Mostrar mensagens com a etiqueta carlos queiroz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta carlos queiroz. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, junho 18, 2013

Queiroz recoloca Irão no Mundial

Com uma vitória em casa da Coreia do Sul, por 1x0, o Irão também entra no Mundial. É a terceira qualificação para um campeonato do mundo do treinador, com países de três continentes distintos. No final, Queiroz foi dedicar um "toma" ao seleccionador coreano, autor de frases muito simpáticas durante a semana, e que teve que ficar à espera do resultado final do Uzbequistão 5 x 1 Catar, em campo, a ver a festa iraniana.

quinta-feira, junho 06, 2013

Menu de treinadores

Paulo Fonseca Pelo que se lê hoje, vai ser o escolhido para treinar o Porto. Mas como ontem era o Rui Vitória, acho prudente esperar mais um pouco.

Mourinho (e Queiroz) Estes (repetidos) episódios com Pepe e Cristiano Ronaldo, que acontecem quer com treinadores de juniores, quer com um dos melhores do mundo, mostram mais sobre as características dos jogadores do que das dos treinadores, não?

Ranieri Confesso que tenho andado um pouco à margem do mercado, mas desde que percebi que o treinador do Mónaco vai ser o italiano, que antecipo uma tragédia de proporções bíblicas. Pode ser só embirração, admito.

quarta-feira, novembro 14, 2012

Irão de Queiroz perde em casa

O tradicional 1x0 dos jogos asiáticos de Queiroz, desta vez,  saiu ao adversário, o Uzbequistão, trazendo nova vida à luta pelo apuramento para o Mundial 2014. A vitória teria sido um passo gigante rumo ao Brasil. Mas os apuramentos querem-se arrancados a ferros, de preferência no último segundo do play-off, não é?...

master kodro

segunda-feira, setembro 17, 2012

Queiroz 2 x 0 Resto do Mundo

Os rounds sucedem-se e o treinador mais odiado do futebol português continua a somar vitórias em instâncias independentes. Primeiro foi a brincadeira (com governo à mistura) do controlo anti-doping que o Tribunal Arbitral do Desporto reduziu a pó, agora foi a FPF a assumir a merda que fez, pagando para que o caso não chegue a julgamento. Até se compreende a posição da Federação - defender que o assalariado não respeitou a entidade patronal, levando a uma quebra de confiança, quando um representante da entidade patronal (o visado na alegada falta de respeito) confirmou em público que transmitiu ao seleccionador, nas vésperas de um jogo decisivo, que não acreditava nele, nas suas capacidades, não é o melhor dos argumentos para apresentar em tribunal.

Mas o processo nunca termina: é óbvio que o mensageiro oficial dos interesses instalados na Federação (entidade que assinou um documento, fruto de acordo privado, a defender que não devem voltar a pronunciar-se sobre o assunto) tinha que tentar passar o odioso para o treinador: receber 2 milhões sem fazer nada, nos tempos que correm, é pouco menos do que insultuoso. A imagem do treinador junto do público, amplamente trabalhada durante anos, fará o resto.

Mas ainda vamos descobrir que nem o melhor treinador do mundo resiste às tristezas encomendadas de Cristiano Ronaldo. É que - e recordo-me de uma excelente discussão com o shankly sobre este assunto - não tenho dúvidas que Queiroz é o primeiro responsável pelos poucos golos que o craque marcou no seu consulado, porque marcou sempre em qualquer outro lado e com qualquer outro treinador na selecção. Resta explicar porque é que Edinho marcou tantos golos como ele.

master kodro

quarta-feira, julho 04, 2012

Portugal, o presente e o futuro

A participação de Portugal no Euro 2012 foi muito boa. Não porque tenha sido uma performance de enorme brilho, coragem e futebol ofensivo e positivo (como, por vezes, se lê), mas porque foi guiada por uma visão pragmática que reconhece superioridade aos adversários que são, de facto, superiores, e porque conseguiu ultrapassar todos os adversários de valia equivalente ou inferior.

Uma análise fria dos números mostra-nos que só Inglaterra, Grécia e República da Irlanda tiveram uma percentagem de posse de bola por jogo inferior a Portugal, o que demonstra uma aposta clara na defesa (com ou sem pressão, mais ou menos alta) e no contra-ataque. A tendência para o passe longo (logo, mais arriscado) influiu também na sua qualidade: 66% de passes certos, um valor superior apenas ao das selecções da República da Irlanda e Grécia e igual ao dos croatas.

