1.º Quando te dão uma oportunidade, não devias desperdiçá-la a agredir adversários, ou seja lá o que for que fizeste.
2.º Não te podes esquecer do clube em que estás agora. Aqui, agrides, vais para a rua. E levas um companheiro contigo porque protestou.
3.º Repara que não estou a dizer para mudares para o outro clube e que com isso já podes agredir à vontade. Não. O outro clube também teve há poucas semanas um expulso por tentativa de agressão e outro por protesto do banco. Portanto não é por aí.
4.º Jorge, deves escolher um clube em que possas agredir sem que ninguém veja. Até porque é sempre sem intenção (mesmo que em meia época já lá vão cinco do mesmo).
5.º Jorge, acho que este clube não serve para ti. Pelo menos, assim, não fazes cá falta nenhuma.
master kodro
Mostrar mensagens com a etiqueta taça da liga. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta taça da liga. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, janeiro 04, 2011
segunda-feira, março 22, 2010
Ainda o FCP 0 x 3 SLB
Do nosso leitor Littbarski, em serviço especial para o 442
A sensação com que fiquei depois deste jogo foi a mesma que tive ao ver o Sporting-Benfica, das meias-finais: um Benfica a meio gás, em gestão de esforço, com 4 titulares no banco, chegou e sobrou para as encomendas.
Do lado do Porto, houve muita vontade, mas pouca cabeça, de uma equipa que tenta desesperadamente remar contra a maré, mas não sabe como (e, pelos vistos, Jesualdo também não). Muitos erros, nervos sempre à flor da pele e uma equipa sem norte. Inexplicavelmente sem norte, depois de 3 jogos (Sporting, Arsenal e Braga) em que deu a ideia de querer arrancar para um bom final de temporada. Do outro lado, é precisamente o oposto: tranquilidade, confiança, consistência, traduzidas numa vitória que não deixa margem para dúvidas e em 11 pontos de vantagem no campeonato.
Nada a fazer, o Benfica, este Benfica 2009/2010, é melhor. Não é nenhum drama, é simplesmente um facto. E quanto mais depressa o percebermos, melhor: mais tempo sobrará para preparar devidamente a próxima época.
Quanto ao que resta desta, há ainda a Taça de Portugal, para tentar menorizar estragos. Mesmo que o Porto vença, saberá a pouco, depois de 4 campeonatos consecutivos. Mas à falta de pão...
nota da gerência: o 442 iniciou esta semana a publicação de textos de alguns dos seus leitores preferidos, com o objectivo de abrir o blog à comunidade. Agradecemos ao Hélder Brito, ao Mr. Blue e ao Littbarski. Outros, estamos certos, vão aceitar o nosso desafio.
A sensação com que fiquei depois deste jogo foi a mesma que tive ao ver o Sporting-Benfica, das meias-finais: um Benfica a meio gás, em gestão de esforço, com 4 titulares no banco, chegou e sobrou para as encomendas.
Do lado do Porto, houve muita vontade, mas pouca cabeça, de uma equipa que tenta desesperadamente remar contra a maré, mas não sabe como (e, pelos vistos, Jesualdo também não). Muitos erros, nervos sempre à flor da pele e uma equipa sem norte. Inexplicavelmente sem norte, depois de 3 jogos (Sporting, Arsenal e Braga) em que deu a ideia de querer arrancar para um bom final de temporada. Do outro lado, é precisamente o oposto: tranquilidade, confiança, consistência, traduzidas numa vitória que não deixa margem para dúvidas e em 11 pontos de vantagem no campeonato.
Nada a fazer, o Benfica, este Benfica 2009/2010, é melhor. Não é nenhum drama, é simplesmente um facto. E quanto mais depressa o percebermos, melhor: mais tempo sobrará para preparar devidamente a próxima época.
Quanto ao que resta desta, há ainda a Taça de Portugal, para tentar menorizar estragos. Mesmo que o Porto vença, saberá a pouco, depois de 4 campeonatos consecutivos. Mas à falta de pão...
nota da gerência: o 442 iniciou esta semana a publicação de textos de alguns dos seus leitores preferidos, com o objectivo de abrir o blog à comunidade. Agradecemos ao Hélder Brito, ao Mr. Blue e ao Littbarski. Outros, estamos certos, vão aceitar o nosso desafio.
Etiquetas:
benfica 09/10,
carlsberg cup,
porto 09/10,
taça da liga
domingo, março 21, 2010
FCP 0 x 3 SLB
Do nosso leitor Mr. Blue, em serviço especial para o 442
Portista que tenha estado atento durante esta época já não se admira com nada. Até perónios fracturados são encarados como coisas banais. Azares. Nuno na baliza não “são azares”, são critérios há muito estabelecidos. Correctos.
Já finais no campo do adversário, como se provou, sem olhar para as bancadas, vendo a prontidão com que o anfitrião se inteirou de um problema numa baliza, é mais uma daquelas regras em que esta “competição” é fértil. Uma das que não estão escritas. Apenas implícitas.
Antes do jogo começar, e indo de encontro à matéria que costumo abordar, a SIC, se o jornal diário não me trai, transmitiu um daqueles filmes domingueiros com o sugestivo título “Deja Vu”.
