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domingo, julho 21, 2013

O que o dinheiro não compra (ou os bancos não pagam)

Euro sub-19 Começou com uma derrota contra Espanha, mas a segunda parte deu-nos esperança (isto porque a primeira deixou poucas saudades para as nossas cores). Dois nomes a destacar, por razões opostas: Rudinilson foi um desastre, com meia dúzia de passes directos para adversários e desconfio que até agora o central não percebeu que alguém se desmarcou nas suas costas no golo espanhol; Bernardo Silva foi o distribuidor de serviço de passes perfeitos para zonas de remate, mas ninguém estava para aí virado.

A Honra Deve ter havido gente que, ontem à noite, perdeu o lugar ou no elenco oficial ou como segunda opção no plantel do Benfica. Por outro lado, João Mário e Esgaio continuam a mostrar que são mais A do que B e que esse tem que ser o caminho (e não o caminho de Jeffrens que estava lá - mais ou menos - para ajudar a explicar esta ideia). Nuno Reis lá se safou com o golo, depois de duas enormes asneiras, explicadas certamente por um secreto sonho do jogador em ser cancela.

quarta-feira, julho 03, 2013

Ainda o grande Brasil das Confederações

Foi mais de espectáculo do que de qualidade (lembro os dois penalties cometidos e, por acaso, falhados pelos adversários), mas não se podem ignorar vitórias claríssimas contra Itália e a papona Espanha, nem a batalha duríssima vencida contra os uruguaios. A prova é um mini-Mundial, em que os brasileiros foram claramente superiores aos adversários, com Neymar a brilhar intensamente (adivinha-se espectáculo do melhor que a história do futebol nos deu, na parceria com Xavi, Iniesta e Messi), com a solidez de Paulinho e a eficácia de Fred (o melhor marcador do Brasileirão 2012 e segundo de 2011, com 42 golos em 53 jogos nos últimos dois anos).

Interessante também é a prudência dos comentadores desportivos brasileiros, tendo o Mundial 2014 em perspectiva, certamente maior do que a dos portugueses, lembrados estão que o Brasil também venceu as duas últimas edições da Taça das Confederações, mas que não foi por isso que entrou nos quatro primeiros lugares dos torneios mundiais que se seguiram, e que os espanhóis falharam a final da edição passada depois de eliminados pelos Estados Unidos.

Agora que este Brasil promete espectáculo e que Scolari está de parabéns, isso é inegável.

terça-feira, julho 02, 2013

A lei de Jesé

Espanha 2 x 1 México Os espanholitos passaram 70 minutos sem soluções, com Deulofeu, no tempo que esteve em campo, e Jesé, até aos descontos, quase desaparecidos a ver o México marcar e criar muito mais perigo (com Corona a destacar-se). Empataram de bola parada, pegaram no jogo a sério e Jesé, depois de movimento em torno da linha exterior da área, a atirar contra o pandeco que a desviou para dentro da baliza. Pobres mexicanos.

Uzbequistão  Aí está a maltinha asiática a ganhar à Grécia por 3x1 e a chegar aos quartos-de-final. Eles fazem-se.

terça-feira, outubro 16, 2012

Um redondo zero

Dezassete palpites e como seria de esperar ninguém dá um pontinho aos franceses, nem ninguém acerta no Sergio Ramos como marcador, muito menos no Giroud, que só ao sétimo jogo é que conseguiu marcar pelo Arsenal. A classificação da Taça da Liga Xanana mantém-se inalterada.

master kodro

domingo, outubro 14, 2012

TLX # 4 Espanha x França

Data: terça, 16 de Outubro, 20:00
Resultado: ESP ( x ) FRA
Marcador:

segunda-feira, agosto 06, 2012

Ganhar, não ganhar, só ganhar

- Brasileiros e espanhóis defrontam-se hoje no torneio olímpico de basquetebol para decidir a segunda posição do grupo. O problema é que quem ganhar apanha os Estados Unidos nas meias-finais e quem perder só se cruza (se ganhar as eliminatórias, em qualquer dos casos) com o bicho papão na final. Ganhar ou não ganhar, eis a questão.