Portanto, não assistimos - longe disso - a nenhum espectáculo de ataque e coragem (como a dos italianos contra os mesmo adversários, uma coragem que pode ter resultados e custos), mas sim a um exercício calculista, que não critico, bem pelo contrário, aplaudo, tal como aplaudi há 2 anos, em circunstâncias semelhantes (na valia da equipa, na valia dos adversários e com um calendário extremamente exigente).

Continua a ler-se que estivemos muito perto de ultrapassar os espanhóis - o que não é mentira - mas não nos podemos esquecer que quem fez mais por passar foram eles, mudando inclusivamente o cariz da equipa, abrindo o jogo às alas (faz-me confusão que se invoque o cansaço no prolongamento, quando a outra equipa é formada por jogadores do Real e Barça e teve menos dois dias de repouso desde o jogo dos quartos-de-final).

Por fim, tivemos novamente uma absoluta fixação em Cristiano Ronaldo.  Portugal fez 80 remates durante o torneio, dos quais 35 foram do avançado. Talvez seja inevitável, mas até nisso o jogo nacional se torna demasiado previsível para os adversários - até à exacta medida em que Ronaldo o torne imparável e ele tem armas para o fazer, mas não é todos os dias, como é óbvio.

E o futuro? Ainda há matéria prima para fazer uma selecção competitiva, mas não sei durante quanto mais tempo isso vai durar. Já aqui deixei pistas para o que se está a passar no campeonato português, com um conjunto de sobreviventes portugueses a quem ainda é permitido jogar nos clubes da primeira divisão, deixo agora dados mais específicos relativos a esta realidade.

Estes são os 23 jogadores portugueses, até aos 25 anos de idade (já não estamos só a falar de promessas), que fizeram pelo menos 1350 minutos no campeonato nacional 2011/12, ou seja metade do tempo possível de utilização (com a idade à frente):

João Moutinho (25), Hélder Barbosa (25), Rui Patrício (24), Rúben Ferreira (23), Luís Neto (24), Candeias (24), André Pinto (22), Wilson Eduardo (21), Salvador Agra (20), Daniel Faria (25), Hugo Vieira (23), Yohan Tavares (24), Joãozinho (23), Nuno Coelho (24), Cedric Soares (20), Adrien Silva (23), Ivo Pinto (22), Tiago Pinto (24), Vítor Gomes (24), Yazalde (23), Mika (24), Ludovic (22) e Manel Curto (25).

São estes que vão fazer o futuro? Não me estou a lembrar de muitos jogadores sub-25 que joguem lá fora regularmente, para além de Coentrão e Castro. As equipas B vão ser uma boa oportunidade se não se encherem de jogadores estrangeiros como os maiores formadores nacionais já fizeram nas suas equipas sub-19. Temos uma selecção sub-19 a jogar um Europeu (com grande jogo frente aos papões espanhóis já esta semana) e não sei se são todos titulares nos seus clubes (mas posso tentar saber*). Este panorama, a médio prazo, é ligeiramente deprimente. Era bom que alguém pusesse mão nisto, na Liga, na Federação, nos clubes. Por exemplo, eu acho que seria bem mais interessante que um director da Federação viesse a público alertar para estas questões do que estar constantemente a responder a declarações que não foram feitas ou que jornalistas fizessem o mesmo em vez de alimentarem essa mesma mentira. Mas isso é pedir demasiado.

ps - Uma pesquisa à fase final do nacional de sub-19 mostra que a esmagadora maioria dos jogadores são portugueses.(*)

master kodro

sexta-feira, junho 29, 2012

A Mamona e a pergunta

- Patrícia Mamona conquistou a medalha de prata no triplo salto, em mais uma extraordinária exibição, com record nacional na prova mais importante da vida da atleta, nos Europeus de atletismo. Da caminha com amor, Marco Fortes é o quinto melhor lançador de peso europeu (numa prova em que o alemão vencedor ganhou com um metro de vantagem sobre o segundo...).

