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segunda-feira, novembro 11, 2013

Play It Again, Sam # 135 - Parenthetical Girls

Hoje não me apetece falar de futebol e, por isso, não vou falar do pão que saltou dos pezinhos açucarados de Lucho para a boca de Jackson, nem de Fernando a encher o campo, com Defour ao lado, à frente e atrás, nem da bicicleta que Mangala foi buscar à garagem, nem das falhas de Otamendi, que já começam a enjoar. Talvez esteja aborrecido porque o registo de Paulo Fonseca já não é o espelho do de Vítor Pereira. Ou talvez me apeteça simplesmente música.

Música: "Sympathy for Spastics"
Álbum: "Privilege (Abridged)", 2013
Interpretação: Parenthetical Girls



quarta-feira, outubro 23, 2013

Defour, um acto de coragem

Hoje acordei com esta: «o treinador foi corajoso porque retardou a entrada de Defour». A sério? Depois de perder em casa, com o At. Madrid, o treinador deveria ter trocado Jackson pelo belga e abdicado da vitória (e, provavelmente, antecipado a derrota), logo aos 6 minutos. É isso? E quando assistiu, ou melhor, resistiu ao crescimento do Zenit, já na segunda parte, também foi por coragem?

Paulo Fonseca não age nem reage em tempo útil. Perde-se em indecisões e, quando decide, joga quase sempre pelo seguro. Trocar Licá por Varela, Josué por Defour e meter Ghilas quando o jogo está perdido (vá lá, desta vez conseguiu colocá-lo em campo, antes do minuto 90) não é revelador de coragem. Coragem seria lançar Quintero ou Ricardo, mesmo em inferioridade numérica.

Muito me custa olhar para um onze de tantos milhões e não ver um único jogador capaz de sozinho desequilibrar uma partida. Um jogador cerebral como James ou rápido, para o contra-ataque, forte nos lances individuais, e que ontem tinha feito tanto jeito. Iturbe foi embora. Atsu foi embora. Quintero não joga. Têm deficiências defensivas, dizem. Pois, vão dizer isso a Hulk...

segunda-feira, setembro 02, 2013

Porto complicou

Vitória sofrida, muito por culpa própria, devido ao desperdício no ataque (Jackson precisou de umas 6 tentativas para marcar) e aos erros defensivos incompreensíveis de Fucile e de Maicon (é nestas alturas - que valem campeonatos - que Helton é perdoado pelos frangos que, às vezes, nos obriga a comer). Fernando fez um jogo para esquecer (ou para se lembrar das suas confrangedoras limitações ofensivas). Licá mantém o registo: um jogo bom, um jogo banal. Lucho e Defour foram invisíveis. Alex Sandro foi demasiado visível (mas, ainda assim, dos melhores). Ricardo entrou muito bem no jogo. E depois há aquele miúdo que continua a maturar no banco, mas que quando entra faz a diferença, com uma simplicidade e uma precisão impressionantes: uma assistência para golo, que só não foi um par delas, porque Jackson se atrapalhou com a bola.

domingo, agosto 11, 2013

Licá, uma agradável surpresa

Confesso que torci o nariz, quando vi Licá no onze inicial. A verdade é que aos 5 minutos Paulo Fonseca já tinha ganho esta aposta. O ex-estorilista fez um golo (à ponta-de-lança) e uma primeira parte de muito bom nível. Lucho e Jackson completaram o trio que fez estragos na defesa do Vitória e trouxe para o Porto a 20.ª Supertaça da sua história.

Paulo Fonseca tem, neste momento, algumas dores de cabeça. Quase todas boas, e que serão menores quando o plantel estiver fechado (Lucho/Quintero/Josué; Defour/Herrera; Licá/Kelvin/Iturbe), e uma muito má: a possibilidade de Jackson sair, admitida pelo próprio, no final do jogo. Esta deve ser a verdadeira dor de cabeça de todos os portistas.

terça-feira, julho 30, 2013

Celta pouco amigo

Um jogo fraco contra o Celta de Vigo e já ouço gente a chorar por Vítor Pereira, o que é curioso, tendo em conta que aquilo que o Porto não fez, num jogo de preparação, não foi mais nem menos do que aquilo que não fez em dezenas de jogos oficiais, nos últimos 2 anos.

A mim as pré-temporadas já não me iludem. É a partir do dia 10 de Agosto que se começa a ver o que o novo Porto vale. E, para esse jogo, há naturalmente a dúvida de quem substitui Moutinho e James, no onze inicial. Eu apostaria em Defour e Iturbe, para começar. Depois, logo se vê como evoluem Herrera, Quintero e Josué (ou Carlos Eduardo) e se chega mais alguém para o ataque (à baliza, não é às pernas de Nolito), uma vez que Atsu não conta.

sábado, maio 25, 2013

James e Moutinho no Mónaco

Mais do que tentar perceber como se vai repartir o bolo dos 70 milhões, interessa-me saber como se vão colmatar estas duas baixas de peso no onze portista.

