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quarta-feira, junho 25, 2014

Bento, o reformador

Paulo Bento garante que não se demite, aconteça o que acontecer. Logo a seguir, o comentadeiro de serviço na TVI fala da renovação da equipa principal e lembra que os sub-21 estão a fazer uma excelente campanha. Quase ao mesmo tempo, na RTP, o jornalista Nuno Dias elogia os bons resultados das selecções jovens, atribuindo a Paulo Bento o mérito pela coordenação e nomeação da actual estrutura técnica. Coincidências? Alguém a soprar ao ouvido? É que nem se trata de uma verdade. Dos seis treinadores da FPF, três já lá estavam (Peixe, Hélio e Ilídio Vale), outro trabalhou na FPF entre 2000 e 2009 (Edgar Borges) e só dois podem ser associados, com propriedade, ao reinado de Paulo Bento. Os arranjos do actual seleccionador nacional na estruturação do departamento de futebol jovem resumem-se a Rui Jorge e Filipe Ramos, e este último pode muito bem nem ser ideia dele. Quem é que anda a passar soundbytes aos amigos?

sábado, junho 08, 2013

"Brasil mais perto" e "Markovic"

Foi um excelente início de jogo, a deixar os russos com dúvidas sobre o que podiam arriscar no jogo, e o golo de Postiga, que quase falhou a baliza, chegou na altura ideal. Skomina ajudou a prolongar o mito de que Coentrão defende muito bem graças à habilidade ímpar de Jesus e Neto esteve quase impecável.

Entretanto há responsáveis de jornais que acham que o playoff já é no Brasil (como as coisas mudam em 4 anos... explicando, passámos de uma pessimista eliminação impressa não confirmada, para uma optimista aproximação ao Brasil, quando nem o playoff está garantido) e outros que já ajudam a fazer a campanha para o novo 'novo Benfica'. Bem, este pelo menos é sérvio.

segunda-feira, maio 27, 2013

Coisas absolutamente maravilhosas

Escritas "Temos de ser campeões europeus para ser chamados à seleção" diz a malta do Paços. Há outro caminho que é vendê-los e em Setembro entram na selecção mesmo sem jogar.

Vistas O "Olha quem é ele!" do Cacifo do Paulinho é extraordinário.

Sentidas Mas fica ainda melhor em vídeo, do Sangue Leonino, com mais sentimento e apenas com 8.300 visualizações ainda:



segunda-feira, abril 01, 2013

"Agora já levam o Lima mais a sério, no ano passado não levaram"

Diz Leonardo Jardim, coberto de razão. Ao 24.º golo e com uma camisola nova, quando faltam dois golos para igualar os 26 da época passada, já é capaz de ser levado a sério. Até já se fala na selecção brasileira ou mesmo na portuguesa, como as coisas mudam. Mais vale tarde do que nunca.

quarta-feira, março 20, 2013

A falta de peso das camisolas

Antunes fez oito jogos no Málaga (em que se incluem 3 derrotas e dois empates) e foi à selecção. O presidente do Paços de Ferreira acha que a chamada só peca por tardia, entre outras considerações sobre o peso das camisolas. Como tantos em Portugal, mal muda de cores (ou de representante) passa a estrela.

quinta-feira, fevereiro 07, 2013

Só um teste

Sem Ronaldo, que aparentemente só tinha ordem para jogar 60 minutos (falta uma semana para a eliminatória do Real com o Man United), perdemos 1x0. Serviu para nos relembrarmos disso - do que somos sem Ronaldo e de quem manda ali -, portanto já serviu para alguma coisa.

sexta-feira, novembro 23, 2012

Sá Pinto, o melhor desde Paulo Bento?

É mais ou menos pacífico que foi Paulo Bento a dirigir os plantéis do Sporting com maior número de atletas oriundos da formação leonina. Eram os tempos do meio-campo formado por Veloso, Moutinho e Nani, que chegou para bater o Inter em Alvalade numa noite em que Djaló fez parelha com Liedson. Eram também os tempos do Sporting português, do Sporting da academia, em que o jornal Público acusava Paulo Bento de transformar a equipa num jardim de infância. Depois, o clube resolveu mudar de estratégia, foi ao mercado, quis imitar Porto e Benfica, construiu um plantel novo com Bettencourt, construiu outro plantel novo com Godinho, Duque e Freitas. Ontem, na Suíça, já só alinharam dois portugueses de início, o Sporting é hoje um clube igual aos outros.

