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quarta-feira, julho 03, 2013

Pleno asiático e o adeus de Quintero

Do poder ao pleno Quando falei em poder asiático, no final da segunda jornada, estava longe de imaginar que passassem três equipas aos quartos-de-final do Mundial (nem eles imaginavam).

A estrela Não sei se falta alguma coisa a Quintero para vir a ser um dos melhores do mundo. Um golo salvador de livre directo aos 93 minutos numa eliminatória do Mundial é mais um sinal do que para ali se está a formar. As dezenas de passes fabulosos por jogo também o são. Mas dificilmente sobreviveriam muito mais com um ponta-de-lança tão trapalhão na zona de remate. É hora de pô-lo a jogar com o Falcao, depressa.

terça-feira, maio 28, 2013

Não há paciência para estes Mónacos

James, Moutinho, Falcao, mais uns quantos a caminho, quase todos com a conhecida chancela e ainda estamos no início. Perdido entre o que é a sério e o que não é, lembro-me do estranho caso de Júlio Alves e dos 313 minutos que fez na equipa B do Sporting.

sábado, setembro 01, 2012

domingo, agosto 12, 2012

Primeiro de Jackson

Jackson Martínez faz-me lembrar McCarthy: tem aquele estilo desengonçado-cool de quem joga a ouvir Bob Marley, mas tem técnica, mobilidade e sabe guardar a bola e esperar pela subida da equipa. Falta testar a eficácia da finalização. O primeiro golo surgiu ontem, de cabeça, na estreia oficial do colombiano com a camisola azul e branca, valendo ao Porto a 19.ª Supertaça, num jogo pouco interessante, como são normalmente os primeiros jogos da época, ainda em ritmo de pré-temporada, e como foram uma grande parte dos jogos da era Vítor Pereira. A Académica apostou tudo na organização defensiva e só por uma vez assustou verdadeiramente Helton, num livre apontado por Hélder Cabral. O Porto teve algumas boas situações de golo, mas James, Maicon, Mangala e Otamendi nem de bicicleta conseguiam levar a bola ao seu destino. Até que surgiu o minuto 89, o momento em que Jackson devolveu a esperança à camisola 9 portista, abandonada desde a saída de Falcao.
littbarski

quarta-feira, maio 30, 2012

O balanço de Vítor Pereira

No jornal O Jogo, num tom moderado, dizendo que era normal o mercado mexer com a cabeça dos jogadores, e humilde, reconhecendo não ter um discurso mediaticamente forte e que, inclusivamente, se excedeu em palavras que dirigiu a Jorge Jesus. Uma entrevista ao homem que prefere estar junto aos pescadores de Espinho do que nos Globos de Ouro. Uma imagem simpática, mas que não apaga o mais importante.

Segundo o treinador do Porto, uma das razões pelos jogos menos conseguidos da equipa foi a expectativa de transferência dos jogadores para campeonatos mais competitivos. Algo que aconteceu no início da época, se prolongou (não se sabe muito bem até quando) e que regressou em Janeiro. Ora, em primeiro lugar, isto não é novidade no Porto. Todas as épocas, saem os melhores jogadores para equilibrar as contas da SAD e os treinadores têm de saber lidar com isso e com as expectativas dos que ficam. O próprio Vítor Pereira diz, agora, que tem de estar preparado para a saída de Hulk. E se as partidas de Alvalade e de Barcelos aconteceram, de facto, em Janeiro, os jogos com o APOEL foram em Outubro (o primeiro) e em Novembro (o segundo). Será que nesta altura os jogadores ainda não tinham ultrapassado o trauma de não terem o mesmo destino de Falcao?

A saída do colombiano foi outro motivo invocado por Vítor Pereira para justificar as oscilações da equipa, porque retirou qualidade de jogo na área. Aceito que sim, que Falcao é um jogador de eleição e que não é fácil encontrar um substituto que garanta um desempenho próximo do melhor marcador da Liga Europa. Mas a verdade é que o treinador do Porto passou a época toda sem saber como resolver este problema. Podia ter insistido em Kléber, que fez 5 golos nas 10 primeiras jornadas do campeonato, e deixado Hulk onde ele próprio reconhece que o brasileiro rende mais. Podia ter feito como Mourinho em 2003/2004 e apostado num 4x4x2 (o Porto fez os 2 últimos jogos da caminhada para o título europeu sem McCarthy, jogando com Derlei e Carlos Alberto na frente). O que não devia ter feito, na minha opinião, era passar a época inteira a mudar o ataque. E, ao contrário do que sugeriu Vítor Pereira, Hulk não foi para o meio só nos jogos decisivos. E não foi para o meio em todos os jogos decisivos (o Porto ganhou na Luz, com Janko no centro do ataque e Hulk na direita). Não houve coerência, uma ideia clara de como resolver o problema. Termina a época e o treinador do Porto diz que falta um ponta-de-lança. Mas isso já sabíamos desde o início, não já? «Quando o barco navega em águas calmas, qualquer um é líder. O problema é ter liderança em contextos de adversidade.» - Palavras de Vítor Pereira, algumas linhas antes.