Assim que a final da "competição" mais ridícula inventada pelo Sr. Presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis começou, e até ao intervalo da mesma, assistiram, os portistas, ao “Deja Vu – o regresso a Alvalade”. Penso não ser necessário explicar.
No final, o resultado fez jus ao “Deja Vu” e confirma que a época “curiosa” tem tudo para o continuar a ser. Aproveitem.
Aproveito também eu, a oportunidade que um líder da blogosfera me dá, para, num momento em que a “super equipa desportiva” de Portugal (que não a RR) atinge o seu primeiro título, endereçar os meus sinceros parabéns a todos aqueles que, no interior do LORD, fazem com que a dimensão física do ser humano atinja, cada vez mais, patamares que nunca se ousou sonhar. É justo reconhecer.
Muito teria, também, para dizer sobre a época do meu clube, a vários níveis, mas como sairia do âmbito deste texto, deixo, quem sabe, para uma próxima oportunidade.
PS – Enquanto escrevo ouço as bonitas palavras do vencedor sobre Ruben Micael. Ficam-lhe bem. Adequam-se à figura.
Portista que tenha estado atento durante esta época já não se admira com nada. Até perónios fracturados são encarados como coisas banais. Azares. Nuno na baliza não “são azares”, são critérios há muito estabelecidos. Correctos.
Já finais no campo do adversário, como se provou, sem olhar para as bancadas, vendo a prontidão com que o anfitrião se inteirou de um problema numa baliza, é mais uma daquelas regras em que esta “competição” é fértil. Uma das que não estão escritas. Apenas implícitas.
Antes do jogo começar, e indo de encontro à matéria que costumo abordar, a SIC, se o jornal diário não me trai, transmitiu um daqueles filmes domingueiros com o sugestivo título “Deja Vu”.
Assim que a final da "competição" mais ridícula inventada pelo Sr. Presidente da Câmara de Oliveira de Azeméis começou, e até ao intervalo da mesma, assistiram, os portistas, ao “Deja Vu – o regresso a Alvalade”. Penso não ser necessário explicar.
No final, o resultado fez jus ao “Deja Vu” e confirma que a época “curiosa” tem tudo para o continuar a ser. Aproveitem.
Aproveito também eu, a oportunidade que um líder da blogosfera me dá, para, num momento em que a “super equipa desportiva” de Portugal (que não a RR) atinge o seu primeiro título, endereçar os meus sinceros parabéns a todos aqueles que, no interior do LORD, fazem com que a dimensão física do ser humano atinja, cada vez mais, patamares que nunca se ousou sonhar. É justo reconhecer.
Muito teria, também, para dizer sobre a época do meu clube, a vários níveis, mas como sairia do âmbito deste texto, deixo, quem sabe, para uma próxima oportunidade.
PS – Enquanto escrevo ouço as bonitas palavras do vencedor sobre Ruben Micael. Ficam-lhe bem. Adequam-se à figura.
Etiquetas:
benfica 09/10,
carlsberg cup,
porto 09/10,
taça da liga
quarta-feira, março 25, 2009
A melhor contratação
Ao contrário do que parece quando se lê um ou outro comentário, a badalada intervenção de João Gabriel não foi um acto isolado de um tresloucado que se apoderou do troféu e se barricou na sala de imprensa da Luz com os jornalistas. Não. João Gabi foi apenas o mensageiro da estrutura dirigente do Benfica que quis entrar em guerra aberta com o Sporting. Aquilo foi a posição oficial do clube. Não é nada de novo. Já na passada época, ainda sem João Gabi, a mesma direcção fez o mesmo em relação ao Sporting (com a inestimável ajuda de João Querido Manha, Rui Cartaxana, ambos através do CM), tal como fez o mesmo ao Vitória (com a ajuda desajeitada de Marinho Neves e do CM, sem nome).
Voltemos às três linhas de força do discurso de João Gabi:
1. O objectivo do Sporting é condicionar a arbitragem até ao fim do campeonato.
Será isto uma admissão de culpa? O que será que o patrão de João Gabriel quis dizer, na ponta final do último campeonato, com: "Há alturas em que não vale a pena tentar limpar o futebol, porque há outros que querem mantê-lo exactamente como está. É o caso de alguns senhores que vimos aqui. Nesta altura era importante que a Polícia Judiciária começasse a entrar definitivamente no futebol. O que se está a passar em alguns campos do país é muito grave, para não dizer que os resultados estão a ser viciados jogo a jogo.". Será que a estrutura dirigente do Benfica está a confessar que tentou condicionar a arbitragem no final da temporada passada (e nesta)?
2. O Benfica foi afastado da Champions no jogo com o Boavista.
O jogo com o Boavista (0x0) foi na 25.ª jornada. Na 26.ª o Benfica perdeu 3x0 com a Académica. Na 27.ª perdeu 2x0 com o Porto. Na 29.ª empatou 0x0 com o Estrela. O Benfica ficou a 1 ponto do Vitória e a 3 do Sporting e perdeu 8 pontos em 15 possíveis depois do jogo com o Boavista. Depois disto, como é que podemos catalogar a afirmação inicial (não vale usar as expressões falta de fair-play e mau perder)?
