Até pode ter começado por ser um problema táctico, mas neste momento é bem mais do que isso. A bola queima, os jogadores precipitam-se, perdem a cabeça, falham passes fáceis, escorregam, deixam-se enganar pela bola, falham golos de baliza aberta a um metro da mesma. A sorte não ajuda (mais duas bolas nos ferros) e nem de penalty (que não foi) o golo aparece. O Porto de Paulo Fonseca é, neste momento, um veículo descontrolado e não sei se a famosa estrutura portista chegará para pôr ordem na casa e evitar males maiores.
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domingo, dezembro 01, 2013
quarta-feira, novembro 27, 2013
Porto 1 x 1 Áustria Viena
Eu bem tento reter algo positivo do trabalho de Paulo Fonseca, mas todas as coisas boas que, apesar de não estar satisfeito, eu, ainda assim, fui tirando dos jogos com o At. Madrid, com o Zenit e de um ou outro jogo do campeonato, nomeadamente o último jogo com o Nacional, esfumaram-se, num ápice, após o jogo desta noite.
Depois do empate entre o Zenit e o At. Madrid, esperava-se um Porto motivado com a oportunidade de ascender ao segundo lugar do grupo. Em vez disso, viu-se um Porto amedrontado, inseguro, apático e incapaz de marcar a superioridade evidente que há entre os azuis e brancos e o clube que se estreia na fase de grupos da Champions, e que, apesar de ficar fora das competições europeias, se contentou com o empate (e julgo que isto diz tudo sobre o valor do Áustria Viena).
A primeira parte foi vergonhosa. A segunda trouxe um Porto a correr (mais vezes mal do que bem) atrás de um prejuízo que, apesar do golo madrugador de Jackson, se revelou irreversível.
Salva-se a Liga Europa, destino mais do que provável de uma equipa que não mostrou estofo para mais.
Quanto a Paulo Fonseca, falha o seu primeiro teste decisivo e tem cada vez menos margem de manobra. Veremos se terá tempo (e capacidade) para dar a volta por cima, num clube em que o tempo é algo demasiado caro para dar assim de barato a qualquer um.
Depois do empate entre o Zenit e o At. Madrid, esperava-se um Porto motivado com a oportunidade de ascender ao segundo lugar do grupo. Em vez disso, viu-se um Porto amedrontado, inseguro, apático e incapaz de marcar a superioridade evidente que há entre os azuis e brancos e o clube que se estreia na fase de grupos da Champions, e que, apesar de ficar fora das competições europeias, se contentou com o empate (e julgo que isto diz tudo sobre o valor do Áustria Viena).
A primeira parte foi vergonhosa. A segunda trouxe um Porto a correr (mais vezes mal do que bem) atrás de um prejuízo que, apesar do golo madrugador de Jackson, se revelou irreversível.
Salva-se a Liga Europa, destino mais do que provável de uma equipa que não mostrou estofo para mais.
Quanto a Paulo Fonseca, falha o seu primeiro teste decisivo e tem cada vez menos margem de manobra. Veremos se terá tempo (e capacidade) para dar a volta por cima, num clube em que o tempo é algo demasiado caro para dar assim de barato a qualquer um.
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domingo, novembro 24, 2013
Desligar os motores
Este continua a ser, quanto a mim, o principal problema do Porto, esta época: a incapacidade de se manter ligado a um jogo, do princípio ao fim. Se juntarmos a isto a falta de eficácia na finalização, a grande exibição de Gottardi (a última defesa, impossível, valeu 3 pontos: os 2 que o Porto perdeu e o que o Nacional ganhou) e mais uma asneira de Otamendi (que manchou uma boa exibição), a qual esteve na origem do lance do golo de Rondón, temos a fórmula para o empate final.
Eu calculo (olhando para as substituições efectuadas) que a intenção de Paulo Fonseca, depois do golo de Jackson (e de 50 minutos tranquilos para os azuis e brancos), fosse manter o Porto no ataque, à procura do golo que mataria o jogo (e a verdade é que Lucho o teve nos pés). Mas se a equipa dá provas repetidas de não ser capaz de corresponder, de forma continuada, às ideias do treinador, talvez, da próxima vez que o Porto estiver em vantagem, o melhor seja abdicar de um extremo (que no caso de Varela, regra geral, é abdicar de muito pouco) e reforçar o meio-campo. Não é a solução mais bonita, provavelmente o espectáculo durará menos tempo, mas talvez se guardem 3 pontos. E digo talvez porque o problema da equipa não se explica apenas com falta de condição física e de desenhos tácticos eficazes: ontem, com a corda na garganta, todos foram capazes de voltar a ligar os motores e encostar o Nacional às cordas. Infelizmente, era tarde.
