que, depois do que aconteceu ontem, a churrasqueira de Neuer não deve abrir tão cedo. O que é uma pena, porque frangos com esta qualidade não se arranjam todos os dias.
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segunda-feira, março 23, 2015
sexta-feira, março 20, 2015
Um velho conhecido
Não havia muito por onde escolher, mas este será, talvez, o pior adversário possível para o Porto, na medida em que joga de uma forma semelhante, mas com um modelo de jogo mais afinado e com melhores executantes. Será, porventura, uma oportunidade para Lopetegui tentar fazer aquilo que o Bayern de Heynckes fez, no confronto com o Barcelona, aceitando, desde logo, ter menos bola (uma vez que esta é uma batalha que será sempre ganha pelo adversário) e apostando num jogo mais vertical. Em todo o caso, para eliminar estes alemães, é preciso um Porto perfeito e ter a sorte de apanhar um dia mau da equipa de Guardiola. Pelo menos. E mesmo assim...
Outro confronto entre velhos conhecidos será o dérbi de Madrid. Ainda agora Ancelotti levou 4 no Calderón e metem-lhe mais dois jogos com o Atlético na agenda. Não é justo.
Outro confronto entre velhos conhecidos será o dérbi de Madrid. Ainda agora Ancelotti levou 4 no Calderón e metem-lhe mais dois jogos com o Atlético na agenda. Não é justo.
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quinta-feira, março 19, 2015
Barcelona e Juventus
Quando Messi, Neymar e Cia. abrem o livro e lhes dão espaço para jogar, é uma desgraça. Cuecas, chapéus, parábolas de um poste ao outro, houve de tudo no festival catalão. Do outro lado, houve Joe Hart, que evitou que o City fosse varrido de Camp Nou com uma goleada.
Mal chegou ao Westfalenstadion, a Juventus marcou (um golaço de Tévez). Depois sentou-se e assistiu à inoperância ofensiva do Dortmund, à espera da melhor oportunidade para lançar o contra-ataque. Não gostava que nos calhassem estes italianos, mas se me derem a escolher entre Juventus, Bayern ou Barcelona, eu faço a vontade a Leonardo Jardim.
Mal chegou ao Westfalenstadion, a Juventus marcou (um golaço de Tévez). Depois sentou-se e assistiu à inoperância ofensiva do Dortmund, à espera da melhor oportunidade para lançar o contra-ataque. Não gostava que nos calhassem estes italianos, mas se me derem a escolher entre Juventus, Bayern ou Barcelona, eu faço a vontade a Leonardo Jardim.
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quinta-feira, março 12, 2015
Hallo Bayern, au revoir Chelsea
Enquanto o Bayern aproveitava a vantagem numérica para trucidar o Shakhtar e colocar o resto da Europa em sentido, o Chelsea fazia aquilo que, felizmente, o Porto não fez contra o Basileia: deixar o jogo rolar, fiado na vantagem do golo marcado fora. Aquilo a que José Mourinho chamou controlar o jogo, de repente, transformou-se nisto: o PSG virou a eliminatória e não houve tempo para mais. Mas, se houvesse, por aquilo que se viu antes, provavelmente, os franceces continuariam a ser melhores. De uma equipa de milhões, com tanta qualidade individual, pede-se muito mais. Resta saber se, depois desta eloquente lição, Mourinho vai dar.
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quarta-feira, março 11, 2015
Blackout
Não é só Ronaldo que está em blackout, é toda a equipa do Real Madrid. Ver o mesmo Schalke que na época passada levou uma real tareia a encostar os merengues às cordas e a ficar a um golo de eliminar o campeão europeu, em pleno Barnabéu, só surpreende quem não tem visto os últimos jogos dos blancos. Com o Barcelona aí à porta, Ancelotti vai precisar de mais do que dizer o que todos veem para inverter a situação. A boa notícia é que Modric está de volta.
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quarta-feira, março 04, 2015
Alguém quer ir a Berlim?
A UEFA está a oferecer bilhetes para a final da Champions e convida-nos a escolher o(s) melhor(es) momento(s) da competição. Não precisava de vos dizer para quem foi o meu voto, pois não?
