Não sei o que pensar depois de ler as declarações de Rui Vitória, após a derrota contra o grande Estoril. Depois de ver o Vitória a jogar com uma linha a 35-40 metros da baliza contra este Estoril. Há qualquer coisa que me escapa neste tipo de discurso quando a pessoa que o faz colocou Josué a jogar nessa linha a 35-40 metros contra este Estoril, durante 90 minutos, pela segunda vez esta época, 8 meses depois da última vez que Josué fez o primeiro jogo de 90 minutos da sua carreira profissional, na Supertaça, contra o Porto; há qualquer coisa que me escapa quando nessa linha jogou Leonel Olímpio; há qualquer coisa que me escapa quando, num jogo destes, contra um adversário destes, resolve estrear Alex (que, em 5 minutos, fez um golo), tal como já dera 22 a Hernâni (com uma experiência total de carreira de 7 minutos) para ser o homem que ia dar a volta à derrota com o Benfica. O tom é o de sempre, o do coitadinho, que, por fim, não tem quem marque golos, ao contrário de todos os outros.
"Todas as equipas que lutam por esse objetivo [Europa] têm jogadores que fazem 8, 10, 13 golos e a nós faltam jogadores para a finalização."
Exceptuando os 13 golos de Derley (2 penalties) do Marítimo, que nem sequer tem mais pontos do que o Vitória (o que mostra como essa questão não é decisiva), tirando os estratosféricos, a coisa vai assim:
Derley 13 (2 pens), Rafael Martins 10 (1 pen), Evandro 9 (3 pens), Rondon 9, João Pedro 7, Pardo 7, Cardozo 6, Alan 6 (2 pens), Marco Matias 6, Horta 6, Djaniny 6, Leal 5, Barcellos 5, Rusescu 4, Seba 4, Tomané 4, Balboa 4, Candeias 4, Ukra 4
Para além do óbvio que estes números mostram, para além da evidência de que não está aqui nenhum jogador da Académica, que é sexta da classificação com 18 golos marcados e mais um ponto do que o Vitória, ignorando a questão de Rui Vitória dar os penalties a bater a um dos mais cepos do plantel, Leonel Olímpio, talvez o treinador deva experimentar um processo de auto-análise que lhe permita perceber porque é que Tomané é o segundo menos utilizado desta lista de jogadores (Rusescu chegou mais tarde e já quase o iguala em tempo jogado), porque é que Tomané jogou a extremo quase metade do tempo de utilização e porque é que Maazou teve direito a tanto tempo de jogo na posição, tão evidente que é a sua incapacidade para acertar em balizas adversárias. Mas não, Rui Vitória prefere queixar-se das condições que tem, imagino que dos jovens, os que lhe deram a Taça. Por mim, já chega.
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sábado, abril 05, 2014
domingo, setembro 22, 2013
Muito bem, rapazes
O jogo já era difícil por natureza, contra uma equipa que investe ao ritmo de três dezenas de milhões por ano nos últimos cinco. Junte-se-lhe menos 48 horas de descanso da jornada europeia, a correspondente inexperiência para lidar com essas situações, em cima deste peso físico, meia hora de inferioridade numérica graças a um rigor que esteve ausente um quarto de hora antes e tem que se aceitar que os bravos vitorianos não tenham conseguido fazer mais. Não foram inferiores em nada, do princípio ao fim.
Foi também um jogo de tradições: Cardozo marcou; marcou com a ajuda essencial de um defesa; o Benfica ganhou com Bruno Esteves; o Vitória perdeu com ele.
ps - Ver um treinador a bater em polícias, também teve a sua piada.
Foi também um jogo de tradições: Cardozo marcou; marcou com a ajuda essencial de um defesa; o Benfica ganhou com Bruno Esteves; o Vitória perdeu com ele.
ps - Ver um treinador a bater em polícias, também teve a sua piada.
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sexta-feira, setembro 20, 2013
Power africano
Dois flashes de perfeição Abertura espantosa de Malonga com o esquerdo; incursão à linha de Maazou; cruzamento para Plange meter o segundo. Abdoulaye Ba acaricia a bola para a desviar do guarda-redes e inaugurar o marcador.