Eu calculo (olhando para as substituições efectuadas) que a intenção de Paulo Fonseca, depois do golo de Jackson (e de 50 minutos tranquilos para os azuis e brancos), fosse manter o Porto no ataque, à procura do golo que mataria o jogo (e a verdade é que Lucho o teve nos pés). Mas se a equipa dá provas repetidas de não ser capaz de corresponder, de forma continuada, às ideias do treinador, talvez, da próxima vez que o Porto estiver em vantagem, o melhor seja abdicar de um extremo (que no caso de Varela, regra geral, é abdicar de muito pouco) e reforçar o meio-campo. Não é a solução mais bonita, provavelmente o espectáculo durará menos tempo, mas talvez se guardem 3 pontos. E digo talvez porque o problema da equipa não se explica apenas com falta de condição física e de desenhos tácticos eficazes: ontem, com a corda na garganta, todos foram capazes de voltar a ligar os motores e encostar o Nacional às cordas. Infelizmente, era tarde.
segunda-feira, novembro 11, 2013
Play It Again, Sam # 135 - Parenthetical Girls
Hoje não me apetece falar de futebol e, por isso, não vou falar do pão que saltou dos pezinhos açucarados de Lucho para a boca de Jackson, nem de Fernando a encher o campo, com Defour ao lado, à frente e atrás, nem da bicicleta que Mangala foi buscar à garagem, nem das falhas de Otamendi, que já começam a enjoar. Talvez esteja aborrecido porque o registo de Paulo Fonseca já não é o espelho do de Vítor Pereira. Ou talvez me apeteça simplesmente música.
Música: "Sympathy for Spastics"
Álbum: "Privilege (Abridged)", 2013
Interpretação: Parenthetical Girls
Música: "Sympathy for Spastics"
Álbum: "Privilege (Abridged)", 2013
Interpretação: Parenthetical Girls
quinta-feira, novembro 07, 2013
Dez vezes pior
Eis as tão proclamadas diferenças flagrantes, entre Vítor Pereira e Paulo Fonseca, traduzidas nos resultados dos primeiros jogos que fizeram, nas competições comparáveis (a Supertaça Europeia fica de fora, por motivos óbvios), como treinadores (principais) do Porto.
Vítor Pereira:
- Supertaça: 1 J, 1V
- Taça de Portugal: 1J, 1V
- Campeonato: 9 J, 7V, 2E, 0D
- Liga dos Campeões: 4J, 1V, 1E, 2D
Paulo Fonseca:
- Supertaça: 1J, 1V
- Taça de Portugal: 1J, 1V
- Campeonato: 9J, 7V, 2E, 0D
- Liga dos Campeões: 4J, 1V, 1E, 2D
Dez vezes pior, dizem. E devemos acreditar, sem questionar. E sem fanatismos, claro.
Vítor Pereira:
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- Taça de Portugal: 1J, 1V
- Campeonato: 9 J, 7V, 2E, 0D
- Liga dos Campeões: 4J, 1V, 1E, 2D
Paulo Fonseca:
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- Taça de Portugal: 1J, 1V
- Campeonato: 9J, 7V, 2E, 0D
- Liga dos Campeões: 4J, 1V, 1E, 2D
Dez vezes pior, dizem. E devemos acreditar, sem questionar. E sem fanatismos, claro.
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Vontade só não chega
Sim, é verdade que o Porto fez uma boa primeira parte, comandou o jogo, Lucho marcou o golo desejado, mas todo o esforço feito (com o previsível preço, pago mais tarde), foi deitado a perder por mais uma desconcentração defensiva que Hulk não perdoou. Na segunda parte, o Zenit ligou o turbo e Paulo Fonseca ficou a ver. Já sei que uma coisa é ter Kerzhakov e Arshavin no banco, outra é ter Licá e Ghilas, à espera de um milagre, sacrificando um médio, quando os três que havia em campo já não chegavam para as encomendas. Ficaram a nu as debilidades deste Porto: não há pernas para um jogo inteiro, não há banco (a lesão de Quintero retirou-lhe o único trunfo que havia), não há estratégia. Helton adiou as contas para mais tarde, mas depender dos outros não é a mesma coisa.
