Depois de uma pré-época passada a usar o mesmo desenho da época passada, com um novo Ricardo a assumir uma ala, o treinador do Vitória resolveu testar um quarto centro-campista no jogo com o Gil Vicente. Perdeu 4x1. Voltou a insistir no mesmo desenho (leia-se adaptação de Barrientos) na Supertaça, juntou-lhe uma pressão alta que durou minuto e meio e estava a perder 2x0 ao quarto de hora. Mas fez mais: colocou Moreno no meio-campo e colocou Josué na defesa (com Freire no banco), deixando o seu titular experiente Leonel Olímpio no banco e deu a titularidade a Tomané no centro do ataque quando Maazou, contratado para ser o ponta-de-lança da equipa, estava disponível.
Perdeu e terminou o jogo a dizer que é uma equipa em construção e - cito, porque o ouvi - "
estreámos 4 jogadores na primeira liga". Começamos a fazer contas e ficamos confusos:
- Pedro Correia tem 26 anos e tem 4 anos de experiência no estrangeiro (para além de um ano de Fátima a partilhar o flanco com Marco Matias e treinado pelo próprio Rui Vitória)
- Josué foi utilizado por Rui Vitória em 3 jogos da "
primeira liga" da época passada, ainda que marginalmente e só não tem mais experiência por alguém não quis que tivesse; adicionalmente Leandro Freire, no Vitória há 4 anos e com mais de 1000 minutos de utilização na época passada, ficou no banco.
- Maazou, com 24 anos, foi contratado para ser o ponta-de-lança da equipa, tem experiência de 1.ª liga na Bélgica, França e Rússia (o CSKA pagou 5 milhões para o contratar em 2009)
- Tomané, com 20 anos, foi utilizado pelo Vitória na primeira jornada da "
primeira liga" em 2010.
- Ricardo Gomes, o verdadeiro rookie que vem do Vizela.
Com este enquadramento, em que uma mistura abusiva de conceitos entre a estreia efectiva e a falta de experiência servem como solo fértil para a vitimização - de quem podia ter apostado em jogadores mais experientes que estavam no banco -, voltamos a viver um filme já visto na época passada e a renovar a impressão de que Rui Vitória ainda não percebeu quem é que lhe deu um título e qual deve ser o caminho seguir - por estratégia e não por acidente.