Hoje acordei com esta: «o treinador foi corajoso porque retardou a entrada de Defour». A sério? Depois de perder em casa, com o At. Madrid, o treinador deveria ter trocado Jackson pelo belga e abdicado da vitória (e, provavelmente, antecipado a derrota), logo aos 6 minutos. É isso? E quando assistiu, ou melhor, resistiu ao crescimento do Zenit, já na segunda parte, também foi por coragem?
Paulo Fonseca não age nem reage em tempo útil. Perde-se em indecisões e, quando decide, joga quase sempre pelo seguro. Trocar Licá por Varela, Josué por Defour e meter Ghilas quando o jogo está perdido (vá lá, desta vez conseguiu colocá-lo em campo, antes do minuto 90) não é revelador de coragem. Coragem seria lançar Quintero ou Ricardo, mesmo em inferioridade numérica.
Muito me custa olhar para um onze de tantos milhões e não ver um único jogador capaz de sozinho desequilibrar uma partida. Um jogador cerebral como James ou rápido, para o contra-ataque, forte nos lances individuais, e que ontem tinha feito tanto jeito. Iturbe foi embora. Atsu foi embora. Quintero não joga. Têm deficiências defensivas, dizem. Pois, vão dizer isso a Hulk...
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quarta-feira, outubro 23, 2013
Defour, um acto de coragem
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segunda-feira, agosto 26, 2013
Com tranquilidade
Licá voltou a destacar-se com mais um golo à ponta-de-lança e uma assistência para Jackson, que, mesmo sem estar no seu melhor (falta muito para fechar o mercado?), marca em todos os jogos. A tremideira defensiva em Setúbal deu lugar à tranquilidade (não me lembro de uma oportunidade de golo do Marítimo) e Josué vai afastando, por enquanto, o fantasma dos penalties falhados. Por falar em fantasmas, nota-se muito a ausência de Moutinho? E de James?
PS - Estou muito curioso para ver o que realmente vale este Sporting a todo o gás. Não me surpreenderia que vencesse (o Gil Vicente esteve a 2 minutos de o conseguir, na Luz) nem que o furor dos leões fosse já cortado pela raiz. Já não me lembrava de um derby lisboeta de verdadeira tripla.
PS - Estou muito curioso para ver o que realmente vale este Sporting a todo o gás. Não me surpreenderia que vencesse (o Gil Vicente esteve a 2 minutos de o conseguir, na Luz) nem que o furor dos leões fosse já cortado pela raiz. Já não me lembrava de um derby lisboeta de verdadeira tripla.
terça-feira, julho 30, 2013
Celta pouco amigo
Um jogo fraco contra o Celta de Vigo e já ouço gente a chorar por Vítor Pereira, o que é curioso, tendo em conta que aquilo que o Porto não fez, num jogo de preparação, não foi mais nem menos do que aquilo que não fez em dezenas de jogos oficiais, nos últimos 2 anos.
A mim as pré-temporadas já não me iludem. É a partir do dia 10 de Agosto que se começa a ver o que o novo Porto vale. E, para esse jogo, há naturalmente a dúvida de quem substitui Moutinho e James, no onze inicial. Eu apostaria em Defour e Iturbe, para começar. Depois, logo se vê como evoluem Herrera, Quintero e Josué (ou Carlos Eduardo) e se chega mais alguém para o ataque (à baliza, não é às pernas de Nolito), uma vez que Atsu não conta.
A mim as pré-temporadas já não me iludem. É a partir do dia 10 de Agosto que se começa a ver o que o novo Porto vale. E, para esse jogo, há naturalmente a dúvida de quem substitui Moutinho e James, no onze inicial. Eu apostaria em Defour e Iturbe, para começar. Depois, logo se vê como evoluem Herrera, Quintero e Josué (ou Carlos Eduardo) e se chega mais alguém para o ataque (à baliza, não é às pernas de Nolito), uma vez que Atsu não conta.
