O Olhanense fez um bom jogo, mostrando que não era por acaso que ainda não tinha perdido em casa no campeonato e dificultando muito a tarefa portista, sobretudo na primeira parte, período em que só Hulk conseguiu criar verdadeiro perigo. Na segunda parte, com as entradas de Fucile e, principalmente, James, o Porto intensificou o seu domínio, mas os de Olhão responderam à letra, sempre que puderam. Paulo Sérgio obrigou Helton a uma defesa atenta (e por pouco não ficámos sem comentador da TVI para o resto do jogo) e, na resposta, Falcao aproveitou uma das poucas falhas da defesa da casa para rematar ao poste. Assim estava o jogo: bonito, intenso, de resultado incerto. Até que, aos 68 minutos, Bellushi fez o golo que abriu o caminho da vitória portista. Um golo soberbo. Dois minutos depois, Falcao desfez as dúvidas, quanto ao vencedor do jogo (desta vez, a bola bateu no poste e entrou). Yontcha ainda tentou reduzir, mas foi Falcao que bisou, na recarga a um mais um remate de Hulk, fazendo o resultado final.
Com os regressos de Álvaro Pereira e Falcao, o futebol portista aproxima-se gradualmente do nível exibido no primeiro terço do campeonato. Hulk, apesar de não ter marcado, continua a ser o elemento mais importante da equipa do Porto. Mesmo nos jogos em que não consegue marcar, está presente numa elevada percentagem dos ataques e das oportunidades de golo portistas. Vamos ver como equipa reage à sua ausência, no jogo com o V. Guimarães.
littbarski