3. O Sporting tem falta de fair-play e mau perder.
É uma maneira de colocar a questão. Mas vamos pensar bem e vamos lembrar-nos de uma situação no mesmo jogo com Lucílio Baptista, o mesmo jogo em que LFV falou em Judiciária, jogos viciados jogo a jogo e que não valia a pena massacrar (esta é a minha preferida, confesso). Nesse jogo narrou-se que aconteceram empurrões e insultos no túnel do Bessa. Tal como não sentiu o peito de Pedro Silva, Lucílio não viu nada. Mas não deve ter havido falta de fair-play e quando muito houve mau empatar, certamente.
Foram estes os principais argumentos do Benfica para iniciar um clima de guerra aberta com o Sporting. Argumentos fracos e patéticos que têm - todos, sem excepção - uma perfeita aplicação nas pessoas que os colocaram na boca de João Gabi. Isto serviu para quê, afinal?
Só mais uma questão. Todas as pessoas que estão extremamente contentes com a magnífica performance do responsável pela comunicação do Benfica (nem tanto esta, mas especialmente aquela de enxovalhar Gaspar Ramos, um tipo que ajudou a levar o Benfica a ser vice-campeão europeu na era da bola redonda), podem agradecer ao responsável por mais esta grande contratação que se pode perceber nesta entrevista a João Gabi, de que retiramos o seguinte excerto:
A sua entrada coincide com o assumir de novas funções de Rui Costa. Foi dele que partiu o convite?
JG Há uma relação de amizade com mais de catorze anos que levou o Rui Costa a lembrar-se de mim, mas o Rui não convidou o amigo — se assim fosse não estaria aqui — convidou o profissional, porque é disso que se trata, um Clube como o Benfica não vive, nem sobrevive, com uma estrutura de 'amigos', constrói-se numa base profissional e com profissionais.
De qualquer forma você é um homem de confiança de Rui Costa...
JG Errado. Sou o Director de Comunicação do Benfica, que é coisa bem diferente. O Rui Costa estruturou com o Presidente uma equipa de trabalho da qual eu faço parte. Não serei o Director de Comunicação de A, B ou C, mas do clube.
Não conhecia Luís Filipe Vieira, até agora?
JG Já me tinha cruzado com o Presidente em algumas circunstâncias, mas de facto não o conhecia.
ps - Tal como hoje, não foi Carlos Martins que foi roubar o troféu para o exibir na capa de Record. Continua a ser este o plano.
master kodro
Voltemos às três linhas de força do discurso de João Gabi:
1. O objectivo do Sporting é condicionar a arbitragem até ao fim do campeonato.
Será isto uma admissão de culpa? O que será que o patrão de João Gabriel quis dizer, na ponta final do último campeonato, com: "Há alturas em que não vale a pena tentar limpar o futebol, porque há outros que querem mantê-lo exactamente como está. É o caso de alguns senhores que vimos aqui. Nesta altura era importante que a Polícia Judiciária começasse a entrar definitivamente no futebol. O que se está a passar em alguns campos do país é muito grave, para não dizer que os resultados estão a ser viciados jogo a jogo.". Será que a estrutura dirigente do Benfica está a confessar que tentou condicionar a arbitragem no final da temporada passada (e nesta)?
2. O Benfica foi afastado da Champions no jogo com o Boavista.
O jogo com o Boavista (0x0) foi na 25.ª jornada. Na 26.ª o Benfica perdeu 3x0 com a Académica. Na 27.ª perdeu 2x0 com o Porto. Na 29.ª empatou 0x0 com o Estrela. O Benfica ficou a 1 ponto do Vitória e a 3 do Sporting e perdeu 8 pontos em 15 possíveis depois do jogo com o Boavista. Depois disto, como é que podemos catalogar a afirmação inicial (não vale usar as expressões falta de fair-play e mau perder)?
3. O Sporting tem falta de fair-play e mau perder.
É uma maneira de colocar a questão. Mas vamos pensar bem e vamos lembrar-nos de uma situação no mesmo jogo com Lucílio Baptista, o mesmo jogo em que LFV falou em Judiciária, jogos viciados jogo a jogo e que não valia a pena massacrar (esta é a minha preferida, confesso). Nesse jogo narrou-se que aconteceram empurrões e insultos no túnel do Bessa. Tal como não sentiu o peito de Pedro Silva, Lucílio não viu nada. Mas não deve ter havido falta de fair-play e quando muito houve mau empatar, certamente.
Foram estes os principais argumentos do Benfica para iniciar um clima de guerra aberta com o Sporting. Argumentos fracos e patéticos que têm - todos, sem excepção - uma perfeita aplicação nas pessoas que os colocaram na boca de João Gabi. Isto serviu para quê, afinal?
Só mais uma questão. Todas as pessoas que estão extremamente contentes com a magnífica performance do responsável pela comunicação do Benfica (nem tanto esta, mas especialmente aquela de enxovalhar Gaspar Ramos, um tipo que ajudou a levar o Benfica a ser vice-campeão europeu na era da bola redonda), podem agradecer ao responsável por mais esta grande contratação que se pode perceber nesta entrevista a João Gabi, de que retiramos o seguinte excerto:
A sua entrada coincide com o assumir de novas funções de Rui Costa. Foi dele que partiu o convite?
