domingo, novembro 24, 2013

Desligar os motores

Este continua a ser, quanto a mim, o principal problema do Porto, esta época: a incapacidade de se manter ligado a um jogo, do princípio ao fim. Se juntarmos a isto a falta de eficácia na finalização, a grande exibição de Gottardi (a última defesa, impossível, valeu 3 pontos: os 2 que o Porto perdeu e o que o Nacional ganhou) e mais uma asneira de Otamendi (que manchou uma boa exibição), a qual esteve na origem do lance do golo de Rondón, temos a fórmula para o empate final.

Eu calculo (olhando para as substituições efectuadas) que a intenção de Paulo Fonseca, depois do golo de Jackson (e de 50 minutos tranquilos para os azuis e brancos), fosse manter o Porto no ataque, à procura do golo que mataria o jogo (e a verdade é que Lucho o teve nos pés). Mas se a equipa dá provas repetidas de não ser capaz de corresponder, de forma continuada, às ideias do treinador, talvez, da próxima vez que o Porto estiver em vantagem, o melhor seja abdicar de um extremo (que no caso de Varela, regra geral, é abdicar de muito pouco) e reforçar o meio-campo. Não é a solução mais bonita, provavelmente o espectáculo durará menos tempo, mas talvez se guardem 3 pontos. E digo talvez porque o problema da equipa não se explica apenas com falta de condição física e de desenhos tácticos eficazes: ontem, com a corda na garganta, todos foram capazes de voltar a ligar os motores e encostar o Nacional às cordas. Infelizmente, era tarde.

4 comentários:

Daniel Santos disse...

Não ha comentario subrepticio em como as contas entre PF e VP ja nao sao iguais ao estilo do ultimo post?
Cumprimentos

littbarski disse...

As contas entre Paulo Fonseca e Vítor Pereira deixaram de ser iguais para sempre, desde a última eliminatória da Taça de Portugal... Mas se quiseres continuar a comparar, podes fazê-lo aqui. Pode ser que chegues à conclusão de que desperdiçaste uma sub-reptícia oportunidade para ficares calado.

Cumprimentos

João disse...

Nem venham os Pereirinhos com a sua acefalia mórbida. Não me recordo de um único jogo tão completamente controlado e em que se tenha reagido tão prontamente ao golo adversário em 11/12. Agora quando jogadores profissionais, pagos a peso de ouro falham oportunidades como aquelas de que dispusemos para matar o jogo, não há treinador que nos valha. Eu não tenho particular gosto em cascar no Lucho mas um jogador que recebe um amorti na marca de penalti e completamente livre de marcação, manda uma rosca para os placares publicitários tem um défice qualquer, não é normal. É podia ficar surpreendido, não fosse o Lucho useiro e vezeiro nas bujas para o Colectivo (o que VP prontamente aproveitou a inutilizar metade dos cantos do Moutinho para fora da área numa jogada estudada que rendeu, salvo erro, zero vírgula zero golos)

Depois o Jackson também se lembrou de falhar o golo mais fácil da época e o Varela achou por bem não aparecer ao jogo. Otamendi continua o seu admirável percurso de melhor central da Liga para pior central de todas as provas tuteladas pela FPF e o resultado é este, 30 remates contra 8, 77% de posse de bola (posse de bola E remates, os Pereirinhos até têm uma síncope cardíaca com tanta audácia), 1-1. Siga a banda e não espetem duas ou três chapadas naquele balneário que não é preciso.

Hugo disse...

Já paravam com estas comparações permanentes, pois não vejo que benefícios isso possa trazer.
Pior que os desperdícios na finalização é mesmo esta atitude de "adormecer" em campo