Flashes menos perfeitos Malonga a falhar "penalty lançado" 5 metros por cima da baliza; Maazou, com o guarda-redes batido e para trás a acertar no defesa que estava na linha; pontapé de bicicleta de Plange para a linha lateral, junto ao meio-campo; atraso frouxo de Abdoulaye Ba, de cabeça para trás, a isolar um adversário (com "ajuda" preciosa de Paulo Oliveira).
Flash global Mais um grande resultado, uma linha de ataque eléctrica (Plange parece ligado a corrente de alta voltagem), segurança qb na zona defensiva.
Abdoulaye 1 x 0 MK Começou por ele o desenho da goleada e, tirando a displicência no lance acima narrado, fez uma exibição perfeita.
O melhor André André. Tenho a impressão que nunca o vi jogar como ontem.
Flashes menos perfeitos Malonga a falhar "penalty lançado" 5 metros por cima da baliza; Maazou, com o guarda-redes batido e para trás a acertar no defesa que estava na linha; pontapé de bicicleta de Plange para a linha lateral, junto ao meio-campo; atraso frouxo de Abdoulaye Ba, de cabeça para trás, a isolar um adversário (com "ajuda" preciosa de Paulo Oliveira).
Flash global Mais um grande resultado, uma linha de ataque eléctrica (Plange parece ligado a corrente de alta voltagem), segurança qb na zona defensiva.
Abdoulaye 1 x 0 MK Começou por ele o desenho da goleada e, tirando a displicência no lance acima narrado, fez uma exibição perfeita.
O melhor André André. Tenho a impressão que nunca o vi jogar como ontem.
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sexta-feira, setembro 13, 2013
Má sorte ser Josué
O jogo de qualificação dos sub-21 portugueses mostrou-nos o reforço da aposta de Rui Jorge numa defesa composta a 3/4 por jogadores do Vitória. João Amorim, Paulo Oliveira e Josué foram os escolhidos para iniciar o jogo que acabou 5x1. Temos, portanto, 3 jogadores titulares naquela que é uma das rampas de lançamento para a selecção A, para visibilidade dos jogadores.
Josué foi titular no Vitória, ao lado de Paulo Oliveira, na Supertaça contra o Porto. Depois de uma derrota absolutamente normal e expectável, vieram as queixas do treinador. Nos 3 jogos do campeonato, já foi Moreno que ocupou o lugar. Livre de Josués, o Vitória ganhou, empatou e foi goleado em casa pelo Vitória sadino (sem Jackson Martinez, Lucho ou Quintero).
O passo seguinte, antes do fecho do mercado, foi a contratação, por empréstimo, de Abdoulaye Ba (para valorizar um jogador alheio, mais conhecido por um campeonato com 4 expulsões do que por grandes qualidades técnicas) e de Jean Pablo, meteórico central que passa por dois clubes por ano, em média, nos últimos quatro.
E, pronto, lá fica o Josué fora da convocatória para o jogo com o Rio Ave. Pode ser, com sorte, que não perca o lugar na selecção. Somos tão ricos, não é?
Josué foi titular no Vitória, ao lado de Paulo Oliveira, na Supertaça contra o Porto. Depois de uma derrota absolutamente normal e expectável, vieram as queixas do treinador. Nos 3 jogos do campeonato, já foi Moreno que ocupou o lugar. Livre de Josués, o Vitória ganhou, empatou e foi goleado em casa pelo Vitória sadino (sem Jackson Martinez, Lucho ou Quintero).
O passo seguinte, antes do fecho do mercado, foi a contratação, por empréstimo, de Abdoulaye Ba (para valorizar um jogador alheio, mais conhecido por um campeonato com 4 expulsões do que por grandes qualidades técnicas) e de Jean Pablo, meteórico central que passa por dois clubes por ano, em média, nos últimos quatro.
E, pronto, lá fica o Josué fora da convocatória para o jogo com o Rio Ave. Pode ser, com sorte, que não perca o lugar na selecção. Somos tão ricos, não é?
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domingo, setembro 01, 2013
Jardim, Montero, Markovic, Cardozo, Vitória, Mota
Jardim Depois das goleadas, o domínio durante dois terços de um derby. O Sporting é outro.
