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domingo, novembro 24, 2013

Desligar os motores

Este continua a ser, quanto a mim, o principal problema do Porto, esta época: a incapacidade de se manter ligado a um jogo, do princípio ao fim. Se juntarmos a isto a falta de eficácia na finalização, a grande exibição de Gottardi (a última defesa, impossível, valeu 3 pontos: os 2 que o Porto perdeu e o que o Nacional ganhou) e mais uma asneira de Otamendi (que manchou uma boa exibição), a qual esteve na origem do lance do golo de Rondón, temos a fórmula para o empate final.

Eu calculo (olhando para as substituições efectuadas) que a intenção de Paulo Fonseca, depois do golo de Jackson (e de 50 minutos tranquilos para os azuis e brancos), fosse manter o Porto no ataque, à procura do golo que mataria o jogo (e a verdade é que Lucho o teve nos pés). Mas se a equipa dá provas repetidas de não ser capaz de corresponder, de forma continuada, às ideias do treinador, talvez, da próxima vez que o Porto estiver em vantagem, o melhor seja abdicar de um extremo (que no caso de Varela, regra geral, é abdicar de muito pouco) e reforçar o meio-campo. Não é a solução mais bonita, provavelmente o espectáculo durará menos tempo, mas talvez se guardem 3 pontos. E digo talvez porque o problema da equipa não se explica apenas com falta de condição física e de desenhos tácticos eficazes: ontem, com a corda na garganta, todos foram capazes de voltar a ligar os motores e encostar o Nacional às cordas. Infelizmente, era tarde.

terça-feira, outubro 22, 2013

Por linhas tortas

Pois é, o Porto guarda o melhor futebol para a Champions, mas é traído pela sorte e por um disparate de Herrera.

Mesmo com 10, a equipa fez uma primeira parte de bom nível (Fernando fez uma exibição perfeita), superiorizou-se ao Zenit e Lucho estourou no poste a hipótese do Porto sair para o intervalo a vencer. Na segunda parte, veio a erosão do tempo com menos um para lutar, das investidas e dos mísseis de Hulk (que estranho é vê-lo do outro lado), mas também uma bola de Varela desviada pela barra. O nulo, dadas as circunstâncias, não era mau nem rematava mal a história do jogo.

Mas há alguém que não dorme. Aquele golo aos 86 minutos, após um cruzamento teleguiado de um daqueles jogadores que tão pouco agradam a quem passa dia e noite a fazer contas aos equilíbrios defensivos, é uma mensagem dos céus para uma só pessoa, que gere com preguiça, sem rasgo de audácia, que está sempre atrás dos acontecimentos, que se contenta com nada. Pois que se console, agora, com a injustiça que é perder no jogo errado.

domingo, outubro 06, 2013

Um Juan em Arouca, outro em Verona

Quem também está a ser guardado (para quem o quiser levar) é Iturbe. Vi-o, esta tarde, no campeonato tacticamente mais disciplinado do mundo, ser o homem do jogo (palavras do comentador), depois de marcar o seu segundo golo (só possível, segundo me contaram, em campeonatos subdesenvolvidos, como o argentino) em dois jogos como titular e de assistir Luca Toni, para o terceiro do Hellas, em Bolonha. Lembrei-me dele, nos 90 minutos em que Varela e Licá disputaram, entre os dois, o título de pior em campo, em Arouca (teve de ser Otamendi, por um acaso posicional, a fazer o que os dois extremos nunca conseguiram). Aquilo que foi acrescentado no meio, com a entrada de Herrera, foi subtraído nas alas. O resultado foi a mesma zona exibicional cinzenta onde o Porto joga, a maior parte do tempo, e que os golos de Jackson vão conseguindo disfarçar. Como Paulo Fonseca continua satisfeito com aquilo que vê, não deve haver novidades tão cedo.

sábado, março 09, 2013

Um pé no Dragão, outro em Málaga

Em 13 minutos, com golos de Maicon e de Jackson, o Porto resolveu as coisas, fez as malas e pôs-se a caminho de Málaga. Depois disso, só Carlos Eduardo ameaçou estragar a soneca de quem assistia ao jogo, acertando no poste guardado (com os olhos) por Helton. No meio de tanta gestão, fiquei com uma dúvida: Varela e Izmailov também foram poupados para a Champions?

quinta-feira, março 07, 2013

Play It Again, Sam #123 - Clap Your Hands Say Yeah

Uma das vantagens de não ter visto o Sporting x Porto, de sábado passado, é não ter assistido, em directo, à enganadora - bela, mas inconsequente - posse de bola, uma imagem de marca do Barcelona português, que ainda recentemente bateu o recorde da Liga, com uns fantásticos 78%, no empate caseiro com o Olhanense...