Preocupa-me mais James, por um motivo simples: o ataque é o sector mais fragilizado do plantel. Neste momento, há apenas um elemento de valor indiscutível: Jackson. Julgo que o Porto precisa de dois avançados de qualidade (isto se não vender o único que tem, claro...).

Moutinho preocupa-me menos. Primeiro, porque há no plantel uma solução imediata para o lugar: Defour. Além disso, há Carlos Eduardo e há muito que se fala em Herrera, o que, a confirmar-se, garante dois reforços promissores para o meio-campo.

terça-feira, abril 09, 2013

Dois em um

Mais precisamente, no pé esquerdo de Kelvin. Desta vez, Vítor Pereira (com a corda na garganta) arriscou e deu-se bem: o miúdo resolveu-lhe o jogo.

Mas não era neste dois em um que eu pensava. Pensava em Defour, um jogador com a polivalência de que todos os treinadores gostam. É, em rigor, um n em um, sendo que n é igual ao número de posições que o treinador sonha que o jogador pode ocupar. Com Atsu as contas são mais simples, não tiram o sono a ninguém. Assim que o ganês entrou, o ataque do Porto e a defesa do Braga sentiram a diferença. Gosto de coisas simples.

Convém, no entanto, não confundir simplicidade com displicência: a de Otamendi, no lance que quase deu o golo a João Pedro, ou a de Danilo (fatal), que virou as costas à bola e a Alan, permitindo que o jogador do Braga entrasse na área portista como se fizesse compras no supermercado, numa altura em que a equipa de Peseiro conseguia, com muito menos posse de bola mas usando-a com mais objectividade, discutir o jogo com o Porto.

James, um grande golo de James, deu início à recuperação portista (e ao fim do Braga). A segunda parte foi toda azul e a reviravolta só não aconteceu mais cedo porque o remate de Alex Sandro foi tão perfeito que a barra quis guardá-lo como recordação. O pé esquerdo de Kelvin é menos perfeito, contou com uma ajudazinha dos santos (o homónimo e São Joaquim), mas valeu dois pontos.

Ainda não foi desta que o Benfica fez a festa (e aviso já que na próxima jornada sou improficuamente sportinguista desde que o Miguel Lopes era pequenino).

quarta-feira, abril 03, 2013

Três pormenores de um jogo com pouco interesse

1 - O golo de Fernando, que correu o campo de uma ponta à outra, começando, desenvolvendo e finalizando a jogada.
2 - A assistência de Castro, de calcanhar, para o golo de Defour.
3 - O penalty de James. Não sei se a momentânea lesão de Jackson caiu do céu ou se já estava planeado assim. O importante é que se ponha fim aos penalties desperdiçados.

quinta-feira, março 14, 2013

Adiós Champions

Retumbante e sem surpresa, porque este Porto de Vítor Pereira só consegue surpreender pela positiva.

Claro que há coisas difíceis de explicar e que fazem diferença, como Lucho a assistir ao remate de Isco (para o primeiro do Málaga) ou a forma como Defour se faz expulsar. Mas o Porto não perdeu por detalhes. O Porto, o seu fabuloso futebol inconsequente, criou duas meias oportunidades de golo no La Rosaleda. O Málaga foi superior em toda a linha (e ainda se pode queixar de um golo mal anulado).

Esta é a parte mais preocupante: a quebra de rendimento portista, na fase crucial da época. Veremos o que sobra para o campeonato. E se James reaparece antes dele acabar.

domingo, janeiro 20, 2013

Segunda linha mostra serviço

Sabia-se que não ia ser fácil. Este Paços, já aqui elogiado, tinha menos golos sofridos do que o Benfica e era a equipa menos batida fora de casa. Não era, portanto, jogo para Defour, Otamendi, Moutinho e Jackson desperdiçarem oportunidades de golo feito, antes de Alex Sandro fazer (sem querer) o melhor cruzamento do jogo, até porque uma coisa é jogar só com um avançado, já em vantagem, outra é ter de mexer para ganhar e não haver avançados. Em todo o caso, é bom ver a segunda linha (assistência de Kelvin, golo de Izmailov) a fazer a diferença.

PS - Uma manchete d' A Bola com uma vitória do Porto? O trabalho que dá picar o vizinho do lado...

sábado, setembro 10, 2011

Porto 3 x 0 Vitória de Setúbal

Gostei muito da exibição de Defour. Defensivamente esteve irrepreensível, cortando vários contra-ataques da equipa forasteira. Merecia um golo, mas Diego (o melhor do Vitória) negou-lho. Um jogador a rever com atenção. Quem já não precisa de apresentações é James Rodríguez. Depois do bis ao Leiria, voltou a facturar e a afirmar-se como um dos melhores do Porto. Hulk, com duas assistências, Moutinho, marcando o golo que desbloqueou o jogo, e Helton, com duas defesas que evitaram que os sadinos complicassem a vitória portista, foram elementos igualmente em destaque. A equipa de Vítor Pereira está em crescendo, faltando-lhe apenas um maior acerto defensivo em determinados lances (como os que proporcionaram os dois golos do Leiria e que equipas como o Zenit ou o Shakhtar não desperdiçarão) e que Kléber ganhe consistência, no centro do ataque.

littbarski