Montero Quinto golo. Em ano de estreia na liga portuguesa. Vindo da América do Sul. A forma como combina com os colegas de trás, sempre ao primeiro toque e deixando a bola jogável na perfeição é impressionante.
Markovic Uma maravilha de controlo de bola em velocidade deu ao Benfica mais do que o trabalho de 5 anos de Jorge Jesus ao comando de uma equipa milionária (tendo em conta a concorrência, e exceptuando o Porto). Cheira bem, cheira à Sérvia.
Cardozo Não o que estragou metade das jogadas em que interveio no derby, mas o de Setúbal. Bisou, trazendo para a liga as excelentes indicações que dera na pré-época. Escolheu a casa do Vitória vimaranense para o fazer, o que é de muito mau gosto.
Vitória Um gajo espanta-se como é que jogadores experientes se deixam golear em casa.
Mota Afinal eram rosas, senhor: "Tivemos a sorte que nos tem faltado".
Montero Quinto golo. Em ano de estreia na liga portuguesa. Vindo da América do Sul. A forma como combina com os colegas de trás, sempre ao primeiro toque e deixando a bola jogável na perfeição é impressionante.
Markovic Uma maravilha de controlo de bola em velocidade deu ao Benfica mais do que o trabalho de 5 anos de Jorge Jesus ao comando de uma equipa milionária (tendo em conta a concorrência, e exceptuando o Porto). Cheira bem, cheira à Sérvia.
Cardozo Não o que estragou metade das jogadas em que interveio no derby, mas o de Setúbal. Bisou, trazendo para a liga as excelentes indicações que dera na pré-época. Escolheu a casa do Vitória vimaranense para o fazer, o que é de muito mau gosto.
Vitória Um gajo espanta-se como é que jogadores experientes se deixam golear em casa.
Mota Afinal eram rosas, senhor: "Tivemos a sorte que nos tem faltado".
domingo, agosto 18, 2013
A noite de Maazou
O Vitória foi muito melhor do que o Olhanense, mas não sei quanta dessa superioridade se deve a um adversário orientado (?) por Abel Xavier. Deu para tudo: Maazou, sempre muito bem a trocar a bola com os médios ofensivos, também fez remates péssimos, e, pior, corria para frente quando estava 2 metros fora-de-jogo, mas acabou com dois golos (muito bem) marcados; Pedro Correia muito bem a subir pelo corredor e a combinar até ficar sem adversário, fez, pelo menos, três cruzamentos para o pior sítio; Barrientos esteve muito bem e parece jogar um nível acima de todos os companheiros do ataque. Grande início de campeonato. Rui Vitória já está satisfeito com os seus jogadores mais experientes (contra o Olhanense) depois de alguns jovens terem estado menos bem (contra o Porto).
segunda-feira, agosto 12, 2013
As simulações de Rui Vitória (1)
Depois de uma pré-época passada a usar o mesmo desenho da época passada, com um novo Ricardo a assumir uma ala, o treinador do Vitória resolveu testar um quarto centro-campista no jogo com o Gil Vicente. Perdeu 4x1. Voltou a insistir no mesmo desenho (leia-se adaptação de Barrientos) na Supertaça, juntou-lhe uma pressão alta que durou minuto e meio e estava a perder 2x0 ao quarto de hora. Mas fez mais: colocou Moreno no meio-campo e colocou Josué na defesa (com Freire no banco), deixando o seu titular experiente Leonel Olímpio no banco e deu a titularidade a Tomané no centro do ataque quando Maazou, contratado para ser o ponta-de-lança da equipa, estava disponível.
Perdeu e terminou o jogo a dizer que é uma equipa em construção e - cito, porque o ouvi - "estreámos 4 jogadores na primeira liga". Começamos a fazer contas e ficamos confusos:
- Pedro Correia tem 26 anos e tem 4 anos de experiência no estrangeiro (para além de um ano de Fátima a partilhar o flanco com Marco Matias e treinado pelo próprio Rui Vitória)
- Josué foi utilizado por Rui Vitória em 3 jogos da "primeira liga" da época passada, ainda que marginalmente e só não tem mais experiência por alguém não quis que tivesse; adicionalmente Leandro Freire, no Vitória há 4 anos e com mais de 1000 minutos de utilização na época passada, ficou no banco.
