terça-feira, janeiro 27, 2015

Salvos pelo Paços

Depois de um jogo frustrante na Madeira, num daqueles dias em que a bola não quer entrar (sendo que, no caso de Indi, não teve de se esforçar muito) e o adversário vai à frente uma vez e ganha o jogo. Bem podemos agradecer a Paulo Fonseca (e a Sérgio Oliveira) por o campeonato não ficar arrumado a meio da época. Com um jeitinho e umas baldas, ainda temos o Sporting a lutar pelo título - isto se entretanto Marco Silva não for demitido, claro.

quinta-feira, janeiro 22, 2015

Helton e pouco ou muito mais

É difícil ficar indiferente àquilo que se passou em Braga. Mas, se calhar, antes de apontar o dedo a uma arbitragem ridícula, que arruinou o jogo, convém puxar as orelhas a Reyes, por aquela entrada absurda, completamente desnecessária, que lhe valeu o primeiro amarelo, e a Evandro, por se ter posto a jeito do modo de compensação que foi ligado, depois do penalty a favor do Porto, e que assim permaneceu até ao fim do que sobrou do jogo.

E o que sobrou foi uma luta desigual, de 11 contra 9, um enorme Helton, a mostrar que ainda está aí para as curvas, e um espírito solidário e guerreiro que transformou a revolta em orgulho. Se Lopetegui conseguir catalisar este espírito para o que resta da época, pode ser que ainda venhamos a agradecer a Cosme Machado. Caso contrário, terá sido apenas mais um jogo para esquecer, de uma competição que todas as épocas se destaca pelos piores motivos e que, por isso, tem cada vez menos credibilidade.

quarta-feira, janeiro 21, 2015

Tiro ao Bruneco

Continua a falar-se da gestão do futebol sem ter em conta a necessidade de construir dois plantéis -- um para o presente e outro para o médio prazo.

O leque de contratações dos últimos dois anos inscreve-se nesta lógica. É isso que está a ser feito, e com um cheque mais pequeno do que o estômago do presidente da Liga.

Neste momento, o Sporting tem uma equipa competitiva e jogadores com mercado. Percebo que a situação causa urticária a muito boa gente, mas é a vida.

Nenhum clube sobrevive sem reforços de qualidade e sem vender os melhores jogadores. Contratar bem também passa por precaver futuras saídas, não se trata apenas de arranjar nomes que entram de caras na primeira equipa.

O maior desafio da direcção, departamento de futebol e treinador: programar e gerir a sangria que inevitavelmente vai acontecer, como acontece  em todo os estádios onde não há poços de petróleo.

Mais uma vez, as coisas parecem controladas.

Temos William, Carrillo e Slimani, cada um vale mais de 10 milhões.

Temos Rui Patrício, Cedric, Jefferson, Adrien e Montero, em relação aos quais não é absurdo imaginar encaixes entre 3 e 4 milhões de euros.

Temos Paulo Oliveira, Jonathan, João Mário, Mané e Ryan Gauld na fase de engorda.

Parece mais do que suficiente para o patamar de custos actual: orçamento de 25 milhões de euros e investimento de 15 milhões, se tomarmos 2014/2015 como referência.

Apesar do ruído vindo de fontes inseguras, invisuais e blogues com sotaque do norte, é preciso notar que os resultados operacionais são positivos. Ou seja, a atividade dá lucro sem receitas extraordinárias, portanto, sem vendas de jogadores.

Para aborrecimento de tantos camarotes, a realidade é esta.

kovacevic

domingo, janeiro 18, 2015

Perspectivas e murros no estômago

Um murro no estômago, ouviu-se, não do comentador que tentou ver irregularidades em todos os golos do Porto, mas do Penafiel, bem entendido. Óliver fazia o terceiro e acabava com as dúvidas que um terreno em estado lastimável e o futebol de lotaria lançaram, no início da segunda parte. Todas? Não, havia alguém que ainda desconfiava. Porque os jogadores do Penafiel reclamaram qualquer coisa. A insistência do senhor era tal, que teve de ser Luis Freitas Lobo a intervir e a dizer que não havia nada de irregular no golo. Porque não havia. Tal como não houve no de Jackson. Sobra o lance de Casemiro, dois metros à frente de toda a gente ou em linha, dependendo da perspectiva. Na dúvida, o árbitro assistente deixou jogar. Mais um murro no estômago.

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Serenata merengue

- Que bem que se está aqui, debaixo deste céu merengue. Bem, agora é noite e está um bocado escuro. Além disso, está a chover, mas não é costume. Gosto de ouvir os pássaros a cantar serenatas. Nesta altura do ano, eles não cantam muito, mas eu tenho um coração romântico e vou tatuá-lo no peito. Ou naquelas chuteiras cor-de-laranja que eu vi lá em baixo em Sevilha. Sergio & Pilar, ficava lindo! Aproveito e dou um saltinho a Cádis, que já estou com saudades da praia. Olha, vou convidar o Pepe para um presuntinho do mar e um karaoke. Pepe?

- O Torres!

- Quem? Onde?

- O Torres, pá! O To... Pronto, deixa lá. Acabou.

- Não me digas que já fizemos merda.