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terça-feira, maio 28, 2013
Não há paciência para estes Mónacos
James, Moutinho, Falcao, mais uns quantos a caminho, quase todos com a conhecida chancela e ainda estamos no início. Perdido entre o que é a sério e o que não é, lembro-me do estranho caso de Júlio Alves e dos 313 minutos que fez na equipa B do Sporting.
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sábado, maio 25, 2013
James e Moutinho no Mónaco
Mais do que tentar perceber como se vai repartir o bolo dos 70 milhões, interessa-me saber como se vão colmatar estas duas baixas de peso no onze portista.
Preocupa-me mais James, por um motivo simples: o ataque é o sector mais fragilizado do plantel. Neste momento, há apenas um elemento de valor indiscutível: Jackson. Julgo que o Porto precisa de dois avançados de qualidade (isto se não vender o único que tem, claro...).
Moutinho preocupa-me menos. Primeiro, porque há no plantel uma solução imediata para o lugar: Defour. Além disso, há Carlos Eduardo e há muito que se fala em Herrera, o que, a confirmar-se, garante dois reforços promissores para o meio-campo.
Preocupa-me mais James, por um motivo simples: o ataque é o sector mais fragilizado do plantel. Neste momento, há apenas um elemento de valor indiscutível: Jackson. Julgo que o Porto precisa de dois avançados de qualidade (isto se não vender o único que tem, claro...).
Moutinho preocupa-me menos. Primeiro, porque há no plantel uma solução imediata para o lugar: Defour. Além disso, há Carlos Eduardo e há muito que se fala em Herrera, o que, a confirmar-se, garante dois reforços promissores para o meio-campo.
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domingo, maio 05, 2013
Glorioso SLB
Vou tentar não me alongar para não roubar protagonismo à festa encarnada que se avizinha, até porque rapidamente o Porto fez a sua inconsequente parte, na Madeira.
James - o pseudo-craque que há muito devia ter dado o lugar a outro - marcou o seu 12.º golo esta temporada (aos quais se juntam 12 assistências), Lucho converteu um penalty, Mangala fez um golo irregular de calcanhar e Helton por pouco não conseguiu que o Porto acabasse a época sem golos sofridos de penalty.
No final, todos ficaram contentes: o Porto continua a ser o melhor segundo, os benfiquistas lá tiveram o errozinho de arbitragem para se entreterem, enquanto o Benfica não ganha ao Estoril com um autogolo e um penalty, e os adeptos da casa acabaram a gritar pelo futuro campeão nacional - haverá maneira mais gloriosa de dizer adeus à Europa?
E agora, se me dão licença, vou ali à farmácia num instante e depois venho para casa meter gelo e suspirar por um domingo distante, do tempo das sobras dos Bauhaus e das palas no cabelo, nos olhos e nos ouvidos.
James - o pseudo-craque que há muito devia ter dado o lugar a outro - marcou o seu 12.º golo esta temporada (aos quais se juntam 12 assistências), Lucho converteu um penalty, Mangala fez um golo irregular de calcanhar e Helton por pouco não conseguiu que o Porto acabasse a época sem golos sofridos de penalty.
No final, todos ficaram contentes: o Porto continua a ser o melhor segundo, os benfiquistas lá tiveram o errozinho de arbitragem para se entreterem, enquanto o Benfica não ganha ao Estoril com um autogolo e um penalty, e os adeptos da casa acabaram a gritar pelo futuro campeão nacional - haverá maneira mais gloriosa de dizer adeus à Europa?
E agora, se me dão licença, vou ali à farmácia num instante e depois venho para casa meter gelo e suspirar por um domingo distante, do tempo das sobras dos Bauhaus e das palas no cabelo, nos olhos e nos ouvidos.
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domingo, abril 28, 2013
Um balão de oxigénio
James é um jogador que arrisca, que desequilibra, que decide. Falha mais do que os outros e ainda mais quando não está bem. Ontem falhou passes fáceis, desperdiçou um penalty, mas não baixou os braços, manteve o discernimento e foi recompensado com uma assistência perfeita para o golo que desbloqueou o jogo. Esta era a atitude necessária nos momentos em que o Porto falhou e deixou o Benfica escapar. Agora, provavelmente, é apenas um inútil balão de oxigénio.