- Maazou, com 24 anos, foi contratado para ser o ponta-de-lança da equipa, tem experiência de 1.ª liga na Bélgica, França e Rússia (o CSKA pagou 5 milhões para o contratar em 2009)
- Tomané, com 20 anos, foi utilizado pelo Vitória na primeira jornada da "primeira liga" em 2010.
- Ricardo Gomes, o verdadeiro rookie que vem do Vizela.
Com este enquadramento, em que uma mistura abusiva de conceitos entre a estreia efectiva e a falta de experiência servem como solo fértil para a vitimização - de quem podia ter apostado em jogadores mais experientes que estavam no banco -, voltamos a viver um filme já visto na época passada e a renovar a impressão de que Rui Vitória ainda não percebeu quem é que lhe deu um título e qual deve ser o caminho seguir - por estratégia e não por acidente.
Perdeu e terminou o jogo a dizer que é uma equipa em construção e - cito, porque o ouvi - "estreámos 4 jogadores na primeira liga". Começamos a fazer contas e ficamos confusos:
- Pedro Correia tem 26 anos e tem 4 anos de experiência no estrangeiro (para além de um ano de Fátima a partilhar o flanco com Marco Matias e treinado pelo próprio Rui Vitória)
- Josué foi utilizado por Rui Vitória em 3 jogos da "primeira liga" da época passada, ainda que marginalmente e só não tem mais experiência por alguém não quis que tivesse; adicionalmente Leandro Freire, no Vitória há 4 anos e com mais de 1000 minutos de utilização na época passada, ficou no banco.
- Maazou, com 24 anos, foi contratado para ser o ponta-de-lança da equipa, tem experiência de 1.ª liga na Bélgica, França e Rússia (o CSKA pagou 5 milhões para o contratar em 2009)
- Tomané, com 20 anos, foi utilizado pelo Vitória na primeira jornada da "primeira liga" em 2010.
- Ricardo Gomes, o verdadeiro rookie que vem do Vizela.
Com este enquadramento, em que uma mistura abusiva de conceitos entre a estreia efectiva e a falta de experiência servem como solo fértil para a vitimização - de quem podia ter apostado em jogadores mais experientes que estavam no banco -, voltamos a viver um filme já visto na época passada e a renovar a impressão de que Rui Vitória ainda não percebeu quem é que lhe deu um título e qual deve ser o caminho seguir - por estratégia e não por acidente.
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segunda-feira, junho 17, 2013
A pouca-vergonha entre Paços e Porto e a naturalidade da contratação anunciada de Steven Vitória
A pouca-vergonha 1 A vergonha começa na escolha do estádio para disputar o playoff da Champions. Porque raio há-de o Paços de Ferreira escolher o estádio licenciado mais próximo do seu? Porque raio há-de querer jogar em casa mais próximo do local de residência dos seus sócios e adeptos, no mesmo distrito? Porque raio não disputam esta partida no Algarve, que na altura da eliminatória deve ter mais adeptos do adversário do Paços na Champions do que do próprio Paços? Uma vergonha.
A pouca-vergonha 2 A vergonha continua na escolha do treinador. Costinha, esse desconhecido do futebol mundial, que não consegue juntar 3 palavras com mais do que duas sílabas, com poucos contactos e que não conseguiu tirar o Beira-Mar com problemas financeiros do último lugar, em que já estava antes da sua chegada, vai treinar o europeu Paços. E todos sabemos onde jogou Costinha... Normal seria o Paços de Ferreira contratar um ex-treinador dos juniores do Benfica e ex-treinador da equipa-satélite do Benfica que pudesse continuar a treinar David Simão e Nélson Oliveira. Isso sim é o oposto da pouca-vergonha e de relações de dependência entre clubes, contribuindo para a transparência e verdade desportiva.
