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sexta-feira, abril 11, 2014

Narrativas cómicas

Em tons de azul Que Paulo Fonseca, inteiramente moldado pela sua (extraordinária) experiência de pão-e-água no Paços de Ferreira, abdique de dois dos melhores médios que existem no campeonato (e, no caso de Quintero, que passou pelo futebol português nos últimos anos), até se compreende, porque o homem mostrou que não sabe mais do que aquilo fora da zona de conforto. Agora que este senhor que está no Porto, depois de ver o que aconteceu ao outro, depois de ver o que é o futebol do Porto com Quintero, depois do jogo da primeira mão, insiste num trio de meio-campo formado por Defour, Carlos Eduardo e Herrera, presume-se para defender o resultado - e que bem que correu - e ainda consegue ser expulso, algo que nem Quaresma conseguiu, é digno de anedotário.

Em tons de encarnado Sálvio arranca na direita junto ao meio-campo, leva tudo à frente sem deixar prisioneiros, cruza uma bola larga que uma seta chamada Rodrigo aconchega no caminho da baliza, à entrada da pequena área. Neste preciso momento, Cardozo está quase a chegar à linha da grande área. Todo o jogo foi mais um espectáculo de inadaptação aos colegas, à baliza, à bola - ao mundo. Jesus é incapaz de pensamentos tão elaborados, mas, neste momento, colocar Cardozo em campo é bem capaz de ser a vingança perfeita.


Quantos metros perdes em 50? Sálvio assumiu o drible, o sprint e leva a bola; ao lado Cardozo já iniciou o sprint (ok, aquilo...); em baixo, na mesma linha, Rodrigo ainda não começou o sprint, tal como os dois jovens de encarnado que vêm atrás e que vão chegar à área ao mesmo tempo do que Cardozo.


Taça Astrocosmo Não se esqueçam dos palpites até esta noite, às 20:00, hora de início da jornada com o Académica x Vitória de Setúbal.

domingo, setembro 22, 2013

Muito bem, rapazes

O jogo já era difícil por natureza, contra uma equipa que investe ao ritmo de três dezenas de milhões por ano nos últimos cinco. Junte-se-lhe menos 48 horas de descanso da jornada europeia, a correspondente inexperiência para lidar com essas situações, em cima deste peso físico, meia hora de inferioridade numérica graças a um rigor que esteve ausente um quarto de hora antes e tem que se aceitar que os bravos vitorianos não tenham conseguido fazer mais. Não foram inferiores em nada, do princípio ao fim.

Foi também um jogo de tradições: Cardozo marcou; marcou com a ajuda essencial de um defesa; o Benfica ganhou com Bruno Esteves; o Vitória perdeu com ele.

ps - Ver um treinador a bater em polícias, também teve a sua piada.

quarta-feira, setembro 18, 2013

Cardozo, o driblador

O excelente momento de Cardozo serve para exemplificar o que foi o jogo de ontem e que diz tanto da qualidade ofensiva do Benfica como da inépcia defensiva dos belgas. Um drible em 20 m2 com direito a rata, seguido de finta curta para a linha, que entusiasmou os meus vizinhos benfiquistas tanto como os golos marcados por Luisão e Djuricic. Foi um domínio quase absoluto que só não acabou em goleada porque Markovic esqueceu-se que tem colegas de equipa e porque Cardozo, obviamente, está a guardar os golos para Guimarães. Nota ainda para André Almeida que teve muitos momentos de qualidade durante o jogo e para a velocidade de Siqueira, talhada à medida do que Jesus pretende para aquele lado. O PSG também fez o seu trabalho com distinção na Grécia, o que não é de menosprezar nas contas do apuramento.

sexta-feira, junho 21, 2013

Lebron James, Confederações e Cardozo

King James Lebron avisou, enough is enough, e quando Lebron avisa normalmente cumpre.

Taça das Confederações Está a ser delicioso: Neymar a partir tudo, um fabuloso Itália 4 x 3 Japão, um Tahiti que festeja um golo quando leva 6 da Nigéria (nem tanto quando leva 10 de Espanha), o Uruguai a jogar com Forlan, Suarez e Cavani no onze (esta madrugada). Muito bom.

Cardozo Pensava que era hoje que não havia novidades sobre o processo de transferência do paraguaio, mas enganei-me.

sexta-feira, maio 03, 2013

O regresso dos sprinters encarnados

Em excelente hora e em claro contraste com os últimos jogos, os jogadores do Benfica fizeram uma excelente exibição, de completo domínio técnico e físico do adversário, que lhes permitiu gerir todas as incidências do jogo, sem sobressaltos de maior, inclusivamente quando tiveram que ultrapassar o golpe do penalty que resultou no 1x1. E desta vez conseguiram-no durante a totalidade dos 90 minutos, o que é algo que merece amplo destaque, principalmente nesta fase da época. Cardozo, que tem andado desaparecido, também resolveu aparecer para decidir a eliminatória a favor do Benfica, com dois golos, sendo o primeiro um primor de técnica.

O Benfica junta-se, assim, aos feitos europeus lusos da última década, conseguidos pelo Sporting e pelo Braga e espera-se que consiga ultrapassar o papão Chelsea e juntar-se ao Porto na lista de vencedores da Liga Europa.

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

O campeonato mais forte do mundo

"Convém dizer". Nunca Jesus escolheu tão bem as palavras. Convém dizer.