Muito mais pragmático foi o Benfica, que se deu ao luxo de ter menos posse de bola e de fazer menos remates do que o Beira-Mar e lá está, em cima, a rir-se e a mascar chiclete. Por enquanto...

Também me quer parecer que os leõezinhos, que festejaram o 0-0 caseiro como se tivessem acabado de se sagrar campeões nacionais, depressa regressarão à dura realidade de terem de fazer mais do que chutar a bola para as costas da defesa contrária, para conseguirem mais do que um pontinho. Mas isso é problema deles.

O que me interessa é o regresso de Jackson aos golos, e de James à sua melhor forma, e ver novamente Mangala a voar acima dos mortais, e que Varela faça mais do que ser tacticamente disciplinado a defender, na grande maioria dos jogos - isto porque já se percebeu que Atsu terá o mesmo longo e tortuoso caminho que teve de percorrer James, se tiver sorte... E, claro, que o Porto regresse rapidamente a um futebol consequente que traga vitórias, nem que seja com 20% de posse de bola.

Música: "Same Mistake"
Álbum: "Hysterical", 2011
Interpretação: Clap Your Hands Say Yeah



quarta-feira, fevereiro 20, 2013

Fora de jogo...

... Ou, pelo menos, da discussão pela vitória, esteve um Málaga completamente inofensivo. Isco, Saviola (no banco), Joaquín e Cia. já mostraram ser capazes de bem mais. Ainda assim, a defesa menos batida da liga espanhola manteve-se forte e, apesar de o jogo ter apenas um sentido, o Porto não conseguiu criar muitas situações flagrantes de golo: Izmailov falhou na cara de Caballero, Fernando chegou atrasado a um desvio de cabeça de Varela e, claro, a que Moutinho converteu (e que nuestros hermanos choram, contando apenas uma parte de uma história que ainda haveria de ter Weligton e Jackson como protagonistas, na grande área do Málaga). O 1-0, sendo um resultado magro, tem a virtude de deixar para o La Rosaleda o golo que vale por dois. Espero que o Porto não o falhe.

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Excesso de confiança (ou falta de fiabilidade)

Há uma coisa da qual, infelizmente, o Porto de Vítor Pereira ainda não se conseguiu livrar: a tendência para falhar, quando menos se espera. De nada vale andar a triturar adversários, se a seguir não se for capaz de vencer, em casa, uma equipa que luta por não descer de divisão, com a agravante de se desperdiçar a oportunidade de ficar isolado na frente, depois do empate do Benfica na Madeira. Resumindo, a equipa ainda não é fiável (ou, pelo menos, tão fiável como se deseja).

Claro que podemos lamentar as várias oportunidades de golo falhadas, uma delas de penalty. Mas essas oportunidades surgiram, na sua maioria, de forma atabalhoada, de lances de bola parada ou de ressaltos. O golo de Jackson surgiu assim. Não houve a organização ofensiva necessária para desfazer a teia defensiva do Olhanense. Sentiu-se, pela primeira vez, desde as suas ausências, a falta de James e de Atsu, jogadores que poderiam desequilibrar nas alas e oferecer mais amplitude ao ataque portista, algo que Varela (desastrado) e Sebá não conseguiram (e muito menos Izmailov, que não é extremo). A juntar a isto houve ainda a facilidade com que a equipa de Cajuda conseguiu sair para o contra-ataque. Targino correu mais de meio campo sem oposição, antes do remate para para o golo forasteiro, e Helton compensou duas vezes o desacerto do Porto também na defesa, evitando males maiores.