- É interessante a discussão em torno dos feitos de Phelps. De facto, nem todas as modalidades permitem o ganho de tantas medalhas. Mas ele fez um pouco mais do que isso e é isso que (quase) ninguém consegue - estar no topo, durante tanto tempo e sem falhas: em três torneios olímpicos ganhou 6, 8 e 4 títulos; em 23 provas olímpicas, só falhou a medalha uma vez (na primeira prova deste ano e ficou em quarto); pelo meio ganhou 25 títulos de campeão mundial. E fica-lhe bem a humildade.

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terça-feira, julho 24, 2012

USA 100 x 78 Espanha

Aquele parcial de 13 x 22 deu-me esperanças. Não sei porquê, mas deu. É uma questão de juntar as vitórias por números aproximados com o Brasil e, principalmente, com a Argentina; a pobreza (relativa) das posições interiores; e um parcial de 13 x 22, com triplos, com Navarro em recuperaração e com Ibaka. É mesmo para esquecer. Até sem ninguém de base nas posições 4 e 5 em campo eles partem tudo.

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domingo, julho 15, 2012

Mais uma taça para Espanha

Agora foi o Europeu sub-19, depois de mais uma demonstração de superioridade incontestável, um resultado que os gregos conseguiram adiar até 10 minutos do fim. O golo foi de Jesé Rodriguez, mas o torneio foi de Deulofeu, mais uma pérola de La Masia.

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sábado, julho 07, 2012

Mais uma questão de prioridades

Está a decorrer um campeonato europeu em sub-19. Na segunda jornada, Portugal defrontou, ontem, a selecção espanhola, detentora do título. Portugal empatou 3x3. Portugal garantiu o apuramento para o Mundial sub-20. Qual é o critério editorial que leva a uma escolha de um título como "Jesé é uma máquina"?

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sexta-feira, julho 06, 2012

Raios partam os espanhóis

Um minuto depois de começar a ver o jogo do Europeu de sub-19 e eles marcam...
E sai o empate! Dez minutos e isto promete.

(...)

Algumas horas depois, e após um jogo esquizofrénico, conseguimos um grande empate, 3x3, com o distraído do Platini a deixar que fosse marcado um penalty a favor de Portugal perto do fim do jogo.

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quarta-feira, julho 04, 2012

Portugal, o presente e o futuro

A participação de Portugal no Euro 2012 foi muito boa. Não porque tenha sido uma performance de enorme brilho, coragem e futebol ofensivo e positivo (como, por vezes, se lê), mas porque foi guiada por uma visão pragmática que reconhece superioridade aos adversários que são, de facto, superiores, e porque conseguiu ultrapassar todos os adversários de valia equivalente ou inferior.

Uma análise fria dos números mostra-nos que só Inglaterra, Grécia e República da Irlanda tiveram uma percentagem de posse de bola por jogo inferior a Portugal, o que demonstra uma aposta clara na defesa (com ou sem pressão, mais ou menos alta) e no contra-ataque. A tendência para o passe longo (logo, mais arriscado) influiu também na sua qualidade: 66% de passes certos, um valor superior apenas ao das selecções da República da Irlanda e Grécia e igual ao dos croatas.

Portanto, não assistimos - longe disso - a nenhum espectáculo de ataque e coragem (como a dos italianos contra os mesmo adversários, uma coragem que pode ter resultados e custos), mas sim a um exercício calculista, que não critico, bem pelo contrário, aplaudo, tal como aplaudi há 2 anos, em circunstâncias semelhantes (na valia da equipa, na valia dos adversários e com um calendário extremamente exigente).

