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domingo, novembro 24, 2013

Desligar os motores

Este continua a ser, quanto a mim, o principal problema do Porto, esta época: a incapacidade de se manter ligado a um jogo, do princípio ao fim. Se juntarmos a isto a falta de eficácia na finalização, a grande exibição de Gottardi (a última defesa, impossível, valeu 3 pontos: os 2 que o Porto perdeu e o que o Nacional ganhou) e mais uma asneira de Otamendi (que manchou uma boa exibição), a qual esteve na origem do lance do golo de Rondón, temos a fórmula para o empate final.

Eu calculo (olhando para as substituições efectuadas) que a intenção de Paulo Fonseca, depois do golo de Jackson (e de 50 minutos tranquilos para os azuis e brancos), fosse manter o Porto no ataque, à procura do golo que mataria o jogo (e a verdade é que Lucho o teve nos pés). Mas se a equipa dá provas repetidas de não ser capaz de corresponder, de forma continuada, às ideias do treinador, talvez, da próxima vez que o Porto estiver em vantagem, o melhor seja abdicar de um extremo (que no caso de Varela, regra geral, é abdicar de muito pouco) e reforçar o meio-campo. Não é a solução mais bonita, provavelmente o espectáculo durará menos tempo, mas talvez se guardem 3 pontos. E digo talvez porque o problema da equipa não se explica apenas com falta de condição física e de desenhos tácticos eficazes: ontem, com a corda na garganta, todos foram capazes de voltar a ligar os motores e encostar o Nacional às cordas. Infelizmente, era tarde.

domingo, novembro 03, 2013

Mangala 1 x 1 Mangala

Cinquenta minutos foi o tempo que o Porto demorou a conseguir criar uma oportunidade de golo de bola corrida. Antes disso, Mangala fez a festa: marcou, na sequência de um lance de bola parada (e com a ajuda de um adversário), para logo a seguir dar a marcar, depois de mais um bloqueio cerebral que parece ter contagiado toda a defesa portista (já vimos o mesmo de Maicon e Otamendi). Este Porto não se mexe, não tem confiança nem certeza nas suas acções, não tem identidade, não sabe a nada. E a assistir, alegremente, a tudo isto continua Paulo Fonseca. Plano B? Balão para a frente e rezar... por melhor sorte em São Petersburgo. Pode ser que Hulk se constipe.

segunda-feira, outubro 28, 2013

Vitamina L

Ao contrário do que eu já ouvi e li depois do jogo, não acho que os Leões tenham saído do Dragão com o seu estatuto - de equipa que entra nas contas pelo título - reforçado (nem acho justo que se exija isso a quem não tem os mesmos recursos que os seus concorrentes, mas isto já era outra conversa). O Sporting é tão candidato agora como era antes do jogo.

Quem está, de facto, preparado para essa luta, não fica 45 minutos à espera de uma oferta do adversário para criar perigo. Se o Porto não jogou grande coisa, o Sporting jogou pior. É verdade que cresceu na segunda parte, mas isso é o que tem acontecido com todos os adversários do Porto, nos últimos tempos. Marcou, mas vacilou logo a seguir, perante a imediata resposta portista. Falhou em momentos decisivos. Tornou-se na presa perfeita de uma equipa com uma evidente crise de identidade e de confiança, consequência (e causa) dos últimos resultados negativos.

Se este suplemento é o suficiente para alavancar este Porto de Paulo Fonseca, é o que veremos já a seguir.

domingo, outubro 27, 2013

sábado, setembro 28, 2013

Parabéns, Porto

Paulo Fonseca disse, no fim do jogo com o Vitória, que o Porto geriu bem a vantagem. O problema, para além do perigo que seria gerir uma vantagem mínima, é que o Porto começou a gerir a vantagem, quando ela ainda não existia... O Porto não fez uma excelente primeira parte, fez 30 minutos competentes, criando várias situações de golo, e merecia, não os 3-0 que Paulo Fonseca reclama (porque Douglas também joga), mas o golo que foi negado a Jackson pelo poste. Depois da meia hora inicial, a equipa desligou-se do jogo e, excepção feita a um lance individual de Josué, já no minuto 90, não voltou a construir uma jogada digna de registo. Esta equipa parece, aliás, gerida por um interruptor. A determinada altura, alguém desliga a equipa no interruptor (se se lembrou de a ligar) e não há mais futebol para ninguém. Foi assim nos últimos quatros jogos. Valeu à «excelente» exibição e à «boa» gestão um erro do árbitro. Os 120 anos de história do clube não mereciam uma prenda tão embaraçosa.