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quinta-feira, fevereiro 26, 2015
Atlético sobrevive, Arsenal cai com estrondo
Gosto dos comentários de Pedro Henriques. Ontem, durante o Leverkusen x At. Madrid, num lance entre Mandzukic e vários jogadores do Bayer, saiu-se com qualquer coisa deste género: «foram todos comer, levantaram-se, foram-se embora e ele [Papadopoulos] ficou para pagar a conta» - sendo que a conta foi um cartão amarelo e que a única coisa que o grego papou foi o braço de Mandzukic. Acho piada a estas coisas. Na verdade, por vezes é a única coisa que me diverte, no meio de alguns jogos enfadonhos. Não foi o caso. O Leverkusen tem um futebol straightforward, mesmo quando do outro lado está uma equipa organizada, forte defensivamente e que concede pouco espaço aos seus adversários. O 1x0 pode ser curto, mas estes alemães mostraram que são perfeitamente capazes de marcar em Madrid e complicar as contas do Atlético.
Mais uma corridinha e Leonardo Jardim ia festejar com Mourinho o terceiro do Mónaco, no Emirates. Percebe-se porquê: num só jogo, os monegascos marcaram quase tantos golos como nos 6 jogos da fase de grupos e puseram o Arsenal com um pé fora da Champions. É difícil acreditar. Mas depois de olhar para o espaço que Berbatov, Carrasco e Cia. tiveram e ver Giroud, na frente, a falhar tudo o que lhe deram, é mais fácil perceber. De repente, os quartos-de-final prometem ter uma equipa de fazer crescer água na boca às restantes 7, mesmo sabendo o quanto Wenger e os seus Gunners não terão salivado também.
Mais uma corridinha e Leonardo Jardim ia festejar com Mourinho o terceiro do Mónaco, no Emirates. Percebe-se porquê: num só jogo, os monegascos marcaram quase tantos golos como nos 6 jogos da fase de grupos e puseram o Arsenal com um pé fora da Champions. É difícil acreditar. Mas depois de olhar para o espaço que Berbatov, Carrasco e Cia. tiveram e ver Giroud, na frente, a falhar tudo o que lhe deram, é mais fácil perceber. De repente, os quartos-de-final prometem ter uma equipa de fazer crescer água na boca às restantes 7, mesmo sabendo o quanto Wenger e os seus Gunners não terão salivado também.
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quarta-feira, fevereiro 25, 2015
City na praia, Juventus na marra
Foi pena a reação do City (ou de Aguero + 10) ter sido abruptamente interrompida por um disparate de Clichy. Mas sejamos justos, a primeira parte foi um festival do Barcelona no Etihad. Aquele golo que Messi ainda deve estar a pensar como falhou arrumava a questão. Mas julgo que o 1x2 vai chegar e sobrar.
O jogo de Turim foi um combate ganho pelos pitões de Vidal e por alguma arte de Pogba, Tévez e Morata. No Dortmund, voltou a haver Reus, mas faltou a pontaria que tem permitido a Immobile disfarçar a perda de Lewandowski. Ainda assim, tudo em aberto para o jogo da segunda mão.
O jogo de Turim foi um combate ganho pelos pitões de Vidal e por alguma arte de Pogba, Tévez e Morata. No Dortmund, voltou a haver Reus, mas faltou a pontaria que tem permitido a Immobile disfarçar a perda de Lewandowski. Ainda assim, tudo em aberto para o jogo da segunda mão.
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quarta-feira, fevereiro 18, 2015
Um Chelsea qualquer
Sou um admirador de Mourinho, mas confesso que é uma desilusão ver uma equipa que tem Fàbregas, Oscar, Willian, Hazard e, mais recentemente, Cuadrado, ser incapaz de construir uma jogada ofensiva com princípio meio e fim. Especial, só Courtois e, mesmo assim, a determinada altura, aquilo foi tiro ao boneco. Para ganhar a Champions à Di Matteo, é preciso esta dose de sorte em todos os jogos, o que não é fácil. Para ganhar com mais mérito do que sorte, é preciso muito mais do que o Chelsea fez em Paris.
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quarta-feira, novembro 27, 2013
Porto 1 x 1 Áustria Viena
Eu bem tento reter algo positivo do trabalho de Paulo Fonseca, mas todas as coisas boas que, apesar de não estar satisfeito, eu, ainda assim, fui tirando dos jogos com o At. Madrid, com o Zenit e de um ou outro jogo do campeonato, nomeadamente o último jogo com o Nacional, esfumaram-se, num ápice, após o jogo desta noite.
Depois do empate entre o Zenit e o At. Madrid, esperava-se um Porto motivado com a oportunidade de ascender ao segundo lugar do grupo. Em vez disso, viu-se um Porto amedrontado, inseguro, apático e incapaz de marcar a superioridade evidente que há entre os azuis e brancos e o clube que se estreia na fase de grupos da Champions, e que, apesar de ficar fora das competições europeias, se contentou com o empate (e julgo que isto diz tudo sobre o valor do Áustria Viena).