Continua a ler-se que estivemos muito perto de ultrapassar os espanhóis - o que não é mentira - mas não nos podemos esquecer que quem fez mais por passar foram eles, mudando inclusivamente o cariz da equipa, abrindo o jogo às alas (faz-me confusão que se invoque o cansaço no prolongamento, quando a outra equipa é formada por jogadores do Real e Barça e teve menos dois dias de repouso desde o jogo dos quartos-de-final).

Por fim, tivemos novamente uma absoluta fixação em Cristiano Ronaldo.  Portugal fez 80 remates durante o torneio, dos quais 35 foram do avançado. Talvez seja inevitável, mas até nisso o jogo nacional se torna demasiado previsível para os adversários - até à exacta medida em que Ronaldo o torne imparável e ele tem armas para o fazer, mas não é todos os dias, como é óbvio.

E o futuro? Ainda há matéria prima para fazer uma selecção competitiva, mas não sei durante quanto mais tempo isso vai durar. Já aqui deixei pistas para o que se está a passar no campeonato português, com um conjunto de sobreviventes portugueses a quem ainda é permitido jogar nos clubes da primeira divisão, deixo agora dados mais específicos relativos a esta realidade.

Estes são os 23 jogadores portugueses, até aos 25 anos de idade (já não estamos só a falar de promessas), que fizeram pelo menos 1350 minutos no campeonato nacional 2011/12, ou seja metade do tempo possível de utilização (com a idade à frente):

João Moutinho (25), Hélder Barbosa (25), Rui Patrício (24), Rúben Ferreira (23), Luís Neto (24), Candeias (24), André Pinto (22), Wilson Eduardo (21), Salvador Agra (20), Daniel Faria (25), Hugo Vieira (23), Yohan Tavares (24), Joãozinho (23), Nuno Coelho (24), Cedric Soares (20), Adrien Silva (23), Ivo Pinto (22), Tiago Pinto (24), Vítor Gomes (24), Yazalde (23), Mika (24), Ludovic (22) e Manel Curto (25).

São estes que vão fazer o futuro? Não me estou a lembrar de muitos jogadores sub-25 que joguem lá fora regularmente, para além de Coentrão e Castro. As equipas B vão ser uma boa oportunidade se não se encherem de jogadores estrangeiros como os maiores formadores nacionais já fizeram nas suas equipas sub-19. Temos uma selecção sub-19 a jogar um Europeu (com grande jogo frente aos papões espanhóis já esta semana) e não sei se são todos titulares nos seus clubes (mas posso tentar saber*). Este panorama, a médio prazo, é ligeiramente deprimente. Era bom que alguém pusesse mão nisto, na Liga, na Federação, nos clubes. Por exemplo, eu acho que seria bem mais interessante que um director da Federação viesse a público alertar para estas questões do que estar constantemente a responder a declarações que não foram feitas ou que jornalistas fizessem o mesmo em vez de alimentarem essa mesma mentira. Mas isso é pedir demasiado.

ps - Uma pesquisa à fase final do nacional de sub-19 mostra que a esmagadora maioria dos jogadores são portugueses.(*)

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segunda-feira, julho 02, 2012

Lei de Espanha

Queres defender? Comes. Queres atacar? Também comes. Ou se assume uma postura potenciadora de balas perdidas e euromilhões ou então não há qualquer hipótese contra esta selecção absolutamente fabulosa.

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domingo, julho 01, 2012

2012 Olympic Basketball Fantasy - posições

Argentina


PG Facundo Campazzo; Pablo Prigioni
SG Emanuel Ginobili
SF Carlos Delfino; Hernan Jasen; Marcos Mata; Andres Nocioni
PF Leo Gutierrez; Luis Scola; Federico Kammerichs
C Juan Gutierrez; Martin Leiva

Austrália

PG Adam Gibson
SG Peter Crawford; Matt Dellavedova; Patrick Mills
SF Joe Ingles; Brad Newly
PF David Barlow; Matt Nielsen; Mark Worthington
C David Andersen; Aron Baynes; Aleks Maric

