domingo, abril 26, 2015

Um nulo encarnado

Os números da primeira parte não deixam dúvidas quanto à abordagem de Jesus ao jogo do título: 0 remates do melhor ataque da Liga, a jogar em casa. O mais importante era manter o adversário longe da baliza e a verdade é que só por uma vez o Porto esteve perto do golo. Na segunda parte, Lopetegui abriu o jogo e o Benfica apareceu da forma que mais gosta: em transições rápidas. Mas também só de bola parada conseguiu criar verdadeiro perigo, com Fejsa a imitar Jackson e a mandar a bola para a bancada. Em suma, um clássico muito pobre, em termos de espetáculo, mas com um nulo que deixa os encarnados com nove dedos no título, ao qual se juntará a taça da praxe. Ao Porto resta a consolação de uma boa Champions, apesar da derrocada em Munique, o que seguramente não apagará a sensação de vazio, depois de uma época em branco.

sábado, abril 25, 2015

Play It Again, Sam # 154 - Wolf Alice

Enquanto o clássico não começa, ouve-se uma musiquinha, para relaxar, de uma banda que está a dar os primeiros passos mas que já tem a qualidade que eu espero ver nos pés deste Porto de consumo imediato e de digestão mais difícil do que se desejava. O Benfica não perde em casa, para o campeonato, desde que Maicon fez o 2x3, em Março de 2012 - o que impõe um certo respeito, até porque, desta vez, um golo de diferença mantém o campeonato nas mãos dos encarnados. Mas, quando a bola começar a rolar, isto valerá tanto como a improbabilidade de virar uma meia-final da Taça, depois de ter perdido 0x2 em casa. Portanto, o melhor é aguardar e, no final, logo se verá quem fica happy, happy.

Música: "Blush, 2013"
Interpretação: Wolf Alice


PS - Entretanto, o sorteio da Champions ofereceu-nos a possibilidade de ver o duelo mais aguardado dos últimos tempos, entre um Bayern que parece ter conseguido conciliar as ideias que Guardiola trouxe da Catalunha com as características inatas do futebol alemão, e um Barcelona que terá menos bola do que está habituado a ter, mesmo com Luis Enrique, mas com capacidade para pôr Neymar e Suárez a fazer estragos nas costas do calcanhar de Aquiles dos alemães (e Messi a resolver de qualquer lado). Dois grandes jogos em perspetiva.

quarta-feira, abril 22, 2015

Mostrem-me lá o chão

Surpreendente não foi o resultado de ontem. Este é o Bayern que chegou a 3 finais da Champions, nos últimos 5 anos. É uma equipa que em dia sim (e eles têm muitos dias sim...) é capaz de aniquilar a grande maioria dos seus adversários. É de outro campeonato. Claro que custa sair varrido de Munique, mas isto acontece aos melhores, como este mesmo Bayern comprovou, na época passada. Realisticamente, o Porto fez aquilo que podia e sai da Liga dos Campeões com os seus objetivos superados. É hora de regressar rapidamente ao nosso campeonato e este é o principal desafio de Lopetegui: recuperar os jogadores, fisica e animicamente, para o jogo da Luz.

domingo, abril 19, 2015

Era preciso arriscar tanto, ó Mister?

Lopetegui correu um grande risco, ao mudar quase por completo o onze base da equipa (se tivesse corrido mal, caiam-lhe todos em cima, inclusivamente eu, que não gosto nada destas revoluções). Mas a verdade é que, tirando uma paragem cerebral de Alex Sandro que Rafael Lopes não aproveitou e uma bola às três tabelas que Fabiano defendeu com dificuldade, o Porto manteve o jogo controlado e só não construiu um resultado mais dilatado porque Cristiano fez uma excelente exibição e porque Jackson desperdiçou um golo que nem ele deve ter percebido como falhou. Hernâni foi a carta na manga de Lopetegui, até ao momento em que o treinador do Porto decidiu retirá-lo da zona de perigo e colocá-lo na direita, para entregar a ala esquerda a Ángel. Não era para perceber, era para poupar ao máximo. Segue-se o tudo ou nada, em dois jogos que colocam o céu colado ao inferno.

sexta-feira, abril 17, 2015

Play It Again, Sam # 153 - Courtney Barnett

Eu sei que já foi há dois dias, mas estive tão entretido a saborear a vitória do Porto, que quase me esqueci do (side)show de bola, em Paris. Foi assim, desta forma descerrada e déjà vista, que Suárez fez a festa sozinho. O resto é história.

Música: "Nobody Really Cares If You Don't Go to the Party"
Álbum: "Sometimes I Sit and Think, And Sometimes I Just Sit.", 2015
Interpretação: Courtney Barnett