Agora vamos a resultados.

Percentagem (%) de pontos conquistados na primeira liga:

Paulo Bento (primeira época)
27 jogos
74%

Paulo Bento (segunda época)
30 jogos
75%

Paulo Bento (terceira época)
30 jogos
61%

Paulo Bento (quarta época)
30 jogos
73%

Paulo Bento (última época)
9 jogos
48%

Carlos Carvalhal
21 jogos
55%

Paulo Sérgio
20 jogos
55%

José Couceiro
10 jogos
50%

Domingos Paciência
18 jogos
59%

Sá Pinto (primeira época)
12 jogos
75%

Sá Pinto (esta época)
5 jogos
40%

É curioso, não é? Por um lado, não há qualquer relação entre maior investimento e resultados. Por outro, Sá Pinto é o único treinador que consegue igualar a melhor época neste período, com 75% de pontos conquistados no campeonato português. Isto ao mesmo tempo que levou a equipa a uma meia-final europeia, eliminando o City. 

A quem serve esta política, afinal? A quem serviram os sucessivos ataques a Sá Pinto, desde o inqualificável artigo de Bruno Prata, questionando o controlo emocional (!!) do treinador e relacionando-o com o uso de fármacos, até ao texto do Querido Manha que apelidava Sá Pinto de aberração da natureza. Quem ganha com isto?

kovacevic

sexta-feira, novembro 16, 2012

Pequenas questões

Eliseu Paulo Bento explicou a ausência do jogador do Málaga da convocatória para o jogo com o Gabão com a polivalência de Sílvio e Nélson. Concordando ou não, é uma explicação. Mais difícil de explicar é a posterior chamada de Rúben Ferreira, lateral esquerdo do Marítimo, face à indisponibilidade de João Pereira. Não está em causa a chamada do jogador - e é nestes jogos que devem ser testadas estas novas opções - mas parece que não estamos a falar de um titular do 5.º classificado da liga espanhola, com 4 golos na Champions deste ano. Já Sílvio... tem 75 minutos de liga e 3 jogos metido no meio dos suplentes na Liga Europa... Que não se estranhem as insinuações, não é?

Pequenas grandes questões Aí está a informação que faltava, com os zeros todos, que enquadra a minha opinião sobre os B do Vitória: são 12 milhões de curto prazo.

master kodro

sexta-feira, novembro 09, 2012

Heróis e sabores amargos

Briosa Enorme vitória sobre o Atletico Madrid, com bis de Wilson Eduardo. A margem para sonhar com o apuramento é muito reduzida a deixa-nos a pensar naquele golo nos descontos dos israelitas em Coimbra.

Benfica 45 minutos com dois golos de Cardozo (e mais 3 oportunidades flagrantes), na segunda actuação absolutamente decisiva da semana. Raios partam o Barcelona que não conseguiu ganhar ao Celtic e deixou uma questão inquietante para o último jogo do grupo: o Spartak consegue ir ganhar a Glasgow?

Sporting Nos tempos que lá correm, depois da expulsão de Schaars, aquele golo de Wolfswinkel foi um pirete dirigido à falta de confiança dos leões. Mas o Além respondeu nos decontos, com requintes de malvadez.

Braga Outra vez quase e um final de completa desorientação, depois da saída desnecessária de Beto.

Hélder Barbosa Finalmente com uma chamada à selecção. Muito bem, Paulo Bento.

ps - Hoje à noite temos NBA aqui.

master kodro

quarta-feira, setembro 12, 2012

Vitória sobre o Azerbaijão

É difícil perceber se é mais pertinente chamar-lhe uma exibição de gala ou lembrar que foi conseguida contra uma selecção débil. Só não sobram dúvidas que é determinante somar todos os pontos, ao contrário do que sucedeu na última qualificação, quando a Federação (e, pelo menos, um membro do Governo e a comunicação social) declarou guerra ao seleccionador. A Rússia não vacila e a goleada em Israel deve ser interpretada com o devido respeito.

ps - E a Bósnia lá vai na segunda goleada. É desta... é desta...

master kodro

quarta-feira, julho 04, 2012

Portugal, o presente e o futuro

A participação de Portugal no Euro 2012 foi muito boa. Não porque tenha sido uma performance de enorme brilho, coragem e futebol ofensivo e positivo (como, por vezes, se lê), mas porque foi guiada por uma visão pragmática que reconhece superioridade aos adversários que são, de facto, superiores, e porque conseguiu ultrapassar todos os adversários de valia equivalente ou inferior.

