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segunda-feira, agosto 12, 2013

As simulações de Rui Vitória (1)

Depois de uma pré-época passada a usar o mesmo desenho da época passada, com um novo Ricardo a assumir uma ala, o treinador do Vitória resolveu testar um quarto centro-campista no jogo com o Gil Vicente. Perdeu 4x1. Voltou a insistir no mesmo desenho (leia-se adaptação de Barrientos) na Supertaça, juntou-lhe uma pressão alta que durou minuto e meio e estava a perder 2x0 ao quarto de hora. Mas fez mais: colocou Moreno no meio-campo e colocou Josué na defesa (com Freire no banco), deixando o seu titular experiente Leonel Olímpio no banco e deu a titularidade a Tomané no centro do ataque quando Maazou, contratado para ser o ponta-de-lança da equipa, estava disponível.

Perdeu e terminou o jogo a dizer que é uma equipa em construção e - cito, porque o ouvi - "estreámos 4 jogadores na primeira liga". Começamos a fazer contas e ficamos confusos:

- Pedro Correia tem 26 anos e tem 4 anos de experiência no estrangeiro (para além de um ano de Fátima a partilhar o flanco com Marco Matias e treinado pelo próprio Rui Vitória)

- Josué foi utilizado por Rui Vitória em 3 jogos da "primeira liga" da época passada, ainda que marginalmente e só não tem mais experiência por alguém não quis que tivesse; adicionalmente Leandro Freire, no Vitória há 4 anos e com mais de 1000 minutos de utilização na época passada, ficou no banco.

- Maazou, com 24 anos, foi contratado para ser o ponta-de-lança da equipa, tem experiência de 1.ª liga na Bélgica, França e Rússia (o CSKA pagou 5 milhões para o contratar em 2009)

- Tomané, com 20 anos, foi utilizado pelo Vitória na primeira jornada da "primeira liga" em 2010.

- Ricardo Gomes, o verdadeiro rookie que vem do Vizela.

Com este enquadramento, em que uma mistura abusiva de conceitos entre a estreia efectiva e a falta de experiência servem como solo fértil para a vitimização - de quem podia ter apostado em jogadores mais experientes que estavam no banco -, voltamos a viver um filme já visto na época passada e a renovar a impressão de que Rui Vitória ainda não percebeu quem é que lhe deu um título e qual deve ser o caminho seguir - por estratégia e não por acidente.

domingo, agosto 11, 2013

Licá, uma agradável surpresa

Confesso que torci o nariz, quando vi Licá no onze inicial. A verdade é que aos 5 minutos Paulo Fonseca já tinha ganho esta aposta. O ex-estorilista fez um golo (à ponta-de-lança) e uma primeira parte de muito bom nível. Lucho e Jackson completaram o trio que fez estragos na defesa do Vitória e trouxe para o Porto a 20.ª Supertaça da sua história.

Paulo Fonseca tem, neste momento, algumas dores de cabeça. Quase todas boas, e que serão menores quando o plantel estiver fechado (Lucho/Quintero/Josué; Defour/Herrera; Licá/Kelvin/Iturbe), e uma muito má: a possibilidade de Jackson sair, admitida pelo próprio, no final do jogo. Esta deve ser a verdadeira dor de cabeça de todos os portistas.

segunda-feira, agosto 05, 2013

A uma semana da competição

A derrota com o Gil Vicente por 4x1, depois de um resto de pré-temporada prometedor, seguida pela inacreditável coesão e fluidez de um grupo de ainda desconhecidos (Fernando, Herrera, Quintero, Josué) que passeou a bola como quis pelo meio das linhas defensivas do Nápoles, não são bons indicadores para a Supertaça que se disputará no dia 10.

Saiu Alex entrou Pedro Correia; saiu Adoua entrou Moreno, mas a partir daqui vai ser bem mais problemático resolver as saídas de Tiago, Ricardo, Soudani e Baldé. Mesmo que os dois primeiros voltem - um mal menor, apenas por serem da casa e da estrutura do ano passado -, tal não acontecerá obviamente antes do jogo da Supertaça. Ou Maazou cumpre finalmente o que anda a adiar desde que o CSKA pagou 5 milhões de euros para contar com o ponta-de-lança, há 4 anos, ou então este ano vai ser bem mais difícil do que o anterior.

