Sim, já sei que Mexès imitou Ibrahimovic e marcou um golo que correu este mundo e o outro. Mas o que nenhum dos dois fez foi uma assistência assim.
O lance aconteceu aos 85 minutos de um jogo que, no papel, era o mais fácil dos seis que o Porto tinha/tem de disputar, na fase de grupos da Champions, mas cuja história poderia ter sido diferente, se aquela bola que Sammir fez embater com estrondo no poste tivesse seguido para dentro da baliza. O Dínamo de Zagreb não ia à frente muitas vezes, mas quando o fazia, semeava o pânico na defesa portista. Felizmente, a tradição ainda é o que era e também não foi desta que o campeão croata marcou na Liga dos Campões.
Mas falava eu da assistência de Moutinho, a segunda, porque já antes o oito portista havia assistido Lucho para o primeiro do Porto e feito ele próprio o segundo, na marcação irrepreensível de um livre directo. O lance começa no marcador do golo, segue com James a flectir para o meio e a colocar a bola em Moutinho, que, de primeira, de calcanhar, isola Varela. Uma bola tão carinhosamente tratada, com tanto azul suspenso a admirá-la, só por ingratidão não se juntaria, altiva e perfeita, à festa do terceiro golo portista.
littbarski
Mostrar mensagens com a etiqueta dinamo zagreb. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta dinamo zagreb. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, novembro 22, 2012
quarta-feira, setembro 19, 2012
Dádivas, vilões e artistas
40 minutos da primeira parte, em Zagreb. O que está para trás só tem relevância para quem tem problemas de insónia. Jackson não tem problemas de insónia: aceita a oferta do guarda-redes e, dois segundos depois, adormece no relvado a sonhar que acaba de marcar um golo na Champions.
Tenho para mim que o principal candidato a acordar as bancadas do Dragão, depois da saída de Hulk, é Atsu. Claro que é jovem, erra (porque arrisca) mais vezes, precisa de tempo para evoluir e o todo ainda tem mais potencial do que valor demonstrado. Mas é artista. E isto é um problema para alguns treinadores, que preferem operários a artistas. Que pelo menos não tentem transformar o artista em operário, porque há lugar para todos. A prova disso é o segundo golo do Porto, marcado de forma artística pelo operário Defour, depois de uma assistência perfeita do artista ganês.
Mas falava eu do sonho de Jackson, mais tarde transformado em sonho de Kléber, uma história de dádivas e de vilões, com Tonel a aproveitar a dádiva do árbitro que o deixou permanecer em campo para agitar o Dínamo e com um Carrasco simpático que prefere matar a bola no peito (à Postiga) do que fuzilar a baliza deserta. James ainda fez voar Kelava, mas uma história assim só podia terminar a meio com a intervenção divina de Lucho.
E Moutinho? Alguém viu Moutinho?
littbarski
Tenho para mim que o principal candidato a acordar as bancadas do Dragão, depois da saída de Hulk, é Atsu. Claro que é jovem, erra (porque arrisca) mais vezes, precisa de tempo para evoluir e o todo ainda tem mais potencial do que valor demonstrado. Mas é artista. E isto é um problema para alguns treinadores, que preferem operários a artistas. Que pelo menos não tentem transformar o artista em operário, porque há lugar para todos. A prova disso é o segundo golo do Porto, marcado de forma artística pelo operário Defour, depois de uma assistência perfeita do artista ganês.
Mas falava eu do sonho de Jackson, mais tarde transformado em sonho de Kléber, uma história de dádivas e de vilões, com Tonel a aproveitar a dádiva do árbitro que o deixou permanecer em campo para agitar o Dínamo e com um Carrasco simpático que prefere matar a bola no peito (à Postiga) do que fuzilar a baliza deserta. James ainda fez voar Kelava, mas uma história assim só podia terminar a meio com a intervenção divina de Lucho.
E Moutinho? Alguém viu Moutinho?
littbarski
Etiquetas:
champions league,
christian atsu,
dinamo zagreb,
hulk,
jackson martinez,
joão moutinho,
kléber,
lucho,
porto 12/13
Subscrever:
Mensagens (Atom)