Até pode ter sido só um acidente de percurso. Mas decerto que a confiança, nas hostes portistas, já não é a mesma.

domingo, janeiro 06, 2013

Uma boa notícia e uma dor de cabeça

A boa notícia é, obviamente, o facto de o Porto não ter perdido pontos, antes da deslocação à Luz. A dor de cabeça é a lesão de James.

Foi notória a quebra de rendimento portista, depois da saída do colombiano, de tal forma que o Nacional, embora sem criar verdadeiro perigo, conseguiu manter a incerteza no resultado até ao fim do jogo. O ataque do Porto ficou manco (se considerarmos que Varela foi mais do que uma muleta), algo que poderia ter sido resolvido com o adiantamento de Danilo (que continua a atacar melhor do que defende). Mas para isso era preciso que Miguel Lopes não estivesse, como tudo indica, de saída. Numa altura em que tanto se discute, com razão, a falta de opções, mesmo que temporária, para o ataque portista, eu pergunto-me quem jogará do lado direito da defesa, se Danilo tiver o azar de se lesionar. Izmailov não será, com certeza. Sobram as adaptações.

O plantel do Porto é curto também por isto: um deficiente aproveitamento dos recursos disponíveis.

quarta-feira, dezembro 05, 2012

O azar não dá trabalho nenhum

Não me chateia muito o Porto ter perdido em Paris o primeiro lugar do grupo, tendo em conta que esta época a vantagem de ser primeiro depende mais do sorteio dos oitavos do que do estatuto adquirido. O que me chateia é a aposta errada de Vítor Pereira (ou de quem decide estas coisas por ele) que resultou em dois objectivos falhados e na interrupção da consistência que eu elogiei aqui.

Claro que para isto contribuíram os azares de Danilo e de Helton. Mas, da mesma forma que a sorte se dá bem com o trabalho e a ousadia, o azar, regra geral, faz companhia à incompetência e ao medo. Chamem-lhe poupança, se preferirem. A realidade não se altera: duas derrotas em três jogos é um saldo negativo e relança as dúvidas sobre a fiabilidade do Porto de Vítor Pereira.

Só mais uma dúvida: como se explica a permanência de Varela em campo, durante 85 minutos?

littbarski

quinta-feira, outubro 25, 2012

Porto 3 x 2 D Kiev

Com um golo e meio de Jackson (a outra metade é de Lucho) e um golaço de Varela, o Porto conseguiu a sua terceira vitória e encontra-se numa posição privilegiada para alcançar os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

O resultado foi melhor do que a exibição e o D. Kiev foi uma equipa bem mais incómoda do que o PSG. Helton foi parando as bolas venenosas de Miguel Veloso, mas foi impotente para travar o cabeceamento de Gusev, no meio (e abaixo) dos centrais, e o tiro à queima-roupa de Ideye, numa altura em que eram os ucranianos que mandavam no jogo.

E como explica Vítor Pereira a quebra de rendimento portista, na segunda parte? Falta de competição. Depois de ter deixado quase toda a gente a descansar, no jogo da Taça, Vítor Pereira queixa-se de falta de competição, que, pelos vistos, tem um efeito negativo sobre o rendimento dos jogadores. Varela concorda com o treinador: «um jogador, quando joga mais, as coisas acabam por ir ao sítio e fica-se com mais confiança». Isto foi dito por um jogador com 433 minutos de utilização, em 10 jogos. Pergunto-me o que pensará Kelvin, que esteve no banco a fazer número - o prémio da Taça que, na prática, é igual ao castigo de Iturbe -, dos seus 61 minutinhos de utilização.

littbarski

domingo, setembro 23, 2012

Porto 4 x 0 Beira-Mar

Sem Lucho, mas com um comandante de luxo (James marcou e deu duas vezes a marcar), o Porto venceu tranquilamente um Beira-Mar que só de bola parada conseguiu chegar com perigo à baliza de Helton. Não percebi a ausência de Otamendi (nem convocado foi). Mangala ainda é muito precipitado na forma como ataca os lances e faz faltas perfeitamente escusadas, em zonas perigosas. Varela fez aquele jogo em dez. Iturbe teve aqueles minutinhos que Vítor Pereira lhe costuma dar de cinco em cinco jogos (e que, evidentemente, não chegam para coisa nenhuma). Helton, Maicon e Jackson (que golaço!) já começaram a render, na Liga Zandiga.