Uma análise fria dos números mostra-nos que só Inglaterra, Grécia e República da Irlanda tiveram uma percentagem de posse de bola por jogo inferior a Portugal, o que demonstra uma aposta clara na defesa (com ou sem pressão, mais ou menos alta) e no contra-ataque. A tendência para o passe longo (logo, mais arriscado) influiu também na sua qualidade: 66% de passes certos, um valor superior apenas ao das selecções da República da Irlanda e Grécia e igual ao dos croatas.

Portanto, não assistimos - longe disso - a nenhum espectáculo de ataque e coragem (como a dos italianos contra os mesmo adversários, uma coragem que pode ter resultados e custos), mas sim a um exercício calculista, que não critico, bem pelo contrário, aplaudo, tal como aplaudi há 2 anos, em circunstâncias semelhantes (na valia da equipa, na valia dos adversários e com um calendário extremamente exigente).

Continua a ler-se que estivemos muito perto de ultrapassar os espanhóis - o que não é mentira - mas não nos podemos esquecer que quem fez mais por passar foram eles, mudando inclusivamente o cariz da equipa, abrindo o jogo às alas (faz-me confusão que se invoque o cansaço no prolongamento, quando a outra equipa é formada por jogadores do Real e Barça e teve menos dois dias de repouso desde o jogo dos quartos-de-final).

Por fim, tivemos novamente uma absoluta fixação em Cristiano Ronaldo.  Portugal fez 80 remates durante o torneio, dos quais 35 foram do avançado. Talvez seja inevitável, mas até nisso o jogo nacional se torna demasiado previsível para os adversários - até à exacta medida em que Ronaldo o torne imparável e ele tem armas para o fazer, mas não é todos os dias, como é óbvio.

E o futuro? Ainda há matéria prima para fazer uma selecção competitiva, mas não sei durante quanto mais tempo isso vai durar. Já aqui deixei pistas para o que se está a passar no campeonato português, com um conjunto de sobreviventes portugueses a quem ainda é permitido jogar nos clubes da primeira divisão, deixo agora dados mais específicos relativos a esta realidade.

Estes são os 23 jogadores portugueses, até aos 25 anos de idade (já não estamos só a falar de promessas), que fizeram pelo menos 1350 minutos no campeonato nacional 2011/12, ou seja metade do tempo possível de utilização (com a idade à frente):

João Moutinho (25), Hélder Barbosa (25), Rui Patrício (24), Rúben Ferreira (23), Luís Neto (24), Candeias (24), André Pinto (22), Wilson Eduardo (21), Salvador Agra (20), Daniel Faria (25), Hugo Vieira (23), Yohan Tavares (24), Joãozinho (23), Nuno Coelho (24), Cedric Soares (20), Adrien Silva (23), Ivo Pinto (22), Tiago Pinto (24), Vítor Gomes (24), Yazalde (23), Mika (24), Ludovic (22) e Manel Curto (25).

São estes que vão fazer o futuro? Não me estou a lembrar de muitos jogadores sub-25 que joguem lá fora regularmente, para além de Coentrão e Castro. As equipas B vão ser uma boa oportunidade se não se encherem de jogadores estrangeiros como os maiores formadores nacionais já fizeram nas suas equipas sub-19. Temos uma selecção sub-19 a jogar um Europeu (com grande jogo frente aos papões espanhóis já esta semana) e não sei se são todos titulares nos seus clubes (mas posso tentar saber*). Este panorama, a médio prazo, é ligeiramente deprimente. Era bom que alguém pusesse mão nisto, na Liga, na Federação, nos clubes. Por exemplo, eu acho que seria bem mais interessante que um director da Federação viesse a público alertar para estas questões do que estar constantemente a responder a declarações que não foram feitas ou que jornalistas fizessem o mesmo em vez de alimentarem essa mesma mentira. Mas isso é pedir demasiado.

