O problema de começar a defender uma vantagem mínima a 20 minutos do fim, mesmo contra um Beira-Mar que pouco mais fez do que chutar a bola para as costas da defesa portista, é que nunca se sabe quando um ressalto ou um mau alívio de um lateral improvisado (que, segundo dizem deixou a Juventus a salivar) vai parar aos pés errados. Felizmente, ao contrário do que eu tantas vezes já ouvi e li esta época (e que o jogo de Donetsk já havia indiciado), nem tudo corre sempre mal a Vítor Pereira, e o Porto segurou mesmo os 3 pontos que, sem deslumbrar, fez por merecer.
Hulk, a mais recente referência do ataque em quem Vítor Pereira confia cegamente, apesar de continuar a acreditar em Kléber (na bancada) e Walter (no banco), fez o golo da vitória, após desmarcação e finalização à ponta-de-lança. Mas eu confesso que não gosto de de o ver no centro do ataque (nem de ver Maicon no lado direito da defesa). Acho que os jogadores devem jogar nas posições deles, a não ser numa situação de recurso. É verdade que a qualidade do Incrível lhe permite render em qualquer posição do ataque, mas não foi nessa posição que ele tanto se destacou na época passada. Além disso, há que analisar o rendimento das alternativas a Hulk, nas alas. Kléber tem 6 golos marcados no campeonato e 1 na Liga dos Campeões. O que fizeram Varela e Djalma de relevante?
littbarski