Excertos de uma entrevista de Carlos Pereira ao Record, pós-falência da Alverca SAD, extremamente reveladora, de conteúdo enriquecido pelos anos, e que também ajuda a perceber o que se passa no Sporting, quando olhamos para o currículo do entrevistado:
PROJECTO O actual presidente do Benfica chegou a ligar a Dias da Cunha para que o Sporting não fizesse finca-pé para o regresso de Carlos Pereira a Alvalade. "Estive uma manhã inteira reunido com Ribeiro Telles e José Bettencourt e tínhamos já tudo assente para o meu regresso, mas Luís Filipe Vieira demoveu-me. Acreditava nele e nos valores morais que apregoava." (...) "Sim, estou arrependido da decisão que tomei, mais emotiva que racional."
FORMAÇÃO Vítor Manuel substituiu-o, Carlos Pereira voltou à formação e o Alverca foi campeão nacional de juniores, feito histórico, com dez jogadores do Sporting trazidos por ele.
DONO DO ALVERCA "Ainda acreditei que as empresas, que são as maiores accionistas da SAD, a Spinel [de Luís Filipe Vieira] e a Olivedesportos [de Joaquim Oliveira] iriam encontrar uma saída para a situação." (...) "A saída do presidente foi a primeira machadada no projecto. Fiquei um pouco inquieto e céptico, apesar de o presidente ter deixado na SAD pessoas da sua inteira confiança, incluindo o próprio filho. Ainda acreditei, mesmo estando no Benfica, que continuasse a dar apoio ao projecto, até porque 'mexia os cordelinhos' na SAD do Alverca, mas isso não aconteceu."
FALÊNCIA "Não sei se o Mantorras foi pago ou não, se os dez jogadores [Manu, Rodolfo Lima, Yannick, Zé Rui, Futre, Amoreirinha e mais quatro jovens] que sairam para o Benfica na época passada foram pagos; se o Miguel Lopes que, dentro de dois, três anos vai ser o lateral-direito do Benfica, foi de borla ou não e quais os contornos do contrato..."
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quarta-feira, janeiro 09, 2013
domingo, janeiro 06, 2013
Uma boa notícia e uma dor de cabeça
A boa notícia é, obviamente, o facto de o Porto não ter perdido pontos, antes da deslocação à Luz. A dor de cabeça é a lesão de James.
Foi notória a quebra de rendimento portista, depois da saída do colombiano, de tal forma que o Nacional, embora sem criar verdadeiro perigo, conseguiu manter a incerteza no resultado até ao fim do jogo. O ataque do Porto ficou manco (se considerarmos que Varela foi mais do que uma muleta), algo que poderia ter sido resolvido com o adiantamento de Danilo (que continua a atacar melhor do que defende). Mas para isso era preciso que Miguel Lopes não estivesse, como tudo indica, de saída. Numa altura em que tanto se discute, com razão, a falta de opções, mesmo que temporária, para o ataque portista, eu pergunto-me quem jogará do lado direito da defesa, se Danilo tiver o azar de se lesionar. Izmailov não será, com certeza. Sobram as adaptações.
O plantel do Porto é curto também por isto: um deficiente aproveitamento dos recursos disponíveis.
Foi notória a quebra de rendimento portista, depois da saída do colombiano, de tal forma que o Nacional, embora sem criar verdadeiro perigo, conseguiu manter a incerteza no resultado até ao fim do jogo. O ataque do Porto ficou manco (se considerarmos que Varela foi mais do que uma muleta), algo que poderia ter sido resolvido com o adiantamento de Danilo (que continua a atacar melhor do que defende). Mas para isso era preciso que Miguel Lopes não estivesse, como tudo indica, de saída. Numa altura em que tanto se discute, com razão, a falta de opções, mesmo que temporária, para o ataque portista, eu pergunto-me quem jogará do lado direito da defesa, se Danilo tiver o azar de se lesionar. Izmailov não será, com certeza. Sobram as adaptações.
