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segunda-feira, setembro 02, 2013

Porto complicou

Vitória sofrida, muito por culpa própria, devido ao desperdício no ataque (Jackson precisou de umas 6 tentativas para marcar) e aos erros defensivos incompreensíveis de Fucile e de Maicon (é nestas alturas - que valem campeonatos - que Helton é perdoado pelos frangos que, às vezes, nos obriga a comer). Fernando fez um jogo para esquecer (ou para se lembrar das suas confrangedoras limitações ofensivas). Licá mantém o registo: um jogo bom, um jogo banal. Lucho e Defour foram invisíveis. Alex Sandro foi demasiado visível (mas, ainda assim, dos melhores). Ricardo entrou muito bem no jogo. E depois há aquele miúdo que continua a maturar no banco, mas que quando entra faz a diferença, com uma simplicidade e uma precisão impressionantes: uma assistência para golo, que só não foi um par delas, porque Jackson se atrapalhou com a bola.

sábado, março 09, 2013

Um pé no Dragão, outro em Málaga

Em 13 minutos, com golos de Maicon e de Jackson, o Porto resolveu as coisas, fez as malas e pôs-se a caminho de Málaga. Depois disso, só Carlos Eduardo ameaçou estragar a soneca de quem assistia ao jogo, acertando no poste guardado (com os olhos) por Helton. No meio de tanta gestão, fiquei com uma dúvida: Varela e Izmailov também foram poupados para a Champions?

domingo, abril 01, 2012

Regresso à liderança...

... depois da derrota (injusta) do Braga na Luz, com Rolando no banco, Maicon no seu lugar e sem sobressaltos na defesa (coisa rara, nos últimos jogos). Fernando é importantíssimo a defender, mas continua a falhar passes, em zona proibida. Lucho, mesmo em baixa rotação e sem pernas para o jogo todo, continua a ser decisivo. James pode fazer a diferença a qualquer momento (e é por isso que deve ser titular). Hulk só não desequilibrou porque Fabiano brilhou do outro lado. Talento não falta. Falta consistência. Ter Moutinho ajuda, mas não chega. Eu apostava no mesmo onze, em Braga.
 
littbarski

domingo, dezembro 11, 2011

Beira-Mar 1 x 2 Porto

O problema de começar a defender uma vantagem mínima a 20 minutos do fim, mesmo contra um Beira-Mar que pouco mais fez do que chutar a bola para as costas da defesa portista, é que nunca se sabe quando um ressalto ou um mau alívio de um lateral improvisado (que, segundo dizem deixou a Juventus a salivar) vai parar aos pés errados. Felizmente, ao contrário do que eu tantas vezes já ouvi e li esta época (e que o jogo de Donetsk já havia indiciado), nem tudo corre sempre mal a Vítor Pereira, e o Porto segurou mesmo os 3 pontos que, sem deslumbrar, fez por merecer.

Hulk, a mais recente referência do ataque em quem Vítor Pereira confia cegamente, apesar de continuar a acreditar em Kléber (na bancada) e Walter (no banco), fez o golo da vitória, após desmarcação e finalização à ponta-de-lança. Mas eu confesso que não gosto de de o ver no centro do ataque (nem de ver Maicon no lado direito da defesa). Acho que os jogadores devem jogar nas posições deles, a não ser numa situação de recurso. É verdade que a qualidade do Incrível lhe permite render em qualquer posição do ataque, mas não foi nessa posição que ele tanto se destacou na época passada. Além disso, há que analisar o rendimento das alternativas a Hulk, nas alas. Kléber tem 6 golos marcados no campeonato e 1 na Liga dos Campeões. O que fizeram Varela e Djalma de relevante?

littbarski

segunda-feira, abril 11, 2011

Picar o ponto ou fazer pontos

Esta é a dúvida que acompanhará os campeões nacionais, até ao final do campeonato. Percebo a gestão de Villas-Boas. Não mudar nada, significaria um desgaste adicional para uma equipa que ainda tem mais duas provas para disputar. Mudar tudo, como fez Jesus, na Figueira da Foz, provavelmente, teria o mesmo resultado que o obtido pelo treinador dos encarnados. E se, nas circunstâncias actuais, para o Benfica é irrelevante terminar a 15 ou a 20 pontos do primeiro lugar, o Porto tem estímulos suficientes para continuar a tentar somar pontos na Liga, como, por exemplo, o de terminar o campeonato invicto, algo que nunca conseguiu, na sua história. O jogo de ontem valeu pela segunda parte, pelos 5 golos, pela incerteza no resultado, pela réplica do Portimonense, que tentou encontrar neste jogo um último fôlego para escapar a um destino cada vez mais certo. Hulk e Falcao, mesmo a meio gás, voltaram a fazer a diferença; Maicon voltou a marcar de canto, confirmando a melhoria portista nos lances (ofensivos) de bola parada. 74 pontos, com 4 jornadas por disputar, menos 2 do que o registo com que o tão elogiado campeão da época passada cortou a meta, na última jornada. Fazer pontos. Fazer pontos, ser melhor, dizimar dúvidas. littbarski