O maior problema, para Vítor Pereira, foi o factor motivacional. Porque não se conseguiu dar uma dimensão mais desafiante aos jogos teoricamente menos complicados. Mas então o discurso para dentro não é forte? Se é, porque não conseguiu motivar os jogadores para jogos em que nem sequer devia ser preciso motivação extra, como o jogo com a Académica, logo após a vitória na Luz e a recuperação de um primeiro lugar que, 3 jornadas antes, estava a 5 pontos de distância?

Para Vítor Pereira, o seu principal papel táctico, como treinador, é manter a equipa equilibrada. O jogador é que tem de procurar o seu caminho, explorar o seu talento, aproveitar as oportunidades, desde que não ponha em causa o equilíbrio da equipa. Ao ler isto, percebe-se porque é que muitas vezes havia jogadores perdidos no campo, sem saber que destino dar à bola. E porque é que, dos novos jogadores, nenhum conseguiu afirmar-se na equipa. Além disso, mais uma vez, a teoria choca com a prática. Maicon na direita, como o próprio Vítor Pereira reconhece, retira profundidade atacante ao lado direito. Se juntarmos a isto a desvio de Hulk da direita para o meio, temos uma equipa que manca. E lá se vai o equilíbrio, por intervenção directa de quem acha que só deve intervir quando há desequilíbrios.

Demasiadas contradições e sinais claros de que o treinador do Porto não aprendeu muito com os erros desta época. Na próxima, provavelmente, não haverá Hulk para resolver jogos, o que dificultará ainda mais as coisas. Veremos como estará a concorrência por cá. Na Champions não vai ser mais fraca, com certeza.

littbarski

domingo, dezembro 18, 2011

Porto 2 x 0 Marítimo

Quando vi Belluschi, isolado, com todo o tempo do mundo, desperdiçar a oferta de Peçanha, temi que este fosse mais um daqueles jogos, de sentido único, em que o Porto passa 90 minutos a desperdiçar oportunidades de golo e que, mesmo reduzido a 10 elementos, o Marítimo fosse lá à frente uma vez, quando a equipa de Vítor Pereira atacasse com tudo, e marcasse um golo, algo que até esteve perto de acontecer. Mas Rodríguez disse que não (já era tempo de fazer mais alguma coisa do que discutir com o treinador), que nada disso, e o Porto lá se juntou, com alívio, ao Benfica, na liderança da Liga.

Duas notas:

- Por vezes, pergunto-me se os jogadores portistas treinam os cruzamentos (eu sei que sim, mas pergunto-me na mesma), tal é a falta de qualidade dos mesmos, durante os jogos. Dizem que é o efeito (da ausência de) Falcao, mas duvido que o colombiano (ou qualquer outro ponta-de-lança) conseguisse chegar aos cruzamentos sem nexo de Djalma, Maicon e Álvaro Pereira. Na única vez que a bola chegou (com a ajuda de um defesa) em boas condições à zona do ponta-de-lança e lá estava o ponta-de-lança, Peçanha fez a defesa da noite, negando o golo a Kléber.

- Será assim tão difícil ver um penalty daqueles?

littbarski

quarta-feira, outubro 26, 2011

Conspiração Estatística - O lobito esfomeado

Proposta de estudo: pontas-de-lança/avançados-centro, estrangeiros, em ano de estreia na liga portuguesa ao serviço do Sporting, nas dez épocas que antecederam a época de 2011/12. Medido em golos, obviamente, que é o que de essencial se espera de um ponta-de-lança, excepto no caso de alguns filósofos que até pela própria musa são desmentidos.