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segunda-feira, novembro 04, 2013
Desculpas e choradeiras
Estás desculpado, Mangala. Um erro qualquer jogador pode cometer, e o facto de eles se repetirem, de forma distribuída, jogo após jogo, indicia que o problema é bem mais profundo do que uma pontual paragem cerebral. Além do mais, quem devia realmente pedir desculpa era quem, época após época, se preocupa mais com as oportunidades de negócio do que com a construção de um plantel equilibrado (o que depois faz com que, por exemplo, haja um central de 9 milhões de euros a jogar na equipa B, enquanto na A não há um extremo de qualidade indiscutível). Quem devia pedir desculpa era quem fica satisfeito e moralizado com exibições miseráveis, infelizmente repetidas. Esses é que deviam pedir desculpa a todos aqueles que pagam para verem tristes espectáculos como o dos primeiros 45 minutos no Restelo.
Acho muito curiosa a teoria de que com o treinador do 4.º classificado do campeonato saudita tudo seria diferente. Para quem já não se lembra, estamos a falar do treinador que, na sua segunda época no Porto, primeira como treinador principal, cometeu a proeza de ser eliminado da fase de grupos da Champions, fazendo um ponto em dois jogos com o campeão do Chipre, e que, à 18.ª jornada do campeonato, tinha o Benfica a 5 pontos de distância. Como tudo muda, em tão pouco tempo, para quem chora de saudade. Os desequilíbrios no plantel; os jogadores contrariados e que, publicamente, manifestaram vontade (ou abertura) para sair, ou que, mal sentam o cuzinho no banco, começam a pensar em outros voos; as bolas nos postes; as más arbitragens; o mau estado dos relvados e as mil e uma desculpas que serviram para justificar os insucessos do ex-treinador do Porto, agora, valem zero. Paulo Fonseca não tem clube de fãs. O que é compreensível, diga-se. Incompreensível é a choradeira.
Acho muito curiosa a teoria de que com o treinador do 4.º classificado do campeonato saudita tudo seria diferente. Para quem já não se lembra, estamos a falar do treinador que, na sua segunda época no Porto, primeira como treinador principal, cometeu a proeza de ser eliminado da fase de grupos da Champions, fazendo um ponto em dois jogos com o campeão do Chipre, e que, à 18.ª jornada do campeonato, tinha o Benfica a 5 pontos de distância. Como tudo muda, em tão pouco tempo, para quem chora de saudade. Os desequilíbrios no plantel; os jogadores contrariados e que, publicamente, manifestaram vontade (ou abertura) para sair, ou que, mal sentam o cuzinho no banco, começam a pensar em outros voos; as bolas nos postes; as más arbitragens; o mau estado dos relvados e as mil e uma desculpas que serviram para justificar os insucessos do ex-treinador do Porto, agora, valem zero. Paulo Fonseca não tem clube de fãs. O que é compreensível, diga-se. Incompreensível é a choradeira.
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domingo, novembro 03, 2013
Mangala 1 x 1 Mangala
Cinquenta minutos foi o tempo que o Porto demorou a conseguir criar uma oportunidade de golo de bola corrida. Antes disso, Mangala fez a festa: marcou, na sequência de um lance de bola parada (e com a ajuda de um adversário), para logo a seguir dar a marcar, depois de mais um bloqueio cerebral que parece ter contagiado toda a defesa portista (já vimos o mesmo de Maicon e Otamendi). Este Porto não se mexe, não tem confiança nem certeza nas suas acções, não tem identidade, não sabe a nada. E a assistir, alegremente, a tudo isto continua Paulo Fonseca. Plano B? Balão para a frente e rezar... por melhor sorte em São Petersburgo. Pode ser que Hulk se constipe.