O plantel do Porto é curto também por isto: um deficiente aproveitamento dos recursos disponíveis.
quarta-feira, maio 16, 2012
A convocatória de Paulo Bento
Chegámos ao ponto - temido por mim - de quase não existir discussão em torno dos nomes escolhidos para a selecção nacional num elenco de 23 futebolistas. Pode discutir-se, aqui e ali, um nome ou outro, mas o essencial é indiscutível, porque não há mais. E as coisas não tendem a melhorar com a política dos clubes com responsabilidades nesta matéria (e dos seleccionadores que teimam em só ver futebol dos 3-4 clubes dominantes).
Podemos perguntar como é que os 90 minutos de Eduardo na última liga chegam para ir ao Europeu; como é que os 626 minutos de Miguel Lopes pelo Braga valem mais do que os 1211 de Nélson no Bétis (principalmente quando é invocada a possibilidade de se jogar também pela esquerda); como é que o potencial de remate de Hugo Viana é posto de parte (principalmente em torneios deste género); ou como é que os 390 minutos de Nélson Oliveira no campeonato valem uma convocatória para uma fase final (aqui já a Nike e o BES, patrocinadores oficiais da selecção, o tinham convocado para campanhas publicitárias). E podemos conseguir respostas lógicas para quase todos eles (especialmente no caso do avançado que é um dos maiores talentos mundiais na sua idade). Até porque não é determinante.
Importa apenas que Paulo Bento consiga montar uma equipa que ultrapasse os enormes obstáculos que tem pela frente na fase de grupos, para manter a bitola a que nos temos habituado no contexto europeu nos últimos anos:
2004 - segunda selecção europeia (perdendo para a Grécia)
2006 - quarta selecção europeia (perdendo com França e Alemanha)
2008 - quinta selecção europeia oficiosa e igualada (perdendo com a Alemanha)
2010 - quarta selecção europeia oficiosa e igualada (perdendo com Espanha)
E se não o conseguir não há qualquer drama.
master kodro
Podemos perguntar como é que os 90 minutos de Eduardo na última liga chegam para ir ao Europeu; como é que os 626 minutos de Miguel Lopes pelo Braga valem mais do que os 1211 de Nélson no Bétis (principalmente quando é invocada a possibilidade de se jogar também pela esquerda); como é que o potencial de remate de Hugo Viana é posto de parte (principalmente em torneios deste género); ou como é que os 390 minutos de Nélson Oliveira no campeonato valem uma convocatória para uma fase final (aqui já a Nike e o BES, patrocinadores oficiais da selecção, o tinham convocado para campanhas publicitárias). E podemos conseguir respostas lógicas para quase todos eles (especialmente no caso do avançado que é um dos maiores talentos mundiais na sua idade). Até porque não é determinante.
Importa apenas que Paulo Bento consiga montar uma equipa que ultrapasse os enormes obstáculos que tem pela frente na fase de grupos, para manter a bitola a que nos temos habituado no contexto europeu nos últimos anos:
2004 - segunda selecção europeia (perdendo para a Grécia)
2006 - quarta selecção europeia (perdendo com França e Alemanha)
2008 - quinta selecção europeia oficiosa e igualada (perdendo com a Alemanha)
2010 - quarta selecção europeia oficiosa e igualada (perdendo com Espanha)
E se não o conseguir não há qualquer drama.
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quinta-feira, março 05, 2009
Miguel Lopes e Varela no Porto, Nené onde quiserem e o SLA
1. Prefiro o Tiuí Gostava de saber o que acham sobre a contratação de Varela e Lopes por parte dos dragões. O primeiro parece-me uma boa solução de banco, não mais do que isso (tinha a desvantagem de não se chamar Tiuí em Alvalade), o segundo tem ainda que provar as boas indicações que tem dado para se tornar no novo Bosingwa ou algo semelhante a isso. Matéria-prima ofensiva, há. O resto não sei.
2. Super-Nené Ainda neste capítulo, por proposta do Ricardo, gostava de vos perguntar se não acham que Nené devia reforçar um dos grandes. Sou fã incondicional e defendo que, ao contrário do que se costuma dizer, quem o faz num clube menos apetrechado, de certeza que o fará num clube com maiores potencialidades.