ps - Uma pesquisa à fase final do nacional de sub-19 mostra que a esmagadora maioria dos jogadores são portugueses.(*)

master kodro

sexta-feira, junho 29, 2012

A Mamona e a pergunta

- Patrícia Mamona conquistou a medalha de prata no triplo salto, em mais uma extraordinária exibição, com record nacional na prova mais importante da vida da atleta, nos Europeus de atletismo. Da caminha com amor, Marco Fortes é o quinto melhor lançador de peso europeu (numa prova em que o alemão vencedor ganhou com um metro de vantagem sobre o segundo...).

- Tem vindo a ser alimentado há semanas por toda a gente, e como ainda não me conseguiram explicar e a questão voltou a ser abordada hoje, volto a perguntar com esperança que alguém me mostre: quais foram os dois momentos - quero as palavras - em que Carlos Queiroz terá posto em causa o planeamento desta fase final. É importante sabermos isto. Recordo as palavras de Carlos Queiroz sobre a preparação para o Europeu da responsabilidade de Paulo Bento, depois dos maus resultados nas últimas partidas de preparação:

"Os nossos jogadores têm experiência e qualidade suficientes e, quando chegar a hora, metem a 5.ª e a 6.ª - há jogadores em seleções que ainda só meteram a 1.ª e a 2.ª - e as coisas voltarão ao normal. Infelizmente, há grandes estrelas do futebol que, depois de épocas fatigantes, não conseguem recuperar totalmente. Neste momento, as seleções estão a preparar os jogadores, o quanto possível, para depois os 'libertarem' na velocidade máxima"

"Os jogadores e Paulo Bento sabem disso: as altas velocidades têm de ser guardadas para a fase final. Numa fase de preparação não podemos apertar com os jogadores, numa fase em que é preciso regenar e refrescar. Estou confiante que os jogadores e equipa técnica vão pôr em prática um pensamento estratégico para se qualificar para a 2.ª fase"

master kodro 

quarta-feira, junho 27, 2012

Balas perdidas e o euromilhões

Só há duas vertentes do jogo que estes fabulosos espanhóis não dominam em absoluto: balas perdidas e euromilhões. Paulo Bento montou a equipa - e muito bem - para potenciar as balas perdidas e o euromilhões. É muito interessante a conversa de que para combater esta Espanha é preciso posse de bola e ataque, mas toda a gente já o tentou e falhou, nos últimos 4 anos (a jogar a sério). Até os alemães, com o seu futebol pragmático, nunca se escondendo de atacar e assumir o jogo, acabam sempre encostados às cordas, com um número de ínfimo de remates.

Portugal jogou para contrariar o jogo espanhol. Abdicou completamente da construção apoiada, para organizar o ataque a partir de passes longos. São passes de risco do ponto de vista atacante (porque muitos são falhados, tornando-se óbvio que o risco de falhar é muito maior), mas são passes que, quando falhados, acabam do outro lado do campo, traduzindo-se em importantes balões de oxigénio defensivo (quando a defesa funciona bem, mecanizada e solidária, como foi o caso).

Não vejo qualquer sinal de fraqueza - pelo contrário, é inteligência - em mudar o cariz do nosso jogo (os espanhóis fizeram o mesmo quando perceberam que não estava a resultar o habitual), em matar-se um jogo (porque é contra esta Espanha) e entregar a sorte do mesmo às poucas oportunidades criadas/sofridas, principalmente quando temos do nosso lado o melhor jogador da Europa. Ronaldo não conseguiu aproveitar as poucas oportunidades que teve? Paciência. Iniesta e os outros também não. Passámos à segunda ronda do euromilhões e perdemos. Mas criámos uma táctica que nos permitiu discutir o jogo contra a melhor selecção do mundo e criar a dúvida no adversário e a incerteza no resultado. Parabéns aos finalistas e parabéns aos nossos bravos jogadores, em especial a Pepe e Moutinho (considerando todo o torneio).

