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segunda-feira, novembro 11, 2013

Play It Again, Sam # 135 - Parenthetical Girls

Hoje não me apetece falar de futebol e, por isso, não vou falar do pão que saltou dos pezinhos açucarados de Lucho para a boca de Jackson, nem de Fernando a encher o campo, com Defour ao lado, à frente e atrás, nem da bicicleta que Mangala foi buscar à garagem, nem das falhas de Otamendi, que já começam a enjoar. Talvez esteja aborrecido porque o registo de Paulo Fonseca já não é o espelho do de Vítor Pereira. Ou talvez me apeteça simplesmente música.

Música: "Sympathy for Spastics"
Álbum: "Privilege (Abridged)", 2013
Interpretação: Parenthetical Girls



segunda-feira, novembro 04, 2013

Desculpas e choradeiras

Estás desculpado, Mangala. Um erro qualquer jogador pode cometer, e o facto de eles se repetirem, de forma distribuída, jogo após jogo, indicia que o problema é bem mais profundo do que uma pontual paragem cerebral. Além do mais, quem devia realmente pedir desculpa era quem, época após época, se preocupa mais com as oportunidades de negócio do que com a construção de um plantel equilibrado (o que depois faz com que, por exemplo, haja um central de 9 milhões de euros a jogar na equipa B, enquanto na A não há um extremo de qualidade indiscutível). Quem devia pedir desculpa era quem fica satisfeito e moralizado com exibições miseráveis, infelizmente repetidas. Esses é que deviam pedir desculpa a todos aqueles que pagam para verem tristes espectáculos como o dos primeiros 45 minutos no Restelo.

Acho muito curiosa a teoria de que com o treinador do 4.º classificado do campeonato saudita tudo seria diferente. Para quem já não se lembra, estamos a falar do treinador que, na sua segunda época no Porto, primeira como treinador principal, cometeu a proeza de ser eliminado da fase de grupos da Champions, fazendo um ponto em dois jogos com o campeão do Chipre, e que, à 18.ª jornada do campeonato, tinha o Benfica a 5 pontos de distância. Como tudo muda, em tão pouco tempo, para quem chora de saudade. Os desequilíbrios no plantel; os jogadores contrariados e que, publicamente, manifestaram vontade (ou abertura) para sair, ou que, mal sentam o cuzinho no banco, começam a pensar em outros voos; as bolas nos postes; as más arbitragens; o mau estado dos relvados e as mil e uma desculpas que serviram para justificar os insucessos do ex-treinador do Porto, agora, valem zero. Paulo Fonseca não tem clube de fãs. O que é compreensível, diga-se. Incompreensível é a choradeira.

domingo, novembro 03, 2013

Mangala 1 x 1 Mangala

Cinquenta minutos foi o tempo que o Porto demorou a conseguir criar uma oportunidade de golo de bola corrida. Antes disso, Mangala fez a festa: marcou, na sequência de um lance de bola parada (e com a ajuda de um adversário), para logo a seguir dar a marcar, depois de mais um bloqueio cerebral que parece ter contagiado toda a defesa portista (já vimos o mesmo de Maicon e Otamendi). Este Porto não se mexe, não tem confiança nem certeza nas suas acções, não tem identidade, não sabe a nada. E a assistir, alegremente, a tudo isto continua Paulo Fonseca. Plano B? Balão para a frente e rezar... por melhor sorte em São Petersburgo. Pode ser que Hulk se constipe.

sábado, agosto 03, 2013

Outra vez os penalties?

Pelos vistos, continuamos a não ter marcador de penalties nem substituto para o Alex Sandro. A entrada de Mangala para o lado esquerdo da defesa não só destruiu aquele flanco, em termos ofensivos, como deu (com duas faltas) as duas melhores oportunidades para marcar ao Galatasaray, uma delas convertida por quem não tem problemas na marca dos 11 metros.

domingo, maio 05, 2013

Glorioso SLB

Vou tentar não me alongar para não roubar protagonismo à festa encarnada que se avizinha, até porque rapidamente o Porto fez a sua inconsequente parte, na Madeira.

James - o pseudo-craque que há muito devia ter dado o lugar a outro - marcou o seu 12.º golo esta temporada (aos quais se juntam 12 assistências), Lucho converteu um penalty, Mangala fez um golo irregular de calcanhar e Helton por pouco não conseguiu que o Porto acabasse a época sem golos sofridos de penalty.

No final, todos ficaram contentes: o Porto continua a ser o melhor segundo, os benfiquistas lá tiveram o errozinho de arbitragem para se entreterem, enquanto o Benfica não ganha ao Estoril com um autogolo e um penalty, e os adeptos da casa acabaram a gritar pelo futuro campeão nacional - haverá maneira mais gloriosa de dizer adeus à Europa?

E agora, se me dão licença, vou ali à farmácia num instante e depois venho para casa meter gelo e suspirar por um domingo distante, do tempo das sobras dos Bauhaus e das palas no cabelo, nos olhos e nos ouvidos.

quinta-feira, março 07, 2013

Play It Again, Sam #123 - Clap Your Hands Say Yeah

Uma das vantagens de não ter visto o Sporting x Porto, de sábado passado, é não ter assistido, em directo, à enganadora - bela, mas inconsequente - posse de bola, uma imagem de marca do Barcelona português, que ainda recentemente bateu o recorde da Liga, com uns fantásticos 78%, no empate caseiro com o Olhanense...