A naturalidade de uma contratação anunciada Por outro lado, do lado da luz e da transparência absoluta, em contraponto ao das trevas que assolam o futebol português, Steven Vitória, que sabe do interesse público do Benfica desde pouco antes da partida entre Benfica e Estoril para o campeonato (na qual fez uma excelente exibição), assinou, finalmente, pelo Benfica e está muito feliz. Os indignados com a pouca-vergonha entre Paços e Porto lembram que Vitória foi dos melhores em campo e esquecem que a questão não se põe do lado dos jogadores, deve por-se do lado de quem os provoca: quem as faz, naqueles momentos, sabe exactamente o condicionamento que pretende criar nos jogadores; Steven Vitória teve arcaboiço para aguentar, mas, por exemplo e em situações semelhantes, Jorge Ribeiro e Makukula falharam penalties, Vitor acabou expulso e fez-se expulsar antes de outro jogo, Jardel nem jogou.
A minha dúvida é se os indignados se esquecem. São 10 anos de propaganda a metralhar todos os adversários directos (já passou pelo Vitória, Sporting, Braga) com o apoio de pessoas importantes da comunicação social e outros meandros, logo é preciso compreender o efeito que estas campanhas têm.
A pouca-vergonha 2 A vergonha continua na escolha do treinador. Costinha, esse desconhecido do futebol mundial, que não consegue juntar 3 palavras com mais do que duas sílabas, com poucos contactos e que não conseguiu tirar o Beira-Mar com problemas financeiros do último lugar, em que já estava antes da sua chegada, vai treinar o europeu Paços. E todos sabemos onde jogou Costinha... Normal seria o Paços de Ferreira contratar um ex-treinador dos juniores do Benfica e ex-treinador da equipa-satélite do Benfica que pudesse continuar a treinar David Simão e Nélson Oliveira. Isso sim é o oposto da pouca-vergonha e de relações de dependência entre clubes, contribuindo para a transparência e verdade desportiva.
A naturalidade de uma contratação anunciada Por outro lado, do lado da luz e da transparência absoluta, em contraponto ao das trevas que assolam o futebol português, Steven Vitória, que sabe do interesse público do Benfica desde pouco antes da partida entre Benfica e Estoril para o campeonato (na qual fez uma excelente exibição), assinou, finalmente, pelo Benfica e está muito feliz. Os indignados com a pouca-vergonha entre Paços e Porto lembram que Vitória foi dos melhores em campo e esquecem que a questão não se põe do lado dos jogadores, deve por-se do lado de quem os provoca: quem as faz, naqueles momentos, sabe exactamente o condicionamento que pretende criar nos jogadores; Steven Vitória teve arcaboiço para aguentar, mas, por exemplo e em situações semelhantes, Jorge Ribeiro e Makukula falharam penalties, Vitor acabou expulso e fez-se expulsar antes de outro jogo, Jardel nem jogou.
A minha dúvida é se os indignados se esquecem. São 10 anos de propaganda a metralhar todos os adversários directos (já passou pelo Vitória, Sporting, Braga) com o apoio de pessoas importantes da comunicação social e outros meandros, logo é preciso compreender o efeito que estas campanhas têm.
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quinta-feira, junho 06, 2013
Menu de treinadores
Paulo Fonseca Pelo que se lê hoje, vai ser o escolhido para treinar o Porto. Mas como ontem era o Rui Vitória, acho prudente esperar mais um pouco.
Mourinho (e Queiroz) Estes (repetidos) episódios com Pepe e Cristiano Ronaldo, que acontecem quer com treinadores de juniores, quer com um dos melhores do mundo, mostram mais sobre as características dos jogadores do que das dos treinadores, não?
Ranieri Confesso que tenho andado um pouco à margem do mercado, mas desde que percebi que o treinador do Mónaco vai ser o italiano, que antecipo uma tragédia de proporções bíblicas. Pode ser só embirração, admito.
Mourinho (e Queiroz) Estes (repetidos) episódios com Pepe e Cristiano Ronaldo, que acontecem quer com treinadores de juniores, quer com um dos melhores do mundo, mostram mais sobre as características dos jogadores do que das dos treinadores, não?
Ranieri Confesso que tenho andado um pouco à margem do mercado, mas desde que percebi que o treinador do Mónaco vai ser o italiano, que antecipo uma tragédia de proporções bíblicas. Pode ser só embirração, admito.
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quarta-feira, junho 05, 2013
quinta-feira, maio 30, 2013
Play It Again, Sam # 129 - Yuck
Reparem no baterista. Quando não aguentarem mais o suspense, quando já não houver unhas para roer, imaginem o «vosso» treinador com uma peruca daquelas. Comigo resulta.