A primeira parte foi vergonhosa. A segunda trouxe um Porto a correr (mais vezes mal do que bem) atrás de um prejuízo que, apesar do golo madrugador de Jackson, se revelou irreversível.
Salva-se a Liga Europa, destino mais do que provável de uma equipa que não mostrou estofo para mais.
Quanto a Paulo Fonseca, falha o seu primeiro teste decisivo e tem cada vez menos margem de manobra. Veremos se terá tempo (e capacidade) para dar a volta por cima, num clube em que o tempo é algo demasiado caro para dar assim de barato a qualquer um.
Depois do empate entre o Zenit e o At. Madrid, esperava-se um Porto motivado com a oportunidade de ascender ao segundo lugar do grupo. Em vez disso, viu-se um Porto amedrontado, inseguro, apático e incapaz de marcar a superioridade evidente que há entre os azuis e brancos e o clube que se estreia na fase de grupos da Champions, e que, apesar de ficar fora das competições europeias, se contentou com o empate (e julgo que isto diz tudo sobre o valor do Áustria Viena).
A primeira parte foi vergonhosa. A segunda trouxe um Porto a correr (mais vezes mal do que bem) atrás de um prejuízo que, apesar do golo madrugador de Jackson, se revelou irreversível.
Salva-se a Liga Europa, destino mais do que provável de uma equipa que não mostrou estofo para mais.
Quanto a Paulo Fonseca, falha o seu primeiro teste decisivo e tem cada vez menos margem de manobra. Veremos se terá tempo (e capacidade) para dar a volta por cima, num clube em que o tempo é algo demasiado caro para dar assim de barato a qualquer um.
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quinta-feira, novembro 07, 2013
Vontade só não chega
Sim, é verdade que o Porto fez uma boa primeira parte, comandou o jogo, Lucho marcou o golo desejado, mas todo o esforço feito (com o previsível preço, pago mais tarde), foi deitado a perder por mais uma desconcentração defensiva que Hulk não perdoou. Na segunda parte, o Zenit ligou o turbo e Paulo Fonseca ficou a ver. Já sei que uma coisa é ter Kerzhakov e Arshavin no banco, outra é ter Licá e Ghilas, à espera de um milagre, sacrificando um médio, quando os três que havia em campo já não chegavam para as encomendas. Ficaram a nu as debilidades deste Porto: não há pernas para um jogo inteiro, não há banco (a lesão de Quintero retirou-lhe o único trunfo que havia), não há estratégia. Helton adiou as contas para mais tarde, mas depender dos outros não é a mesma coisa.
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terça-feira, outubro 22, 2013
Por linhas tortas
Pois é, o Porto guarda o melhor futebol para a Champions, mas é traído pela sorte e por um disparate de Herrera.
Mesmo com 10, a equipa fez uma primeira parte de bom nível (Fernando fez uma exibição perfeita), superiorizou-se ao Zenit e Lucho estourou no poste a hipótese do Porto sair para o intervalo a vencer. Na segunda parte, veio a erosão do tempo com menos um para lutar, das investidas e dos mísseis de Hulk (que estranho é vê-lo do outro lado), mas também uma bola de Varela desviada pela barra. O nulo, dadas as circunstâncias, não era mau nem rematava mal a história do jogo.
Mas há alguém que não dorme. Aquele golo aos 86 minutos, após um cruzamento teleguiado de um daqueles jogadores que tão pouco agradam a quem passa dia e noite a fazer contas aos equilíbrios defensivos, é uma mensagem dos céus para uma só pessoa, que gere com preguiça, sem rasgo de audácia, que está sempre atrás dos acontecimentos, que se contenta com nada. Pois que se console, agora, com a injustiça que é perder no jogo errado.
Mesmo com 10, a equipa fez uma primeira parte de bom nível (Fernando fez uma exibição perfeita), superiorizou-se ao Zenit e Lucho estourou no poste a hipótese do Porto sair para o intervalo a vencer. Na segunda parte, veio a erosão do tempo com menos um para lutar, das investidas e dos mísseis de Hulk (que estranho é vê-lo do outro lado), mas também uma bola de Varela desviada pela barra. O nulo, dadas as circunstâncias, não era mau nem rematava mal a história do jogo.
Mas há alguém que não dorme. Aquele golo aos 86 minutos, após um cruzamento teleguiado de um daqueles jogadores que tão pouco agradam a quem passa dia e noite a fazer contas aos equilíbrios defensivos, é uma mensagem dos céus para uma só pessoa, que gere com preguiça, sem rasgo de audácia, que está sempre atrás dos acontecimentos, que se contenta com nada. Pois que se console, agora, com a injustiça que é perder no jogo errado.
