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segunda-feira, novembro 11, 2013

Play It Again, Sam # 135 - Parenthetical Girls

Hoje não me apetece falar de futebol e, por isso, não vou falar do pão que saltou dos pezinhos açucarados de Lucho para a boca de Jackson, nem de Fernando a encher o campo, com Defour ao lado, à frente e atrás, nem da bicicleta que Mangala foi buscar à garagem, nem das falhas de Otamendi, que já começam a enjoar. Talvez esteja aborrecido porque o registo de Paulo Fonseca já não é o espelho do de Vítor Pereira. Ou talvez me apeteça simplesmente música.

Música: "Sympathy for Spastics"
Álbum: "Privilege (Abridged)", 2013
Interpretação: Parenthetical Girls



terça-feira, outubro 29, 2013

Manha, Manha, sacas meia capita para o Tomané?

Anda lá, não tens que dizer que o Manchester está interessado, pode ser mesmo o Granada. E não te esqueças que foi o Júlio que fez tudo o que podia para o manter. Vá lá: um golito e um penalty na estreia merecem uma atençãozinha...

terça-feira, outubro 08, 2013

Vitória | Mota | Deuses

Vitória 1 x 0 Marítimo Jogo duríssimo, equilibrado, em que um 0x0 parecia ser uma fatalidade, até que um dos muitos candidatos à expulsão abusou e desequilibrou a balança. A entrada de Barrientos também ajudou - muito me custa que jogue tão pouco, mesmo que não seja titular. Briguel tem que treinar melhor as simulações de falta. Safou-se a sacar o amarelo a Maazou, mas não conseguiu o bis, a dobrar os joelhos e lançar os dois pés para trás. Assim só engana quem quer ser enganado, neste caso Pedro Martins. É uma pena que o treinador não tenha visto a mão na área do jogador da sua equipa, muito mais penalty do que outro que se viu este fim-de-semana ser assinalado.

Liga Zandinga José Mota consegui um prémio. É digno de nota. É o Luís Campos 2013/2014, mas não deixa de ser uma distinção. Ninguém o tinha previsto, portanto ficamos todos a zero.

Manchester United Agora todos juntos: "Viva o Ivan Cavaleiro!". A sério... Estavam à espera de um hat-trick para ele destronar o Tozé Marreco? God...

sábado, setembro 28, 2013

Parabéns, Porto

Paulo Fonseca disse, no fim do jogo com o Vitória, que o Porto geriu bem a vantagem. O problema, para além do perigo que seria gerir uma vantagem mínima, é que o Porto começou a gerir a vantagem, quando ela ainda não existia... O Porto não fez uma excelente primeira parte, fez 30 minutos competentes, criando várias situações de golo, e merecia, não os 3-0 que Paulo Fonseca reclama (porque Douglas também joga), mas o golo que foi negado a Jackson pelo poste. Depois da meia hora inicial, a equipa desligou-se do jogo e, excepção feita a um lance individual de Josué, já no minuto 90, não voltou a construir uma jogada digna de registo. Esta equipa parece, aliás, gerida por um interruptor. A determinada altura, alguém desliga a equipa no interruptor (se se lembrou de a ligar) e não há mais futebol para ninguém. Foi assim nos últimos quatros jogos. Valeu à «excelente» exibição e à «boa» gestão um erro do árbitro. Os 120 anos de história do clube não mereciam uma prenda tão embaraçosa.

PS - Vejam a diferença de tratamento (Estoril x Porto em Record, A Bola; Porto x V. Guimarães em Record, A Bola). Não é só o Benfica que vende...

sexta-feira, setembro 27, 2013

Abdoulaye, (Miguel Rosa), choradeiras e um penalty inacreditável

Bola e erro Só vi a primeira parte em directo e não tenho dúvidas que o Porto, com Quintero (e Lucho e Josué) joga um futebol com que os outros só se atrevem a sonhar. O Vitória só cheirou a bola e Douglas fez um conjunto de defesas de grande qualidade. A verdade é que o Vitória tem o direito a empatar, mesmo não jogando a ponta de um corno. O penalty assinalado por Pedro Proença é um erro tão grande que nem deixa margem para discussões. Ficamos por saber como seria o resto do jogo a partir do minuto 51 (é esta parte que costuma falhar nas análises - parvas - das "ligas da verdade"). Mas agora Paulo Fonseca também merece uns parabéns como os que endereçou na jornada passada.