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quarta-feira, outubro 23, 2013
Defour, um acto de coragem
Hoje acordei com esta: «o treinador foi corajoso porque retardou a entrada de Defour». A sério? Depois de perder em casa, com o At. Madrid, o treinador deveria ter trocado Jackson pelo belga e abdicado da vitória (e, provavelmente, antecipado a derrota), logo aos 6 minutos. É isso? E quando assistiu, ou melhor, resistiu ao crescimento do Zenit, já na segunda parte, também foi por coragem?
Paulo Fonseca não age nem reage em tempo útil. Perde-se em indecisões e, quando decide, joga quase sempre pelo seguro. Trocar Licá por Varela, Josué por Defour e meter Ghilas quando o jogo está perdido (vá lá, desta vez conseguiu colocá-lo em campo, antes do minuto 90) não é revelador de coragem. Coragem seria lançar Quintero ou Ricardo, mesmo em inferioridade numérica.
Muito me custa olhar para um onze de tantos milhões e não ver um único jogador capaz de sozinho desequilibrar uma partida. Um jogador cerebral como James ou rápido, para o contra-ataque, forte nos lances individuais, e que ontem tinha feito tanto jeito. Iturbe foi embora. Atsu foi embora. Quintero não joga. Têm deficiências defensivas, dizem. Pois, vão dizer isso a Hulk...
Paulo Fonseca não age nem reage em tempo útil. Perde-se em indecisões e, quando decide, joga quase sempre pelo seguro. Trocar Licá por Varela, Josué por Defour e meter Ghilas quando o jogo está perdido (vá lá, desta vez conseguiu colocá-lo em campo, antes do minuto 90) não é revelador de coragem. Coragem seria lançar Quintero ou Ricardo, mesmo em inferioridade numérica.
Muito me custa olhar para um onze de tantos milhões e não ver um único jogador capaz de sozinho desequilibrar uma partida. Um jogador cerebral como James ou rápido, para o contra-ataque, forte nos lances individuais, e que ontem tinha feito tanto jeito. Iturbe foi embora. Atsu foi embora. Quintero não joga. Têm deficiências defensivas, dizem. Pois, vão dizer isso a Hulk...
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terça-feira, outubro 22, 2013
Por linhas tortas
Pois é, o Porto guarda o melhor futebol para a Champions, mas é traído pela sorte e por um disparate de Herrera.
Mesmo com 10, a equipa fez uma primeira parte de bom nível (Fernando fez uma exibição perfeita), superiorizou-se ao Zenit e Lucho estourou no poste a hipótese do Porto sair para o intervalo a vencer. Na segunda parte, veio a erosão do tempo com menos um para lutar, das investidas e dos mísseis de Hulk (que estranho é vê-lo do outro lado), mas também uma bola de Varela desviada pela barra. O nulo, dadas as circunstâncias, não era mau nem rematava mal a história do jogo.
Mas há alguém que não dorme. Aquele golo aos 86 minutos, após um cruzamento teleguiado de um daqueles jogadores que tão pouco agradam a quem passa dia e noite a fazer contas aos equilíbrios defensivos, é uma mensagem dos céus para uma só pessoa, que gere com preguiça, sem rasgo de audácia, que está sempre atrás dos acontecimentos, que se contenta com nada. Pois que se console, agora, com a injustiça que é perder no jogo errado.
Mesmo com 10, a equipa fez uma primeira parte de bom nível (Fernando fez uma exibição perfeita), superiorizou-se ao Zenit e Lucho estourou no poste a hipótese do Porto sair para o intervalo a vencer. Na segunda parte, veio a erosão do tempo com menos um para lutar, das investidas e dos mísseis de Hulk (que estranho é vê-lo do outro lado), mas também uma bola de Varela desviada pela barra. O nulo, dadas as circunstâncias, não era mau nem rematava mal a história do jogo.
Mas há alguém que não dorme. Aquele golo aos 86 minutos, após um cruzamento teleguiado de um daqueles jogadores que tão pouco agradam a quem passa dia e noite a fazer contas aos equilíbrios defensivos, é uma mensagem dos céus para uma só pessoa, que gere com preguiça, sem rasgo de audácia, que está sempre atrás dos acontecimentos, que se contenta com nada. Pois que se console, agora, com a injustiça que é perder no jogo errado.
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domingo, outubro 20, 2013
Excelente?