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Porto 3 x 1 CSKA

Contas do grupo resolvidas, tempo para gerir esforço e dar minutos de competição à segunda linha, para um déjà vu de Maicon e para Falcao desperdiçar mais uma grande penalidade. James aproveitou a oportunidade para conseguir o golo que tanto procurou no jogo da Taça, e Walter parece mais solto e integrado, duas boas notícias para Villas-Boas, numa altura em que Varela e Rodríguez estão novamente lesionados.

Na sexta-feira, Sevilha e Nápoles são os adversários a evitar.

littbarski

domingo, novembro 28, 2010

Sporting 1 x 1 Porto

Boa primeira parte do Sporting, com a equipa bastante coesa e pressionante, a conseguir defender sempre em superioridade numérica, secando Varela e Hulk nas alas. Na única vez que o Porto conseguiu furar, pelo meio, a organização defensiva leonina, Falcao desperdiçou isolado um golo que poderia ter dado outro rumo ao jogo. Mas os ses não valem pontos; a equipa sportinguista tomou conta da partida, e foi sem surpresa (Pedro Mendes havia acertado na barra, alguns minutos antes) que Valdés (em posição irregular) aproveitou a dupla falha dos centrais portistas para colocar o Sporting em vantagem.
Na segunda parte, o Porto entrou com outra atitude: mais intensidade, maior ritmo de jogo, conseguindo alguns espaços que Moutinho e Hulk aproveitaram para construir o golo do empate - à terceira, Falcao não falhou. O Sporting sentiu o golo, o Porto estava por cima, mas Maicon voltou a comprometer com uma falha que deixou a equipa portista reduzida a 10 elementos. Restou a Villas-Boas (ou melhor, aos seus adjuntos, uma vez que o treinador portista arranjou maneira de ser outra vez expulso) tentar menorizar estragos, segurando o empate, num campo difícil, onde era permitido ao Porto perder pontos.

littbarski

domingo, setembro 26, 2010

Porto 2 x 0 Olhanense

1. Hulk - Confesso que não percebo como ainda há portistas que põem em causa a importância de Hulk na equipa do Porto. Sim, Hulk por vezes é demasiado individualista, nem sempre toma a opção certa, defende pouco e perde mais bolas do que os seus colegas (o que é natural, uma vez que é o jogador que arrisca mais), obrigando a equipa a uma atenção suplementar para permanecer equilibrada defensivamente. Mas isso é amplamente compensado pela sua presença assídua nos lances decisivos das partidas. Foi dele o remate que permitiu que Otamendi tivesse uma estreia feliz com a camisola do Porto. Foi dele, inteiro, o segundo golo do jogo, 8º da sua conta pessoal, 5º no campeonato. Qual é a dúvida?

2. O jogo - O Porto fez uma boa primeira parte e resolveu as coisas antes do intervalo. Villas-Boas pediu tranquilidade e intensidade para a segunda parte, a equipa deu-lhe metade, o que é compreensível, tendo em conta as deslocações difíceis a Sófia e a Guimarães que se avizinham. O Olhanense defendeu como pôde e atacou como soube, mas nunca conseguiu pôr em causa a vitória portista.

3. Destaques - Moutinho e Fernando continuam a marcar pontos, Souza continua a somar minutos consistentes, e Falcao ainda não alcançou a forma que o notabilizou na época passada. Não sei se a eleição do melhor em campo, feita pelos adeptos presentes no Dragão, tem alguma coisa a ver com o ponto 1. Pessoalmente, acho que Varela não fez um grande jogo.