- Tem vindo a ser alimentado há semanas por toda a gente, e como ainda não me conseguiram explicar e a questão voltou a ser abordada hoje, volto a perguntar com esperança que alguém me mostre: quais foram os dois momentos - quero as palavras - em que Carlos Queiroz terá posto em causa o planeamento desta fase final. É importante sabermos isto. Recordo as palavras de Carlos Queiroz sobre a preparação para o Europeu da responsabilidade de Paulo Bento, depois dos maus resultados nas últimas partidas de preparação:

"Os nossos jogadores têm experiência e qualidade suficientes e, quando chegar a hora, metem a 5.ª e a 6.ª - há jogadores em seleções que ainda só meteram a 1.ª e a 2.ª - e as coisas voltarão ao normal. Infelizmente, há grandes estrelas do futebol que, depois de épocas fatigantes, não conseguem recuperar totalmente. Neste momento, as seleções estão a preparar os jogadores, o quanto possível, para depois os 'libertarem' na velocidade máxima"

"Os jogadores e Paulo Bento sabem disso: as altas velocidades têm de ser guardadas para a fase final. Numa fase de preparação não podemos apertar com os jogadores, numa fase em que é preciso regenar e refrescar. Estou confiante que os jogadores e equipa técnica vão pôr em prática um pensamento estratégico para se qualificar para a 2.ª fase"

master kodro 

terça-feira, junho 12, 2012

A Hora do Euro (7)

- O grande Shevchenko voltou ontem ao topo. Imagino o que lhe passe pela cabeça, a responsabilidade que deve sentir de levar a selecção às costas nesta oportunidade única. Até começou mal, tentando rematar com pouco ângulo com dois parceiros a caminho da zona frontal de remate, mas acabou a fazer aquilo que sempre fez: golos e mais golos. E tem boa companhia nas alas, com os miúdos Yarmolenko e Konoplyanka. Hesitem, ingleses (e franceses), hesitem...

- Alguém com uma carteira de jornalista pegou num gravador para falar com um ex-director da FPF que abriu a boca para dizer que Queiroz deve estar calado e não deve falar sobre a selecção, porque não tem conhecimento sobre o que se está a passar e que a preparação para esta fase final começou muito antes da mudança de direcção na FPF. É (será?) uma resposta a declarações de Queiroz, em versão curta e versão comprida, que abordam episódios da preparação da anterior fase final e não desta. Amândio Carvalho aproveita para dizer que, pelo que disse, Queiroz não é uma pessoa bem formada. Sobre Manuel José, a notícia não fala de nada. Aliás, parece-me oportuno lembrar as palavras de Queiroz sobre a preparação para esta fase final, numa altura de maus resultados. E a pessoa com carteira de jornalista fez uma notícia com isto, sem questionar absolutamente nada. Deu um título. Bravo.

- Jorge Costa (PT FC) é o líder da nossa fantasy do Euro 2012 no final da primeira ronda com os 59 pontos que esta equipa lhe deu: Hart; Andy Cole, Piszczek, M. Olsson; Shirokov, Dzagoev, Ribéry, Marchisio; Benzema, Lewandowski (c), Gomez. E Jordi Alba ainda está no banco. Muito bom.

master kodro

sexta-feira, junho 08, 2012

A Hora do Euro (4)

- Low mantém Lahm na esquerda no jogo com Portugal.

- De Rossi continua a ser testado numa defesa italiana de três, naquela que parecer ser a pior selecção italiana de que me lembro.

- Aqui, Fernando Santos não tem dúvidas sobre o onze. Tirando o Feftatzidis...

- Embora Humberto Coelho não tenha respondido a uma palavra do que Queiroz disse (como é óbvio, porque nada lhe foi dirigido), a comunicação social toda encontrou um saco comum "Manuel José e Carlos Queiroz" nas declarações do responsável da FPF. Hoje, é Manuel José que enxota as declarações de Queiroz. É de loucos. Se for preciso alguém ter culpa, a culpa ainda vai ser toda dele, um dia. Ele que tem uma visão optimista para o Europeu.

- Coelho também podia ter escolhido melhor data para falar do pagamento de impostos em território nacional, quando um membro da FPF está a ser julgado por alegadamente fazer o oposto.

- Mais interessante do que esta luta de palavras é a referência a João Rodrigues. Este homem está em todo o lado e não aparece em lado nenhum. É Deus?

master kodro

terça-feira, junho 05, 2012

Hora do Euro 2012 (2)

- Para além do tradicional pessimismo (podemos chamar-lhe amargura?) de Manuel José e do optimismo de Carlos Queiroz, continua o excesso de informação irrelevante sobre a selecção portuguesa. Às vezes roça o insuportável.