Brasil

PG Marcelinho Huertas; Raúl Neto; Larry Taylor
SG Leandro BarbosaAlex Garcia; Marcelo Machado
SF Guilherme Giovannoni
PF Tiago Splitter; Marcus Vieira
C Nené Hilário; Caio Torres; Anderson Varejão

China

PG Jianghua Chen; Wei Liu
SG Shipeng Wang
SF Ailun Guo; Yue Sun; Li Yi; Fangyu Zhu
PF Jinhui Ding; Jianlian Yi; Peng Zhou
C Zhizhi Wang; Zhaoxu Zhang


Espanha

PG Jose Calderon; Sergio RodriguezJuan Carlos Navarro
SG Rafael MartinezFernando San Emeterio; Sergio Llul; Victor Sada
SF Rudy Fernandez; Sergi Vidal
PF Felipe Reyes; Victor Claver; Pau Gasol
C Marc Gasol; Serge Ibaka

Estados Unidos da América

PG Chris Paul; Russell Westbrook; Deron Williams
SG Kobe Bryant; James Harden
SF Carmelo Anthony; Kevin Durant; Andre Iguodala; Lebron James
PF Anthony Davis; Kevin Love
C Tyson Chandler

França

PG Tony Parker
SG Yannick Bokolo; Fabien Causeur; Nando de Colo
SF Nicolas Batum; Mickael Gelabale; Yakhouba Diawara
PF Boris Diaw; Ali Traore; Florent Pietrus
C Kevin Seraphin; Ronny Turiaf

Grã-Bretanha

PG Andrew LawrenceNate Reinking
SG Kyle JohnsonMike Lenzly
SF Luol Deng; Andrew Sullivan
PF Kieron Achara; Robert Archibald; Daniel Clark; Joel Freeland
C Eric Boateng; Pops Mensah Bonsu

Lituânia

PG Mantas Kalnietis; Sarunas Jasikevicius
SG Rimantas Kaukenas; Martynas Pocius; Reinaldas Seibutis
SF Linas Kleiza; Jonas Maciulis; Simas Jasaitis
PF Paulius JankunasDarius Songaila
C Jonas Valanciunas; Antanas Kavaliauskas 

Nigéria

PG Anthony Skinn; Ade Dagunduro
SG Chamberlain Oguchi; Richard Deane Oruche
SF Al-Farouq AminuKoko Archibong; Derrick Obasohan
PF Ekene Ibekwe; Ike DioguEjike Christopher Ugboaja
C Alade Aminu; Olumide Oyedeji

Rússia

PG Dmitriy Khvostov; Aleksey Shved
SG Sergey Karasev; Evgeny Voronov; Anton Ponkrashov; Vitaliy Fridzon
SF Victor Khryapa
PF Semen Antonov; Sergey Monya; Andrey Kirilenko
C Timofey Mozgov; Alexander Kaun

Tunísia

PG Omar AbadaMarouane Kechrid; Marouan Laghnej; Zied Toumi
SG Lassaad Chouaya; Mourad El Mabrouk; Amine Rzig
SF Amine Maghrebi; Sofian M'Rad
PF Macram Ben Romdhane; Mohamed Hadidane
C Mohamed Ghyaza; Salah Mejri; Radhouane Slimane

Espanha x Itália - números e palavras

Fase de qualificação 1 Os espanhóis fizeram o pleno, com 8 vitórias em 8 jogos, 26 golos marcados e 6 sofridos, num grupo que incluía a República Checa, Escócia, Lituânia e Liechtenstein. Itália venceu 8 dos 10 jogos disputados, empatando em Belfast e em Belgrado (em jogo apitado por Pedro Proença), num grupo que para além da Irlanda do Norte e Sérvia, continha também a Eslovénia, a Estónia e as Ilhas Faroe.