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terça-feira, abril 09, 2013
Dois em um
Mais precisamente, no pé esquerdo de Kelvin. Desta vez, Vítor Pereira (com a corda na garganta) arriscou e deu-se bem: o miúdo resolveu-lhe o jogo.
Mas não era neste dois em um que eu pensava. Pensava em Defour, um jogador com a polivalência de que todos os treinadores gostam. É, em rigor, um n em um, sendo que n é igual ao número de posições que o treinador sonha que o jogador pode ocupar. Com Atsu as contas são mais simples, não tiram o sono a ninguém. Assim que o ganês entrou, o ataque do Porto e a defesa do Braga sentiram a diferença. Gosto de coisas simples.
Convém, no entanto, não confundir simplicidade com displicência: a de Otamendi, no lance que quase deu o golo a João Pedro, ou a de Danilo (fatal), que virou as costas à bola e a Alan, permitindo que o jogador do Braga entrasse na área portista como se fizesse compras no supermercado, numa altura em que a equipa de Peseiro conseguia, com muito menos posse de bola mas usando-a com mais objectividade, discutir o jogo com o Porto.
James, um grande golo de James, deu início à recuperação portista (e ao fim do Braga). A segunda parte foi toda azul e a reviravolta só não aconteceu mais cedo porque o remate de Alex Sandro foi tão perfeito que a barra quis guardá-lo como recordação. O pé esquerdo de Kelvin é menos perfeito, contou com uma ajudazinha dos santos (o homónimo e São Joaquim), mas valeu dois pontos.
Ainda não foi desta que o Benfica fez a festa (e aviso já que na próxima jornada sou improficuamente sportinguista desde que o Miguel Lopes era pequenino).
Mas não era neste dois em um que eu pensava. Pensava em Defour, um jogador com a polivalência de que todos os treinadores gostam. É, em rigor, um n em um, sendo que n é igual ao número de posições que o treinador sonha que o jogador pode ocupar. Com Atsu as contas são mais simples, não tiram o sono a ninguém. Assim que o ganês entrou, o ataque do Porto e a defesa do Braga sentiram a diferença. Gosto de coisas simples.
Convém, no entanto, não confundir simplicidade com displicência: a de Otamendi, no lance que quase deu o golo a João Pedro, ou a de Danilo (fatal), que virou as costas à bola e a Alan, permitindo que o jogador do Braga entrasse na área portista como se fizesse compras no supermercado, numa altura em que a equipa de Peseiro conseguia, com muito menos posse de bola mas usando-a com mais objectividade, discutir o jogo com o Porto.
James, um grande golo de James, deu início à recuperação portista (e ao fim do Braga). A segunda parte foi toda azul e a reviravolta só não aconteceu mais cedo porque o remate de Alex Sandro foi tão perfeito que a barra quis guardá-lo como recordação. O pé esquerdo de Kelvin é menos perfeito, contou com uma ajudazinha dos santos (o homónimo e São Joaquim), mas valeu dois pontos.
Ainda não foi desta que o Benfica fez a festa (e aviso já que na próxima jornada sou improficuamente sportinguista desde que o Miguel Lopes era pequenino).
quarta-feira, abril 03, 2013
Três pormenores de um jogo com pouco interesse
1 - O golo de Fernando, que correu o campo de uma ponta à outra, começando, desenvolvendo e finalizando a jogada.
2 - A assistência de Castro, de calcanhar, para o golo de Defour.
3 - O penalty de James. Não sei se a momentânea lesão de Jackson caiu do céu ou se já estava planeado assim. O importante é que se ponha fim aos penalties desperdiçados.
2 - A assistência de Castro, de calcanhar, para o golo de Defour.
3 - O penalty de James. Não sei se a momentânea lesão de Jackson caiu do céu ou se já estava planeado assim. O importante é que se ponha fim aos penalties desperdiçados.