Música: "Get Away"
Álbum: "Yuck", 2011
Interpretação: Yuck
Música: "Get Away"
Álbum: "Yuck", 2011
Interpretação: Yuck
segunda-feira, maio 27, 2013
Os heróis do Jamor e a experiência
O tamanho do que se passou ontem percebe-se analisando os detalhes: para bater, numa final, o Benfica dos milhões com o mesmo treinador há 4 anos, conquistando a primeira Taça de Portugal da história do clube, o Vitória usou 5 portugueses sub-23 num onze com uma média de 23,7 anos e de 34,8 jogos na Primeira Liga Portuguesa, ou seja, o equivalente a pouco mais do que uma época completa (383 jogos de experiência contra, por exemplo, 226 de Luisão ou 160 de Cardozo, que pouco lhe servem para deixar de ser idiota).
A extravagância financeira da equipa é o argelino Soudani, que custou cerca de 600.000 euros, um pouco menos do que o Benfica pagou para ter Jorge Jesus, e já estará vendido para o Dinamo Zagreb por um valor entre 850.000 e 1 milhão de euros.
Douglas, 30 anos, 31 jogos (na Liga Portuguesa)
Kanu, 21 anos, 9 jogos
Paulo Oliveira, 21 anos, 18 jogos
El-Adoua, 26 anos, 49 jogos
Addy, 23 anos, 36 jogos
Leonel Olímpio, 30 anos, 102 jogos
André André, 23 anos, 24 jogos
Tiago Rodrigues, 21 anos, 20 jogos
Ricardo, 19 anos, 30 jogos
Soudani, 25 anos, 37 jogos
Amido Baldé, 22 anos, 27 jogos
A extravagância financeira da equipa é o argelino Soudani, que custou cerca de 600.000 euros, um pouco menos do que o Benfica pagou para ter Jorge Jesus, e já estará vendido para o Dinamo Zagreb por um valor entre 850.000 e 1 milhão de euros.
Douglas, 30 anos, 31 jogos (na Liga Portuguesa)
Kanu, 21 anos, 9 jogos
Paulo Oliveira, 21 anos, 18 jogos
El-Adoua, 26 anos, 49 jogos
Addy, 23 anos, 36 jogos
Leonel Olímpio, 30 anos, 102 jogos
André André, 23 anos, 24 jogos
Tiago Rodrigues, 21 anos, 20 jogos
Ricardo, 19 anos, 30 jogos
Soudani, 25 anos, 37 jogos
Amido Baldé, 22 anos, 27 jogos
quinta-feira, abril 18, 2013
Jamor e Europa
Muito além do que era esperado, com meia equipa de sub-23 portugueses. Está toda a gente de parabéns e a merecer festa.
domingo, abril 07, 2013
Mais uma vitória
Com desenho original de Tiago Rodrigues e Amido Baldé, uma dupla que insiste em repetir a fórmula, e depois uma parceria menos provável, mais pela magnífica abertura de Leonel Olímpio do que pelo golo de Soudani. Pelo meio, o já habitual Paulo Oliveira a antecipar-se a quase tudo, até quando tudo parece perdido.
Um ano depois, o Bitória tem menos 6 pontos, mas está muito mais perto do quinto lugar, do que a equipa que batia o Paços de Ferreira por 3x1 na 25.ª jornada do campeonato 2011/12, que era a seguinte: Nilson; Alex, Bruno Teles, Rodrigo Defendi, João Paulo; Pedro Mendes, Leonel Olímpio, Nuno Assis; Urreta, Paulo Sérgio, Soudani.
Um ano depois, o Bitória tem menos 6 pontos, mas está muito mais perto do quinto lugar, do que a equipa que batia o Paços de Ferreira por 3x1 na 25.ª jornada do campeonato 2011/12, que era a seguinte: Nilson; Alex, Bruno Teles, Rodrigo Defendi, João Paulo; Pedro Mendes, Leonel Olímpio, Nuno Assis; Urreta, Paulo Sérgio, Soudani.
sexta-feira, março 29, 2013
Cantinho do Vitória
Com uma vitória segura no Restelo, o Vitória está bem lançado para mais uma presença na final da Taça de Portugal, o que vem reforçar (ainda mais) a ideia de que não se perdeu absolutamente nada com uma aposta fortíssima na formação, ainda que não tenha sido essa a primeira opção da equipa técnica, que apenas a implementou - com extraordinário mérito - como último recurso.
