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quarta-feira, outubro 23, 2013

Defour, um acto de coragem

Hoje acordei com esta: «o treinador foi corajoso porque retardou a entrada de Defour». A sério? Depois de perder em casa, com o At. Madrid, o treinador deveria ter trocado Jackson pelo belga e abdicado da vitória (e, provavelmente, antecipado a derrota), logo aos 6 minutos. É isso? E quando assistiu, ou melhor, resistiu ao crescimento do Zenit, já na segunda parte, também foi por coragem?

Paulo Fonseca não age nem reage em tempo útil. Perde-se em indecisões e, quando decide, joga quase sempre pelo seguro. Trocar Licá por Varela, Josué por Defour e meter Ghilas quando o jogo está perdido (vá lá, desta vez conseguiu colocá-lo em campo, antes do minuto 90) não é revelador de coragem. Coragem seria lançar Quintero ou Ricardo, mesmo em inferioridade numérica.

Muito me custa olhar para um onze de tantos milhões e não ver um único jogador capaz de sozinho desequilibrar uma partida. Um jogador cerebral como James ou rápido, para o contra-ataque, forte nos lances individuais, e que ontem tinha feito tanto jeito. Iturbe foi embora. Atsu foi embora. Quintero não joga. Têm deficiências defensivas, dizem. Pois, vão dizer isso a Hulk...

sexta-feira, agosto 30, 2013

Play It Again, Sam # 132 - The Clash

Ou o sonho de qualquer jogador.

Música: "London Calling"
Álbum: "London Calling", 1979
Interpretação: The Clash



terça-feira, julho 30, 2013

Celta pouco amigo

Um jogo fraco contra o Celta de Vigo e já ouço gente a chorar por Vítor Pereira, o que é curioso, tendo em conta que aquilo que o Porto não fez, num jogo de preparação, não foi mais nem menos do que aquilo que não fez em dezenas de jogos oficiais, nos últimos 2 anos.

A mim as pré-temporadas já não me iludem. É a partir do dia 10 de Agosto que se começa a ver o que o novo Porto vale. E, para esse jogo, há naturalmente a dúvida de quem substitui Moutinho e James, no onze inicial. Eu apostaria em Defour e Iturbe, para começar. Depois, logo se vê como evoluem Herrera, Quintero e Josué (ou Carlos Eduardo) e se chega mais alguém para o ataque (à baliza, não é às pernas de Nolito), uma vez que Atsu não conta.

domingo, abril 14, 2013

Braga vence Taça da Liga

Vítor Pereira castigou Otamendi, mas manteve a aposta em Defour, que cinco dias antes se tinha revelado inconsequente. Depois, de novo a perder e em desespero de causa, voltou a lançar Atsu e Kelvin, só que desta vez o Porto jogava em inferioridade numérica e o Braga continuava vivo e a explorar o espaço que sobrava na zona defensiva adversária.

A expulsão de Abdoulaye é, de resto, a explicação fácil para mais um descalabro portista, mas a verdade é que, mesmo com onze, a equipa de Vítor Pereira nunca conseguiu vincar a sua superioridade. Teve mais posse de bola, claro, isso tem sempre. Mas como vem sendo habitual, nos últimos tempos, essa posse de bola teve poucos efeitos práticos. Ainda assim, Jackson (que há mais de um mês anda zangado com a baliza) teve nos pés a hipótese de alterar a história do jogo. Não conseguiu e a taça foi mesmo para Braga.

Um prémio merecido, diga-se, para um clube que tanto tem crescido nos últimos anos.

terça-feira, abril 09, 2013

Dois em um

Mais precisamente, no pé esquerdo de Kelvin. Desta vez, Vítor Pereira (com a corda na garganta) arriscou e deu-se bem: o miúdo resolveu-lhe o jogo.

Mas não era neste dois em um que eu pensava. Pensava em Defour, um jogador com a polivalência de que todos os treinadores gostam. É, em rigor, um n em um, sendo que n é igual ao número de posições que o treinador sonha que o jogador pode ocupar. Com Atsu as contas são mais simples, não tiram o sono a ninguém. Assim que o ganês entrou, o ataque do Porto e a defesa do Braga sentiram a diferença. Gosto de coisas simples.

Convém, no entanto, não confundir simplicidade com displicência: a de Otamendi, no lance que quase deu o golo a João Pedro, ou a de Danilo (fatal), que virou as costas à bola e a Alan, permitindo que o jogador do Braga entrasse na área portista como se fizesse compras no supermercado, numa altura em que a equipa de Peseiro conseguia, com muito menos posse de bola mas usando-a com mais objectividade, discutir o jogo com o Porto.