JG Há uma relação de amizade com mais de catorze anos que levou o Rui Costa a lembrar-se de mim, mas o Rui não convidou o amigo — se assim fosse não estaria aqui — convidou o profissional, porque é disso que se trata, um Clube como o Benfica não vive, nem sobrevive, com uma estrutura de 'amigos', constrói-se numa base profissional e com profissionais.
De qualquer forma você é um homem de confiança de Rui Costa...
JG Errado. Sou o Director de Comunicação do Benfica, que é coisa bem diferente. O Rui Costa estruturou com o Presidente uma equipa de trabalho da qual eu faço parte. Não serei o Director de Comunicação de A, B ou C, mas do clube.
Não conhecia Luís Filipe Vieira, até agora?
JG Já me tinha cruzado com o Presidente em algumas circunstâncias, mas de facto não o conhecia.
ps - Tal como hoje, não foi Carlos Martins que foi roubar o troféu para o exibir na capa de Record. Continua a ser este o plano.
master kodro
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Bookmarks # 4 - Salman Rushdie (1947-)
Título: "Os Versículos Satânicos"Original: "The Satanic Verses" (1988)
Tradução: Ana L. Faria /M. Serras Pereira
Editora: Dom Quixote, aqui, de onde foi desviada a capa
"Entre as palmeiras do oásis Gibreel aparecia ao Profeta e punha-se a despeja regras, regras, regras até os fiéis só terem vontade de dizer que já chegava de revelações, disse Salman, regras para tudo e mais alguma coisa, se um homem se peida deve voltar o rosto para o lado do vento, e havia também uma regra sobre a mão a utilizar para limpar o rabo (…) A revelação – a recitação – dizia aos fiéis quanto haviam de comer, com que profundidade haviam de dormir, que posições sexuais tinham recebido sanção divina, de forma que todos ficaram a saber que a sodomia e a posição dos missionários eram aprovadas pelo arcanjo, enquanto as figuras proibidas incluíam todas aquelas em que a fêmea ficasse por cima. Gibreel fez ainda uma lista dos temas autorizados e interditos de conversa, e assinalou as partes do corpo que não podiam ser coçadas por muito insuportável que fosse a comichão que aí se sentisse."
Para além das obras, que não espelham o mesmo objecto do Corão (como se pode ler no texto)mas que lhe captam a forma na totalidade (quem já passou os olhos pelo Corão pode confirmá-lo), Rushdie estendeu à realidade as suas críticas às actuais leituras literais da lei divina muçulmana, lançando a necessidade de uma interpretação à luz da actualidade das leis ditadas no século VII.
Em cima expostos no limite (ao contrário do que se segue), os perigos das leituras literais das leis e regulamentos - quando se põe um problema de interpretação, obviamente - aumentam quando o legislador é inábil e, como tanta vez sucede no nosso país (e garantidamente não é só no futebol), incompetente e desconhecedor da realidade prática. É por isso que há inúmeras rectificações, esclarecimentos, recomendações, interpretações jurídicas díspares, pareceres e adaptações. Vem isto a propósito da questão da Taça da Liga em que uma corrente de opinião quer fazer valer um conceito que caiu em desuso para uma expressão que tem um significado corrente distinto há mais de 30 anos, como aqui defendemos. Mas não só.
O problema também pode vir de quem interpreta as interpretações e das motivações de quem o faz. Aqui há uns tempos, tentei aqui discutir a lei que define quando é falta tocar a bola com a mão. A lei apenas foca a intenção. Imagino que terão existido recomendações - que desconheço, já as tentei procurar e não encontrei, nem ninguém mas conseguiu indicar - que envolvam conceitos como a posição natural (falou-se na altura sobre isso, embora seja um conceito bizarro, quase do domínio de limpar o rabo com a mão certa), ou a vantagem para quem joga com a mão - mas sem provas escritas para qualquer destes critérios secundários que ajudariam, na prática, a resolver as questões que são complexas, porque imediatas, dentro do campo.
Pedro Henriques, face ao coro de críticas generalizado, defendeu-se com o critério da vantagem evidente para o "prevaricador" por desvio fundamental da direcção da bola. Eu acho que se perdeu uma oportunidade para discutir a regra, porque este critério secundário (que presumo que não foi inventado), tem tudo para ser considerado como válido porque abarca todas as situações de que me consigo lembrar e acaba com a maior parte das dúvidas. Assim o queiram as pessoas, algo de que duvido, muito sinceramente.
Vou repetir-me quando defendo que não sei se as pessoas querem discutir a regra e todas as suas vertentes ou se preferem ter uma questão dúbia entre mãos para poderem utilizá-la a seu bel prazer conforme a ocasião se apresentar para as suas cores. Desde que vi alguém que se apresenta como advogado pegar no texto "O Belenenses está no seu direito de contestar o alinhamento das meias-finais da Taça da Liga. Não acho que tenha razão jurídica, mas não deixa de ter esse direito, com base na asneira efectuada." e retirar-lhe a parte que está a bold (que a enquadra e cuja omissão lhe muda o sentido por completo) para poder insultar o seu autor, já acredito em tudo e cada vez mais me convenço que há realidades que prefiro desprezar.
ps - Agradeço, novamente, a quem me chamou à atenção. Aqui não entram mais.