Paulo Fonseca acha que sim, e eu acho que está tudo dito sobre o grau de exigência do treinador do Porto. O jogo foi um bocejo e terminou com o Tricampeão Nacional atrapalhado com a vantagem mínima. Em casa, contra o último classificado da segunda liga. Ainda assim, gostei das exibições de Ricardo, que (nem sempre bem) foi quem mais agitou o jogo, e de Fernando, para quem não há competições de primeira nem de segunda.
PS - Futebol a sério, em França e em Inglaterra. Uma delícia.
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domingo, outubro 06, 2013
Um Juan em Arouca, outro em Verona
Quem também está a ser guardado (para quem o quiser levar) é Iturbe. Vi-o, esta tarde, no campeonato tacticamente mais disciplinado do mundo, ser o homem do jogo (palavras do comentador), depois de marcar o seu segundo golo (só possível, segundo me contaram, em campeonatos subdesenvolvidos, como o argentino) em dois jogos como titular e de assistir Luca Toni, para o terceiro do Hellas, em Bolonha. Lembrei-me dele, nos 90 minutos em que Varela e Licá disputaram, entre os dois, o título de pior em campo, em Arouca (teve de ser Otamendi, por um acaso posicional, a fazer o que os dois extremos nunca conseguiram). Aquilo que foi acrescentado no meio, com a entrada de Herrera, foi subtraído nas alas. O resultado foi a mesma zona exibicional cinzenta onde o Porto joga, a maior parte do tempo, e que os golos de Jackson vão conseguindo disfarçar. Como Paulo Fonseca continua satisfeito com aquilo que vê, não deve haver novidades tão cedo.
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Um minuto e meio
É o tempo que Quintero precisa para entrar em campo, correr, levar uma sarrafada por trás e marcar golo de livre directo. Está a ser guardado... Pode ser que brilhe na Liga Europa.
Um minuto e meio foi também o tempo que levou uma análise de um lance entre Helton e um avançado do Arouca, fora da área. Entre a "falta clara" de Helton e o "choque", aconteceu um "Helton era o último homem do Porto". Pelo meio, Luís Freitas Lobo lá reconsiderou: o único a tocar na bola foi Helton, depois chocaram. Mas em momento nenhum foi considerada a hipótese de falta do jogador que, sem tocar na bola, impediu Helton de a continuar a jogar. Mistérios.
Um minuto e meio foi também o tempo que levou uma análise de um lance entre Helton e um avançado do Arouca, fora da área. Entre a "falta clara" de Helton e o "choque", aconteceu um "Helton era o último homem do Porto". Pelo meio, Luís Freitas Lobo lá reconsiderou: o único a tocar na bola foi Helton, depois chocaram. Mas em momento nenhum foi considerada a hipótese de falta do jogador que, sem tocar na bola, impediu Helton de a continuar a jogar. Mistérios.
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sábado, setembro 28, 2013
Parabéns, Porto
Paulo Fonseca disse, no fim do jogo com o Vitória, que o Porto geriu bem a vantagem. O problema, para além do perigo que seria gerir uma vantagem mínima, é que o Porto começou a gerir a vantagem, quando ela ainda não existia... O Porto não fez uma excelente primeira parte, fez 30 minutos competentes, criando várias situações de golo, e merecia, não os 3-0 que Paulo Fonseca reclama (porque Douglas também joga), mas o golo que foi negado a Jackson pelo poste. Depois da meia hora inicial, a equipa desligou-se do jogo e, excepção feita a um lance individual de Josué, já no minuto 90, não voltou a construir uma jogada digna de registo. Esta equipa parece, aliás, gerida por um interruptor. A determinada altura, alguém desliga a equipa no interruptor (se se lembrou de a ligar) e não há mais futebol para ninguém. Foi assim nos últimos quatros jogos. Valeu à «excelente» exibição e à «boa» gestão um erro do árbitro. Os 120 anos de história do clube não mereciam uma prenda tão embaraçosa.
PS - Vejam a diferença de tratamento (Estoril x Porto em Record, A Bola; Porto x V. Guimarães em Record, A Bola). Não é só o Benfica que vende...