- O top40 dos melhores jogadores no Euro 2012 para a ESPN. Falta a publicação do primeiro, mas nem é preciso esperar para sabermos quem é, pois não?

master kodro

sexta-feira, novembro 04, 2011

O que mudou dois anos depois

Na convocatória da selecção para o confronto com a Bósnia do play-off:

Eduardo
Rui Patrício
Hilário (Beto)
Paulo Ferreira - retirou-se a 30-08-2010 (João Pereira)
Miguel - retirou-se a 09-09-2010 (Sílvio)
Fábio Coentrão
Duda (Ruben Amorim)
Pepe
Ricardo Carvalho (Sereno)
Rolando
Bruno Alves
Ricardo Costa (Danny)
Miguel Veloso
Raúl Meireles
João Moutinho
Tiago - retirou-se a 17-01-2011 (Ruben Micael)
Deco - anunciou retirada pós-Mundial a 05-02-2010 (Carlos Martins)
Cristiano Ronaldo
Nani
Simão - retirou-se a 27-08-2010 (Quaresma)
Liedson (Nuno Gomes)
Hugo Almeida
Edinho (Postiga)

master kodro

quinta-feira, outubro 13, 2011

Cala-te Queiroz

Ninguém quer saber a opinião do ex-seleccionador. Ninguém, aparentemente, quer mesmo saber o que Queiroz disse e não o que se quer fazer crer que Queiroz disse, mais uma vez. Quem quiser analisar as declarações de Queiroz percebe que ele se está a referir a uma fase de qualificação completa, incluindo os dois primeiros jogos dos quais esteve afastado, sem poder prepará-los convenientemente, fruto de um castigo patrocinado pela FPF, com a assinatura de um senhor que nas vésperas de um jogo decisivo, um senhor com a pasta das selecções, transmitiu ao seleccionador que não acreditava nele, entre outras situações menos claras, como a marosca do doping, que não convenceu ninguém, nem teve os resultados esperados.

Pelos vistos, também Paulo Bento não quis perceber a mensagem que Queiroz quis deixar. Uma mensagem que é clara e que é solidária para o próprio Paulo Bento. Queiroz não disse que ganharia todos os jogos treinados por Paulo Bento, como toda a gente quer fazer crer. A intervenção de Queiroz tem uma segunda parte, dirigida a Bento, em que transmite o seguinte:

"Ele que se concentre, prepare a equipa, isole-se e não ligue a essa bicharada, a esses dinossauros todos, que são pessoas que só destroem o futebol. Ele que medite no que aconteceu aos selecionadores portugueses. Todos eles acabaram mal e com a sua carreira e imagem absolutamente erradas, porque como se sabe esse país está entregue à bicharada."

Portanto, cala-te Queiroz, porque tudo o que disseres, vai ser escrito e difundido ao contrário e ninguém tem nada a ganhar com isso.

master kodro

quarta-feira, março 30, 2011

A palavra de Queiroz, ainda, pelos vistos

Já aqui fizemos um post sobre este assunto, mas não há maneira de alguma coisa mudar. Na sequência da decisão do TAS, passou-se o seguinte:

1. Queiroz disse: "Talvez seja mais fácil agora, o dr. Gomes Pereira dizer exatamente o que passou nos testes de controlo ao Liedson. Perguntem-lhe o que se passou".

2. Como é óbvio, se é Queiroz que o diz, mesmo que não tenha lógica, vamos todos presumir que está a insinuar que Liedson jogou dopado ou algo semelhante. Fez-se em jornais, fez-se em blogs, fez-se em espaços de debate (do clube supostamente visado), como aqui, em que se escreveu:, com base apenas na notícia do ponto 1: "Ainda não vi aqui estas notícias, basicamente esta pessoa, que de de Senhor não tem nada, volta a mostrar todo o seu ódio ao Sporting. Insinua que Gomes Pereira sabia de irregularidades nos controlos anti-doping de Liedson.".