Ricardo (a bisar!), Paulo Oliveira (o Ricardo Carvalho de Guimarães), Tiago Rodrigues (e os seus pés de veludo) e Amido Baldé (o tratamento que dá à bola é excepcional) são os nossos heróis e só podemos desejar que fiquem cá muito tempo. Pelo meio, nem se nota que anda ali a jogar um alteral esquerdo português de 19 anos, chamado Luis Rocha.
Nesta semana, de mais três rescisões por salários em atraso, que continuam lá, a vitória no campo do excelente Belenenses de Van der Gaag soube bem a dobrar.
Ricardo (a bisar!), Paulo Oliveira (o Ricardo Carvalho de Guimarães), Tiago Rodrigues (e os seus pés de veludo) e Amido Baldé (o tratamento que dá à bola é excepcional) são os nossos heróis e só podemos desejar que fiquem cá muito tempo. Pelo meio, nem se nota que anda ali a jogar um alteral esquerdo português de 19 anos, chamado Luis Rocha.
Nesta semana, de mais três rescisões por salários em atraso, que continuam lá, a vitória no campo do excelente Belenenses de Van der Gaag soube bem a dobrar.
segunda-feira, março 11, 2013
Pensava que não era possível, mas o stock de orgulho nestes putos continua a aumentar
Coisas estranhas Nos primeiros cinco minutos de jogo houve mais oportunidades de golo do que no Porto x Estoril.
Coisas ainda mais estranhas Num jogo de acontecimentos mil, veja-se o que acontece a Preto em 15 minutos de jogo: estreia-se na primeira liga, aos 19 anos, defende um penalty na primeira intervenção, sofre dois golos e vê a equipa marcar o golo da vitória nos descontos.
Coisas menos estranhas Makukula teve mais oportunidades de golo flagrante (4 remates na pequena área sem oposição) do que Wolfswinkel nos 3 últimos jogos do Sporting.
Coisas absolutamente fabulosas Tiago Rodrigues outra vez com uma assistência para golo de bola corrida; combinação entre Ricardo e Baldé, na área sadina, para o golo da vitória nos descontos, com menos um em campo.
Coisas que não se explicam As idades dos 10 bravos que estavam em campo no momento do golo da vitória: 19, 21, 21, 19, 26, 24, 21, 21, 19 e 30 (de Leonel Olímpio que, contagiado pela maravilha que o rodeia, foi visto a driblar adversários por duas vezes). Sete sub-21. Abençoadas mães que os pariram.
Coisas ainda mais estranhas Num jogo de acontecimentos mil, veja-se o que acontece a Preto em 15 minutos de jogo: estreia-se na primeira liga, aos 19 anos, defende um penalty na primeira intervenção, sofre dois golos e vê a equipa marcar o golo da vitória nos descontos.
Coisas menos estranhas Makukula teve mais oportunidades de golo flagrante (4 remates na pequena área sem oposição) do que Wolfswinkel nos 3 últimos jogos do Sporting.
Coisas absolutamente fabulosas Tiago Rodrigues outra vez com uma assistência para golo de bola corrida; combinação entre Ricardo e Baldé, na área sadina, para o golo da vitória nos descontos, com menos um em campo.
Coisas que não se explicam As idades dos 10 bravos que estavam em campo no momento do golo da vitória: 19, 21, 21, 19, 26, 24, 21, 21, 19 e 30 (de Leonel Olímpio que, contagiado pela maravilha que o rodeia, foi visto a driblar adversários por duas vezes). Sete sub-21. Abençoadas mães que os pariram.
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domingo, fevereiro 10, 2013
Cantinho do Vitória
É mais do que natural perder um jogo em que se fica com 10 jogadores desde os 4 minutos. Podemos desejarque se cumpra a lei em todos os jogos e em todos os lances que devem ser para vermelho (o que não acontece, nem nada que se pareça), podemos amaldiçoar a sorte, mas é completamente normal. E não foi um miúdo o causador do desequilíbrio, foi o experientíssimo Alex.