Encostados Ainda agora começou o campeonato e os mesmo de sempre continuam a usar as mesmas artimanhas. São umas lesões misteriosas que aparecem com frequência por estas alturas. Não se querendo mexer na lei e impedir que estas coisas aconteçam, os clubes que recebem os empréstimos continuam a insistir em cavar distâncias. A má fé está do outro lado, mas a voluntaridade em valorizar activos dos outros e desvalorizar os próprios, em permitir que se jogue inferiorizado é uma escolha dos dirigentes dos clubes menos abastados. Mas parece que não há volta a dar a estas mentalidades.

domingo, agosto 18, 2013

A noite de Maazou

O Vitória foi muito melhor do que o Olhanense, mas não sei quanta dessa superioridade se deve a um adversário orientado (?) por Abel Xavier. Deu para tudo: Maazou, sempre muito bem a trocar a bola com os médios ofensivos, também fez remates péssimos, e, pior, corria para frente quando estava 2 metros fora-de-jogo, mas acabou com dois golos (muito bem) marcados; Pedro Correia muito bem a subir pelo corredor e a combinar até ficar sem adversário, fez, pelo menos, três cruzamentos para o pior sítio; Barrientos esteve muito bem e parece jogar um nível acima de todos os companheiros do ataque. Grande início de campeonato. Rui Vitória já está satisfeito com os seus jogadores mais experientes (contra o Olhanense) depois de alguns jovens terem estado menos bem (contra o Porto).

segunda-feira, agosto 12, 2013

As simulações de Rui Vitória (1)

Depois de uma pré-época passada a usar o mesmo desenho da época passada, com um novo Ricardo a assumir uma ala, o treinador do Vitória resolveu testar um quarto centro-campista no jogo com o Gil Vicente. Perdeu 4x1. Voltou a insistir no mesmo desenho (leia-se adaptação de Barrientos) na Supertaça, juntou-lhe uma pressão alta que durou minuto e meio e estava a perder 2x0 ao quarto de hora. Mas fez mais: colocou Moreno no meio-campo e colocou Josué na defesa (com Freire no banco), deixando o seu titular experiente Leonel Olímpio no banco e deu a titularidade a Tomané no centro do ataque quando Maazou, contratado para ser o ponta-de-lança da equipa, estava disponível.

Perdeu e terminou o jogo a dizer que é uma equipa em construção e - cito, porque o ouvi - "estreámos 4 jogadores na primeira liga". Começamos a fazer contas e ficamos confusos:

- Pedro Correia tem 26 anos e tem 4 anos de experiência no estrangeiro (para além de um ano de Fátima a partilhar o flanco com Marco Matias e treinado pelo próprio Rui Vitória)

- Josué foi utilizado por Rui Vitória em 3 jogos da "primeira liga" da época passada, ainda que marginalmente e só não tem mais experiência por alguém não quis que tivesse; adicionalmente Leandro Freire, no Vitória há 4 anos e com mais de 1000 minutos de utilização na época passada, ficou no banco.

- Maazou, com 24 anos, foi contratado para ser o ponta-de-lança da equipa, tem experiência de 1.ª liga na Bélgica, França e Rússia (o CSKA pagou 5 milhões para o contratar em 2009)

- Tomané, com 20 anos, foi utilizado pelo Vitória na primeira jornada da "primeira liga" em 2010.

- Ricardo Gomes, o verdadeiro rookie que vem do Vizela.

Com este enquadramento, em que uma mistura abusiva de conceitos entre a estreia efectiva e a falta de experiência servem como solo fértil para a vitimização - de quem podia ter apostado em jogadores mais experientes que estavam no banco -, voltamos a viver um filme já visto na época passada e a renovar a impressão de que Rui Vitória ainda não percebeu quem é que lhe deu um título e qual deve ser o caminho seguir - por estratégia e não por acidente.

domingo, agosto 11, 2013

Licá, uma agradável surpresa

Confesso que torci o nariz, quando vi Licá no onze inicial. A verdade é que aos 5 minutos Paulo Fonseca já tinha ganho esta aposta. O ex-estorilista fez um golo (à ponta-de-lança) e uma primeira parte de muito bom nível. Lucho e Jackson completaram o trio que fez estragos na defesa do Vitória e trouxe para o Porto a 20.ª Supertaça da sua história.

Paulo Fonseca tem, neste momento, algumas dores de cabeça. Quase todas boas, e que serão menores quando o plantel estiver fechado (Lucho/Quintero/Josué; Defour/Herrera; Licá/Kelvin/Iturbe), e uma muito má: a possibilidade de Jackson sair, admitida pelo próprio, no final do jogo. Esta deve ser a verdadeira dor de cabeça de todos os portistas.

segunda-feira, agosto 05, 2013

A uma semana da competição

A derrota com o Gil Vicente por 4x1, depois de um resto de pré-temporada prometedor, seguida pela inacreditável coesão e fluidez de um grupo de ainda desconhecidos (Fernando, Herrera, Quintero, Josué) que passeou a bola como quis pelo meio das linhas defensivas do Nápoles, não são bons indicadores para a Supertaça que se disputará no dia 10.

Saiu Alex entrou Pedro Correia; saiu Adoua entrou Moreno, mas a partir daqui vai ser bem mais problemático resolver as saídas de Tiago, Ricardo, Soudani e Baldé. Mesmo que os dois primeiros voltem - um mal menor, apenas por serem da casa e da estrutura do ano passado -, tal não acontecerá obviamente antes do jogo da Supertaça. Ou Maazou cumpre finalmente o que anda a adiar desde que o CSKA pagou 5 milhões de euros para contar com o ponta-de-lança, há 4 anos, ou então este ano vai ser bem mais difícil do que o anterior.