Muito mais pragmático foi o Benfica, que se deu ao luxo de ter menos posse de bola e de fazer menos remates do que o Beira-Mar e lá está, em cima, a rir-se e a mascar chiclete. Por enquanto...

Também me quer parecer que os leõezinhos, que festejaram o 0-0 caseiro como se tivessem acabado de se sagrar campeões nacionais, depressa regressarão à dura realidade de terem de fazer mais do que chutar a bola para as costas da defesa contrária, para conseguirem mais do que um pontinho. Mas isso é problema deles.

O que me interessa é o regresso de Jackson aos golos, e de James à sua melhor forma, e ver novamente Mangala a voar acima dos mortais, e que Varela faça mais do que ser tacticamente disciplinado a defender, na grande maioria dos jogos - isto porque já se percebeu que Atsu terá o mesmo longo e tortuoso caminho que teve de percorrer James, se tiver sorte... E, claro, que o Porto regresse rapidamente a um futebol consequente que traga vitórias, nem que seja com 20% de posse de bola.

Música: "Same Mistake"
Álbum: "Hysterical", 2011
Interpretação: Clap Your Hands Say Yeah



sábado, fevereiro 16, 2013

Destaques portistas em Aveiro

Jackson continua a fazer golos com uma regularidade impressionante, na sua primeira época em Portugal. São já 20 no campeonato (mais 7 do que Cardozo e Meyong) e 25 no total.

Atsu chegou da CAN para abrir caminho para a vitória portista (e, espero, os olhos a Varela). Boa primeira parte do ganês.

Mangala Quanto vi Ronaldo parado lá em cima, desafiando a gravidade, perante o espanto de Evra, pensei: eu já vi isto em qualquer lado. Alguém que segure o central portista, ou ele só pára na estratosfera.

Izmailov Diz O Jogo, na sua versão impressa, que o internacional russo foi o jogador do Porto que mais correu (11,4 km). Está a aquecer para Alvalade - digo eu.

James O regresso ao activo de um jogador com esta qualidade é sempre motivo de destaque. Foram uns minutinhos, mas já deu para tirar as medidas à baliza.

quinta-feira, janeiro 24, 2013

3... 2... 1... Recolagem

O título  Eu sei, mas andei com isto o dia todo na cabeça (e se não escrevo, continua cá, em modo replay), prevendo que o Porto ganharia em Setúbal 3-0. Como não disse a ninguém, adivinhei. Porto e Benfica recolados na luta pelo título (o de campeão, bem entendido).

Os primeiros 15 minutos  Como é habitual, o Porto teve uma entrada forte no jogo, marcou, falhou o golo da tranquilidade e depois expôs-se à resposta do Vitória, que, mesmo a perder, não hesitou em lançar o contra-ataque, sempre que pôde. Só na segunda parte as coisas voltaram a estabilizar na defesa.

3 x Helton  Primeiro, desviou com os olhos um remate de Paulo Tavares; depois, driblou três adversários (e imagino o número de vezes que os portistas se benzeram) para resolver uma situação de aperto; por fim - aquela que mais me interessa -, numa altura em que o Vitória se lançava para a frente na procura do empate, Helton segurou a bola, segurou, segurou (para acalmar as coisas e porque Vítor Pereira quer um jogo de posse de bola e não de transições, pensei eu, enganado, enquanto Helton continuava a segurar a bola) e chutou lá para a frente, mais precisamente para um jogador do Vitória iniciar um novo ataque. Não percebo esta aversão ao contra-ataque.

Mangala e Alex Sandro  Ambos têm evoluído muito, embora o primeiro ainda tenha algumas falhas de principiante e o segundo tenha desaparecido do jogo, depois de ter avançado no terreno. Porque não tentar o mesmo com Danilo, para a próxima (com Maicon - que remédio - na direita)?

O Levezinho e o Vidoso  O primeiro já chegou ao Porto, veremos em que forma e se ainda consegue resolver as sobras de Jackson. O segundo reapareceu nas palavras de Miguel Lourenço. E o que fez o Vidoso, esse craque dos tempos em que Trapattoni por cá andava? Atropelou (de forma muito duvidosa, claro) o Varela. Um regresso em grande, portanto.

domingo, setembro 23, 2012

Porto 4 x 0 Beira-Mar

Sem Lucho, mas com um comandante de luxo (James marcou e deu duas vezes a marcar), o Porto venceu tranquilamente um Beira-Mar que só de bola parada conseguiu chegar com perigo à baliza de Helton. Não percebi a ausência de Otamendi (nem convocado foi). Mangala ainda é muito precipitado na forma como ataca os lances e faz faltas perfeitamente escusadas, em zonas perigosas. Varela fez aquele jogo em dez. Iturbe teve aqueles minutinhos que Vítor Pereira lhe costuma dar de cinco em cinco jogos (e que, evidentemente, não chegam para coisa nenhuma). Helton, Maicon e Jackson (que golaço!) já começaram a render, na Liga Zandiga.

littbarski