O provocador: Van Wolfswinkel, o holandês de 22 anos que se estreou em Alvalade esta época e que, no final do 10 .º jogo oficial pelo clube, contra o Vaslui, trazia um saco cheio de 8 golos, sendo um deles obtido através da marcação de uma grande penalidade.

Aviso: este exercício de memória pode ser extremamente penoso para sportinguistas menos preparados psicologicamente (diz o adepto do último classificado da liga).

O exemplo: Nos últimos 10 anos, se pensarmos no Sporting e em golos marcados com consistência, só nos lembramos do nome de Liedson. O brasileiro, na sua época de estreia em 2003/04, marcou 7 golos nos primeiros 10 jogos de leão ao peito, tendo 25 anos na primeira partida. Essa época terminou com 19 golos marcados em jogos oficiais pelo clube.

Os pesadelos: Começa a festa. Lembram-se de Nalitzis? O grego estreou-se na época de 2001/2002, aos 26 anos, sem conseguir marcar qualquer golo nos primeiros dez jogos pelo Sporting. Tiuí, com 22 anos, imitou-o em 2007/2008 e Caicedo, com 21 anos, não fez melhor na época 2009/2010. Nota ainda para Mota, que nem aos 10 jogos conseguiu chegar em 2004/2005 (fez 6 e também não marcou).

As promessas: Deivid (aos 25 anos) marcou 4 golos em 2005/2006 (antes de rumar à Turquia); o bielorrusso Kutuzov (com 22 anos) também marcou 4 golos nos primeiros 10 jogos na época de 2002/2003; por fim, o mais prometedor de todos, Marius Niculae, que com 20 anos de idade, fez sonhar os sportinguistas com 4 golos em 2001/2002.

A banalidade: Purovic (22 anos em 2007/08), Alecsandro (25 anos em 2006/07) e Pinilla (20 anos em 2004/05), chegaram aos 2 golos. Carlos Bueno só marcou 1 golo, nos seus primeiros dez jogos de 2006/2007. Outro que aqui cabe é Koke, o espanhol que só fez 7 jogos e até tem uma marca bem interessante de 3 golos marcados nessas partidas. Mas que, se bem me lembro, não deixou muitas saudades.

Inqualificável: Florent Stephane Sinama-Pongolle. Também, mas não só, pelo preço que custou. Só fez 8 jogos pelo Sporting e marcou apenas 1 golo. De penalty. Num jogo em que já tinha feito um auto-golo… Brilhante.

Os outros: Falcao, com 23 anos, no Porto, estreou-se com números iguais a Wolfswinkel, em 2009/2010, com 8 golos nos primeiros 10 jogos, sendo um marcado de penalty. Lisandro Lopez, a jogar a extremo no início, marcou 4 golos em 2005/2006. David Suazo marcou 3 golos em 2008/09 (um deles após um charuto artístico de Aimar, ao Vitória). Óscar Cardozo, que quer marcar 40 golos esta época, estreou-se com 2 golos nos primeiros 10 jogos, aos 24 anos, na época 2007/08, um deles de penalty. Ninguém, contudo, bate a performance de Benni McCarthy: 11 golos nos primeiros 10 jogos nas Antas, com 8 golos marcados nos últimos 3 jogos da primeira série de 10 que fez pelo Porto. Brutal.

Conclusões: as que quiseres, não foi por isso que fizemos o exercício. Podes olhar para Falcao, para Koke, para Caicedo ou para Cardozo e tirar quatro conclusões distintas. E juntar-lhe uma quinta, pensando nas lesões de Niculae. Agora, que o Wolverine do kovacevic promete muito, isso é inegável.

master kodro

sábado, agosto 20, 2011

Hulk descomplica

Hulk continua a descomplicar os jogos mais difíceis, e esta é a melhor notícia, a uma semana do confronto com o Barcelona, para uma equipa cujo jogo continua lento e previsível. A defesa entrega bolas ao adversário com uma frequência preocupante, o meio-campo não tem ideias e, no ataque, Varela e Kléber continuam longe daquilo que podem ou prometeram fazer. O Gil Vicente confirmou as boas indicações deixadas no jogo com o Benfica, jogando de forma descomplexada e criando dificuldades à defesa portista, sobretudo na primeira parte. Veremos o que fará a equipa de Paulo Alves contra equipas do seu campeonato.

Jorge Jesus resolveu falar de arbitragem para dizer que o Porto só chegou em vantagem à segunda jornada porque marcou um golo um pouco duvidoso, na primeira. O que é extraordinário, tendo em conta a forma como o Benfica empatou em Barcelos. Se agora já é assim, nem quero imaginar como será, no dia em que o Benfica for efectivamente prejudicado por algum erro de arbitragem.