master kodro
Etiquetas:
arbitragem,
blogs,
bookmarks,
pedro henriques,
regulamento,
taça da liga
quarta-feira, janeiro 21, 2009
Proposta do dia
Do kovacevic, ao telefone, por volta das 14 horas: jogo em campo neutro (pode ser no Algarve) entre o Belenenses e o Vitória. Acho óptimo. Eu acrescento: com o gajo que fez o regulamento como único apanha-bolas. Desde que não insultem a inteligência das pessoas com a inclusão premeditada do quociente e com a amnésia colectiva do uso corrente, banal e generalizado (em Portugal e em Espanha, pelo menos) do goal average como diferença entre golos marcados e sofridos.
master kodro
master kodro
Goal average? Nunca ouvi falar disso
Mais do que confirmado o erro na utilização da expressão, materializado na letra da lei, discute-se agora o espírito da lei invocado pela Liga para a utilização errada da expressão. Erguem-se vozes indignadas perante tamanha aberração linguística, nunca antes ouvida ou utilizada (eu sempre disse goal difference, parecem querer dizer quase todos os opinadores).
Nunca ouvimos ou lemos essa expressão, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, todas nos últimos três anos. Mas isso é coisa de jornalistas portugueses ignorantes, pelo que é impossível que esta maleita colectiva tipicamente lusa tenha galgado fronteiras e contaminado gentes mais letradas. Por isso é pouco provável que o caro leitor encontre algo neste sentido neste artigo, ou neste, ou neste, ou neste, ou neste, ou neste, todos desde 2008.
Pronto, é coisa de jornalistas, pelo que se nos afigura como improvável que homens do futebol utilizassem uma expressão tão ignóbil. Não é provável que pessoas como José Peseiro a tenham utilizado em discurso directo, "Mas praticamente a qualificação está assegurada, em função do 'goal-average". Está bem, é o Peseiro que tinha aqueles comportamentos afectivos públicos com Eduardinho. Mas temos dúvidas que um ser com o estatuto de Johann Cruijff tenha alguma vez expressado, "O Valencia está a 10 pontos e o Real Madrid a 14, tendo em conta o ‘goal average" (até porque Cruijff não fala português).
Trata-se, portanto, de uma alucinação colectiva, esta que presenciamos, esta que leva à utilização generalizada e errada do termo goal average (é errado não haja dúvidas relativamente a isto). Daí a dizer-se que quem fez (erradamente) o regulamento da Taça da Liga queria mesmo referir-se ao termo goal average (à divisão de golos marcados por golos sofridos), uma forma de desempate que deixou de ser utilizada no Mundial de 1970 e na liga inglesa em 1976/77, vai uma distância muito grande.
Meus amigos, acreditem no que quiserem, mas não me queiram obrigar a acreditar que quem fez o regulamento da Taça da Liga estava impregnado do espírito de incluir um critério de desempate que dividisse golos marcados e sofridos, porque eu só acredito no que quero e no que seja, ao mesmo tempo, razoável. Até porque acho que já existem exemplos suficientes aqui em cima que mostram que todos nós sempre utilizámos (embora quase ninguém o assuma) o termo goal average tão erradamente como no sentido de falarmos em golos marcados menos golos sofridos.
Vejam quão disseminada a coisa está que até o insuspeito perfeccionista Rui Cartaxana a usava em 2005, "As regras para estas classificações provisórias das equipas são, por ordem: 1) número de pontos entre elas; 2) se têm os mesmos pontos, a) valem os resultados entre as equipas empatadas; b) se o empate se mantém, vale a diferença de golos (goal average) entre elas". Claro que ele queria dizer quociente e não diferença, não é? Não, não é. E João Gobern aqui. E António Pedro Vasconcelos aqui. Mas o contributo mais importante para esta discussão do espírito da expressão (e da lei no caso presente) vem novamente de Rui Cartaxana, um ano antes, que admite, como provedor dos leitores, a adaptação e generalização do termo goal average, fazendo um paralelo com o termo hat-trick, em resposta à indignação de um leitor.
"PL: Tem razão, em grande parte. A expressão "hat-trick" vem do cricket e traduz a marcação de três pontos seguidos pelo mesmo jogador. Só que com a sua banalização, no futebol, passou a designar, por extensão, a marcação de três golos seguidos pelo mesmo jogador, no mesmo jogo. Estas "adaptações" são frequentes no futebol, como aconteceu com a expressão "goal-average" e outras. "
Adaptação, frequente, banalização. Mas acreditem no que quiserem e se quiserem mesmo muito acreditem que quem fez o regulamento da Taça da Liga quis mesmo propôr o quociente.
ps - Só uma nota para desejar boa sorte ao Luciano e as rápidas melhoras. E se tiverem que ir mesmo vocês às meias-finais, que ganhem a competição, é o que desejo sinceramente.
master kodro
Nunca ouvimos ou lemos essa expressão, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, nem aqui, todas nos últimos três anos. Mas isso é coisa de jornalistas portugueses ignorantes, pelo que é impossível que esta maleita colectiva tipicamente lusa tenha galgado fronteiras e contaminado gentes mais letradas. Por isso é pouco provável que o caro leitor encontre algo neste sentido neste artigo, ou neste, ou neste, ou neste, ou neste, ou neste, todos desde 2008.