Fase de qualificação 2 Mesmo com dois jogos a menos do que a maioria dos adversários, Espanha teve o 5.º ataque mais concretizador da fase de qualificação, com 26 golos. Já os italianos tiveram o 10.º ataque, com os mesmos 20 golos marcados pela República da Irlanda (e menos 2 do que a Arménia ou a Hungria). Já em golos sofridos, os italianos foram os melhores de toda a qualificação: apenas 2. Em remates efectuados os espanhóis foram segundos (atrás da Alemanha) e os italianos foram nonos (atrás da Bósnia).

Fase final Os espanhóis dominam no número de passes, na percentagem de passes certos (os italianos são sextos), na percentagem de posse de bola por jogo (os italianos são sétimos), são segundos no número de golos marcados, com 8 (mais 2 do que os italianos) e sofreram apenas um golo em toda a competição (contra 3 de Itália). Os italianos são os mais rematadores com mais um remate do que os espanhóis.

Buffon UEFA.com: How proud are you of your team, and being the captain and leader of the team, after those fantastic performances against England and Germany? "Well we are very pleased because they're unexpected results. We came here with lots of non-football related problems, and also the friendlies we played during our preparation went pretty badly. So that's why we were a bit afraid of playing a bad tournament. But along with the coach we managed to find the right atmosphere within the team, so we could make it here."

Guardiola "Jugar con o sin delantero centro será lo mismo para España. El equipo está en buenas manos y Vicente del Bosque es el mejor entrenador posible para la selección española. Otros jugadores pueden marcar goles más allá de los delanteros"

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sexta-feira, junho 29, 2012

A cabeçada final

Ouvi a notícia da decisão da UEFA de atribuir a honra de arbitrar a final do Euro 2012 a Pedro Proença, em trânsito, hoje de manhã. Lembrei-me das constantes respostas aos "críticos da selecção" - esse ente plural misterioso -, que nos últimos dias foram novamente invocadas, por exemplo, por Hermínio Loureiro ou pelo director de Record (que fala num coro das violentas críticas). Imaginei como seriam essas reacções a um décimo do coro de críticas que Proença ouviu e leu (e sentiu...) nos últimos tempos e que, por exemplo, nestas caixas de comentários, passaram pela culpa num lance da responsabilidade de um assistente ou por ter errado decisivamente num, cito, "Feirence" x Benfica - que nem sequer apitou.

Felizmente Proença é superior a isso tudo, bem como a cabeçadas e ameaças, e responde - ele sim, porque tem matéria para o fazer - dentro de campo. Este não é um prémio por um ano de excepção. Este é o resultado final de uma carreira - numa ocupação muito difícil - que tem um corolário numa final de Campeonato da Europa, depois de uma final da Champions League. Não pode ser encarado de outra forma: é um dos maiores feitos da história do futebol português.

Socorro-me, novamente, das palavras de bloggers (internacionais) especialistas em arbitragem, que definem observadores internos para jogos destas competições:

"His personal opener match was the Group C duel between Spain and Ireland. After his second match (Sweden - France), he has overseen the quarterfinal match between England and Italy, when the squadra azzurra won after penalty shoot-out. In all three matches, he has performed (very) well according to our observation reports - and obviously also from UEFA's point of view."

Parabéns e boa sorte, enorme Pedro Proença.

ps - entretanto, a parvoíce da aliança turco-espanhola e da perigosa ligação à UNICEF transformou-se em motivo de chacota. Obviamente.

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quarta-feira, junho 27, 2012

Balas perdidas e o euromilhões

Só há duas vertentes do jogo que estes fabulosos espanhóis não dominam em absoluto: balas perdidas e euromilhões. Paulo Bento montou a equipa - e muito bem - para potenciar as balas perdidas e o euromilhões. É muito interessante a conversa de que para combater esta Espanha é preciso posse de bola e ataque, mas toda a gente já o tentou e falhou, nos últimos 4 anos (a jogar a sério). Até os alemães, com o seu futebol pragmático, nunca se escondendo de atacar e assumir o jogo, acabam sempre encostados às cordas, com um número de ínfimo de remates.