3. Prefiro o Maxi Ainda a propósito de Miguel Lopes, lembro que o jovem lateral direito já foi jogador do Benfica, ou seja, foi mais um talento desperdiçado. Encontrei um post escrito por mim há mais de 3 anos que fala dessa passagem, embora com outros contornos. Fica na íntegra no ponto 4, para animar esta fase sem jogos.
4. "SPORT LISBOA E ALVERCA
CARLOS PEREIRA De entre as leituras de férias que adiei, apareceu-me uma reveladora entrevista de Carlos Pereira ao jornal Record (sim, voltei a comprar jornais e a fumar...), conduzida por João Cartaxana, que já fizera uma entrevista histórica a António Figueiredo. Carlos Pereira substituiu Jesualdo Ferreira no comando técnico do Alverca, quando este foi para Braga, para além de ser o coordenador das camadas jovens dos ribatejanos, quando estes conquistaram o título nacional de juniores. Chega de apresentações, vamos às palavras, copiadas da entrevista.
PROJECTO O actual presidente do Benfica chegou a ligar a Dias da Cunha para que o Sporting não fizesse finca-pé para o regresso de Carlos Pereira a Alvalade. "Estive uma manhã inteira reunido com Ribeiro Telles e José Bettencourt e tínhamos já tudo assente para o meu regresso, mas Luís Filipe Vieira demoveu-me. Acreditava nele e nos valores morais que apregoava." (...) "Sim, estou arrependido da decisão que tomei, mais emotiva que racional."
FORMAÇÃO Vítor Manuel substituiu-o, Carlos Pereira voltou à formação e o Alverca foi campeão nacional de juniores, feito histórico, com dez jogadores do Sporting trazidos por ele.
DONO DO ALVERCA "Ainda acreditei que as empresas, que são as maiores accionistas da SAD, a Spinel [de Luís Filipe Vieira] e a Olivedesportos [de Joaquim Oliveira] iriam encontrar uma saída para a situação." (...) "A saída do presidente foi a primeira machadada no projecto. Fiquei um pouco inquieto e céptico, apesar de o presidente ter deixado na SAD pessoas da sua inteira confiança, incluindo o próprio filho. Ainda acreditei, mesmo estando no Benfica, que continuasse a dar apoio ao projecto, até porque 'mexia os cordelinhos' na SAD do Alverca, mas isso não aconteceu."
FALÊNCIA "Não sei se o Mantorras foi pago ou não, se os dez jogadores [Manu, Rodolfo Lima, Yannick, Zé Rui, Futre, Amoreirinha e mais quatro jovens] que sairam para o Benfica na época passada foram pagos; se o Miguel Lopes que, dentro de dois, três anos vai ser o lateral-direito do Benfica, foi de borla ou não e quais os contornos do contrato..."
Podem tirar-se várias conclusões desta entrevista: a primeira é a de que Dias da Cunha anda a fazer figura de urso, há alguns anos, apesar das farpas inconsequentes que lança nos media; não se compreende como é que a Alverca SAD acumulou o passivo que a levou à suspensão do futebol profissional, com sucessivas e chorudas vendas (?) ao Benfica. E daí, talvez se perceba...; podemos desconfiar das palavras de Paulo Barbosa sobre a ligação de Luís Filipe Vieira à Spinel, mas não das de Carlos Pereira, que confirmam a ligação e vão mais longe, bem mais longe...
A propósito, a Alverca SAD foi concorrente da Benfica SAD nas épocas de 2000/2001, 2001/2002 e de 2003/2004."
master kodro
2. Super-Nené Ainda neste capítulo, por proposta do Ricardo, gostava de vos perguntar se não acham que Nené devia reforçar um dos grandes. Sou fã incondicional e defendo que, ao contrário do que se costuma dizer, quem o faz num clube menos apetrechado, de certeza que o fará num clube com maiores potencialidades.