domingo, agosto 12, 2012

Primeiro de Jackson

Jackson Martínez faz-me lembrar McCarthy: tem aquele estilo desengonçado-cool de quem joga a ouvir Bob Marley, mas tem técnica, mobilidade e sabe guardar a bola e esperar pela subida da equipa. Falta testar a eficácia da finalização. O primeiro golo surgiu ontem, de cabeça, na estreia oficial do colombiano com a camisola azul e branca, valendo ao Porto a 19.ª Supertaça, num jogo pouco interessante, como são normalmente os primeiros jogos da época, ainda em ritmo de pré-temporada, e como foram uma grande parte dos jogos da era Vítor Pereira. A Académica apostou tudo na organização defensiva e só por uma vez assustou verdadeiramente Helton, num livre apontado por Hélder Cabral. O Porto teve algumas boas situações de golo, mas James, Maicon, Mangala e Otamendi nem de bicicleta conseguiam levar a bola ao seu destino. Até que surgiu o minuto 89, o momento em que Jackson devolveu a esperança à camisola 9 portista, abandonada desde a saída de Falcao.
littbarski

segunda-feira, agosto 08, 2011

Porto 2 x 1 Vitória

Perder um troféu por causa de dois golos de Rolando parece estúpido, mas quando, numa dessas jogadas, logo no início do jogo, há aquele passe de Moutinho e aquele centro de Hulk, a explicação é mais fácil de encontrar. Por momentos, parecia que íamos ter uma reedição da final (pesadelo)da Taça, mas a verdade é que o resultado (e o troféu) foi disputado até ao fim. Mesmo que a vantagem do Porto não parecesse em perigo (um disparate de Rolando lembrou-nos da possibilidade). Não fossem as exibições pavorosas de Faouzi e Targino e o Vitória poderia ter criado outro tipo de problemas a Helton. Voltei a gostar de Anderson Santana (principalmente porque levou com Hulk em cima) e do central que joga a trinco e tem a mania que é o Maradona (e embora Freitas Lobo ache que ele tem muitas limitações a atacar, foram dele os melhores passes de ataque do Vitória), porque desta vez não fez roscas para trás. Toscano começa bem o ano outra vez.


Este princípio de época vai ser brutal para o Vitória. Depois da Supertaça, e para além do duplo encontro com o Atletico Madrid, este é o nosso início de Liga...


master kodro

segunda-feira, agosto 09, 2010

A supertaça e o sismógrafo

Vitória justa da melhor equipa. O Porto foi superior em praticamente todos os capítulos do jogo; com excelente pressão alta aniquilou a construção benfiquista; explorou bem as alas (onde Amorim e Peixoto estiveram sempre sem apoio); revelou grande eficácia; foi mais forte mentalmente e foi fisicamente mais disponível. Óptimas prestações de Varela e Falcão. Moutinho entrosado e lutador. Hulk entreteve com vários remates próximos da bandeirola de canto; como jogador de futebol, foi pouco interessante.

No lado encarnado, muita gente abaixo do exigível (Luisão, Carlos Martins, Roberto), meio-campo desequilibrado, pouca ligação entre sectores e uma estranha apatia. Jesus, talvez movido pela sua célebre arrogância, inventou (onze nunca testado na pré-época...) e deu-se mal. Fica a lição: nunca, mas nunca, menosprezar o FC Porto.

Embora o troféu tenha sido bem entregue, talvez não seja pior contextualizar o dito cujo, pois não falta quem pretenda retirar deste jogo ilações para o resto da época, fazendo equivaler a Supertaça a um sismógrafo futebolístico. Em primeiro lugar, é ridículo antecipar os acontecimentos de uma longa temporada a partir de um único encontro. Por outro lado, os factos recomendam alguma parcimónia. É ver os dados abaixo, com a correlação "vencedor da Supertaça"-"posterior campeão nacional", tomando a última década como amostra:

2000 Sporting / Boavista
2001 Porto / Sporting
2002 Sporting / Porto
2003 Porto / Porto
2004 Porto / Benfica
2005 Benfica / Porto
2006 Porto / Porto
2007 Sporting / Porto
2008 Sporting /Porto
2009 Porto / Benfica

katanec

segunda-feira, agosto 10, 2009

Porto 2 x 0 Paços de Ferreira

Mais uma taça para o dragão, num jogo que até começou com um Paços embalado pelo ritmo de duas eliminatórias europeias, com Cristiano a prometer uma época em cheio. Talvez o consiga com a companhia de William, que só entrou na segunda parte, até porque não são muitos os que têm 14 golos nos primeiros 23 jogos na liga portuguesa. Talvez, em conjunto, consigam disfarçar a pobreza - e dureza - da defensiva pacense que não precisava da declaração de amor de Cássio a Ernesto Farias para expor todas as suas fraquezas.

No Porto, destaque para a exibição defensiva de Raúl Meireles, brilhante a cortar linhas de passe em antecipação, mas não tão bem na hora de distribuir, algo que compensou na segunda parte com uma oferta perfeita para Farias (defendida) e com a marcação do canto que deu asas a Bruno Alves. Belluschi mostrou ter escola, mas a interpretação ficou aquém do que se pretende. Álvaro Pereira ainda não sabe onde estão os companheiros, nem os adversários. Já Silvestre Varela mostrou não querer saber onde estavam os parceiros de ataque.

Por fim, Hulk. A ponta-de-lança ou a extremo, sempre interventivo e sempre brilhante, fez mais um jogo fantástico com momentos delirantes (a jogada do minuto 21 merece várias repetições). Se explodir como está a prometer, temos que aproveitar bem esta que será, certamente, a última época dele em Portugal.

master kodro