Portugal jogou para contrariar o jogo espanhol. Abdicou completamente da construção apoiada, para organizar o ataque a partir de passes longos. São passes de risco do ponto de vista atacante (porque muitos são falhados, tornando-se óbvio que o risco de falhar é muito maior), mas são passes que, quando falhados, acabam do outro lado do campo, traduzindo-se em importantes balões de oxigénio defensivo (quando a defesa funciona bem, mecanizada e solidária, como foi o caso).

Não vejo qualquer sinal de fraqueza - pelo contrário, é inteligência - em mudar o cariz do nosso jogo (os espanhóis fizeram o mesmo quando perceberam que não estava a resultar o habitual), em matar-se um jogo (porque é contra esta Espanha) e entregar a sorte do mesmo às poucas oportunidades criadas/sofridas, principalmente quando temos do nosso lado o melhor jogador da Europa. Ronaldo não conseguiu aproveitar as poucas oportunidades que teve? Paciência. Iniesta e os outros também não. Passámos à segunda ronda do euromilhões e perdemos. Mas criámos uma táctica que nos permitiu discutir o jogo contra a melhor selecção do mundo e criar a dúvida no adversário e a incerteza no resultado. Parabéns aos finalistas e parabéns aos nossos bravos jogadores, em especial a Pepe e Moutinho (considerando todo o torneio).

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Um destes chega



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terça-feira, junho 26, 2012

A perigosa aliança turco-espanhola

Um gajo tem que tirar um curso para compreender os sombrios meandros da arbitragem europeia. Hoje tivemos direito a conhecer uma nova teoria da conspiração - contra Portugal, claro - que se desenha para o encontro de amanhã: "Os responsáveis pela Seleção Nacional acolheram a notícia com surpresa e simultaneamente até com alguma revolta, atendendo às relações que são conhecidas nos meandros do futebol internacional e que identificam espanhóis a turcos em muitas situações em que “nuestros hermanos” saíram beneficiados". Facto agravado dado que o "líder da federação espanhola é também presidente do Comité de Arbitragem da UEFA".

Pensava, sinceramente, que era o malandro do Platini que mandava nestas coisas, mas já percebemos que agora é o não menos malandro Angel Villar que coordena o eixo do mal (sempre com consultoria de Pinto da Costa, obviamente). Collina deve ser uma espécie de Rui Costa dos árbitros (sem a parte dos túneis e das ameaças a dirigentes da Liga), é a única explicação.

Lá temos que ir ao historial dos internacionais turcos (os turcos todos, que beneficiam os espanhóis em "muitas" situações) para confirmar as más intenções por trás desta escolha infame. Vamos à história dos últimos 4 anos.

Podemos afastar já Halis Ozkaya, Yunus Yildrim e Tolga Okalfa, que não apitaram jogos de equipas ou selecções espanholas nesse período. Depois temos Firat Aydinus que apitou um Espanha 3 x 0 Arménia (em sub 19), um Bulent Yildrim, que apitou um Sevilha 4 x 0 Karpaty Lviv e um Liechtenstein 0 x 4 Espanha. Ah pois. Estranho, não é?...

Depois, Huseyin Gocek, juiz do Rennes 1 x 1 A. Madrid, do R. Checa 0 x 1 Espanha (em sub 17) e do Espanha 2 x 2 Bélgica (em sub17). Pois, dois empates para desviar as atenções. Roubadíssimos, claro. Mas o verdadeiro ladrão é o nomeado para o Espanha x Portugal, com um longo historial de malvadezas contra os adversários dos espanhóis, essa gente pouco habituada a ganhar nos últimos quatro anos, vamos decorar o seu nome (enquanto continuamos a repetir que Abel Xavier não fez penalty): Cuneyt Cakir.