PS - Vejam a diferença de tratamento (Estoril x Porto em Record, A Bola; Porto x V. Guimarães em Record, A Bola). Não é só o Benfica que vende...
segunda-feira, setembro 23, 2013
Se Jesus esteve em três campos, Paulo Fonseca não esteve em nenhum
Não sei se Jesus esteve em três campos, mas sei que o Porto não esteve em nenhum, durante largos períodos do jogo com o Estoril. A primeira jogada digna de registo foi ao minuto 45 (e não valeu). Antes houve um golo (oferecido, claro), um remate de Lucho para fora e uma jogada individual (e sem fim) de Jackson. A segunda parte não foi muito mais do que isto (registe-se, pelo menos, dois passes exemplares de Lucho, um aproveitado por Jackson, outro desperdiçado por Varela). Em momento nenhum o Porto foi superior ao Estoril. Em momento nenhum o Porto teve o jogo controlado. Falar de arbitragem, com ou sem razão, é a única forma de esconder isto: o que a equipa não joga, o que a equipa deixa jogar (e que o Estoril aproveitou) e a falta de capacidade de resposta do treinador, bem expressa na entrada de Ghilas, aos 90 minutos.
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quinta-feira, setembro 19, 2013
Com cagaço
Começou com um equívoco: remate de Fernando, para defesa apertada de Lindner. Um equívoco porque o Áustria Viena foi quase sempre a equipa mais perigosa. O golo surgiu na única jogada com princípio, meio e fim que o Porto foi capaz de fazer no Prater (o lance entre Quintero e Jackson, a que Lucho chegou atrasado, não passou de um esboço). Terminou com Paulo Fonseca agarrado à vantagem mínima - que só não foi desfeita pouco depois do golo portista porque não calhou -, deixando Jackson isolado na frente, como se o Paços de Ferreira estivesse a jogar em Camp Nou.
O mais importante foi conseguido. Mas pergunto-me: se foi assim no terreno do adversário mais fraco do grupo, como será em Madrid e em São Petersburgo? Serão jogos diferentes, eu sei, em que as equipas da casa não se limitarão a esperar pelo inevitável erro portista para saírem disparadas para o ataque (o que é bom, por um lado - mais espaço para jogar -, e mau, por outro - mais trabalho para uma equipa que teima em revelar-se demasiado insegura, na hora de defender). Em todo o caso, o medo (ia dizer conservadorismo, mas medo é já um eufemismo) demonstrado por Paulo Fonseca, na sua estreia na Champions, é um péssimo sintoma.
O mais importante foi conseguido. Mas pergunto-me: se foi assim no terreno do adversário mais fraco do grupo, como será em Madrid e em São Petersburgo? Serão jogos diferentes, eu sei, em que as equipas da casa não se limitarão a esperar pelo inevitável erro portista para saírem disparadas para o ataque (o que é bom, por um lado - mais espaço para jogar -, e mau, por outro - mais trabalho para uma equipa que teima em revelar-se demasiado insegura, na hora de defender). Em todo o caso, o medo (ia dizer conservadorismo, mas medo é já um eufemismo) demonstrado por Paulo Fonseca, na sua estreia na Champions, é um péssimo sintoma.
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domingo, setembro 15, 2013
Com rotatividade
Compreendo a gestão de Paulo Fonseca. Ou, pelo menos, uma parte dela (não percebo a proscrição de Kelvin nem porque Ghilas não joga uns minutinhos, nem que seja só para dar descanso a Jackson). O treinador do Porto poupou Lucho para a Champions e, ao mesmo tempo, deu uma oportunidade merecida a Quintero. A exibição do colombiano foi o espelho do desempenho portista: momentos de grande nível (há passes de Quintero que, pela rapidez e precisão com que são executados, me fazem lembrar aquelas ultrapassagens impossíveis da F1) e momentos de quase completo apagamento e de alguma displicência que poderiam perfeitamente ter permitido que o Gil reentrasse no jogo (por mais que Luis Freitas Lobo jurasse que ele estava controlado).
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domingo, setembro 08, 2013
Kelvin, Quintero e os desequilíbrios
Tal como escrevi aqui, eu compreendo que, na hora de escolher, um treinador tenha de considerar factores como o equilíbrio táctico da equipa, a experiência e a capacidade de liderança dos jogadores. Percebo que, por vezes, é isso que faz a diferença entre a equipa vencedora e a que quis vencer. Simplesmente, acho que deve haver lugar para a criatividade, para a imprevisibilidade e para a irreverência. Porque, por vezes, outras vezes, só isto consegue desbloquear jogos que, de outra forma, continuariam bloqueados. Quando um treinador coloca Defour no lado esquerdo do ataque e deixa Atsu de fora, quando escolhe Izmailov em vez de Kelvin, quando senta Quintero no banco, está a evitar aquilo que não é previamente formatado, que não obedece a um padrão específico que ele pode prever e que, por isso, lhe agrada.
