quarta-feira, Outubro 22, 2014

Porto 2 x 1 Athletic

Com Quintero e Brahimi a procurarem zonas interiores e Tello a destacar-se nas alas, o Porto fez uma boa primeira parte e, embora evidenciando sintomas da ressaca do jogo com o Sporting, justificou plenamente o golo de Herrera.

Na segunda parte, o Athletic subiu no terreno, acentuou a pressão sobre a defesa portista e voltou a tremideira dos últimos jogos, que culminou com o golo do empate basco, no período de maior desorientação portista. Quaresma saltou do banco para calar os assobios e conseguir o golo decisivo, que só não foi egoísta porque Iraizoz decidiu partilhá-lo.

A vitória coloca o Porto mais perto do apuramento, mas a exibição da segunda parte esteve longe de conseguir afastar os fantasmas que têm assombrado a equipa, nos últimos tempos.

PS - Mais 5 alterações em relação ao onze inicial anterior. Rotatividade? Isso é coisa que não existe.

terça-feira, Outubro 21, 2014

Ainda a rotatividade

Que, pelos vistos, não existe, segundo nos garante o Maisfutebol, porque Lopetegui não está a fazer nada que os outros treinadores não façam.

Dei-me apenas ao trabalho de comparar com o Benfica, que é o clube que aparece com mais jogadores utilizados, o número de alterações feitas no onze inicial, de um jogo para o seguinte, incluindo as 8 que Jorge Jesus fez, no jogo da Taça contra o Covilhã.

Benfica - 0, 1, 2, 1, 0, 1, 1, 4, 5, 8.
Total: 23, em 11 jogos. Média: 2,1 alterações por jogo.
Onze inicial repetido duas vezes.

Porto - 1, 4, 4, 3, 3, 3, 6, 5, 4, 1, 5.
Total: 39, em 12 jogos. Média: 3,3 alterações por jogo.
Onze inicial repetido 0 vezes.

Estamos a falar de uma equipa com um modelo de jogo consolidado há anos e outra que está a tentar implementar um novo, mas que para além de mudar mais jogadores no onze inicial, por jogo, muda os jogadores de posição e o sistema táctico utilizado.

A rotatividade não é o único problema de Lopetegui, mas é um problema.

Jogo interior

Vertical e eficaz.



segunda-feira, Outubro 20, 2014

Os problemas de Lopetegui

Rotatividade A rotatividade tem a vantagem de poupar fisicamente jogadores, dando oportunidades e ritmo competitivo a outros, mas sem um modelo de jogo estabilizado e funcional, com alterações sem critério e em número exagerado, acaba por se tornar contraproducente.

Ausência de jogo interior Basicamente, como o blogue Tactical Porto explica, Lopetegui resolveu abdicar de um dos corredores (o central), tornando todo o processo ofensivo, inclusivamente a saída de bola, mais previsível e fácil de anular, para além de comprometer o processo defensivo, potenciando os erros individuais que temos visto repetidos.

Erros de casting Mas se a intenção de Lopetegui é criar desequilíbrios a partir das alas, não se compreende que lá coloque dois médios (Óliver e Quintero) para desempenhar essas funções, deixando o meio-campo privado de criatividade. Se a intenção é criar jogo interior a partir das alas, Brahimi e Tello também sabem fazê-lo e são mais fortes nos duelos individuais, para além de acrescentarem uns metros de profundidade ao ataque. Também não se percebe que Lopetegui continue a desperdiçar tempo de jogo e substituições com abordagens erradas aos jogos.

Bolas paradas Diz-se que as bolas paradas são um barómetro do trabalho que é feito durante a semana. Este Porto de Lopetegui não só aproveita poucas vezes este tipo de lances como permite, com regularidade, que o adversário crie perigo na resposta.

Discurso Lopetegui tem algumas ideias interessantes, mas o seu discurso tornou-se repetitivo - quantas vezes já ouvimos falar de protagonismo? - e pouco entusiasmante. Nos últimos dias, responsabilizou os jogadores pela derrota contra o Sporting e deu a entender que nada de estrutural irá mudar, reclamando apenas tempo para implementar o seu estilo de jogo. Sinais pouco tranquilizadores.

sábado, Outubro 18, 2014

Autoflagelação

De um lado, uma equipa do Sporting bem organizada, que mais uma vez soube explorar os pontos fracos do seu oponente e que foi ganhando confiança com o decorrer do jogo; do outro, um Porto com medo da sua sombra, em constante autoflagelação, que continua a oferecer golos aos seus adversários a um ritmo assustador e a ter de correr atrás do prejuízo. O que Quintero brilhantemente construiu para Jackson, Casemiro destruiu logo a seguir, com um disparate que nem consigo comentar. Não há equipa que resista a tantos tiros nos pés.

Depois, claro, sem resultados, não há estabilidade; sem estabilidade, não há evolução. Culpa de Lopetegui, que desperdiçou as alturas que a equipa teve para ganhar solidez e crescer, insistindo numa rotatividade excessiva e sem sentido. Eu sei que a época é muito longa, mas a estratégia de Lopetegui, para já, só tem servido para causar rombos no barco.