3. Respondeu o clube em comunicado e falou Pepe, do alto da sua inteligência. Primeiro, o excerto do texto do jornalista: "Em relação às críticas do ex-selecionador a Liedson". Críticas? Depois responde Pepe: "Essa crítica não foi só para o Liedson. Foi também para o Deco e para outros jogadores. Na altura ficamos bastante sentidos, porque o ambiente já não era o mesmo. E se foi o Queiroz que convocou o Liedson não sei porque agora o critica. Não tem razões para o criticar, porque foi um jogdor que sempre deu tudo pela Seleção".

4. Portanto já tivemos críticas e insinuações de Queiroz relativamente a Liedson. E para todos os outros jogadores da selecção, claro.

5. Queiroz dá uma entrevista e diz o seguinte (com frases pelo meio, mas o que aqui está, da autoria do Mais Futebol, foi dito e corresponde à ideia transmitida) sobre este assunto: "Os jogadores da selecção são controlados quase todas as semanas nos clubes. Ele não está a controlar o Senegal, está a controlar a sua selecção nacional. O que leva o presidente da Adop a fazer dois controlos antidoping na Covilhã? Não teve nenhum pudor em mandar duas brigadas para a Covilhã. O Caso de Liedson está acima de qualquer suspeita. O Liedson, como alguns atletas, requerem estudos mais apurados. Mas fazer quatro testes em quatro meses numa atitude exaustiva é uma atitude persecutória."

6. É claro, é absolutamente compatível com o que foi dito no ponto 1, é absolutamente compatível com a reacção a uma perseguição que diz que sempre lhe foi feita por parte da entidade que alegadamente o perseguiu e, na opinião dele, aos jogadores da selecção, incluindo Liedson. Numa situação normal (ok, num país normal), era hora de pedidos de desculpa começarem a chover, de revisão de utilizações abusivas de palavras como "insinua", "critica", "intranquiliza". Mas não, senhores.

7. O que é que se escreve num artigo, com direito a destaque na versão online durante toda a última segunda-feira, depois da entrevista de Queiroz? O seguinte, depois do título "Liedson nega doping após suspeitas de Queiroz": "O internacional Liedson reagiu ontem às insinuações do ex-selecionador nacional Carlos Queiroz, de que teria acusado positivo num exame antidoping em janeiro do ano passado. Em entrevista ao diário brasileiro “Lance”, o Levezinho, de 33 anos, desmentiu o técnico e deu o assunto por encerrado. “Nada tenho de explicar a Queiroz e nem a ninguém. Não aconteceu nada e quem tinha de explicar já falou sobre o acontecido”, referiu o avançado do Corinthians. Recorde-se que no próprio dia em que o treinador levantou suspeitas sobre Liedson, o Sporting, ex-clube do jogador, emitiu uma nota oficial e esclareceu que as avaliações tiveram de passar por estudos complementares. Os leões garantiram ainda ter documentos emitidas pela Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP) que certificam os testes."

8. Queiroz, aqui só te safas quando os mandares para a puta que os pariu, para além de para a cona da mesma, como diria o Paulo Sousa.

master kodro

quarta-feira, março 23, 2011

Decisão TAS

E eis que uma entidade externa, com todos os dados em seu poder, sem ser parte interessada de nenhuma forma, muito menos a julgar em causa própria, dá razão a Carlos Queiroz. Não é grande novidade e já disse tudo o que tinha a dizer sobre o assunto. Lembro-me só ao ponto que esta cambada de filhos da puta (não em sentido literal, como a cona da mãe foi tratada) chegou na campanha, vulgo polvo, orquestrada de alto a baixo do sector do futebol: Joaquim Rita e Jorge Baptista a desenvolver teorias filosóficas sobre se teria sido Carlos Queiroz a fazer a geração de ouro ou se teria sido a geração de ouro a fazer Queiroz. É para eles, esta decisão - e para os outros todos que participaram na festa.

master kodro

sexta-feira, novembro 19, 2010

Scolari continua a fazer escola em Portugal

"Com o Paulo Bento na Selecção, sou um torcedor incondicional e que vibra com todas as vitórias de Portugal."

master kodro

quinta-feira, outubro 07, 2010

É fazer as contas

Uma verdadeira lição de como intoxicar as mentes, é o que vos proponho, apenas mais uma de várias tentadas no passado recente. E é porque o conseguem que fico preocupado.

Um título da Bola dizia ontem que "Portugueses voltam a estar com a selecção - muita gente no primeiro treino de Paulo Bento".