Pronto, é coisa de jornalistas, pelo que se nos afigura como improvável que homens do futebol utilizassem uma expressão tão ignóbil. Não é provável que pessoas como José Peseiro a tenham utilizado em discurso directo, "Mas praticamente a qualificação está assegurada, em função do 'goal-average". Está bem, é o Peseiro que tinha aqueles comportamentos afectivos públicos com Eduardinho. Mas temos dúvidas que um ser com o estatuto de Johann Cruijff tenha alguma vez expressado, "O Valencia está a 10 pontos e o Real Madrid a 14, tendo em conta o ‘goal average" (até porque Cruijff não fala português).
Trata-se, portanto, de uma alucinação colectiva, esta que presenciamos, esta que leva à utilização generalizada e errada do termo goal average (é errado não haja dúvidas relativamente a isto). Daí a dizer-se que quem fez (erradamente) o regulamento da Taça da Liga queria mesmo referir-se ao termo goal average (à divisão de golos marcados por golos sofridos), uma forma de desempate que deixou de ser utilizada no Mundial de 1970 e na liga inglesa em 1976/77, vai uma distância muito grande.
Meus amigos, acreditem no que quiserem, mas não me queiram obrigar a acreditar que quem fez o regulamento da Taça da Liga estava impregnado do espírito de incluir um critério de desempate que dividisse golos marcados e sofridos, porque eu só acredito no que quero e no que seja, ao mesmo tempo, razoável. Até porque acho que já existem exemplos suficientes aqui em cima que mostram que todos nós sempre utilizámos (embora quase ninguém o assuma) o termo goal average tão erradamente como no sentido de falarmos em golos marcados menos golos sofridos.
Vejam quão disseminada a coisa está que até o insuspeito perfeccionista Rui Cartaxana a usava em 2005, "As regras para estas classificações provisórias das equipas são, por ordem: 1) número de pontos entre elas; 2) se têm os mesmos pontos, a) valem os resultados entre as equipas empatadas; b) se o empate se mantém, vale a diferença de golos (goal average) entre elas". Claro que ele queria dizer quociente e não diferença, não é? Não, não é. E João Gobern aqui. E António Pedro Vasconcelos aqui. Mas o contributo mais importante para esta discussão do espírito da expressão (e da lei no caso presente) vem novamente de Rui Cartaxana, um ano antes, que admite, como provedor dos leitores, a adaptação e generalização do termo goal average, fazendo um paralelo com o termo hat-trick, em resposta à indignação de um leitor.
"PL: Tem razão, em grande parte. A expressão "hat-trick" vem do cricket e traduz a marcação de três pontos seguidos pelo mesmo jogador. Só que com a sua banalização, no futebol, passou a designar, por extensão, a marcação de três golos seguidos pelo mesmo jogador, no mesmo jogo. Estas "adaptações" são frequentes no futebol, como aconteceu com a expressão "goal-average" e outras. "
Adaptação, frequente, banalização. Mas acreditem no que quiserem e se quiserem mesmo muito acreditem que quem fez o regulamento da Taça da Liga quis mesmo propôr o quociente.
ps - Só uma nota para desejar boa sorte ao Luciano e as rápidas melhoras. E se tiverem que ir mesmo vocês às meias-finais, que ganhem a competição, é o que desejo sinceramente.
master kodro
terça-feira, janeiro 20, 2009
Amigos belenenses, vão vocês.
O Belenenses está no seu direito de contestar o alinhamento das meias-finais da Taça da Liga. Não acho que tenha razão jurídica, mas não deixa de ter esse direito, com base na asneira efectuada. Mas atenção que não é só do regulamento que o líder belenense se queixa publicamente:
"João Barbosa, líder da SAD do Belenenses, aproveitou a conferências de imprensa de ontem para voltar a tecer duras críticas à arbitragem em geral, e à atuação de Bruno Paixão na Luz em particular.
O responsável pelo futebol dos azuis voltou a frisar que “a SAD perdeu milhares de euros, em virtude de não ter atingido as meias-finais da Taça da Liga", continuando: "Só não fomos apurados por um golo. O golo que entrou mas que o árbitro por distração não validou. A verdade é que os encontros deviam ter sido realizados todos à mesma hora, pois veja-se a conjugação de resultados que houve no domingo.”
Até o presidente do Belenenses se deixou levar pelo espírito da lei.
Sinceramente, com todas estas atitudes (diverte-me abundantemente uma em especial de um grande especialista das leis e excelso cumpridor das ditas), já perdi a vontade de ir à Luz eliminar o Benfica.
master kodro
"João Barbosa, líder da SAD do Belenenses, aproveitou a conferências de imprensa de ontem para voltar a tecer duras críticas à arbitragem em geral, e à atuação de Bruno Paixão na Luz em particular.
O responsável pelo futebol dos azuis voltou a frisar que “a SAD perdeu milhares de euros, em virtude de não ter atingido as meias-finais da Taça da Liga", continuando: "Só não fomos apurados por um golo. O golo que entrou mas que o árbitro por distração não validou. A verdade é que os encontros deviam ter sido realizados todos à mesma hora, pois veja-se a conjugação de resultados que houve no domingo.”
Até o presidente do Belenenses se deixou levar pelo espírito da lei.