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domingo, março 31, 2013
Com um olho no vizinho
Com Moutinho, mesmo que em baixa rotação, e James mais interventivo e em subida de forma, sobe também a qualidade do futebol portista. A consequência foi uma vitória tranquila em Coimbra, mesmo sem Jackson no seu melhor e apesar de alguma negligência defensiva (desta vez, Danilo esteve bem melhor do que Alex Sandro) que insiste em repetir-se, de jogo para jogo.
Claro que logo a seguir o Benfica despachou o Rio Ave com uma facilidade que desarma qualquer esboço de recuperação. Isto de ter de andar com um olho no jogo do vizinho é uma chatice, sobretudo quando é o vizinho de cima. É o castigo de quem não sabe chegar-se à frente de outra forma que não seja dada.
Claro que logo a seguir o Benfica despachou o Rio Ave com uma facilidade que desarma qualquer esboço de recuperação. Isto de ter de andar com um olho no jogo do vizinho é uma chatice, sobretudo quando é o vizinho de cima. É o castigo de quem não sabe chegar-se à frente de outra forma que não seja dada.
quinta-feira, março 14, 2013
Adiós Champions
Retumbante e sem surpresa, porque este Porto de Vítor Pereira só consegue surpreender pela positiva.
Claro que há coisas difíceis de explicar e que fazem diferença, como Lucho a assistir ao remate de Isco (para o primeiro do Málaga) ou a forma como Defour se faz expulsar. Mas o Porto não perdeu por detalhes. O Porto, o seu fabuloso futebol inconsequente, criou duas meias oportunidades de golo no La Rosaleda. O Málaga foi superior em toda a linha (e ainda se pode queixar de um golo mal anulado).
Esta é a parte mais preocupante: a quebra de rendimento portista, na fase crucial da época. Veremos o que sobra para o campeonato. E se James reaparece antes dele acabar.
Claro que há coisas difíceis de explicar e que fazem diferença, como Lucho a assistir ao remate de Isco (para o primeiro do Málaga) ou a forma como Defour se faz expulsar. Mas o Porto não perdeu por detalhes. O Porto, o seu fabuloso futebol inconsequente, criou duas meias oportunidades de golo no La Rosaleda. O Málaga foi superior em toda a linha (e ainda se pode queixar de um golo mal anulado).
Esta é a parte mais preocupante: a quebra de rendimento portista, na fase crucial da época. Veremos o que sobra para o campeonato. E se James reaparece antes dele acabar.
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quinta-feira, março 07, 2013
Play It Again, Sam #123 - Clap Your Hands Say Yeah
Uma das vantagens de não ter visto o Sporting x Porto, de sábado passado, é não ter assistido, em directo, à enganadora - bela, mas inconsequente - posse de bola, uma imagem de marca do Barcelona português, que ainda recentemente bateu o recorde da Liga, com uns fantásticos 78%, no empate caseiro com o Olhanense...
Muito mais pragmático foi o Benfica, que se deu ao luxo de ter menos posse de bola e de fazer menos remates do que o Beira-Mar e lá está, em cima, a rir-se e a mascar chiclete. Por enquanto...
Também me quer parecer que os leõezinhos, que festejaram o 0-0 caseiro como se tivessem acabado de se sagrar campeões nacionais, depressa regressarão à dura realidade de terem de fazer mais do que chutar a bola para as costas da defesa contrária, para conseguirem mais do que um pontinho. Mas isso é problema deles.
O que me interessa é o regresso de Jackson aos golos, e de James à sua melhor forma, e ver novamente Mangala a voar acima dos mortais, e que Varela faça mais do que ser tacticamente disciplinado a defender, na grande maioria dos jogos - isto porque já se percebeu que Atsu terá o mesmo longo e tortuoso caminho que teve de percorrer James, se tiver sorte... E, claro, que o Porto regresse rapidamente a um futebol consequente que traga vitórias, nem que seja com 20% de posse de bola.