Um dos argumentos mais utilizados para banir a criatividade de uma equipa é o dos desequilíbrios. Não os causados na equipa adversária, mas na própria equipa, por via das bolas perdidas e de uma menor aptidão dos criativos para defenderem. Bem, por essa ordem de ideias, jogadores como Hulk e Quaresma nunca teriam jogado no Porto, Ronaldo veria os jogos do Real Madrid no banco e o Bayern jogaria sem Robben nem Ribéry. Com um jeitinho, nem Messi estaria a salvo, apesar de toda a formatação catalã. Eles jogam porque os seus pontos fortes, isto é, a capacidade de causarem danos na equipa adversária, superam largamente os seus pontos fracos.
Quando, por exemplo, Paulo Fonseca diz que Quintero está a assimilar ideias, há uma parte que eu percebo: o jogador deve compreender a forma de jogar dos companheiros e da equipa como um todo, adaptar-se a essa dinâmica, absorver a mística, a mentalidade vencedora do clube. Certo. Mas temo que esta seja apenas uma parte da história. A outra parte tem que ver com os tais desequilíbrios que não deixam os treinadores dormir de noite. Há que pedir a Quintero que corra atrás da bola, que feche linhas de passe e, se calhar (espero que não), que, em vez daquele passe arriscado que isolaria Jackson, faça um passe fácil de 2 metros, para que a equipa não corra o risco de ser apanhada em contrapé.
Mas os pontos fortes de Quintero não são esses. E rentabilizar Quintero (ou qualquer outro jogador) passa, com certeza, por trabalhar os seus pontos fracos, mas sobretudo por aproveitar os seus pontos fortes. A função principal de Quintero não deve ser correr atrás da bola, mas fazer os outros correrem atrás da bola; não deve ser fechar linhas de passe, mas encontrá-las onde os outros não as conseguem ver; não deve ser fazer passes de 2 metros, porque não é isso que distingue um construtor de jogo de um Fernando. A Fernando é que devem pedir-lhe para evitar passes com mais de 2 metros (porque mete água, em grande parte das vezes que os tenta fazer, com um risco bem mais elevado para a equipa, porque não há Fernando atrás de Fernando para compensar), que feche linhas de passe e que corra atrás de bolas perdidas. Porque estes são os pontos fortes de Fernando.
Cada jogador tem as suas características específicas. Rentabilizar o todo passa por reunir pontos comuns, mas também a diversidade das qualidades individuais que há para oferecer ao todo. Porque mais diversidade significa mais soluções para a resolução de problemas.
Um dos argumentos mais utilizados para banir a criatividade de uma equipa é o dos desequilíbrios. Não os causados na equipa adversária, mas na própria equipa, por via das bolas perdidas e de uma menor aptidão dos criativos para defenderem. Bem, por essa ordem de ideias, jogadores como Hulk e Quaresma nunca teriam jogado no Porto, Ronaldo veria os jogos do Real Madrid no banco e o Bayern jogaria sem Robben nem Ribéry. Com um jeitinho, nem Messi estaria a salvo, apesar de toda a formatação catalã. Eles jogam porque os seus pontos fortes, isto é, a capacidade de causarem danos na equipa adversária, superam largamente os seus pontos fracos.
Quando, por exemplo, Paulo Fonseca diz que Quintero está a assimilar ideias, há uma parte que eu percebo: o jogador deve compreender a forma de jogar dos companheiros e da equipa como um todo, adaptar-se a essa dinâmica, absorver a mística, a mentalidade vencedora do clube. Certo. Mas temo que esta seja apenas uma parte da história. A outra parte tem que ver com os tais desequilíbrios que não deixam os treinadores dormir de noite. Há que pedir a Quintero que corra atrás da bola, que feche linhas de passe e, se calhar (espero que não), que, em vez daquele passe arriscado que isolaria Jackson, faça um passe fácil de 2 metros, para que a equipa não corra o risco de ser apanhada em contrapé.