littbarski

domingo, dezembro 11, 2011

Beira-Mar 1 x 2 Porto

O problema de começar a defender uma vantagem mínima a 20 minutos do fim, mesmo contra um Beira-Mar que pouco mais fez do que chutar a bola para as costas da defesa portista, é que nunca se sabe quando um ressalto ou um mau alívio de um lateral improvisado (que, segundo dizem deixou a Juventus a salivar) vai parar aos pés errados. Felizmente, ao contrário do que eu tantas vezes já ouvi e li esta época (e que o jogo de Donetsk já havia indiciado), nem tudo corre sempre mal a Vítor Pereira, e o Porto segurou mesmo os 3 pontos que, sem deslumbrar, fez por merecer.

Hulk, a mais recente referência do ataque em quem Vítor Pereira confia cegamente, apesar de continuar a acreditar em Kléber (na bancada) e Walter (no banco), fez o golo da vitória, após desmarcação e finalização à ponta-de-lança. Mas eu confesso que não gosto de de o ver no centro do ataque (nem de ver Maicon no lado direito da defesa). Acho que os jogadores devem jogar nas posições deles, a não ser numa situação de recurso. É verdade que a qualidade do Incrível lhe permite render em qualquer posição do ataque, mas não foi nessa posição que ele tanto se destacou na época passada. Além disso, há que analisar o rendimento das alternativas a Hulk, nas alas. Kléber tem 6 golos marcados no campeonato e 1 na Liga dos Campeões. O que fizeram Varela e Djalma de relevante?

littbarski

segunda-feira, maio 16, 2011

É muita fruta

Na ausência de Falcao e de Hulk, os dois melhores marcadores da equipa (e da Liga), coube a Varela e Walter construir a 27.ª vitória portista (e a Beto segurá-la, na segunda parte). O Porto termina o campeonato sem derrotas, com 93,3% dos pontos possíveis conquistados e conseguindo a maior diferença de sempre (21 pontos) entre o campeão e o segundo classificado. Como diria Leonor Pinhão: é muita fruta, tenham lá paciência...

littbarski

segunda-feira, março 21, 2011

Podemos marcar a festa, mister?

Depois de meia hora à espera que alguma coisa caísse do céu (e caiu: um golo do emprestado Addy que colocou a Académica em vantagem), a equipa portista arregaçou as mangas, carregou no acelerador e só abrandou quando Varela fez o golo da tranquilidade, a 15 minutos do fim. Destaques positivos para Guarín, que marcou pelo quarto jogo consecutivo, e para vários lances perigosos de bola parada (uma raridade, esta temporada). De um desses lances, nasceu o golo com que Maicon deu a volta ao resultado, lançando o Porto para a melhor série de vitórias do campeonato (12).

Festejar o título na Luz, já na próxima jornada, é algo bastante tentador. Difícil, mas sedutor. Só que tendo em conta que 3 dias depois o Porto recebe o Spartak, talvez fosse mais inteligente dar prioridade (sem abdicar, como é óbvio, de tentar vencer na Luz) ao jogo (esse, sim, decisivo) da Liga Europa. Aliás, o calendário portista, entre os dias 3 e 20 de Abril, cansa só de olhar para ele:

03/04/2011 Benfica - Porto (campeonato)
07/04/2011 Porto - Spartak (Liga Europa)
10/04/2011 Portimonense - Porto (campeonato)
14/04/2011 Spartak - Porto (Liga Europa)
17/04/2011 Porto - Sporting (campeonato)
20/04/2011 Benfica - Porto (Taça)

Uma boa dor de cabeça para Villas-Boas.

littbarski

segunda-feira, novembro 22, 2010

Moreirense 0 x 1 Porto

A primeira parte foi um longo bocejo, interrompido por um bom lance individual de Belluschi e por dois erros de arbitragem: penalty não assinalado sobre Hulk e lance de golo feito mal invalidado a Antchouet, o elemento mais perigoso do Moreirense. Na segunda parte, o domínio portista acentuou-se, mas Moutinho e Belluschi não chegavam. A entrada de Falcão trouxe alguma objectividade ao ataque, e acabou por ser o colombiano a carimbar a passagem sofrida do Porto aos oitavos-de-final da Taça.
Caso Varela não jogue em Alvalade (e com a ausência confirmada de Álvaro Pereira), a equipa de Villas-Boas perde uma parte importante do seu potencial ofensivo. A não ser que Rafa, Ukra ou Rodríguez mostrem aquilo que ainda não foram capazes de mostrar esta época: que são mais perigosos do que um canto a favor do Porto.

littbarski

domingo, outubro 31, 2010

Académica 0 x 1 Porto (podia ser pior...)