Sobre o tema quente da semana, uma discussão interessante, no Portistas de Bancada, para quem quiser ler.

littbarski

sexta-feira, agosto 19, 2011

Europa, Mundo

Proposta de exercício Só para puristas. Estando a selecção de sub-20 tão minada de jogadores que maltratam a bola, estando Portugal na final depois de, pela primeira vez na história da competição (que leva 18 edições), uma selecção ter chegado ao jogo decisivo sem sofrer um único golo, qual é a base que resta para se defender que Ilídio Vale é o pior treinador do mundo, das selecções de sempre ou coisa que o valha?

Liga Europa Sem um minuto de jogo observado, não tenho dúvidas que o Sporting passe (e que os clubes dinamarqueses não são tão fracos como se pintou há pouco tempo), nem que o Braga possa eliminar o Young Boys. Não sei como o Nacional reagirá a jogar num estádio com capacidade para 30.000 almas. Quanto ao Vitória, tal como julguei desde o sorteio, tudo o que termine com o nosso apuramento entra no domínio dos milagres.

Sacos dele 40 milhões por Falcao, mais 5 por Micael, Pizzi também a caminho. Dezenas de jogadores sempre em circulação, quase sempre pelos mesmos clubes, por valores muitas vezes inacreditáveis, não desfazendo no valor de alguns jogadores envolvidos (noutros só se pode considerar como uma provocação às autoridades, como nos casos recentes de Roberto, Bebé ou Cissokho só para lembrar alguns).

master kodro

segunda-feira, agosto 15, 2011

Em ritmo de pré-temporada

Um jogo emotivo, com incerteza no resultado até final, mas com erros a mais e pouco bom futebol, excepção feita a dois lances de Barrientos (o segundo dos quais desperdiçado de forma incrível) e a algumas arrancadas de Hulk, o único jogador portista capaz de desequilibrar a defesa vitoriana. Há muita gente em ritmo de pré-temporada (o que nos casos de Guarín e Falcao é normal). Kléber, por outro lado, parece ter esgotado a pontaria na pré-época. Três excelentes situações de golo desperdiçadas pelo brasileiro, a segunda das quais de forma infantil, quando tinha Hulk completamente solto para fazer o golo. A eficácia portista na hora da finalização já teve melhores dias, e esta atracção de Falcao por Madrid não irá certamente ajudar a melhorá-la.

Lendo na diagonal o que dizem os jornais desportivos, verifico que A Bola fala em mesmo filme, embora o Porto tenha vencido num terreno onde empatou a época passada, e, não podendo escrever que o penalty convertido por Hulk foi mal assinalado (ele foi inequívoco), conta a versão vimaranense. Pois.

PS - Em Barcelos, o Benfica conquistou o primeiro ponto no campeonato com a ajuda de um erro de arbitragem que deixou passar em claro um fora-de-jogo de Nolito, no lance do primeiro golo dos encarnados. Nada de mais (acontece a todos). Mas dá-me um certo gozo ver aquela diagonal que, segundo vários múltiplos benfiquistas, tantas vezes colocou os avançados portistas claramente à frente do penúltimo adversário transformar-se, de repente, numa perfeita linha paralela à linha de baliza. O encarnado faz milagres (refiro-me, obviamente, à camisola XXXL do jogador do Gil Vicente que colocou Nolito em jogo).

littbarski

segunda-feira, julho 25, 2011

Confirmações

Uruguai A potência sul-americana do momento. Um posto que se faz de muito trabalho (que reconhecemos nas qualidades insuspeitas de Maxi Pereira, para mim o melhor do Benfica dos últimos dois anos, e de Álvaro Pereira) e do talento de Forlan e Suarez, principalmente.

Luisão As palavras do capitão do Benfica à chegada a Lisboa confirmam os problemas que os jornais da Cofina anunciavam (não inventam sempre...) e que outros grupos se esforçaram por esconder. Não há nada como um discurso directo revelador para resolver as dúvidas.