Barcelona x Chelsea 2 x 2
Bilbao 2 x 1 M. United
Real Madrid 4 x 0 Lyon
Villarreal 0 x 2 Bayern
Villarreal 2 x 1 Nápoles
Rubin Kazan 1 x 1 Barcelona
Valencia 3 x 2 Génova
Espanha 3 x 1 Suíça (sub21)
Corunha 0 x 0 Hajduk

Não é demasiado evidente? O homem apita dois jogos internacionais do Barcelona, nos últimos quatro anos, e o Barcelona não consegue ganhar nenhum. Já temos culpado, com base profundamente científica, se for necessário.

ps - só uma questão para especialistas: não era mais fácil o Platini "ter escolhido" o compatriota Lannoy?

pps  -peço perdão porque não tinha lido esta frase absolutamente fabulosa na capa do jornal A Bola: "Presidente do Comité dos árbitros é espanhol e vice-presidente é turco e amigo do Barcelona e da UNICEF". É determinante esta questão do amigo do Barcelona, como se vê nos jogos de cima. Agora, absolutamente imperdoável é que seja amigo da UNICEF... Não há limites.

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O caminho espanhol


- Posse de bola insuperável, claro domínio nos remates, defesa quase impenetrável. É o que nos espera no encontro da meia-final. É o retrato da selecção espanhola nas fases finais, desde que iniciou a caminhada vitoriosa no Euro 2008: 28 golos marcados contra 6 sofridos, 287 remates efectuados contra 132 permitidos, em 17 jogos.

- São poucas as excepções a esta realidade: uma única derrota, contra a Suíça, no primeiro jogo para o Mundial 2010; apenas dois jogos com menos posse de bola (ambos durante o Euro 2008); uma única partida em que o adversário conseguiu fazer tantos remates como a Roja, contra o Chile.

- Só há aqui uma boa notícia para nós: o melhor marcador espanhol no período 2008-2010, David Villa, com 9 dos 20 golos marcados nesse período, não está cá e não tem substituto à altura (a má notícia é que marcam todos). Sim, porque com estes tipos raramente há boas notícias.

- Talvez, Ronaldo...

4x1 Rússia 17-10 46%
2x1 Suécia 13-7 63%
2x1 Grécia 17-9 56%
0x0 Itália 22-10 57%
3x0 Rússia 18-6 52%
1x0 Alemanha 12-3 48%
0x1 Suíça 24-8 63%
2x0 Honduras 22-9 56%
2x1 Chile 9-9 59%
1x0 Portugal 19-9 60%
1x0 Paraguai 16-9 60%
1x0 Alemanha 13-5 52%
1x0 Holanda 18-13 57%
1x1 Itália 18-10 60%
4x0 R. Irlanda 26-6 66%
1x0 Croácia 14-5 64%
2x0 França 9-4 55%

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domingo, junho 24, 2012

Espanha e frases

- Como era de esperar, é com os espanhóis que teremos de disputar o acesso à final. Espanha permitiu 4 remates aos franceses, sendo apenas um destes à baliza. Voltou a prescindir de ponta-de-lança, porque não precisa dele, bem pelo contrário: alguém se desmarca, passa e remata melhor do que Fabregas (ou qualuqe outro daquele meio-campo)? Tal como há 2 anos, agora nas meias-finais, vai ser muito difícil e um feito extraordinário, se conseguido.

- A ausência de Nasri no onze não ajudou, por certo, a que os franceses conseguissem ter bola e qualidade no passe. O médio brilhou noutro lado, dirigindo-se a um jornalista francês: "Escreves merda todos os dias (...) Filho da puta, como podes escrever que eu sou mal educado?". Realmente, que filho da puta, caralho, pá. Mal educado em que sentido?

- Mais frases bonitas na continuação da "excelente campanha para a modalidade": de um lado, o Sporting dá os parabéns à FPF pelo título; do outro, Ricardinho (duas vezes expulso nas finais, uma delas por agressão) defende que fizeram mil e uma injustiças ao Benfica. A modalidade agradece.

master kodro