Pantanais 0 x Porto 1

No Cidade de Coimbra, onde supostamente deveria realizar-se um jogo de futebol, mas onde não havia condições para jogar futebol, o Porto voltou a mostrar garra de campeão e conseguiu a única coisa que se podia pedir-lhe, naquelas circunstâncias: 3 pontos.

Varela fez o golo da vitória, com um excelente remate à meia-volta. O resto foi pontapé (ou lançamento) para a frente e fé nos deuses, que resolveram a coisa repartindo o infortúnio pelos ferros das balizas das duas equipas (embora o jornal A Bola tenha conseguido ver só metade da desventura - que falta de sorte a deles).

littbarski

terça-feira, fevereiro 23, 2010

Ainda o Porto 5 x 1 Braga

- A nota de um Porto antes e depois de Ruben Micael, absolutamente rendido que estou ao futebol simples e incisivo do madeirense. Em comparação com Belluschi, Valeri ou com o fetiche de Jesualdo que dá pelo nome de Guarin, o português não dá hipótese, pelo menos neste momento.

- A alteração que Domingos introduziu no onze, deixando Meyong de fora, era teoricamente aceitável, face a tudo o que rodeava o jogo. Não resultou porque o golo dos dragões surgiu cedo, fruto de uma batalha entre Silvestre Varela e Filipe Oliveira que o primeiro venceu por falta de comparência do adversário. Os desperdícios iniciais de Alan também não ajudaram.

- O que dizer de Falcao? Já depois de ter ultrapassado a barreira dos 20 golos em época de estreia, marca mais três golos numa semana em dois jogos absolutamente decisivos para os dragões. Muito bom.

- O Braga perdeu um jogo, perdeu uma eventual vantagem sobre o adversário directo em caso de empate, mas não perdeu mais do que isso. Continua a melhor época da história do clube e a liderança a um ponto de distância, num campeonato que ainda tem jogos muito importantes por disputar.

master kodro

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Curtas

Porto 3 x 0 Naval Não houve brilho, mas houve competência e serenidade. A Naval assustou uma vez a sério (ainda havia 1x0 no marcador), o que é uma novidade nos últimos tempos. Falcao chega aos 20 golos, em época de estreia, no início de Fevereiro e Varela já chegou ao 10.º golo da temporada. Ruben Micael continua a mostrar que é um grande jogador.

Queiroz vs Baptista Ou insultos e empurrões vs agarrou-me o pescoço e deu-me dois socos, quando eu estava ao telefone a tomar o café. Infelizmente ninguém quis abordar o assunto dirimido. Seja como for, comportamento absolutamente inaceitável do seleccionador, que está cada vez mais parecido com o seu antecessor, agora também fora das quatro linhas.

A lata desta gente Fiquei absolutamente maravilhado com a argumentação da defesa do Benfica ao sumaríssimo a Javi Garcia. Desde a "agressão" de Valdomiro ao argumento "o emblema da águia defende que o árbitro Elmano Santos se encontrava no enfiamento do lance que redundou no pontapé de Javi García a Valdomiro, tendo por essa razão testemunhado e ajuizado a ação do espanhol, o que desde logo invalida a aplicação do sumaríssimo.". Pela verdade desportiva, sempre, contra os corruptos, os mentirosos e os avençados.

master kodro

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Ainda mais túneis

1. O que Ney, Mossoró e Javi Garcia fizeram toda a gente viu pelas imagens da televisão. Tinha a impressão - não sei porquê, até porque já passaram alguns meses - que as imagens não podiam servir de prova também no caso dos dois primeiros, mas pelos vistos podem. Ainda bem. Basta de comportamentos animalescos a passarem sem punição. Já o caso dos 3 meses de castigo a Vandinho é diferente. Parece que é mais um assunto de túnel. Também tem vários meses e só percebi que algo estava a acontecer quando apareceu esta notícia. Uma queixa escrita do adjunto de Jorge Jesus.