Falcao As compras de alto risco de jovens brasileiros na casa dos 10 milhões de euros (13 no caso de Danilo) só podem significar que Falcao será vendido. Ou isso ou está tudo doido e quando digo tudo, digo os "grandes" que devem estar quase a bater, em conjunto, nos 100 milhões de euros em aquisições para esta época. E ainda não acabou.

master kodro

domingo, julho 17, 2011

Uma questão de penalties

O que Falcao desperdiçou, que daria eventualmente a vitória da Colâmbia sobre o Perú (que viria a ganhar 2x0 no prolongamento) e o que Muslera defendeu, de Tevez, no desempate por penalties que levou o Uruguai a eliminar a Argentina que disputava a prova em casa. E os argentinos (e nós) continuam a tentar perceber como é possível...

master kodro

quarta-feira, maio 18, 2011

Palmas para todos

Vencedores e vencidos, por uma época memorável. Palmas para o novato Villas Boas. Palmas para mais um voo de Falcao, para mais magia de Hulk, para o pé de Helton. E palmas para Mossoró, porque não foi ele que falhou naquele lance. Palmas para os heróis de Braga, providenciadas por um túnel humano de campeões nacionais, que fizeram aquilo com que ninguém sonhava. Só mesmo Domingos, talvez. Palmas para Domingos.

master kodro

sexta-feira, abril 29, 2011

Cinco torpedos

Para prevenir, no El Madrigal, as manobras com que o Submarino Amarelo afundou o Nápoles, o Leverkussen e o Twente. Cazorla, Cani, Nilmar e Rossi formam um quarteto de respeito e colocaram o Villarreal na frente (e a incerteza nos corações azuis, ao intervalo). Mas este Porto de marcas históricas, esse mesmo que venceu recentemente na Luz (e sem luz) e despachou o Spartak com um concludente 10-3, não brinca em serviço, tem killer instinct e, à primeira oportunidade, destroça as defesas adversárias com uma simplicidade tão desconcertante como a forma como Falcao pára no ar antes de atingir as redes. Quatro vezes, desta vez - um jogo fabuloso do colombiano. E Dublin mais perto do que nunca.

littbarski

segunda-feira, abril 18, 2011

15

Sim, o Sporting fez 2 golos e teve mais duas boas oportunidades para marcar, uma de Djaló, na primeira parte, e outra de Valdés, isolado, na segunda, contribuindo, desta forma, para um bom espectáculo e reduzindo, no relvado, a diferença que o separa dos campeões nacionais, na classificação. Mas pode agradecer a Rui Patrício (e ao poste) o facto de se ter conseguido manter na disputa pelos pontos, até final. O guarda-redes leonino fez uma grande exibição e negou por 7 vezes o golo a jogadores portistas: Guarín (18'), Falcao (18'), Falcao (20'), Hulk (49'), Sereno (55'), Falcao (74') e Hulk (84'). Oportunidades mais do que suficientes para justificarem a vitória portista. Falcao foi a figura do jogo, confirmando o excelente momento de forma em que se encontra. Varela fez um jogo para esquecer, Maicon teve o bloqueio da praxe (desta vez, sem consequências), e Sereno sossegou, com uma actuação segura, quem temia as ausências de Fucile e Sapunaru.

Desde a deslocação a Alvalade que o Porto conhece apenas um resultado. É meio campeonato seguido a vencer. Apostar nesta continuidade tem um preço: desgaste e risco de lesões (e espero que a de Helton não seja grave). Mas mantém a equipa motivada e com dinâmica de vitória. E coloca-a na história do clube, como referência para as que vierem a seguir.

littbarski

segunda-feira, abril 11, 2011

Picar o ponto ou fazer pontos

Esta é a dúvida que acompanhará os campeões nacionais, até ao final do campeonato. Percebo a gestão de Villas-Boas. Não mudar nada, significaria um desgaste adicional para uma equipa que ainda tem mais duas provas para disputar. Mudar tudo, como fez Jesus, na Figueira da Foz, provavelmente, teria o mesmo resultado que o obtido pelo treinador dos encarnados. E se, nas circunstâncias actuais, para o Benfica é irrelevante terminar a 15 ou a 20 pontos do primeiro lugar, o Porto tem estímulos suficientes para continuar a tentar somar pontos na Liga, como, por exemplo, o de terminar o campeonato invicto, algo que nunca conseguiu, na sua história. O jogo de ontem valeu pela segunda parte, pelos 5 golos, pela incerteza no resultado, pela réplica do Portimonense, que tentou encontrar neste jogo um último fôlego para escapar a um destino cada vez mais certo. Hulk e Falcao, mesmo a meio gás, voltaram a fazer a diferença; Maicon voltou a marcar de canto, confirmando a melhoria portista nos lances (ofensivos) de bola parada. 74 pontos, com 4 jornadas por disputar, menos 2 do que o registo com que o tão elogiado campeão da época passada cortou a meta, na última jornada. Fazer pontos. Fazer pontos, ser melhor, dizimar dúvidas. littbarski