James, um grande golo de James, deu início à recuperação portista (e ao fim do Braga). A segunda parte foi toda azul e a reviravolta só não aconteceu mais cedo porque o remate de Alex Sandro foi tão perfeito que a barra quis guardá-lo como recordação. O pé esquerdo de Kelvin é menos perfeito, contou com uma ajudazinha dos santos (o homónimo e São Joaquim), mas valeu dois pontos.

Ainda não foi desta que o Benfica fez a festa (e aviso já que na próxima jornada sou improficuamente sportinguista desde que o Miguel Lopes era pequenino).

quinta-feira, março 07, 2013

Play It Again, Sam #123 - Clap Your Hands Say Yeah

Uma das vantagens de não ter visto o Sporting x Porto, de sábado passado, é não ter assistido, em directo, à enganadora - bela, mas inconsequente - posse de bola, uma imagem de marca do Barcelona português, que ainda recentemente bateu o recorde da Liga, com uns fantásticos 78%, no empate caseiro com o Olhanense...

Muito mais pragmático foi o Benfica, que se deu ao luxo de ter menos posse de bola e de fazer menos remates do que o Beira-Mar e lá está, em cima, a rir-se e a mascar chiclete. Por enquanto...

Também me quer parecer que os leõezinhos, que festejaram o 0-0 caseiro como se tivessem acabado de se sagrar campeões nacionais, depressa regressarão à dura realidade de terem de fazer mais do que chutar a bola para as costas da defesa contrária, para conseguirem mais do que um pontinho. Mas isso é problema deles.

O que me interessa é o regresso de Jackson aos golos, e de James à sua melhor forma, e ver novamente Mangala a voar acima dos mortais, e que Varela faça mais do que ser tacticamente disciplinado a defender, na grande maioria dos jogos - isto porque já se percebeu que Atsu terá o mesmo longo e tortuoso caminho que teve de percorrer James, se tiver sorte... E, claro, que o Porto regresse rapidamente a um futebol consequente que traga vitórias, nem que seja com 20% de posse de bola.

Música: "Same Mistake"
Álbum: "Hysterical", 2011
Interpretação: Clap Your Hands Say Yeah



sábado, fevereiro 16, 2013

Destaques portistas em Aveiro

Jackson continua a fazer golos com uma regularidade impressionante, na sua primeira época em Portugal. São já 20 no campeonato (mais 7 do que Cardozo e Meyong) e 25 no total.

Atsu chegou da CAN para abrir caminho para a vitória portista (e, espero, os olhos a Varela). Boa primeira parte do ganês.

Mangala Quanto vi Ronaldo parado lá em cima, desafiando a gravidade, perante o espanto de Evra, pensei: eu já vi isto em qualquer lado. Alguém que segure o central portista, ou ele só pára na estratosfera.

Izmailov Diz O Jogo, na sua versão impressa, que o internacional russo foi o jogador do Porto que mais correu (11,4 km). Está a aquecer para Alvalade - digo eu.

James O regresso ao activo de um jogador com esta qualidade é sempre motivo de destaque. Foram uns minutinhos, mas já deu para tirar as medidas à baliza.

segunda-feira, fevereiro 11, 2013

Excesso de confiança (ou falta de fiabilidade)

Há uma coisa da qual, infelizmente, o Porto de Vítor Pereira ainda não se conseguiu livrar: a tendência para falhar, quando menos se espera. De nada vale andar a triturar adversários, se a seguir não se for capaz de vencer, em casa, uma equipa que luta por não descer de divisão, com a agravante de se desperdiçar a oportunidade de ficar isolado na frente, depois do empate do Benfica na Madeira. Resumindo, a equipa ainda não é fiável (ou, pelo menos, tão fiável como se deseja).

Claro que podemos lamentar as várias oportunidades de golo falhadas, uma delas de penalty. Mas essas oportunidades surgiram, na sua maioria, de forma atabalhoada, de lances de bola parada ou de ressaltos. O golo de Jackson surgiu assim. Não houve a organização ofensiva necessária para desfazer a teia defensiva do Olhanense. Sentiu-se, pela primeira vez, desde as suas ausências, a falta de James e de Atsu, jogadores que poderiam desequilibrar nas alas e oferecer mais amplitude ao ataque portista, algo que Varela (desastrado) e Sebá não conseguiram (e muito menos Izmailov, que não é extremo). A juntar a isto houve ainda a facilidade com que a equipa de Cajuda conseguiu sair para o contra-ataque. Targino correu mais de meio campo sem oposição, antes do remate para para o golo forasteiro, e Helton compensou duas vezes o desacerto do Porto também na defesa, evitando males maiores.