2. Grande túnel fez o Porto, ontem, ao Sporting, com um histórico 5x2. Uma excelente exibição em que só não se percebe onde começa e acaba o mérito do Porto e o demérito do Sporting. Mariano Gonzalez, Ruben Micael e Falcao, entre outros, brilharam, em noite de grandes golos. Varela, então, fez um túnel do tamanho do mundo a quem achou que ele não se enquadrava nos objectivos do clube que o dispensou (isto em semana de bis decisivo de Carlos Martins).

master kodro

terça-feira, dezembro 08, 2009

Uma espécie de blind date

1. O Benfica passeou-se este fim-de-semana com golos de Saviola e Cardozo, dois jogadores observados em tempos pelo gabinete de scouting leonino, segundo revelou Paulo Bento nas entrevistas à televisão e à imprensa que usou para se despedir, defender e atacar. É interessante que o Sporting, sem dinheiro para mandar cantar um cego, alegadamente observe sujeitos como Saviola, nos últimos oito anos vinculado ao Barcelona (primeiro) e ao Real Madrid (depois), com empréstimos a Mónaco e Sevilha pelo meio. Era uma contratação provável, está bom de ver.

Quanto a Cardozo, sem dúvida seria impensável resgatá-lo por 9 milhões de euros (actualmente 12) como fez o Benfica -- dificilmente o Sporting terá a possibilidade de contratar o melhor marcador do campeonato argentino --, mas já não seria tão impensável assim contratá-lo por 900 mil euros em 2006, quando Cardozo marcou 17 golos pelo Club Nacional no Paraguai e saltou para o Newell's. Em 2006, de resto, também Dátolo e Denis, outros exemplos apontados por Paulo Bento para elogiar o gabinete de scouting e proteger Pedro Barbosa, desculpados com a falta de orçamento, eram jogadores perfeitamente acessíveis no Banfield e no Colón.

Para identificar craques no Boca Juniors, na primeira liga espanhola ou na série A italiana, podem contar connosco. Para descobrir diamantes em bruto, ainda por cima baratos, é realmente necessário um gabinete de scouting.

2. Quem também brilhou, com um passe magistral para o primeiro de Liedson em Setúbal, foi Matias Fernandez. A história da sua contratação contou-a Miguel Ribeiro Telles ao i, em mais uma entrevista de despedida. Segundo Ribeiro Telles, o Sporting queria mesmo era contratar Damian Escudero, presentemente emprestado pelo Villarreal ao Valladolid. Acontece que do outro lado alguém perguntou: "Não querem o Matias Fernandez?". E assim se consumou o único verdadeiro reforço leonino para 2009/10.

3. Não tem sido fácil sobreviver no mercado com um orçamento diminuto. Liedson, de regresso aos golos, e logo dois, veio do Corinthians praticamente de borla, tal como Tinga (Grémio), Rogério (Corinthians) e Anderson Polga (Grémio), num período em que realmente havia capacidade em Alvalade, a mal ou a bem, para identificar negócios vantajosos.

De borla estaria Silvestre Varela, se o Sporting não o tem libertado -- ainda por cima pagando -- quando era o destaque do Estrela da Amadora. Varela chega ao FC Porto com 75 jogos na primeira liga portuguesa e 21 na primeira liga espanhola, além de dezenas de internacionalizações nos vários escalões etários. Não sendo um Quaresma, era um caso raro de adaptação ao futebol profissional. A sua não inclusão em plantéis com Caicedo, Saleiro, Tiuí e Purovic, por exemplo, é um acto negligente de gestão, para não escrever pior. Dizer que não servia os interesses tácticos da equipa, um absurdo. Conclui-se que o Sporting jogava em losango por falta de extremos - apesar de Vuk, Izmailov, Pereirinha, Djaló - e não contratava extremos porque jogava em losango.

4. E assim se chega a Angulo, outro dos nomes da última semana, um caso de blind date catastrófico: quando a dispensa de um indivíduo, dois meses após a sua chegada, não suscita senão silêncio, está tudo dito sobre o acerto da contratação.

kovacevic