Música: "Same Mistake"
Álbum: "Hysterical", 2011
Interpretação: Clap Your Hands Say Yeah
Muito mais pragmático foi o Benfica, que se deu ao luxo de ter menos posse de bola e de fazer menos remates do que o Beira-Mar e lá está, em cima, a rir-se e a mascar chiclete. Por enquanto...
Também me quer parecer que os leõezinhos, que festejaram o 0-0 caseiro como se tivessem acabado de se sagrar campeões nacionais, depressa regressarão à dura realidade de terem de fazer mais do que chutar a bola para as costas da defesa contrária, para conseguirem mais do que um pontinho. Mas isso é problema deles.
O que me interessa é o regresso de Jackson aos golos, e de James à sua melhor forma, e ver novamente Mangala a voar acima dos mortais, e que Varela faça mais do que ser tacticamente disciplinado a defender, na grande maioria dos jogos - isto porque já se percebeu que Atsu terá o mesmo longo e tortuoso caminho que teve de percorrer James, se tiver sorte... E, claro, que o Porto regresse rapidamente a um futebol consequente que traga vitórias, nem que seja com 20% de posse de bola.
Música: "Same Mistake"
Álbum: "Hysterical", 2011
Interpretação: Clap Your Hands Say Yeah
domingo, fevereiro 24, 2013
E se fôssemos caçar fantasmas?
Quando Jackson falhou aquele penalty à Panenka, caiu entre os portistas uma sensação de déjà-vu: o Rio Ave utilizava a fórmula que melhor parece resultar no Dragão (defesa cerrada e contra-ataque rápido) e que o Olhanense já tinha usado, o tempo passava e a inspiração tardava a chegar à equipa portista. Como se não bastasse o fantasma recente da equipa algarvia, Braga trouxe a má memória de um distante Porto 2 x 3 Leixões, fazendo, com uma facilidade estonteante, o golo dos vilacondenses, isto depois de Bebé e Ukra já terem posto a cabeça em água a Danilo e Quiñones.
As coisas não estavam a correr bem e é nestas alturas que se percebe a importância de um capitão como Lucho: primeiro, fazendo soar o toque de despertar, com um remate a uns bons 30 metros da baliza que Oblak defendeu, e, depois, oferecendo a Jackson a oportunidade de se redimir do penalty falhado e de reencontrar o caminho do golo (após assistência de um James ainda à procura da melhor forma) e de uma vitória tão difícil quanto justa.
Ganham-se (e perdem-se) campeonatos assim. Para Alvalade espero, obviamente, mais.
As coisas não estavam a correr bem e é nestas alturas que se percebe a importância de um capitão como Lucho: primeiro, fazendo soar o toque de despertar, com um remate a uns bons 30 metros da baliza que Oblak defendeu, e, depois, oferecendo a Jackson a oportunidade de se redimir do penalty falhado e de reencontrar o caminho do golo (após assistência de um James ainda à procura da melhor forma) e de uma vitória tão difícil quanto justa.
Ganham-se (e perdem-se) campeonatos assim. Para Alvalade espero, obviamente, mais.
sábado, fevereiro 16, 2013
Destaques portistas em Aveiro
Jackson continua a fazer golos com uma regularidade impressionante, na sua primeira época em Portugal. São já 20 no campeonato (mais 7 do que Cardozo e Meyong) e 25 no total.
Atsu chegou da CAN para abrir caminho para a vitória portista (e, espero, os olhos a Varela). Boa primeira parte do ganês.
Mangala Quanto vi Ronaldo parado lá em cima, desafiando a gravidade, perante o espanto de Evra, pensei: eu já vi isto em qualquer lado. Alguém que segure o central portista, ou ele só pára na estratosfera.
Izmailov Diz O Jogo, na sua versão impressa, que o internacional russo foi o jogador do Porto que mais correu (11,4 km). Está a aquecer para Alvalade - digo eu.
James O regresso ao activo de um jogador com esta qualidade é sempre motivo de destaque. Foram uns minutinhos, mas já deu para tirar as medidas à baliza.