3. Prefiro o Maxi Ainda a propósito de Miguel Lopes, lembro que o jovem lateral direito já foi jogador do Benfica, ou seja, foi mais um talento desperdiçado. Encontrei um post escrito por mim há mais de 3 anos que fala dessa passagem, embora com outros contornos. Fica na íntegra no ponto 4, para animar esta fase sem jogos.
4. "SPORT LISBOA E ALVERCA
CARLOS PEREIRA De entre as leituras de férias que adiei, apareceu-me uma reveladora entrevista de Carlos Pereira ao jornal Record (sim, voltei a comprar jornais e a fumar...), conduzida por João Cartaxana, que já fizera uma entrevista histórica a António Figueiredo. Carlos Pereira substituiu Jesualdo Ferreira no comando técnico do Alverca, quando este foi para Braga, para além de ser o coordenador das camadas jovens dos ribatejanos, quando estes conquistaram o título nacional de juniores. Chega de apresentações, vamos às palavras, copiadas da entrevista.
PROJECTO O actual presidente do Benfica chegou a ligar a Dias da Cunha para que o Sporting não fizesse finca-pé para o regresso de Carlos Pereira a Alvalade. "Estive uma manhã inteira reunido com Ribeiro Telles e José Bettencourt e tínhamos já tudo assente para o meu regresso, mas Luís Filipe Vieira demoveu-me. Acreditava nele e nos valores morais que apregoava." (...) "Sim, estou arrependido da decisão que tomei, mais emotiva que racional."
FORMAÇÃO Vítor Manuel substituiu-o, Carlos Pereira voltou à formação e o Alverca foi campeão nacional de juniores, feito histórico, com dez jogadores do Sporting trazidos por ele.
DONO DO ALVERCA "Ainda acreditei que as empresas, que são as maiores accionistas da SAD, a Spinel [de Luís Filipe Vieira] e a Olivedesportos [de Joaquim Oliveira] iriam encontrar uma saída para a situação." (...) "A saída do presidente foi a primeira machadada no projecto. Fiquei um pouco inquieto e céptico, apesar de o presidente ter deixado na SAD pessoas da sua inteira confiança, incluindo o próprio filho. Ainda acreditei, mesmo estando no Benfica, que continuasse a dar apoio ao projecto, até porque 'mexia os cordelinhos' na SAD do Alverca, mas isso não aconteceu."
FALÊNCIA "Não sei se o Mantorras foi pago ou não, se os dez jogadores [Manu, Rodolfo Lima, Yannick, Zé Rui, Futre, Amoreirinha e mais quatro jovens] que sairam para o Benfica na época passada foram pagos; se o Miguel Lopes que, dentro de dois, três anos vai ser o lateral-direito do Benfica, foi de borla ou não e quais os contornos do contrato..."
Podem tirar-se várias conclusões desta entrevista: a primeira é a de que Dias da Cunha anda a fazer figura de urso, há alguns anos, apesar das farpas inconsequentes que lança nos media; não se compreende como é que a Alverca SAD acumulou o passivo que a levou à suspensão do futebol profissional, com sucessivas e chorudas vendas (?) ao Benfica. E daí, talvez se perceba...; podemos desconfiar das palavras de Paulo Barbosa sobre a ligação de Luís Filipe Vieira à Spinel, mas não das de Carlos Pereira, que confirmam a ligação e vão mais longe, bem mais longe...
A propósito, a Alverca SAD foi concorrente da Benfica SAD nas épocas de 2000/2001, 2001/2002 e de 2003/2004."
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quinta-feira, janeiro 22, 2009
Curtas
1. O Vitória perdeu, naturalmente, com os monstros do Dínamo na Champions (não sem antes voltar a roubar-lhes um set, tal como no jogo na Rússia), passando, de qualquer das formas - já se sabia - aos oitavos-de-final da competição. Magnífica, brilhante, histórica participação dos bravos do voleibol vitoriano.
2. O Jogo garante Miguel Lopes no FC Porto. Claro que não é uma aposta de sucesso garantido, mas é um retorno à política de contratar os melhores de Portugal (ou os que mais prometem), em contraponto à compra indiscriminada de sul-americanos (eslovacos e romenos...) com tudo por provar. No último jogo observado por mim, Miguel Lopes atacou à Bosingwa, mas não defendeu à Bosingwa. Compensa Meireles...