PS - Vejam a diferença de tratamento (Estoril x Porto em Record, A Bola; Porto x V. Guimarães em Record, A Bola). Não é só o Benfica que vende...

segunda-feira, setembro 23, 2013

Se Jesus esteve em três campos, Paulo Fonseca não esteve em nenhum

Não sei se Jesus esteve em três campos, mas sei que o Porto não esteve em nenhum, durante largos períodos do jogo com o Estoril. A primeira jogada digna de registo foi ao minuto 45 (e não valeu). Antes houve um golo (oferecido, claro), um remate de Lucho para fora e uma jogada individual (e sem fim) de Jackson. A segunda parte não foi muito mais do que isto (registe-se, pelo menos, dois passes exemplares de Lucho, um aproveitado por Jackson, outro desperdiçado por Varela). Em momento nenhum o Porto foi superior ao Estoril. Em momento nenhum o Porto teve o jogo controlado. Falar de arbitragem, com ou sem razão, é a única forma de esconder isto: o que a equipa não joga, o que a equipa deixa jogar (e que o Estoril aproveitou) e a falta de capacidade de resposta do treinador, bem expressa na entrada de Ghilas, aos 90 minutos.

domingo, setembro 15, 2013

Com rotatividade

Compreendo a gestão de Paulo Fonseca. Ou, pelo menos, uma parte dela (não percebo a proscrição de Kelvin nem porque Ghilas não joga uns minutinhos, nem que seja só para dar descanso a Jackson). O treinador do Porto poupou Lucho para a Champions e, ao mesmo tempo, deu uma oportunidade merecida a Quintero. A exibição do colombiano foi o espelho do desempenho portista: momentos de grande nível (há passes de Quintero que, pela rapidez e precisão com que são executados, me fazem lembrar aquelas ultrapassagens impossíveis da F1) e momentos de quase completo apagamento e de alguma displicência que poderiam perfeitamente ter permitido que o Gil reentrasse no jogo (por mais que Luis Freitas Lobo jurasse que ele estava controlado).

segunda-feira, setembro 02, 2013

Porto complicou

Vitória sofrida, muito por culpa própria, devido ao desperdício no ataque (Jackson precisou de umas 6 tentativas para marcar) e aos erros defensivos incompreensíveis de Fucile e de Maicon (é nestas alturas - que valem campeonatos - que Helton é perdoado pelos frangos que, às vezes, nos obriga a comer). Fernando fez um jogo para esquecer (ou para se lembrar das suas confrangedoras limitações ofensivas). Licá mantém o registo: um jogo bom, um jogo banal. Lucho e Defour foram invisíveis. Alex Sandro foi demasiado visível (mas, ainda assim, dos melhores). Ricardo entrou muito bem no jogo. E depois há aquele miúdo que continua a maturar no banco, mas que quando entra faz a diferença, com uma simplicidade e uma precisão impressionantes: uma assistência para golo, que só não foi um par delas, porque Jackson se atrapalhou com a bola.

segunda-feira, agosto 26, 2013

Com tranquilidade

Licá voltou a destacar-se com mais um golo à ponta-de-lança e uma assistência para Jackson, que, mesmo sem estar no seu melhor (falta muito para fechar o mercado?), marca em todos os jogos. A tremideira defensiva em Setúbal deu lugar à tranquilidade (não me lembro de uma oportunidade de golo do Marítimo) e Josué vai afastando, por enquanto, o fantasma dos penalties falhados. Por falar em fantasmas, nota-se muito a ausência de Moutinho? E de James?

PS - Estou muito curioso para ver o que realmente vale este Sporting a todo o gás. Não me surpreenderia que vencesse (o Gil Vicente esteve a 2 minutos de o conseguir, na Luz) nem que o furor dos leões fosse já cortado pela raiz. Já não me lembrava de um derby lisboeta de verdadeira tripla.

segunda-feira, agosto 19, 2013

Quintero + 10

Se o resultado de um jogo de futebol fosse definido apenas pela entrega dos jogadores, o Vitória não teria perdido. Ramón Cardozo e Rafael Martins deram muito trabalho à meio adormecida defesa portista e a forma como a equipa da casa, mesmo em inferioridade numérica, foi à procura do empate merece destaque. Mas há mais do que entrega num jogo de futebol, como Quintero, acabado de entrar, demonstrou, com aquele remate indefensável que virou o resultado. Foi a classe do colombiano e do trio que ele formou com Josué e Jackson a fazer a diferença no Bonfim, por mais areia que José Mota nos queira atirar para os olhos (o penalty sobre Jackson é claro, a agressão de Kieszek a Josué é inequívoca e as dúvidas que existem numa eventual bola que entrou na baliza portista são as mesmas que existiram antes num golo salvo «in extremis» por Rúben Vezo.

PS - Serei só eu a achar que não faz sentido mandar regressar um jogador da Argentina, dar-lhe minutos relevantes de utilização (mais do que tiveram Licá e Ricardo, por exemplo), em todos os jogos da pré-temporada, excepto um (porque ele tinha jogado 90 minutos na véspera), aos quais ele correspondeu com algumas boas exibições, e depois não o convocar para nenhum jogo oficial?