quinta-feira, setembro 19, 2013

Com cagaço

Começou com um equívoco: remate de Fernando, para defesa apertada de Lindner. Um equívoco porque o Áustria Viena foi quase sempre a equipa mais perigosa. O golo surgiu na única jogada com princípio, meio e fim que o Porto foi capaz de fazer no Prater (o lance entre Quintero e Jackson, a que Lucho chegou atrasado, não passou de um esboço). Terminou com Paulo Fonseca agarrado à vantagem mínima - que só não foi desfeita pouco depois do golo portista porque não calhou -, deixando Jackson isolado na frente, como se o Paços de Ferreira estivesse a jogar em Camp Nou.

O mais importante foi conseguido. Mas pergunto-me: se foi assim no terreno do adversário mais fraco do grupo, como será em Madrid e em São Petersburgo? Serão jogos diferentes, eu sei, em que as equipas da casa não se limitarão a esperar pelo inevitável erro portista para saírem disparadas para o ataque (o que é bom, por um lado - mais espaço para jogar -, e mau, por outro - mais trabalho para uma equipa que teima em revelar-se demasiado insegura, na hora de defender). Em todo o caso, o medo (ia dizer conservadorismo, mas medo é já um eufemismo) demonstrado por Paulo Fonseca, na sua estreia na Champions, é um péssimo sintoma.

4 comentários:

Joao disse...

O resultado foi claramente melhor do que a exibição...

Para já prefiro que Paulo Fonseca deixe a nota artística de lado e continue a ganhar os seus jogos...

Também noto que este Porto de Paulo Fonseca têm uma coisa que Vítor Pereira nunca teve - segundas linhas em condições o que será uma vantagem no decorrer da longa época...


miguel.ca disse...

Este jogo foi mais uma bofetada na fé inabalável que eu tinha no PF. Agora começo mesmo a ter medo e receio que dentro de pouco tempo vamos levar o primeiro balde de agua fria da época.

.:GM:. disse...

"Para já prefiro que Paulo Fonseca deixe a nota artística de lado e continue a ganhar os seus jogos..."

Como se isso tivesse sido uma opção e não uma consequência... As palavras do PF no final do jogo são para encher chouriços. "Inteligência e pragmatismo" são tudo menos adjectivos que se possam aplicar ao jogo de ontem. Um jogo sem sentido, sem coerência, sem estabilidade ou consistência que ganhámos por acaso e sem o conseguir controlar a maior parte do tempo. "Inteligência e pragmatismo" teriam sido o resultado de um jogo controlado com a criação de algumas - as suficientes - situações de jogo e acima de tudo controlo do jogo adversário. Isso não se verificou.

A sorte protege os audazes. PF foi tudo menos audaz, foi tudo menos inteligente e pragmático.

.:GM:. disse...

*queria dizer "situações de golo".