Sinceramente, com todas estas atitudes (diverte-me abundantemente uma em especial de um grande especialista das leis e excelso cumpridor das ditas), já perdi a vontade de ir à Luz eliminar o Benfica.
master kodro
Mea culpa
Pois, parece então, que não li o regulamento todo. Peço as minhas desculpas a todos. Parece que se pretende mesmo fazer renascer o goal average "original", em desuso desde 1970, e esquecer tudo o que se disse e escreveu nos últimos quarenta anos. Que seja. Se é assim, façam favor de pôr o Belenenses nas meias-finais da Taça da Liga. Mas não se esqueçam. Não se esqueçam do dia em que, nos assuntos futebolísticos, a letra da lei passou a valer mais do que o espírito, isto na opinião da maior parte das pessoas que se referiram a este assunto.
master kodro
master kodro
O regulamento da Taça da Liga ou a vontade de ver sangue num resto de ketchup
Estou com dias difíceis no trabalho (acabei agora...) por isso não tenho conseguido seguir tudo como queria. Apareceu um tema daqueles engraçados relativamente ao regulamento da Taça da Liga que supostamente faria do Belenenses o apurado para as meias-finais e não o Vitória de Guimarães. Diz a teoria que circula que a expressão utilizada no regulamento, o goal average (ao invés da expressão correcta, goal difference), daria 2 pontos (2/1) ao Belenenses contra 1,5 pontos (3/2) ao Vitória, num desempate devido ao empate pontual entre as equipas. Ora bem:
1.º Como é óbvio, todos - todos, todos nós, todos nós os que estamos a chamar incompetentes a quem fez o regulamento da Liga, todos os desportos, todos os regulamentos que não incluíram a expressão mais longa "diferença entre golos marcados e sofridos" - andamos a usar a expressão errada desde sempre e estamos a chamar, desde sempre, goal average ao que na prática é o goal difference e nem nunca pensámos no que o goal average é, realmente, porque a maior parte de nós nunca o viu aplicado (há uma entrada na net que defende que foi abandonado em 1970...). Resta saber a razão de ter acontecido agora. Mas nem vai valer a pena chegar a tanto.
2.º A Liga já se explicou, mas devem estar todos cagadinhos, porque deu uma explicação de quem está com medo que alguém se queixe. Fala do espírito, fala do que eu escrevi no ponto 1 por outras palavras, mas se não estivessem tão cagadinhos tinham perguntado a alguém que esteja habituado a ler leis que lhes safava o rabinho, sem parecerem tão gelatinosos.
3.º Como na maior parte das vezes nestas conversas de polémicas sobre futebol, as pessoas lêem o que querem ler e não o que está lá escrito. Vamos ler então:
3.1 Relativamente à 3.ª fase da Taça da Liga:
"São apuradas as 3 equipas que, após a realização das 3 jornadas, ocupem o 1.º lugar no grupo e a equipa que ocupe o 2.ºlugar com a melhor pontuação"
Só. Mais nada. É omisso nos casos de empate (para efeitos de apuramento para as meias-finais), pelo que se aplica a lei geral do regulamento das competições (estas passagens fazem parte do regulamento específico da Taça da Liga, em anexo ao geral), que está muito mais acima e fala, porque feita com mais tempo, na diferença entre golos marcados e sofridos, sem margem para dúvidas.
E O GOAL AVERAGE?, grita o gajo do canto.
3.2 O goal average está definido no regulamento como o segundo critério para determinar quem joga em casa nas meias-finais e não para definir quem é apurado para as meias-finais em caso de empate na terceira fase, como é claro na passagem:
"Meias-Finais:
As meias-finais são disputadas a uma mão, em campo neutralizado, entre os 4 Clubes apurados na fase anterior.
É efectuado um sorteio pela Liga PFP para alinhamento das equipas.
Os critérios para determinar quem joga na qualidade de Clube visitado são os seguintes:
1. Melhor lugar e pontuação obtidos na 3.ª Fase;
2. Melhor “goal average”;
3. Maior número de golos marcados na 3.ª Fase;"
Os critérios para definir quem joga como visitadonas meias-finais, já depois de os semi-finalistas estarem encontrados.
Case closed. Deixem-me trabalhar descansado, por favor. Foi um prazer. Até à próxima.
ps - O gajo que fez o regulamento era tão mau, tão mau, tão mau...
1.º Como é óbvio, todos - todos, todos nós, todos nós os que estamos a chamar incompetentes a quem fez o regulamento da Liga, todos os desportos, todos os regulamentos que não incluíram a expressão mais longa "diferença entre golos marcados e sofridos" - andamos a usar a expressão errada desde sempre e estamos a chamar, desde sempre, goal average ao que na prática é o goal difference e nem nunca pensámos no que o goal average é, realmente, porque a maior parte de nós nunca o viu aplicado (há uma entrada na net que defende que foi abandonado em 1970...). Resta saber a razão de ter acontecido agora. Mas nem vai valer a pena chegar a tanto.
2.º A Liga já se explicou, mas devem estar todos cagadinhos, porque deu uma explicação de quem está com medo que alguém se queixe. Fala do espírito, fala do que eu escrevi no ponto 1 por outras palavras, mas se não estivessem tão cagadinhos tinham perguntado a alguém que esteja habituado a ler leis que lhes safava o rabinho, sem parecerem tão gelatinosos.