4. Alternativas - Desconheço se a entrada de Otamendi no onze é definitiva ou se se insere num quadro de gestão do plantel. A confirmar-se a primeira hipótese, parece-me algo injusto que seja Maicon, que vinha subindo de forma e realizando boas exibições, o substituído. Por outro lado, Rolando tem mais experiência e foi menos irregular. Estes serão dois fortes argumentos a seu favor. Em todo o caso, esta concorrência é óptima. O problema é quando olhamos para o banco (como aconteceu em épocas anteriores) e não vemos lá alternativas com qualidade.

littbarski

segunda-feira, setembro 20, 2010

Nacional 0 x 2 Porto

Bloqueio mental, só de Falcao, na marcação de grandes penalidades (desta vez, com algum azar à mistura), e de Álvaro Pereira, com um corte disparatado do qual resultou a única verdadeira oportunidade de golo do Nacional.

A vitória do Porto foi tão natural como a sede de malhar em Jokanovic, evidenciada pelo comentador da TVI (volta, Radamel Gaitán, estás perdoado), como se os madeirenses viessem de uma série de grandes exibições e resultados, e o adversário em campo fosse o Maria da Fonte. Mas não era, como bem lembrou João Abel, na flash-interview. Por vezes, estas coisas escapam-nos.

Como calculo que a arbitragem vá ser outra vez tema de conversa (e provavelmente ficaremos a saber que, afinal, mão na bola dentro da área é mesmo penalty, a não ser que seja na Figueira da Foz e o beneficiário seja o Porto), digo já que, de facto, houve um penalty por marcar a favor do Nacional. E é pena porque o Porto não precisava, tal foi o domínio demonstrado ao longo de todo o jogo. Bracalli salvou a sua equipa de um resultado mais pesado e só não é o melhor em campo porque Maicon fez o melhor jogo que eu o vi fazer com a camisola do Porto.

littbarski

sexta-feira, agosto 27, 2010

Porto 4 x 2 Genk

Sem nada a perder, depois do resultado desnivelado da primeira mão, o Genk entrou desinibido no Dragão, disposto a discutir a vitória no encontro. E a verdade é que chegou a assustar os portistas que nas bancadas e em casa assistiam, incrédulos, ao pior período do Porto na partida, quando Beto defendeu um remate de Dugary, evitando o 0-2 para os belgas. Poucos minutos depois, começava o festival de Hulk: não foi de penalty, foi de livre directo. E de penalty (desta vez, bem assinalado e cobrado), e novamente de livre directo. Caso arrumado.

Fernando estreou-se a marcar com a camisola do Porto, em jogos oficiais. Não por acaso, mas porque, com Villas-Boas, sobe mais no terreno e remata mais vezes à baliza. No entanto, mantém um defeito: a precisão do passe. Algo a rever, caso contrário, lá se vai a eficácia desta metamorfose.

Este jogo, confirmou as minhas primeiras impressões: do meio-campo para a frente, o Porto é uma equipa forte, mas a defesa continua demasiado insegura. Não é fácil substituir um jogador com o carisma e a qualidade de Bruno Alves, e duvido que a vinda de Otamendi consiga resolver o problema, a curto prazo. Até porque o argentino chega tarde, com a época já a decorrer. Esperemos que, entretanto, a força atacante da equipa continue a ser mais forte do que a sua fraqueza defensiva. Ou que a dupla Rolando-Maicon comece a funcionar, somehow...

littbarski

sexta-feira, agosto 20, 2010

Genk 0 x 3 Porto

Resultado enganador, pois a exibição do Porto foi intranquila, sobretudo na segunda parte, quando Maicon (uma noite para esquecer) e Álvaro Pereira resolveram ficar, repetidamente, a ver os irreverentes jogadores belgas jogar. Felizmente, Helton esteve sempre bastante seguro e conseguiu evitar aquilo que, a determinada altura, parecia certo: o golo do Genk.

Se a defesa deixa algumas dúvidas quanto à sua capacidade de enfrentar a época longa que aí vem, no meio-campo, há várias opções de qualidade. Souza confirmou as boas indicações deixadas em jogos anteriores e marcou o golo da noite. Moutinho, mesmo não estando ainda na sua melhor forma, é um jogador consistente. Belluschi e Rúben lutarão, possivelmente, por um lugar no onze titular, mas hoje mostraram que podem perfeitamente jogar juntos e fabricar golos como o terceiro do Porto, apontado pelo argentino, ao cair do pano.

No ataque, enfraquecido pela ausência de Hulk, Varela e Ukra, sem deslumbrarem, acabaram por cumprir as duas funções, e Falcao marcou o ponto, ainda que na conversão de um penalty esquisito, mas, na minha opinião, bem assinalado.

Com este resultado, o Porto conseguiu a sua primeira vitória na Bélgica, nas competições europeias, e, mais importante do que isso, praticamente garantir o acesso à fase de grupos da Liga Europa.

littbarski (o dragão de serviço, quando quiser)