3. Também vi um anúncio de Milhazes a caminho do Vitória (não sei onde, nem tenho tempo). Saída de Mohma colmatada. Confirmando-se, não se fala mais nisso.
4. Não se esqueçam de enviar as escolhas para a Taça Astrocosmo até à hora de início do primeiro jogo da njornada deste fim-de-semana da Liga Sagres. Para o e-mail (desculpa mário rui, mas acho que não vou ter tempo para publicar quem já o fez, talvez mais logo).
master kodro
2. O Jogo garante Miguel Lopes no FC Porto. Claro que não é uma aposta de sucesso garantido, mas é um retorno à política de contratar os melhores de Portugal (ou os que mais prometem), em contraponto à compra indiscriminada de sul-americanos (eslovacos e romenos...) com tudo por provar. No último jogo observado por mim, Miguel Lopes atacou à Bosingwa, mas não defendeu à Bosingwa. Compensa Meireles...
3. Também vi um anúncio de Milhazes a caminho do Vitória (não sei onde, nem tenho tempo). Saída de Mohma colmatada. Confirmando-se, não se fala mais nisso.
4. Não se esqueçam de enviar as escolhas para a Taça Astrocosmo até à hora de início do primeiro jogo da njornada deste fim-de-semana da Liga Sagres. Para o e-mail (desculpa mário rui, mas acho que não vou ter tempo para publicar quem já o fez, talvez mais logo).
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sábado, janeiro 03, 2009
Cantinho do Vitória - J13
1. Ganhar fora é bom, mas não é novidade. Ganhar fora marcando quatro golos, três deles de bola corrida, em lances que lembram o melhor do futebol vitoriano do ano passado, é óptimo, principalmente face à miséria que tem sido o comportamento ofensivo do Vitória. Ganhar na casa de um adversário que integra o "pelotão da descida" é magnífico.
2. Voltou o futebol de alas ao Vitória e voltou em grande. Até Luís Filipe parece uma estrela com um golo e duas assistências para golo. Desmarets também voltou às exibições de grande nível, com um golo e uma assistência e a aproveitar ao máximo a vocação ofensiva de Miguel Lopes (muito bom a atacar, mas o resto... Eusébio devia promover ajustamentos ali). De quem não se sentiu falta absolutamente nenhuma foi de Nuno Assis.
3. É impressionante a irritação que Marquinho me provoca. Continuo com a impressão que nem ele sabe como é jogador profissional de futebol. Minuto 80, 3 para 1, ele segue no meio com a bola, os companheiros bem abertos nas alas, sem marcação, e ele escolhe correr contra o defesa que o marcava, à distância, e rematar (sem perigo, claro). Minuto 89, guiando a bola pela esquerda, marcado à distância, tinha companheiros a desmarcarem-se, isolados, no centro. Prefere ganhar a linha e sofrer falta. Não há paciência.
2. Voltou o futebol de alas ao Vitória e voltou em grande. Até Luís Filipe parece uma estrela com um golo e duas assistências para golo. Desmarets também voltou às exibições de grande nível, com um golo e uma assistência e a aproveitar ao máximo a vocação ofensiva de Miguel Lopes (muito bom a atacar, mas o resto... Eusébio devia promover ajustamentos ali). De quem não se sentiu falta absolutamente nenhuma foi de Nuno Assis.
3. É impressionante a irritação que Marquinho me provoca. Continuo com a impressão que nem ele sabe como é jogador profissional de futebol. Minuto 80, 3 para 1, ele segue no meio com a bola, os companheiros bem abertos nas alas, sem marcação, e ele escolhe correr contra o defesa que o marcava, à distância, e rematar (sem perigo, claro). Minuto 89, guiando a bola pela esquerda, marcado à distância, tinha companheiros a desmarcarem-se, isolados, no centro. Prefere ganhar a linha e sofrer falta. Não há paciência.
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