O Jogo concretizava o que a Bola esboçara: "O divórcio entre o público português e a Selecção Nacional parece ter terminado, pelo menos por aquilo que se viu ontem em Óbidos, onde a equipa das Quinas realizou o primeiro treino sob a liderança de Paulo Bento, o sucessor de Carlos Queiroz. Nas bancadas estavam mais de mil adeptos para assistir à estreia do novo seleccionador, mas também para ver de perto os craques portugueses. "

Imaginem o que se diria se no treino estivessem 3.000 adeptos, como no primeiro que antecedeu o jogo com Chipre.

A outro nível, o maisfutebol fala num primeiro esboço de Bento, em 4x3x3, com "muitas novidades", ou seja, considerando que Pepe e Ronaldo voltam após lesão, estamos a falar de... Carlos Martins a entrar para o lugar de Bruno Alves (recuando Pepe).

master kodro

segunda-feira, outubro 04, 2010

Carlos Martins

É um dos meus jogadores portugueses preferidos, sempre foi. Por isso era da opinião que, quando jogava no Sporting ao nível que está a jogar agora no Benfica, não só era seleccionável como tinha tudo para ser, de facto, convocado na altura. Nem me vou dar ao trabalho de recuperar o que foi escrito a esse respeito, porque quem o fez sabe o que escreveu. Vou resumir com a "falta de talento", para ser simpático. Depois passou a maçã podre, dispensável, dispensado, quase oferecido, com uma cláusula de salvaguarda risível e depois ignorada por quem a criou. Foi para o Benfica, onde encontrou o seu espaço, num plantel campeão nacional. Pediram-me um balanço, há uns tempos, em jeito de provocação. Por falta de tempo não o fiz. Tenho dúvidas que mo peçam agora.

A sua ausência da selecção nacional foi um dos maiores erros de Carlos Queiroz dos últimos anos. Claro que não foi titular indiscutível no Benfica, mas na selecção a posição de médio ofensivo, para além de Deco, nunca teve titulares indiscutíveis. Queiroz explicou a sua ausência com a presença de Danny, o que seria defensável, mas que nunca ocupou a posição, sendo sempre utilizado nas alas. Martins devia ter sido o nome. Volta a sê-lo - espero que seja mesmo - com quem um dia o escorraçou com direito a insulto público. A selecção, sempre dependente de talentos (que nem sempre gostam de sujar os calções contra as Arménias e os Chipres), precisa deste tipo de gente, sem medo de arriscar para ser feliz, com garra para conquistar o mundo e capaz de pôr um estádio em delírio com uma bomba de raiva e um festejo a condizer, como o golaço com que Carlos Martins derrotou o Braga ontem.

master kodro

quarta-feira, setembro 22, 2010

Bravo, Amândio...

Magníficas declarações, as que Amândio Carvalho proferiu ontem, depois de ter ficado decidido que Paulo Bento será o novo seleccionador nacional. Assumiu que foi o único membro da FPF que votou contra a contratação de Carlos Queiroz, que bem avisou e que "deu no que deu" - traduzindo, a terceira melhor campanha em Mundiais da selecção portuguesa. Pelo meio aceitou ser chefe de comitiva no Mundial, ao mesmo tempo que era vice-presidente para a área administrativa, com tudo o que isso implica.

Infelizmente os media não transcreveram todas as suas palavras. Confirmou que se dirigiu a Queiroz para dizer "Carlos, não acredito em ti". Não se lembra se foi antes do jogo com a Bósnia, ou antes do jogo com a Hungria, mas também diz que isso não interessa. De facto pouco importa quando foi. Antes de um jogo decisivo para o apuramento da selecção para o Mundial, um vice-presidente da Federação, que votou contra a sua contratação, resolveu dirigir-se ao seleccionador para lhe dizer que não acreditava nele. Nada me parece mais apropriado.