Atsu chegou da CAN para abrir caminho para a vitória portista (e, espero, os olhos a Varela). Boa primeira parte do ganês.
Mangala Quanto vi Ronaldo parado lá em cima, desafiando a gravidade, perante o espanto de Evra, pensei: eu já vi isto em qualquer lado. Alguém que segure o central portista, ou ele só pára na estratosfera.
Izmailov Diz O Jogo, na sua versão impressa, que o internacional russo foi o jogador do Porto que mais correu (11,4 km). Está a aquecer para Alvalade - digo eu.
James O regresso ao activo de um jogador com esta qualidade é sempre motivo de destaque. Foram uns minutinhos, mas já deu para tirar as medidas à baliza.
segunda-feira, fevereiro 11, 2013
Excesso de confiança (ou falta de fiabilidade)
Há uma coisa da qual, infelizmente, o Porto de Vítor Pereira ainda não se conseguiu livrar: a tendência para falhar, quando menos se espera. De nada vale andar a triturar adversários, se a seguir não se for capaz de vencer, em casa, uma equipa que luta por não descer de divisão, com a agravante de se desperdiçar a oportunidade de ficar isolado na frente, depois do empate do Benfica na Madeira. Resumindo, a equipa ainda não é fiável (ou, pelo menos, tão fiável como se deseja).
Claro que podemos lamentar as várias oportunidades de golo falhadas, uma delas de penalty. Mas essas oportunidades surgiram, na sua maioria, de forma atabalhoada, de lances de bola parada ou de ressaltos. O golo de Jackson surgiu assim. Não houve a organização ofensiva necessária para desfazer a teia defensiva do Olhanense. Sentiu-se, pela primeira vez, desde as suas ausências, a falta de James e de Atsu, jogadores que poderiam desequilibrar nas alas e oferecer mais amplitude ao ataque portista, algo que Varela (desastrado) e Sebá não conseguiram (e muito menos Izmailov, que não é extremo). A juntar a isto houve ainda a facilidade com que a equipa de Cajuda conseguiu sair para o contra-ataque. Targino correu mais de meio campo sem oposição, antes do remate para para o golo forasteiro, e Helton compensou duas vezes o desacerto do Porto também na defesa, evitando males maiores.
Até pode ter sido só um acidente de percurso. Mas decerto que a confiança, nas hostes portistas, já não é a mesma.
Claro que podemos lamentar as várias oportunidades de golo falhadas, uma delas de penalty. Mas essas oportunidades surgiram, na sua maioria, de forma atabalhoada, de lances de bola parada ou de ressaltos. O golo de Jackson surgiu assim. Não houve a organização ofensiva necessária para desfazer a teia defensiva do Olhanense. Sentiu-se, pela primeira vez, desde as suas ausências, a falta de James e de Atsu, jogadores que poderiam desequilibrar nas alas e oferecer mais amplitude ao ataque portista, algo que Varela (desastrado) e Sebá não conseguiram (e muito menos Izmailov, que não é extremo). A juntar a isto houve ainda a facilidade com que a equipa de Cajuda conseguiu sair para o contra-ataque. Targino correu mais de meio campo sem oposição, antes do remate para para o golo forasteiro, e Helton compensou duas vezes o desacerto do Porto também na defesa, evitando males maiores.
Até pode ter sido só um acidente de percurso. Mas decerto que a confiança, nas hostes portistas, já não é a mesma.
terça-feira, janeiro 29, 2013
Números
75% de posse de bola, 23 remates (contra 2), 57 ataques (contra 13) e, claro, 5 golos sem resposta são números que não deixam dúvidas sobre o domínio absoluto do Porto, na recepção ao Gil Vicente.
15 golos de Jackson no campeonato (marcou em 13 dos 16 jogos que fez), 20 (em 25 jogos realizados) em todas as competições.
Duas assistências para golo (uma de Castro, outra de Sebá) vindas do banco de suplentes.
4 vitórias e 1 empate (na Luz), sem James disponível.
1 golo de Atsu na CAN.