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quarta-feira, outubro 02, 2013
Eis o balde de água fria
Há algum tempo que os portistas contavam com um balde de água fria. O que, se calhar, não esperavam era que ele chegasse assim, de forma cínica, injusta, porque o Porto nunca foi inferior ao Atlético (e foi bastante superior, nos primeiros 30 minutos) e acabou perdendo por erros próprios, nomeadamente de Helton, que voltou a falhar na Champions, e por outros que certamente não farão manchetes em Espanha nem levarão árbitros a jantar com dirigentes na Marisqueira de Matosinhos, porque, como é sabido, sempre que o Porto é prejudicado pela arbitragem, é porque errar faz parte da condição humana. O Atlético leva 2 pontos caídos do céu e deixa-me uma convicção: este Porto pode perfeitamente ganhar em Madrid. Mas para que isso seja relevante, é preciso marcar posição contra um Zenit que precisará mais de pontuar no Dragão do que esperava, antes do jogo em casa com o Áustria Viena.
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quinta-feira, setembro 19, 2013
Com cagaço
Começou com um equívoco: remate de Fernando, para defesa apertada de Lindner. Um equívoco porque o Áustria Viena foi quase sempre a equipa mais perigosa. O golo surgiu na única jogada com princípio, meio e fim que o Porto foi capaz de fazer no Prater (o lance entre Quintero e Jackson, a que Lucho chegou atrasado, não passou de um esboço). Terminou com Paulo Fonseca agarrado à vantagem mínima - que só não foi desfeita pouco depois do golo portista porque não calhou -, deixando Jackson isolado na frente, como se o Paços de Ferreira estivesse a jogar em Camp Nou.
O mais importante foi conseguido. Mas pergunto-me: se foi assim no terreno do adversário mais fraco do grupo, como será em Madrid e em São Petersburgo? Serão jogos diferentes, eu sei, em que as equipas da casa não se limitarão a esperar pelo inevitável erro portista para saírem disparadas para o ataque (o que é bom, por um lado - mais espaço para jogar -, e mau, por outro - mais trabalho para uma equipa que teima em revelar-se demasiado insegura, na hora de defender). Em todo o caso, o medo (ia dizer conservadorismo, mas medo é já um eufemismo) demonstrado por Paulo Fonseca, na sua estreia na Champions, é um péssimo sintoma.
O mais importante foi conseguido. Mas pergunto-me: se foi assim no terreno do adversário mais fraco do grupo, como será em Madrid e em São Petersburgo? Serão jogos diferentes, eu sei, em que as equipas da casa não se limitarão a esperar pelo inevitável erro portista para saírem disparadas para o ataque (o que é bom, por um lado - mais espaço para jogar -, e mau, por outro - mais trabalho para uma equipa que teima em revelar-se demasiado insegura, na hora de defender). Em todo o caso, o medo (ia dizer conservadorismo, mas medo é já um eufemismo) demonstrado por Paulo Fonseca, na sua estreia na Champions, é um péssimo sintoma.
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quinta-feira, setembro 05, 2013
Kelvin fora da Champions
Calculo que pelo mesmo motivo que enviou Iturbe para Verona e que faz com que Quintero continue a maturar no banco. Há treinadores que têm pavor de artistas (ou potenciais artistas). Mesmo daqueles que, quando todos os alinhados falham, resolvem campeonatos, como é o caso de Kelvin.
Os artistas, sobretudo os mais jovens, são demasiado imprevisíveis e os treinadores preferem jogar pelo seguro (nem que o seguro esteja prestes a morrer de velho). No Porto, a excepção a esta regra, por agora, chama-se Josué. Veremos se resiste ao regresso de Varela.
Eu sei que uma equipa não pode ser feita só de artistas. Tem de haver equilíbrio, gente como André, Costinha, ou, actualmente, Fernando a partir pedra lá atrás. Mas, no fim, são os artistas que fazem a diferença. Nunca o Porto teria conseguido alcançar o topo sem nomes como Madjer, Futre, Deco e Hulk.
O que é curioso é que, se Pinto da Costa jogasse tão pelo seguro como alguns desses treinadores jogam, eles teriam de esperar a vida inteira para chegarem a um clube como o Porto. E, se calhar, era o que mereciam.
Os artistas, sobretudo os mais jovens, são demasiado imprevisíveis e os treinadores preferem jogar pelo seguro (nem que o seguro esteja prestes a morrer de velho). No Porto, a excepção a esta regra, por agora, chama-se Josué. Veremos se resiste ao regresso de Varela.