domingo, fevereiro 27, 2011

Olhanense 0 x 3 Porto

O Olhanense fez um bom jogo, mostrando que não era por acaso que ainda não tinha perdido em casa no campeonato e dificultando muito a tarefa portista, sobretudo na primeira parte, período em que só Hulk conseguiu criar verdadeiro perigo. Na segunda parte, com as entradas de Fucile e, principalmente, James, o Porto intensificou o seu domínio, mas os de Olhão responderam à letra, sempre que puderam. Paulo Sérgio obrigou Helton a uma defesa atenta (e por pouco não ficámos sem comentador da TVI para o resto do jogo) e, na resposta, Falcao aproveitou uma das poucas falhas da defesa da casa para rematar ao poste. Assim estava o jogo: bonito, intenso, de resultado incerto. Até que, aos 68 minutos, Bellushi fez o golo que abriu o caminho da vitória portista. Um golo soberbo. Dois minutos depois, Falcao desfez as dúvidas, quanto ao vencedor do jogo (desta vez, a bola bateu no poste e entrou). Yontcha ainda tentou reduzir, mas foi Falcao que bisou, na recarga a um mais um remate de Hulk, fazendo o resultado final.

Com os regressos de Álvaro Pereira e Falcao, o futebol portista aproxima-se gradualmente do nível exibido no primeiro terço do campeonato. Hulk, apesar de não ter marcado, continua a ser o elemento mais importante da equipa do Porto. Mesmo nos jogos em que não consegue marcar, está presente numa elevada percentagem dos ataques e das oportunidades de golo portistas. Vamos ver como equipa reage à sua ausência, no jogo com o V. Guimarães.

littbarski

segunda-feira, fevereiro 07, 2011

Valeu três pontos...

... Como qualquer outra vitória. Mas a exibição portista foi das mais fracas, esta época. Terminar o jogo, em superioridade numérica, com o Dragão gelado por um remate de Júlio Alves que quase deu o empate ao Rio Ave, não é o melhor prenúncio para a deslocação a Braga. Será desta que Falcao regressa?

Como seria de esperar, após a recente vitória no Dragão, o Benfica voltou às primeiras páginas dos jornais como o melhor de Portugal, prestes a ultrapassar o Barcelona, na beleza do futebol praticado (e o Brasil de 1982 que se cuide...). Esquecidos estão os primeiros 4 (de 6) meses da temporada, as 8 derrotas, os 5-0 do Dragão e a eliminação da Liga dos Campeões. Ter mais pontos, mais golos marcados ou menos golos sofridos do que os adversários? Preciosismos de tabelas irrelevantes que teimam em não reconhecer a superioridade do futebol encarnado.

littbarski

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Porto 3 x 1 CSKA

Contas do grupo resolvidas, tempo para gerir esforço e dar minutos de competição à segunda linha, para um déjà vu de Maicon e para Falcao desperdiçar mais uma grande penalidade. James aproveitou a oportunidade para conseguir o golo que tanto procurou no jogo da Taça, e Walter parece mais solto e integrado, duas boas notícias para Villas-Boas, numa altura em que Varela e Rodríguez estão novamente lesionados.

Na sexta-feira, Sevilha e Nápoles são os adversários a evitar.

littbarski

domingo, dezembro 12, 2010

Porto 4 x 0 Juventude de Évora

Boa exibição do Porto, com James (faltou-lhe apenas o golo) e Álvaro Pereira (nem parece que esteve parado 3 semanas) em destaque, frente a um Juventude de Évora sem argumentos para contrariar o favoritismo portista. Deu para Moutinho se estrear a marcar de dragão ao peito e para Walter mostrar alguns pormenores que ainda não tínhamos visto. Hulk continua em standby, o que não é grave, desde que reapareça nos momentos mais importantes. Quem não brinca em serviço é Falcao, que fez o seu 17.º golo da temporada. Com esta vitória, o Porto consegue a marca assinalável de 34 jogos oficiais seguidos sem perder, batendo o recorde obtido por Mourinho, em 2003/2004.

littbarski