Oxalá Paulo Bento tenha a paz e a solidariedade que faltou a Queiroz.

master kodro

quinta-feira, setembro 09, 2010

Consumatum est

"FPF anuncia saída de Carlos Queiroz". Parece que Paulo Bento é o senhor que se segue. O segundo lugar dá apuramento para o play-off, talvez se venha a revelar uma boa opção. No entretanto, Miguel renunciou à selecção (mais um que adora representar as quinas quando precisa de lançar a carreira e que cospe para o prato onde comeu quando já não tem mais fome). Suponho que se seguem declarações idênticas de Miguel Veloso, Moutinho, Liedson, Djaló, Carlos Martins e Varela.

katanec

Queiroz (último take)

Nas próximas horas, Queiroz deverá deixar de ser seleccionador nacional. Observando o campo minado que sempre pisou, só me surpreende que tenha resistido tanto tempo. Na verdade, Queiroz enfrentou permanentemente um lóbi que sempre se empenhou em precipitar a sua queda. Este grupelho - que integra ex-dirigentes ansiosos por regressar à ribalta, jornalistas que exigem beneficiar de "relações privilegiadas" com os agentes do futebol (algo que Queiroz nunca lhes deu) e treinadores medíocres rancorosos - organizou-se há muito com o único propósito de queimar o seleccionador em lume brando.

O que fez o grupelho? Lançou uma nebulosa sobre o próprio valor da selecção nacional, descrevendo-a como extraordinária, fazendo esquecer que ela já entrara em declínio desde 2006 (nos resultados e na qualidade de jogo) e desvalorizando a perda de referências máximas (Figo, Rui Costa, Pauleta). Simultaneamente, menorizou os obstáculos ("grupo fraquíssimo", com Dinamarca, Suécia e Hungria) e, neste quadro, exigiu o céu a Queiroz, embora o grupelho soubesse da insensatez de tal exigência.

Ao surgimento do primeiro mau resultado, culpou-se de imediato o seleccionador. A excelente exibição (contra a Dinamarca, em casa) pouco importou. Seguiu-se uma campanha quase diária nos jornais, antecipando uma eliminação que nunca chegou a ser provável, quanto mais inevitável. "Adeus África" tornou-se um mote e uma esperança (e uma capa de jornal, já agora). Na ausência de tal insucesso, falou-se em "milagre", nunca em mérito de Queiroz.

No Mundial, prolongou-se a cena. Grupo de novo facílimo, exigência de vitórias (gordas) e um título mundial. Ao mesmo tempo, prenunciou-se a desgraça, a humilhação, a vergonha (pois se tínhamos Queiroz...). Adiado o apedrejamento (com dois empates e um 7-0), pediu-se de novo o céu contra o campeão europeu (e futuro campeão mundial). A derrota, por 1-0 num golo fora-de-jogo, precipitou uma há muito orquestrada crucificação do técnico, sempre cobarde, sempre incompetente.

A machadada final surgiu na forma do mais kafkiano processo do futebol português, repleto de buracos e hipocrisia. Odiado por ser um "intelectual" e "falar bem demais", Queiroz acaba queimado na fogueira por ser um bruto e um mal-criado. A incoerência faz sentido: afinal de contas, Queiroz tornou-se no bode expiatório de todos os males nacionais, das bolas no poste aos frangos de Eduardo, das trapalhadas do Governo ao excesso de estrangeiros na liga portuguesa. Se Portugal ganhasse ao Chipre e à Noruega, seria "apesar de Queiroz". Perdendo, seria "por culpa de Queiroz". Ganhando, era dispensável. Perdendo, é responsável. Xeque-mate.

katanec

quarta-feira, setembro 08, 2010

Noruega 1 x 0 Portugal

Uma derrota histórica contra os noruegueses era tudo o que não se pretendia deste jogo. Temos a obrigação de ser melhores do que os noruegueses e não o fomos. Acabámos o jogo a partilhar oportunidades, sem nunca demonstrar superioridade, contra um adversário que, tradicionalmente, não é do nosso campeonato, o que é deprimente. Tão deprimente como ver uma selecção com 3 médios centro a jogar futebol directo contra um adversário destes. Se não marcámos por não conseguir construir jogo consistente e criativo, perdemos graças a mais um erro individual completamente despropositado - de uma escolha de Queiroz (e de muita gente também).

Queiroz, neste momento, está morto e enterrado. Toda a gente com responsabilidades contribuiu para que isso acontecesse - e ele também. O que interessa agora é continuar a acreditar no apuramento (seja quem for que lá estiver) e esperar que os mesmos de sempre não façam o mesmo ao próximo seleccionador. Que lhe dêem condições, por um lado, e que não o lixem, por outro. É tudo o que se deseja. Da minha parte vou continuar a mostrar o que se fez e a torcer incondicionalmente pela selecção.

master kodro