Eu sei que uma equipa não pode ser feita só de artistas. Tem de haver equilíbrio, gente como André, Costinha, ou, actualmente, Fernando a partir pedra lá atrás. Mas, no fim, são os artistas que fazem a diferença. Nunca o Porto teria conseguido alcançar o topo sem nomes como Madjer, Futre, Deco e Hulk.
O que é curioso é que, se Pinto da Costa jogasse tão pelo seguro como alguns desses treinadores jogam, eles teriam de esperar a vida inteira para chegarem a um clube como o Porto. E, se calhar, era o que mereciam.
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domingo, junho 02, 2013
Bravo, bravo, bravo
Uma final da Liga dos Campeões de hóquei extraordinária, com uma vitória do Benfica, e, no final, jogadores, colegas de profissão e de selecções a cumprimentarem-se, a felicitarem-se e a reconfortarem-se. Uma lição para os idiotas que comandam Porto e Benfica e para os adeptos que se comportam à imagem dessas lideranças, nas bancadas e na net.
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quinta-feira, abril 11, 2013
Todos contra o Málaga
Alguém se lembra do barulho que os espanhóis fizeram por causa do golo de Moutinho? Pelos vistos, para Eliseu as regras são diferentes. Só isso pode explicar que uma equipa que foi pior do que o seu adversário nos dois jogos, que por pouco não teve o «chouriço» de passar a eliminatória com um golo irregular, saia a queixar-se de arbitragem.
Isto não invalida a meritória campanha do Málaga, na sua época de estreia na Champions. Mas o Dortmund é (foi) mais forte e merece estar nas meias-finais. O resto é ruído de quem não sabe perder.
Isto não invalida a meritória campanha do Málaga, na sua época de estreia na Champions. Mas o Dortmund é (foi) mais forte e merece estar nas meias-finais. O resto é ruído de quem não sabe perder.
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quinta-feira, março 14, 2013
Adiós Champions
Retumbante e sem surpresa, porque este Porto de Vítor Pereira só consegue surpreender pela positiva.
Claro que há coisas difíceis de explicar e que fazem diferença, como Lucho a assistir ao remate de Isco (para o primeiro do Málaga) ou a forma como Defour se faz expulsar. Mas o Porto não perdeu por detalhes. O Porto, o seu fabuloso futebol inconsequente, criou duas meias oportunidades de golo no La Rosaleda. O Málaga foi superior em toda a linha (e ainda se pode queixar de um golo mal anulado).
Esta é a parte mais preocupante: a quebra de rendimento portista, na fase crucial da época. Veremos o que sobra para o campeonato. E se James reaparece antes dele acabar.
Claro que há coisas difíceis de explicar e que fazem diferença, como Lucho a assistir ao remate de Isco (para o primeiro do Málaga) ou a forma como Defour se faz expulsar. Mas o Porto não perdeu por detalhes. O Porto, o seu fabuloso futebol inconsequente, criou duas meias oportunidades de golo no La Rosaleda. O Málaga foi superior em toda a linha (e ainda se pode queixar de um golo mal anulado).
Esta é a parte mais preocupante: a quebra de rendimento portista, na fase crucial da época. Veremos o que sobra para o campeonato. E se James reaparece antes dele acabar.
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sábado, março 09, 2013
Um pé no Dragão, outro em Málaga
Em 13 minutos, com golos de Maicon e de Jackson, o Porto resolveu as coisas, fez as malas e pôs-se a caminho de Málaga. Depois disso, só Carlos Eduardo ameaçou estragar a soneca de quem assistia ao jogo, acertando no poste guardado (com os olhos) por Helton. No meio de tanta gestão, fiquei com uma dúvida: Varela e Izmailov também foram poupados para a Champions?
quarta-feira, fevereiro 20, 2013
Fora de jogo...
... Ou, pelo menos, da discussão pela vitória, esteve um Málaga completamente inofensivo. Isco, Saviola (no banco), Joaquín e Cia. já mostraram ser capazes de bem mais. Ainda assim, a defesa menos batida da liga espanhola manteve-se forte e, apesar de o jogo ter apenas um sentido, o Porto não conseguiu criar muitas situações flagrantes de golo: Izmailov falhou na cara de Caballero, Fernando chegou atrasado a um desvio de cabeça de Varela e, claro, a que Moutinho converteu (e que nuestros hermanos choram, contando apenas uma parte de uma história que ainda haveria de ter Weligton e Jackson como protagonistas, na grande área do Málaga). O 1-0, sendo um resultado magro, tem a virtude de deixar para o La Rosaleda o golo que vale por dois. Espero que o Porto não o falhe.
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