Mais 2 pontos, mais uma vitória, menos 1 empate, mais 3 golos marcados, menos 1 golo sofrido - é esta a diferença entre os números do Porto desta época e os da época passada, nas primeiras 16 jornadas do campeonato.
Menos 1 golo sofrido é a diferença entre os números do Benfica desta época e os da época passada, no campeonato, em igual período.
0 derrotas de Porto e Benfica no campeonato.
15 golos de Jackson no campeonato (marcou em 13 dos 16 jogos que fez), 20 (em 25 jogos realizados) em todas as competições.
Duas assistências para golo (uma de Castro, outra de Sebá) vindas do banco de suplentes.
4 vitórias e 1 empate (na Luz), sem James disponível.
1 golo de Atsu na CAN.
Mais 2 pontos, mais uma vitória, menos 1 empate, mais 3 golos marcados, menos 1 golo sofrido - é esta a diferença entre os números do Porto desta época e os da época passada, nas primeiras 16 jornadas do campeonato.
Menos 1 golo sofrido é a diferença entre os números do Benfica desta época e os da época passada, no campeonato, em igual período.
0 derrotas de Porto e Benfica no campeonato.
domingo, janeiro 06, 2013
Uma boa notícia e uma dor de cabeça
A boa notícia é, obviamente, o facto de o Porto não ter perdido pontos, antes da deslocação à Luz. A dor de cabeça é a lesão de James.
Foi notória a quebra de rendimento portista, depois da saída do colombiano, de tal forma que o Nacional, embora sem criar verdadeiro perigo, conseguiu manter a incerteza no resultado até ao fim do jogo. O ataque do Porto ficou manco (se considerarmos que Varela foi mais do que uma muleta), algo que poderia ter sido resolvido com o adiantamento de Danilo (que continua a atacar melhor do que defende). Mas para isso era preciso que Miguel Lopes não estivesse, como tudo indica, de saída. Numa altura em que tanto se discute, com razão, a falta de opções, mesmo que temporária, para o ataque portista, eu pergunto-me quem jogará do lado direito da defesa, se Danilo tiver o azar de se lesionar. Izmailov não será, com certeza. Sobram as adaptações.
O plantel do Porto é curto também por isto: um deficiente aproveitamento dos recursos disponíveis.
Foi notória a quebra de rendimento portista, depois da saída do colombiano, de tal forma que o Nacional, embora sem criar verdadeiro perigo, conseguiu manter a incerteza no resultado até ao fim do jogo. O ataque do Porto ficou manco (se considerarmos que Varela foi mais do que uma muleta), algo que poderia ter sido resolvido com o adiantamento de Danilo (que continua a atacar melhor do que defende). Mas para isso era preciso que Miguel Lopes não estivesse, como tudo indica, de saída. Numa altura em que tanto se discute, com razão, a falta de opções, mesmo que temporária, para o ataque portista, eu pergunto-me quem jogará do lado direito da defesa, se Danilo tiver o azar de se lesionar. Izmailov não será, com certeza. Sobram as adaptações.
O plantel do Porto é curto também por isto: um deficiente aproveitamento dos recursos disponíveis.
quinta-feira, novembro 29, 2012
Goleadores e o peso na equipa
Prémio Óscar Cardozo Sai uma classificação do prémio que consagra o melhor marcador em todas as competições de clube, com a adição do peso dos marcadores no pecúlio total das equipas, esta época:
13 (6 gp) Meyong (81,2% da equipa)
12 (1 gp) Jackson Martinez (30,0% da equipa)
11 (4 gp) Cardozo (30,5% da equipa)
9 (4 gp) João Tomás (42,8% da equipa)
8 (1 gp) James Rodriguez (20% da equipa)
8 (0 gp) Lima (22,2% da equipa)
8 (0 gp) Wolfswinkel (42,1% da equipa)
8 (2 gp) Edinho (33,3% da equipa)
7 (0 gp) Éder (20,5% da equipa)
7 (3 gp) Alan (20,5% da equipa)
Meyong, o dominador O camaronês está a candidatar-se à estátua, em Setúbal. Mais golos, mais golos de penalty e uns absurdos 81% de golos do Vitória sadino esta época.