Concordo menos com as opções de Rui Vitória face à adversidade: colocou Ricardo na lateral direita (vá lá, não foi Bamba...), num jogo em que se passou a defender e chutar para a frente (para Baldé), quando o extremo seria o jogador ideal (o melhor em campo para esse efeito) para contra-ataques rápidos; trocou Barrientos por Soudani, para ficar com um bizarro desenho de 4x3x2 (com Baldé e Soudani!)... Matou a equipa. Voltou com a expulsão de Steven Vitória, mas já era muito tarde.
Concordo menos com as opções de Rui Vitória face à adversidade: colocou Ricardo na lateral direita (vá lá, não foi Bamba...), num jogo em que se passou a defender e chutar para a frente (para Baldé), quando o extremo seria o jogador ideal (o melhor em campo para esse efeito) para contra-ataques rápidos; trocou Barrientos por Soudani, para ficar com um bizarro desenho de 4x3x2 (com Baldé e Soudani!)... Matou a equipa. Voltou com a expulsão de Steven Vitória, mas já era muito tarde.
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segunda-feira, janeiro 28, 2013
Para Alvalade também chega
Já me canso de escrever sempre o mesmo e começam a faltar palavras originais para descrever os resultados do enorme Bitorinha. Vamos o que Rui Vitória vai fazer quando começarem a regressar os africanos do CAN (El Adoua ficou, afinal, pelo caminho, com muita injustiça). É uma das poucas coisas com que não concordo do que se tem escrito sobre o indiscutível mérito de Rui Vitória nestes resultados: quando podia - e devia - ter apostado nos jovens da casa, apostou nos trintões e em emprestados. O mérito dos resultados é todo dele, mas não foi ele que criou o caminho, aconteceu-lhe.
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segunda-feira, janeiro 21, 2013
Dias felizes
Está para chegar o dia - os dias - em que vai correr mal (desde que não seja contra o Belenenses...). Mas, por enquanto, está a correr tão bem e a superar largamente todas as expectativas, mesmo as mais optimistas, incluindo as minhas. Até Rui Vitória já se parece divertir com a maravilha que lhe está a ser dada: hoje, em Vila do Conde, para além dos habituais (Oliveira, o menos habitual Rodrigues, Ricardo, Matias e Baldé, que já bisa), entrou Luís Rocha (19 anos) no onze, e Josué (20 anos), Gonçalo (22) e, já agora, Crivellaro (23) acabaram a partida no terreno. Resultado? 3x1 no campo do Rio Ave, a equipa que Jorge Mendes encheu de emprestados (seus,) do Benfica, Porto e... Manchester United. É uma obscenidade de jogadores portugueses, jovens, da casa. É um gozo do caraças, dure o que durar.
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quinta-feira, janeiro 17, 2013
Juventude contra a crise
Que orgulho, pá! O Vitória chega às meias-finais da Taça depois de bater o Braga por 2x1, após prolongamento. É extraordinário que se faça isto num ambiente de crise instalada, com apenas três jogadores com mais do que 23 anos nos 14 utilizados, com 5 portugueses sub-23 no onze titular. É o Paulo Oliveira a cortar uma bola contra um Ruben Micael embalado na área, é o Tiago Rodrigues a fazer cortes com um chapéu ao adversário, o Ricardo "Sterling" a partir rins, é o (meu) Championship Manager tornado realidade, o futuro do clube - se existir - a ser acautelado e os resultados ainda não se ressentiram absolutamente nada.
Coach Vitória Não há como não admirar o trabalho - os resultados - de Rui Vitória, mas há muito a dizer sobre muitas decisões: que raio de ideia suicida foi aquela de colocar Siaka Bamba na lateral direita depois da lesão de Kanu? E Barrientos já é indiscutível, ou quê?
Douglas Sai uma estátua para o homem.
Coach Vitória Não há como não admirar o trabalho - os resultados - de Rui Vitória, mas há muito a dizer sobre muitas decisões: que raio de ideia suicida foi aquela de colocar Siaka Bamba na lateral direita depois da lesão de Kanu? E Barrientos já é indiscutível, ou quê?
Douglas Sai uma estátua para o homem.
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