3.º Como na maior parte das vezes nestas conversas de polémicas sobre futebol, as pessoas lêem o que querem ler e não o que está lá escrito. Vamos ler então:
3.1 Relativamente à 3.ª fase da Taça da Liga:
"São apuradas as 3 equipas que, após a realização das 3 jornadas, ocupem o 1.º lugar no grupo e a equipa que ocupe o 2.ºlugar com a melhor pontuação"
Só. Mais nada. É omisso nos casos de empate (para efeitos de apuramento para as meias-finais), pelo que se aplica a lei geral do regulamento das competições (estas passagens fazem parte do regulamento específico da Taça da Liga, em anexo ao geral), que está muito mais acima e fala, porque feita com mais tempo, na diferença entre golos marcados e sofridos, sem margem para dúvidas.
E O GOAL AVERAGE?, grita o gajo do canto.
3.2 O goal average está definido no regulamento como o segundo critério para determinar quem joga em casa nas meias-finais e não para definir quem é apurado para as meias-finais em caso de empate na terceira fase, como é claro na passagem:
"Meias-Finais:
As meias-finais são disputadas a uma mão, em campo neutralizado, entre os 4 Clubes apurados na fase anterior.
É efectuado um sorteio pela Liga PFP para alinhamento das equipas.
Os critérios para determinar quem joga na qualidade de Clube visitado são os seguintes:
1. Melhor lugar e pontuação obtidos na 3.ª Fase;
2. Melhor “goal average”;
3. Maior número de golos marcados na 3.ª Fase;"
Os critérios para definir quem joga como visitadonas meias-finais, já depois de os semi-finalistas estarem encontrados.
Case closed. Deixem-me trabalhar descansado, por favor. Foi um prazer. Até à próxima.
ps - O gajo que fez o regulamento era tão mau, tão mau, tão mau...
master kodro
segunda-feira, janeiro 19, 2009
Agora a sério
Eu sei que o número de espectadores não é o único critério para avaliar o sucesso de uma prova - mas ajuda muito. E esta Taça da Liga tem números assustadores. Até ao momento registaram-se 144 mil espectadores, em 50 jogos. Falamos pois de uma média de cerca de 2880 espectadores por jogo. Isto é uma vergonha.
Mais. Na terceira jornada da terceira fase, ou seja, num momento crucial da prova, e numa jornada disputada totalmente ao fim-de-semana com jogos na Luz, Alvalade, Dragão e Guimarães, registaram-se cerca de 64 mil espectadores - tendo estado quase metade deles no Benfica-Belenenses. Em seis jogos, quase todos decisivos, pouco mais de 60 mil pessoas. Horrível.
katanec
Mais. Na terceira jornada da terceira fase, ou seja, num momento crucial da prova, e numa jornada disputada totalmente ao fim-de-semana com jogos na Luz, Alvalade, Dragão e Guimarães, registaram-se cerca de 64 mil espectadores - tendo estado quase metade deles no Benfica-Belenenses. Em seis jogos, quase todos decisivos, pouco mais de 60 mil pessoas. Horrível.
katanec
Etiquetas:
assistência,
estatística,
público,
taça da liga
Ideias para salvar a Taça da Liga (1)
Benfica, Porto e Sporting qualificados automaticamente. Dispensa-se o resto da malta. Um grupo de três a quatro voltas. Apuram-se os dois primeiros. Final em Agosto, na Quarteira. Sucesso garantido.
katanec
katanec
Etiquetas:
taça da liga
quarta-feira, janeiro 07, 2009
Guimarães 0 x Benfica 2
Quem nos segue sabe o que penso da Taça da Liga: uma competição mal organizada e mal executada, sem pingo de carisma ou interesse. Todavia, o mau momento do Benfica tornava este jogo relevante, tendo por isso ficado agradado com a entrada personalizada dos encarnados e com a exibição em geral - francamente positiva. Claro que entre os dois golos o Benfica foi essencialmente uma equipa remetida ao seu meio-campo, num excessivo conservadorismo. Em todo o caso, demonstrou coesão defensiva, solidariedade no miolo e combatividade em doses elevadas. Fosse assim noutros encontros...
Gostei de vários jogadores, em particular Luisão, Suazo, Katso e Ruben Amorim (os do costume, portanto). Excelente entrada de Carlos Martins. Segurança de Moretto. David Luiz teve uns números de circo curiosos, mas foi displicente em boa parte do jogo, tal como Maxi. Balboa foi patético: zero empenho defensivo e uma nulidade no ataque. Duas notas adicionais. Uma para a verborreia de Carlos Carvalhal, mais adequada a uma palestra num curso de treinadores do que a um comentário televisivo. Outra para Olegário Benquereça e seus auxiliares: exibição pavorosa.
katanec
Gostei de vários jogadores, em particular Luisão, Suazo, Katso e Ruben Amorim (os do costume, portanto). Excelente entrada de Carlos Martins. Segurança de Moretto. David Luiz teve uns números de circo curiosos, mas foi displicente em boa parte do jogo, tal como Maxi. Balboa foi patético: zero empenho defensivo e uma nulidade no ataque. Duas notas adicionais. Uma para a verborreia de Carlos Carvalhal, mais adequada a uma palestra num curso de treinadores do que a um comentário televisivo. Outra para Olegário Benquereça e seus auxiliares: exibição pavorosa.
katanec
Subscrever:
Mensagens (Atom)