Um mundo sem mama Num exercício sem penalties, caídos ou não do céu, Meyong (46,1% de golos de gp), João Tomás (44,4%) e Cardozo (36,3%) são os jogadores que mais sofrem nesta classificação:
11 Martinez
8 Lima, Wolfswinkel
7 Meyong, Cardozo, James, Éder
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13 (6 gp) Meyong (81,2% da equipa)
12 (1 gp) Jackson Martinez (30,0% da equipa)
11 (4 gp) Cardozo (30,5% da equipa)
9 (4 gp) João Tomás (42,8% da equipa)
8 (1 gp) James Rodriguez (20% da equipa)
8 (0 gp) Lima (22,2% da equipa)
8 (0 gp) Wolfswinkel (42,1% da equipa)
8 (2 gp) Edinho (33,3% da equipa)
7 (0 gp) Éder (20,5% da equipa)
7 (3 gp) Alan (20,5% da equipa)
Meyong, o dominador O camaronês está a candidatar-se à estátua, em Setúbal. Mais golos, mais golos de penalty e uns absurdos 81% de golos do Vitória sadino esta época.
Um mundo sem mama Num exercício sem penalties, caídos ou não do céu, Meyong (46,1% de golos de gp), João Tomás (44,4%) e Cardozo (36,3%) são os jogadores que mais sofrem nesta classificação:
11 Martinez
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segunda-feira, novembro 26, 2012
A tal pontinha de sorte...
... De que se queixou a concorrência e que faltou a Otamendi, naqueles minutos iniciais em que o Porto encostou o Braga às cordas, chegou no último minuto, quando o remate de James foi desviado por Douglão e deu uma palmadinha nas costas de quem já sonhava com o Benfica isolado na frente.
Poder-se-á falar de uma certa injustiça porque, a partir dos 15 minutos, a equipa da casa equilibrou o jogo e obrigou Helton a mostrar que há vitórias que começam na baliza. Mas esta é a vantagem de ter um grande guarda-redes. E, claro, o melhor marcador da Liga, que desta forma exemplar colocou um ponto final na partida.
Sexta-feira há mais.
littbarski
Poder-se-á falar de uma certa injustiça porque, a partir dos 15 minutos, a equipa da casa equilibrou o jogo e obrigou Helton a mostrar que há vitórias que começam na baliza. Mas esta é a vantagem de ter um grande guarda-redes. E, claro, o melhor marcador da Liga, que desta forma exemplar colocou um ponto final na partida.
Sexta-feira há mais.
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sábado, novembro 03, 2012
Play it Again Sam, # 117 - Autolux
«Here comes everybody», o título do tema de uma banda que eu tive o prazer de conhecer recentemente e que não deverá estar longe daquilo que pensava Ricardo Ferreira, sempre que via James, Jackson e Cia. a atacar, como se não houvesse amanhã, a sua baliza.
Ganhar 5-0, num jogo em que Vítor Pereira teve de fazer 3 substituições forçadas, é obra. Não houve uma única exibição negativa, na equipa do Porto. Foi um recital de futebol ofensivo, do princípio ao fim, que não deu quaisquer hipóteses à equipa de Pedro Martins. Parabéns aos jogadores. Parabéns ao treinador. Muitos jogos assim.
Música: "Here Comes Everybody"
Álbum: "Future Perfect", 2004
Interpretação: Autolux
littbarski
Ganhar 5-0, num jogo em que Vítor Pereira teve de fazer 3 substituições forçadas, é obra. Não houve uma única exibição negativa, na equipa do Porto. Foi um recital de futebol ofensivo, do princípio ao fim, que não deu quaisquer hipóteses à equipa de Pedro Martins. Parabéns aos jogadores. Parabéns ao treinador. Muitos jogos assim.
Música: "Here Comes Everybody"
Álbum: "Future Perfect", 2004
Interpretação: Autolux
littbarski
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