Mas os pontos fortes de Quintero não são esses. E rentabilizar Quintero (ou qualquer outro jogador) passa, com certeza, por trabalhar os seus pontos fracos, mas sobretudo por aproveitar os seus pontos fortes. A função principal de Quintero não deve ser correr atrás da bola, mas fazer os outros correrem atrás da bola; não deve ser fechar linhas de passe, mas encontrá-las onde os outros não as conseguem ver; não deve ser fazer passes de 2 metros, porque não é isso que distingue um construtor de jogo de um Fernando. A Fernando é que devem pedir-lhe para evitar passes com mais de 2 metros (porque mete água, em grande parte das vezes que os tenta fazer, com um risco bem mais elevado para a equipa, porque não há Fernando atrás de Fernando para compensar), que feche linhas de passe e que corra atrás de bolas perdidas. Porque estes são os pontos fortes de Fernando.
Cada jogador tem as suas características específicas. Rentabilizar o todo passa por reunir pontos comuns, mas também a diversidade das qualidades individuais que há para oferecer ao todo. Porque mais diversidade significa mais soluções para a resolução de problemas.
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quinta-feira, setembro 05, 2013
Kelvin fora da Champions
Calculo que pelo mesmo motivo que enviou Iturbe para Verona e que faz com que Quintero continue a maturar no banco. Há treinadores que têm pavor de artistas (ou potenciais artistas). Mesmo daqueles que, quando todos os alinhados falham, resolvem campeonatos, como é o caso de Kelvin.
Os artistas, sobretudo os mais jovens, são demasiado imprevisíveis e os treinadores preferem jogar pelo seguro (nem que o seguro esteja prestes a morrer de velho). No Porto, a excepção a esta regra, por agora, chama-se Josué. Veremos se resiste ao regresso de Varela.
Eu sei que uma equipa não pode ser feita só de artistas. Tem de haver equilíbrio, gente como André, Costinha, ou, actualmente, Fernando a partir pedra lá atrás. Mas, no fim, são os artistas que fazem a diferença. Nunca o Porto teria conseguido alcançar o topo sem nomes como Madjer, Futre, Deco e Hulk.
O que é curioso é que, se Pinto da Costa jogasse tão pelo seguro como alguns desses treinadores jogam, eles teriam de esperar a vida inteira para chegarem a um clube como o Porto. E, se calhar, era o que mereciam.
Os artistas, sobretudo os mais jovens, são demasiado imprevisíveis e os treinadores preferem jogar pelo seguro (nem que o seguro esteja prestes a morrer de velho). No Porto, a excepção a esta regra, por agora, chama-se Josué. Veremos se resiste ao regresso de Varela.
Eu sei que uma equipa não pode ser feita só de artistas. Tem de haver equilíbrio, gente como André, Costinha, ou, actualmente, Fernando a partir pedra lá atrás. Mas, no fim, são os artistas que fazem a diferença. Nunca o Porto teria conseguido alcançar o topo sem nomes como Madjer, Futre, Deco e Hulk.
O que é curioso é que, se Pinto da Costa jogasse tão pelo seguro como alguns desses treinadores jogam, eles teriam de esperar a vida inteira para chegarem a um clube como o Porto. E, se calhar, era o que mereciam.
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segunda-feira, setembro 02, 2013
Porto complicou
Vitória sofrida, muito por culpa própria, devido ao desperdício no ataque (Jackson precisou de umas 6 tentativas para marcar) e aos erros defensivos incompreensíveis de Fucile e de Maicon (é nestas alturas - que valem campeonatos - que Helton é perdoado pelos frangos que, às vezes, nos obriga a comer). Fernando fez um jogo para esquecer (ou para se lembrar das suas confrangedoras limitações ofensivas). Licá mantém o registo: um jogo bom, um jogo banal. Lucho e Defour foram invisíveis. Alex Sandro foi demasiado visível (mas, ainda assim, dos melhores). Ricardo entrou muito bem no jogo. E depois há aquele miúdo que continua a maturar no banco, mas que quando entra faz a diferença, com uma simplicidade e uma precisão impressionantes: uma assistência para golo, que só não foi um par delas, porque Jackson se atrapalhou com a bola.
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