A segunda mão deu-nos dose repetida: o melhor foi Artur, que, ao brilhantismo a defender, juntou-lhe o pormenor de ser mais perigoso do que Cardozo a atacar. E houve o golo de Ola John: um espectáculo.

sexta-feira, fevereiro 15, 2013

Grande resultado do Benfica

Melhor do que a exibição que, na segunda parte, nem foi nada de especial... Chegou a parecer milagroso que o Leverkusen não tivesse marcado (o que, a acontecer, não invalidaria um grande resultado dos encarnados). Os jornais já elegeram, de véspera, o herói do jogo, mas, para mim, foi Artur o grande herói - também necessitado de acertar contas com os adeptos. Olhando bem para a jogada do golo, ela começa com (mais) uma péssima recepção de Cardozo, que perde a bola (e o seu rasto), e foi graças a André Almeida que a jogada prosseguiu e chegou ao paraguaio, que fez aquela pequena maravilha perante a saída do guarda-redes.

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

Chorar por e com Cardozo

O país mediático chora com Cardozo e por estas coisas que lhe acontecem. Um gajo fica na dúvida se alguém para além de Pedro Proença, o demo, fez algo de errado. Pedro Aldave, o empresário de Cardozo, é a voz mais importante do momento:

"Já passou por muitas situações e nunca se ouviu falar mal dele. A reação dele após a expulsão não foi boa, mas era nervosismo. Espero que entendam isso e que não prejudiquem o jogador"

"Cardozo não está contente com o resultado. Falei com ele no final do jogo e estava triste com a expulsão que, na minha opinião, foi injusta"

"o Conselho de Disciplina decida, tendo em conta o contexto dos acontecimentos e o facto de Cardozo não ser um jogador problemático"

"Pedro Proença é sempre muito falado cada vez que dirige jogos do Benfica. Nunca tem sorte. E, mesmo que não queira, acaba sempre por ser polémico"

Pelo meio, fazem-se capas de jornais, o empresário de Matic junta-se à festa a solicitar um pedido de desculpas de Proença ao seu representado e há jornalistas que escrevem frases ainda mais interessantes do que as palavras do empresário de Cardozo:

"Proença negou ainda que tenha "ameaçado" Cardozo com qualquer frase intimidatória".

Outro, o director do Sol escreve:

"Ao contrário do que os benfiquistas dizem, Pedro Proença não quer prejudicar o Benfica. Simplesmente não é um bom árbitro. Falta-lhe inteligência para gerir o jogo em ocasiões críticas. Em lugar de acalmar os jogadores, enerva-os."

De um momento para o outro, com a escolha certa de palavras, a vítima e o prevaricador mudam de papéis. O burro do Proença devia fechar os olhos a agressões, devia submeter-se a todo o tipo de abusos verbais e físicos, agressões e faltas de respeito por parte de jogadores, adeptos e, já agora, jornalistas. Cabeçadas, avisos de presidentes, ameaças de morte, acusações, agarrões. E calar-se e ficar quieto, como se pode perceber de seguida:

"Por que razão Pedro Proença apita melhor lá fora? Porque em Portugal acha-se a estrela do espectáculo (...) Os bons árbitros são os que evitam os problemas. Ora, nos estádios portugueses, Proença já provou ser um autêntico especialista em arranjar problemas"

Caladinho, quietinho e a evitar problemas. Cumprir a lei é que não.

Cardozo continua, certamente, a ser um dos 5 melhores avançados do Paraguai, o segundo melhor do plantel do Benfica e o ponta-de-lança mais caro da história do futebol português. Cada vez mais caro. Até alguns benfiquistas já o perceberam, quando do outro lado da barricada se sucedem pontas-de-lança de nível mundial, quando chegam tipos do Braga que fazem mais e marcam tanto como ele, sem o mesmo enqudramento de meia dúzia de anos no clube. Claro que há resistentes, que normalmente são os que não concebem direito de opinião a quem não reza na mesma direcção. Os media apoiam o conceito. Choremos por Cardozo, então, esse coitado perseguido pelo ego de Pedro Proença. Chuif.

ps - de repente estou a ver a cara de Tonel deformada pelo cotovelo de Cardozo, noutro momento de nervosismo do paraguaio, que o árbitro não detectou na altura. Ou então evitou problemas e foi exemplar. Deve ter sido isso.

sábado, dezembro 15, 2012

O golo 100 do senhor 25%

O segundo hat trick seguido de Cardozo deu ao Benfica uma vitória mais do que justa sobre o Marítimo, dando igualmente ao ponta-de-lança mais caro da história do futebol português o centésimo golo no campeonato nacional, o que o coloca num patamar de excelência na história do Benfica. Cardozo é daqueles jogadores de área que compensam as falhas - por vezes desesperantes - com uma apetência por enfiar a bola na baliza, que por vezes parece sobrenatural.

Basta olhar para os 6 golos nestes dois últimos jogos, cerca de metade dos que marcou este ano na competição, como exemplo:  2 de ajudas determinantes (golos, mesmo...) de defesas; 2 em que, parado, lhe chegam bolas para um remate sem guarda-redes na linha de fogo; 2 de penalty (em que, como é usual, em nada esteve envolvido). Os penalties que representam 25% dos golos que marcou no campeonato. Seja de que forma for, o golo é algo que lhe acontece, muitas vezes. E a quem, no fim do dia, distribui o jornal ao dono, perdoa-se, obviamente, que falhe outros tantos no mesmo período e que perca jogadas básicas, por ter que olhar para os próprios pés antes de executar.

Depois entra o Rodrigo e marca na primeira vez que toca na bola e lembra-nos que, ali, nos últimos anos de dezenas de milhões de euros de investimento, o difícil mesmo é não marcar.

master kodro