Pois é, o Porto guarda o melhor futebol para a Champions, mas é traído pela sorte e por um disparate de Herrera.
Mesmo com 10, a equipa fez uma primeira parte de bom nível (Fernando fez uma exibição perfeita), superiorizou-se ao Zenit e Lucho estourou no poste a hipótese do Porto sair para o intervalo a vencer. Na segunda parte, veio a erosão do tempo com menos um para lutar, das investidas e dos mísseis de Hulk (que estranho é vê-lo do outro lado), mas também uma bola de Varela desviada pela barra. O nulo, dadas as circunstâncias, não era mau nem rematava mal a história do jogo.
Mas há alguém que não dorme. Aquele golo aos 86 minutos, após um cruzamento teleguiado de um daqueles jogadores que tão pouco agradam a quem passa dia e noite a fazer contas aos equilíbrios defensivos, é uma mensagem dos céus para uma só pessoa, que gere com preguiça, sem rasgo de audácia, que está sempre atrás dos acontecimentos, que se contenta com nada. Pois que se console, agora, com a injustiça que é perder no jogo errado.
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terça-feira, outubro 22, 2013
Por linhas tortas
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domingo, outubro 06, 2013
Um Juan em Arouca, outro em Verona
Quem também está a ser guardado (para quem o quiser levar) é Iturbe. Vi-o, esta tarde, no campeonato tacticamente mais disciplinado do mundo, ser o homem do jogo (palavras do comentador), depois de marcar o seu segundo golo (só possível, segundo me contaram, em campeonatos subdesenvolvidos, como o argentino) em dois jogos como titular e de assistir Luca Toni, para o terceiro do Hellas, em Bolonha. Lembrei-me dele, nos 90 minutos em que Varela e Licá disputaram, entre os dois, o título de pior em campo, em Arouca (teve de ser Otamendi, por um acaso posicional, a fazer o que os dois extremos nunca conseguiram). Aquilo que foi acrescentado no meio, com a entrada de Herrera, foi subtraído nas alas. O resultado foi a mesma zona exibicional cinzenta onde o Porto joga, a maior parte do tempo, e que os golos de Jackson vão conseguindo disfarçar. Como Paulo Fonseca continua satisfeito com aquilo que vê, não deve haver novidades tão cedo.
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domingo, agosto 04, 2013
Herrera e o pequeno Juan Mata
O pequeno Juan Mata, como ouvi chamarem-lhe hoje, durante o segundo jogo do Porto na Emirates Cup, movimentou-se como um peixe que nada em águas azuis (e brancas) desde sempre. Não me lembro de uma acção errada do jovem colombiano do Porto e foi dele a jogada e o passe para o golo de Ghilas. Para estreia (os 6 minutos contra o Celta não contam), não está nada mal. A seu lado (ou um pouco atrás, se quisermos ser rigorosos), esteve Herrera. Menos artista, mais lutador, mas fazendo o suficiente para deixar desde já Defour em sentido.
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terça-feira, julho 30, 2013
Celta pouco amigo
Um jogo fraco contra o Celta de Vigo e já ouço gente a chorar por Vítor Pereira, o que é curioso, tendo em conta que aquilo que o Porto não fez, num jogo de preparação, não foi mais nem menos do que aquilo que não fez em dezenas de jogos oficiais, nos últimos 2 anos.
A mim as pré-temporadas já não me iludem. É a partir do dia 10 de Agosto que se começa a ver o que o novo Porto vale. E, para esse jogo, há naturalmente a dúvida de quem substitui Moutinho e James, no onze inicial. Eu apostaria em Defour e Iturbe, para começar. Depois, logo se vê como evoluem Herrera, Quintero e Josué (ou Carlos Eduardo) e se chega mais alguém para o ataque (à baliza, não é às pernas de Nolito), uma vez que Atsu não conta.
A mim as pré-temporadas já não me iludem. É a partir do dia 10 de Agosto que se começa a ver o que o novo Porto vale. E, para esse jogo, há naturalmente a dúvida de quem substitui Moutinho e James, no onze inicial. Eu apostaria em Defour e Iturbe, para começar. Depois, logo se vê como evoluem Herrera, Quintero e Josué (ou Carlos Eduardo) e se chega mais alguém para o ataque (à baliza, não é às pernas de Nolito), uma vez que Atsu não conta.
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sábado, maio 25, 2013
James e Moutinho no Mónaco
Mais do que tentar perceber como se vai repartir o bolo dos 70 milhões, interessa-me saber como se vão colmatar estas duas baixas de peso no onze portista.
Preocupa-me mais James, por um motivo simples: o ataque é o sector mais fragilizado do plantel. Neste momento, há apenas um elemento de valor indiscutível: Jackson. Julgo que o Porto precisa de dois avançados de qualidade (isto se não vender o único que tem, claro...).
Moutinho preocupa-me menos. Primeiro, porque há no plantel uma solução imediata para o lugar: Defour. Além disso, há Carlos Eduardo e há muito que se fala em Herrera, o que, a confirmar-se, garante dois reforços promissores para o meio-campo.
Preocupa-me mais James, por um motivo simples: o ataque é o sector mais fragilizado do plantel. Neste momento, há apenas um elemento de valor indiscutível: Jackson. Julgo que o Porto precisa de dois avançados de qualidade (isto se não vender o único que tem, claro...).
Moutinho preocupa-me menos. Primeiro, porque há no plantel uma solução imediata para o lugar: Defour. Além disso, há Carlos Eduardo e há muito que se fala em Herrera, o que, a confirmar-se, garante dois reforços promissores para o meio-campo.
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