master kodro

quinta-feira, junho 21, 2012

O desafio de Bilek

O seleccionador checo sabe bem o que fazer para tentar equilibrar a eliminatória, que não é equilibrada à partida: "Vamos ajustar a tática ao jogo deles, de modo a ser mais defensivos". Isto vai obrigar Portugal a alterar o seu tipo de jogo preferencial durante o Euro 2012 (só temos mais percentagem de posse de bola do que a República da Irlanda na fase de grupos) e retirar espaços às maiores armas ofensivas lusas, que residem nas correrias incontroláveis de Ronaldo, Nani e Coentrão. Hoje é dia de assistência para trás e estoiro de Meireles (ou da cabeça de Pepe, dado que graças a ele nos tornámos numa potência mundial nas bolas paradas e já não trememos contra alemães ou dinamarqueses, neste capítulo).

master kodro

terça-feira, junho 19, 2012

Afiar facas

Alguém conhece ou ouviu falar de alguém que esteja a afiar facas e/ou a comprar cachecóis da República Checa? A única pessoa que teceu fortes críticas à preparação da selecção foi Manuel José, que, se não reparar que o espelho está à frente dele, começa a protestar consigo mesmo. E mesmo ele, com ou sem razão, na forma e no conteúdo, foi com o intuito de apresentar uma alternativa que - pelo menos, para ele - serve para melhorar o rendimento da selecção. De resto temos um país inteiro com a selecção, em casa, em espaços públicos, na Ucrânia (e a partir de amanhã na Polónia) jornalistas que se esquecem de o ser para elogiarem, defenderem e apoiarem a selecção, federação e jogadores a defenderem o seleccionador e os outros jogadores. Para quem - e para quê - foi aquilo? Podemos sempre suspender a liberdade de expressão, durante o Euro, claro. Mas a quem?

Afia-as para os checos e para os espanhóis, meu.

master kodro

domingo, junho 10, 2012

Alemanha 1 x 0 Portugal

Confesso que tenho alguma dificuldade em compreender frases como "fomos muito melhores do que a Alemanha" ou "jogar como nunca e perder como sempre não nos agrada". Gostava mais que os seus autores se esforçassem para perceber como é que isolados se deixam antecipar ou como é que a selecção passa 45 minutos a ver jogar, sem, por exemplo, ter garantido o apoio ao lateral esquerdo já que se assumiu, mais uma vez, que o extremo não está lá para defender, respectivamente. Para se ser muito melhor ou jogar como nunca, não basta ter a primeira oportunidade (enorme, claro) nos descontos da primeira parte. Outro erro estratégico que não beneficia ninguém é juntar Gomez e sorte na mesma frase, para nos queixarmos da nossa finalização de seguida.

Claro que o adversário se chama Alemanha, que tem um valor extraordinário, e que é importante manter o discurso positivo, não só porque o ponto esteve ao nosso alcance, como porque os próximos adversários (os próximos três, espero, pelo menos) não são deste calibre. Mas convém fazer o trabalho de casa, porque Muller esteve péssimo nos cruzamentos, mas Robben pode não estar. Bom, primeiro temos que ganhar à Dinamarca, que tem tido mais "sorte" do que nós nos últimos 4 jogos oficiais em que nos defrontámos.

ps - não vi o Holanda 0 x 1 Dinamarca, mas parece que foi milagre. Foi?

master kodro


quarta-feira, maio 23, 2012

Sai Martins, entra Viana

Espero que Paulo Bento consiga fazer com que Hugo Viana passe a fazer sentido na forma de jogar da selecção, dado que não fazia quando foi anunciada a convocatória.


master kodro

quarta-feira, maio 16, 2012

A convocatória de Paulo Bento

Chegámos ao ponto - temido por mim - de quase não existir discussão em torno dos nomes escolhidos para a selecção nacional num elenco de 23 futebolistas. Pode discutir-se, aqui e ali, um nome ou outro, mas o essencial é indiscutível, porque não há mais. E as coisas não tendem a melhorar com a política dos clubes com responsabilidades nesta matéria (e dos seleccionadores que teimam em só ver futebol dos 3-4 clubes dominantes).

