segunda-feira, setembro 23, 2013

Se Jesus esteve em três campos, Paulo Fonseca não esteve em nenhum

Não sei se Jesus esteve em três campos, mas sei que o Porto não esteve em nenhum, durante largos períodos do jogo com o Estoril. A primeira jogada digna de registo foi ao minuto 45 (e não valeu). Antes houve um golo (oferecido, claro), um remate de Lucho para fora e uma jogada individual (e sem fim) de Jackson. A segunda parte não foi muito mais do que isto (registe-se, pelo menos, dois passes exemplares de Lucho, um aproveitado por Jackson, outro desperdiçado por Varela). Em momento nenhum o Porto foi superior ao Estoril. Em momento nenhum o Porto teve o jogo controlado. Falar de arbitragem, com ou sem razão, é a única forma de esconder isto: o que a equipa não joga, o que a equipa deixa jogar (e que o Estoril aproveitou) e a falta de capacidade de resposta do treinador, bem expressa na entrada de Ghilas, aos 90 minutos.

7 comentários:

Grilo Falante disse...

O Porto ganhou 2-0. O resto foi inventado pela arbitragem. O post falhou completamente o alvo. Deves ser dos que assobiam a equipa em pleno Dragão.

.:GM:. disse...

Não podemos - obviamente - branquear esta exibição absolutamente miserável, na linha de tantas outras esta época. O PF tem vindo a demonstrar ser um treinador merdoso e medroso. Castra a liberdade ofensiva e criativa dos jogadores ao apostar em extremos que antes de fazerem a diferença a atacar saibam defender, remete um médio de transição para o lugar de médio defensivo e não promove o ataque apoiado, baseando o seu jogo em bolas longas saídas da defesa e que na maior parte das vezes acabam perdidas. O meio campo parece não existir, e quando existe - com a excepção do Lucho no jogo de ontem - existe mal. Um estilo de jogo que podia muito bem resultar no Paços de Ferreira, que procurava o pontinho e pouco mais mas que manifestamente não resulta no Porto e contra equipas que jogam à defesa.

Tendo dito isto, não vamos branquear a exibição do árbitro. Que desde o início e com excepção do lance do Otamendi - que eu próprio e com toda a sinceridade não consigo discernir se atinge efectivamente o Luís Leal ou se pura e simplesmente pontapeia a atmosfera - apenas procurou prejudicar o Porto. O lance do cabeceamento do Fernando - que ataca primeiro a bola e só depois cai por cima do adversário - é ilustrativo. O lance do penalty forjado em que Otamendi está um metro fora da linha da área é outro. Os amarelos mostrados a jogadores do Porto por faltas inexistentes e por aí adiante.

Digo sempre que o Porto tem de ser melhor que três equipas: a adversária, a de arbitragem e o próprio Porto. Ontem não fomos melhores que ninguém. Mas mesmo que tivéssemos sido melhores que o adversário e melhores que nós próprios, teríamos de marcar 3 golos para ser melhores que a equipa de arbitragem o que nunca é fácil na Amoreira.

littbarski disse...

Não assobio. Nem a equipa, nem para o lado...

Joao disse...

Paulo Fonseca a cada jogo que passa têm vindo (pelo menos para mim) a perder créditos...

Nos resultados continua a ser um óptimo início de época, mas no jogo jogado a qualidade deixa muito a desejar, ainda para mais quando há no plantel gente capaz de animar e muito os adeptos...

Preocupa-me o facto de defensivamente estarmos fraquinhos, numa equipa que têm claramente o melhor quarteto defensivo do campeonato nacional (Alex Sandro, Mangala, Otamendi, Danilo) e um bom médio defensivo como Fernando...

A arbitragem pode ter sido péssima mas Paulo Fonseca não pode gozar por exemplo com o José Mota por este estar sempre a mandar vir com os árbitros e depois fazer exactamente o mesmo (tendo ou não razão...).

Agora é esperar por um jogo grande para ver o que é que o Porto de Paulo Fonseca pode fazer esta época...

master kodro disse...

Não percebo o Quintero a entrar a 15 minutos do fim e o Ghilas para os descontos. Há gajos conservadores mas este vosso treinador abusa... No ano passado, era igual, mas não havia grandes opções (por culpa dele, obviamente), mas com este plantel não se percebe.

littbarski disse...

MK, eu também não percebo. Mas aquilo que aconteceu com Quintero talvez ajude a explicar. O colombiano estava pronto para entrar (tarde, mas mais cedo do que entrou), mas nesse preciso momento o Porto marcou. Já não entrou, foi para o banco. Depois, entrou mesmo, 10 minutos mais tarde. Esta indefinição na cabeça do treinador (como se ele não estudasse previamente os possíveis cenários do jogo), que já vem dos tempos em que teve de definir o plantel, aliada a uma quase total falta de ousadia (vê lá se o Josué não regressou ao banco, logo que o Varela ficou disponível), reflecte-se depois no rendimento da equipa. Ghilas aos 90 minutos é mais ridículo do que um penalty fora da área precedido de fora-de-jogo.

miguel.ca disse...

Eu por acaso tinha dito aqui num post anterior que nós ia-mos levar um balde de agua fria muito em breve e se calhar foi ate mais em breve do que esperava.
Arbitragens a parte, quem já me conhece sabe a paixão que tenho pelo futebol bonito, pelo jogo que me prende ao ecrã e não me da 5 minutos para ir fazer um xixi, tipo quando tinha-mos o Mourinho ou o Villas Boas. As minhas lamurias sobre o Vítor Pereira prendiam-se em grande parte pela falta latente deste factor, para mim, quase tão importante como ganhar.
Pois este Porto do Paulo Fonseca é um regresso a sonolência e irritação latente já vista nos tempos do VP ou pior ainda, de Jesualdo Ferreira. Em Português que toda a gente entenda, não jogamos a ponta dum corno e as vitorias conseguidas ate agora souberam-me a pouco mais que zero.
A defesa mete agua por todos os lados, o meio campo é um circo de passes falhados sem um pingo de criatividade e o ataque uma anedota feita ao improviso.
Eu acredito que o PF tem qualidade suficiente para corrigir os disparates que está a cometer, talvez por ideias que não estão a funcionar, talvez por imaturidade. Este Porto exige Herrera e Lucho lado a lado e Quintero na sua posição... 10!

PS: Grilo, as pessoas mais felizes do mundo são aquelas que se contentam com pouco. Um brinde a tua felicidade. tchimm tchimm.