Até pode ter sido só um acidente de percurso. Mas decerto que a confiança, nas hostes portistas, já não é a mesma.

terça-feira, janeiro 29, 2013

Números

75% de posse de bola, 23 remates (contra 2), 57 ataques (contra 13) e, claro, 5 golos sem resposta são números que não deixam dúvidas sobre o domínio absoluto do Porto, na recepção ao Gil Vicente.

15 golos de Jackson no campeonato (marcou em 13 dos 16 jogos que fez), 20 (em 25 jogos realizados) em todas as competições.

Duas assistências para golo (uma de Castro, outra de Sebá) vindas do banco de suplentes.

4 vitórias e 1 empate (na Luz), sem James disponível.

1 golo de Atsu na CAN.

Mais 2 pontos, mais uma vitória, menos 1 empate, mais 3 golos marcados, menos 1 golo sofrido - é esta a diferença entre os números do Porto desta época e os da época passada, nas primeiras 16 jornadas do campeonato.

Menos 1 golo sofrido é a diferença entre os números do Benfica desta época e os da época passada, no campeonato, em igual período.

0 derrotas de Porto e Benfica no campeonato.

domingo, novembro 18, 2012

Eficácia, eficiência, consistência

Não foram 3 golos em 3 oportunidades, como disse Manuel Machado (lembro-me de uma boa oportunidade de Kléber, logo aos 6 minutos, e outra de James, no final do jogo), mas é verdade que o Porto teve uma eficácia bem razoável, tanto pelo que produziu em termos ofensivos, com Atsu em destaque, com duas assistências para golo - um deles magnífico, do pé esquerdo de Lucho - como pelo pouco que consentiu à equipa da casa: dois lances perigosos de bola parada e um remate de Candeias, travado por Fabiano.

Mais do que eficaz, a equipa de Vítor Pereira foi eficiente, pois conseguiu o seu objectivo gastando o menos possível (Helton e Jackson ficaram de fora; Moutinho, Danilo e James entraram na segunda parte).

Em 16 jogos, o Porto consegue 13 vitórias e 3 empates, um rendimento mais consistente do que as 10 vitórias, os 3 empates e as 3 derrotas, conseguidos nos primeiros 16 jogos da época passada, mesmo tendo em conta que por esta altura o Porto já tinha defrontado o Barcelona e o Benfica. Esta consistência reflecte-se, sobretudo, na Liga dos Campeões, onde o Porto já conseguiu o apuramento para os oitavos-de-final, e vai ser testada mais a sério nas deslocações a Braga e a Paris.

littbarski

quarta-feira, setembro 19, 2012

Dádivas, vilões e artistas

40 minutos da primeira parte, em Zagreb. O que está para trás só tem relevância para quem tem problemas de insónia. Jackson não tem problemas de insónia: aceita a oferta do guarda-redes e, dois segundos depois, adormece no relvado a sonhar que acaba de marcar um golo na Champions.

Tenho para mim que o principal candidato a acordar as bancadas do Dragão, depois da saída de Hulk, é Atsu. Claro que é jovem, erra (porque arrisca) mais vezes, precisa de tempo para evoluir e o todo ainda tem mais potencial do que valor demonstrado. Mas é artista. E isto é um problema para alguns treinadores, que preferem operários a artistas. Que pelo menos não tentem transformar o artista em operário, porque há lugar para todos. A prova disso é o segundo golo do Porto, marcado de forma artística pelo operário Defour, depois de uma assistência perfeita do artista ganês.

Mas falava eu do sonho de Jackson, mais tarde transformado em sonho de Kléber, uma história de dádivas e de vilões, com Tonel a aproveitar a dádiva do árbitro que o deixou permanecer em campo para agitar o Dínamo e com um Carrasco simpático que prefere matar a bola no peito (à Postiga) do que fuzilar a baliza deserta. James ainda fez voar Kelava, mas uma história assim só podia terminar a meio com a intervenção divina de Lucho.

E Moutinho? Alguém viu Moutinho?

littbarski