Podemos perguntar como é que os 90 minutos de Eduardo na última liga chegam para ir ao Europeu; como é que os 626 minutos de Miguel Lopes pelo Braga valem mais do que os 1211 de Nélson no Bétis (principalmente quando é invocada a possibilidade de se jogar também pela esquerda); como é que o potencial de remate de Hugo Viana é posto de parte (principalmente em torneios deste género); ou como é que os 390 minutos de Nélson Oliveira no campeonato valem uma convocatória para uma fase final (aqui já a Nike e o BES, patrocinadores oficiais da selecção, o tinham convocado para campanhas publicitárias). E podemos conseguir respostas lógicas para quase todos eles (especialmente no caso do avançado que é um dos maiores talentos mundiais na sua idade). Até porque não é determinante.

Importa apenas que Paulo Bento consiga montar uma equipa que ultrapasse os enormes obstáculos que tem pela frente na fase de grupos, para manter a bitola a que nos temos habituado no contexto europeu nos últimos anos:

2004 - segunda selecção europeia (perdendo para a Grécia)
2006 - quarta selecção europeia (perdendo com França e Alemanha)
2008 - quinta selecção europeia oficiosa e igualada (perdendo com a Alemanha)
2010 - quarta selecção europeia oficiosa e igualada (perdendo com Espanha)

E se não o conseguir não há qualquer drama.

master kodro

quinta-feira, novembro 17, 2011

Os simuladores e os heróis

Quando Paulo Bento explodiu, depois de garantido o apuramento, para finalmente abordar o assunto que aparentemente o andou a atormentar durante meses - e que ele próprio alimentou, não o resolvendo publicamente no momento - pareceu-me ver o regresso de episódios passados sobre maçãs podres montadas às costas e bufos. Episódios que ganham alguma piada, hoje, quando alguns dos então acusados se tornaram, agora, em membros de pleno direito do grupo dos bons e justos, dos heróis.

Bosingwa apresentou a sua defesa face a acusações tão graves, como seria de esperar, e não é preciso procurar muito para encontrar evidências que sustentam o seu ponto de vista, quer no comunicado da FPF, quer em relatos da altura, ligados ao Chelsea, pelo boca do próprio treinador. A lesão durou pelo menos mais 10 dias depois da indisponibilidade na selecção.

Contudo, não foi bem isso que se passou com os heróis que voltaram a treinar sem limitações (após lesão comprovada, valha-lhes isso) um dia antes da derrota da selecção na Dinamarca, uma partida oficial e decisiva para a qual não estiveram disponíveis. E pode defender-se que não estariam disponíveis para o primeiro jogo dessa jornada dupla. Pode. Mas para isso é preciso que se explique porque é que Sílvio ficou na selecção à espera de recuperar para o segundo jogo da mesma jornada dupla.

Só Paulo Bento poderá explicar estes critérios claramente diferenciados entre jogadores. Eu continuo na minha: se se pretendia romper com o passado recente no que toca a problemas de relacionamento do seleccionador, Paulo Bento não tinha, claramente, o perfil ideal (e pelo critério dos resultados nos seniores também não).

Paulo Bento devia aproveitar a onda favorável que conseguiu gerar e afastar-se destas coisas, mas parece ser mais forte do que ele. Por exemplo, onde o anterior seleccionador teve um vice-presidente a dizer-lhe nas vésperas de um jogo decisivo que não contava com ele, talvez mesmo antes do jogo com a Bósnia, teve Paulo Bento um abraço público a isentar de responsabilidades, caso algo corresse menos bem. A onda é tão favorável que os suspeitos do costume voltaram a escrever peças jornalísticas tão execráveis que deviam valer a perda de carteiras profissionais a quem as assina e a quem permite que sejam publicadas. FPF e os media habituais estão novamente em paz. Paulo Bento forever.

master kodro

terça-feira, novembro 15, 2011

Estamos lá outra vez!

Com momentos de sofrimento escusados, mas principalmente com o brilhantismo das estrelas da selecção a aparecer no momento exacto. Continuamos a marcar presença entre os melhores da Europa (e do Mundo), mesmo quando os principais clubes portugueses estão a deixar de fornecer talento à selecção, facilitando, infelizmente por falta de alternativas, a escolha ao seleccionador. Estamos lá e isso é que importa. Depois logo se vê.

master kodro