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quinta-feira, março 11, 2010

Atitude perfeita, resultado perigoso

É realmente uma pena que o equivocado Quique Flores já não esteja no Benfica. No entanto, o resultado desta tarde é perigoso para o Sporting e serve na perfeição os interesses do ultra-defensivo treinador espanhol, um homem que podia ter nascido Jesualdo tal a dose de medo com que aborda o futebol. Jogar em contra-ataque é a única estratégia na cartilha de Quique e é justamente o que vai tentar fazer em Alvalade dentro de uma semana, apoiado nas individualidades Aguero, Forlan, Reyes e Simão. Basta dizer que hoje manteve a linha de quatro defesas quando o Sporting já se apresentava reduzido a nove.

Claro que aqui chegados já confiamos em Carvalhal o suficiente para saber que não se deixará comer com tanta facilidade. Se isto continua vamos mesmo chegar ao ponto de elogiá-lo pela competência técnica. Quase com toda a certeza, na próxima quinta-feira, Carvalhal vai servir a Quique o mesmo prato que preparou para Madrid: não conceder espaços e gerir a posse de bola sem precipitação. O que significa não deixar os craques adversários correrem em direcção à baliza verde-branca conforme lhes apeteça.

Não acredito que os adeptos leoninos exijam muito mais à equipa do Sporting do que aquilo que a equipa mostrou nos últimos quatro jogos. É caso para dizer que o namoro está reatado.

Notas finais: Tonel e Pedro Mendes (enorme contratação) assombrosos; Izmailov muito perto; Veloso, Moutinho, Liedson e Polga igualmente bem; Abel, Pereirinha, Rui Patrício regulares. De resto, o único que esteve mal foi Grimi, decididamente sem classe para estas andanças. Bem expulso, ao contrário de Tonel, que não merecia mais do que amarelo.

kovacevic

segunda-feira, junho 08, 2009

Play it again, Sam # 35 - First Aid Kit

You're not coming home tonight
Está confirmada a rescisão de contrato entre o Benfica e Quique Flores, através de comunicação à CMVM. O projecto de Rui Costa e Vieira não correu muito bem. Este ciclo, pelo menos. Brevemente ficaremos a saber como outras 'mentiras' que têm sido escritas pelos jornais se transformaram em verdade. Quem será o bufo? Tenho a certeza que Quique não ficará muito preocupado. Vai de malas cheias, embora todos os jornais escrevam que não se pagarão os 3,5 milhões de euros. Dizem até que, para combinar com a bela patilha tipicamente ribatejana, vai de Orsi. Resumindo, ficam todos contentes menos os crentes vieiristas que passaram as últimas semanas a fazer a única coisa que aparentemente sabem, que é o oposto de pensar.

Música: "You're not coming home tonight"
Álbum: "Drunken Trees" (EP), 2008
Interpretação: First Aid Kit



ps - no my space destas jovens suecas um lema fabuloso: "we aim for the hearts not the charts".

master kodro

Uma óptima notícia

Quique já era.

katanec

quarta-feira, maio 27, 2009

Perplexidades

1. Durante semanas discutiu-se na imprensa a continuidade de Paulo Bento. Agora temos o folhetim "Quique: fica ou vai-te embora". Curiosamente, a comunicação social não parece interessada em questionar a situação de Jesualdo Ferreira. Ninguém estranha que o Porto ainda não tenha renovado com o seu treinador tri-campeão? Se fosse com Benfica ou Sporting falar-se-ia de "incompetência grave". Mas como envolve o Porto, é sinal de inteligência e de "organização".

2. Luís Aguiar vai para a Rússia, ao que se diz por 600 mil euros (metade do passe). Imagino que o Dínamo de Moscovo pague um bom salário, mas não há aqui nada de ridículo? Nenhum dos três grandes estaria interessado em fazer este curto investimento num jovem jogador com provas dadas (golos, assistências, qualidade de passe, de remate, de visão de jogo), ainda para mais adaptado ao futebol português?

3. Obafemi Martins, Michael Owen, Damien Duff, Nicky Butt, Lovenkrands, Ameobi, Kevin Nolan, Caçapa, Alan Smith, Viduka, Coloccini. Como é que uma equipa com estes jogadores desce de divisão? O futebol está repleto de surpresas, mas o destino do Newcastle é para mim um mistério absoluto.

katanec

domingo, maio 17, 2009

Alguém me explica?

Quique Flores passou um jogo inteiro a tentar ser expulso, sem que eu consiga perceber a razão para tal comportamento. Estou a falar a sério: qual foi a "verguenza" que ele viu? Tirando Eduardo, claro, mas isso já não é novidade. Ao contrário de Moreira, magnífico, do outro lado. O Benfica conquista o terceiro lugar com uma vitória na Pedreira por 1x3, enquanto que o Nacional bateu o Paços por 1x0, mesmo sem Nené. Marcou Cléber.

master kodro

sexta-feira, maio 15, 2009

Frases sevilhanas

Ricardo diz que "era fantástico para o Sporting o Paulo Bento continuar", como quem diz olha-aqui-eu-tão-bom. Já Nelson defende que os treinadores no Benfica não têm tido tempo. Se não soubéssemos que o Bétis demonstrou interesse em Quique, não tínhamos maneira de saber o que querias dizer, não é, Nélson? Livra!...

master kodro

sábado, maio 09, 2009

Benfica 2 x Trofense 2

Depois deste resultado, de uma semana ridícula e de uma temporada horrenda, começa a ser difícil encontrar alguém que ainda possa defender Quique - com a excepção, claro, dos órgãos de propaganda do clube... No jogo de hoje, viu-se mais do mesmo: falta de coordenação defensiva, equipa pachorrenta no ataque, zero na dimensão psicológica, pouca ou nenhuma imaginação táctica. O Benfica actua desde Agosto com um verdadeiro colete-de-forças que o impede de dominar com clareza equipas mais frágeis. Os onze pontos perdidos (!!) contra os quatro últimos da nossa Liga são uma prova inequívoca dessa incapacidade.

O espectáculo produzido durante a semana foi igualmente fascinante. Insultos a antigos jogadores (que por acaso já deram mais ao clube do que este senhor), análises ridículas sobre pseudo-objectivos ("estamos no pódio") e várias pérolas para mais tarde recordar (como a referência ao "sucesso invisível" que terá sido obtido sob o seu comando). Simplesmente degradante, autista e, como Léo disse e bem, divorciado da realidade do futebol português.

Falando da temporada no seu todo, menos motivos há ainda para defender Quique. O Benfica falha praticamente em toda a linha, ficando prematuramente afastado do título e do segundo lugar (mesmo lutando contra um Sporting sofrível). Há sete anos que o Benfica não entrava para as últimas duas jornadas sem poder discutir pelo menos o segundo lugar. Obrigado, D. Enrique Flores, como dizia o outro. A este falhanço acresce o desastre europeu, a eliminação com o Leixões na Taça, os erros de palmatória (incapaz de perceber o potencial goleador de Cardozo, adaptações idiotas de Aimar e Amorim, a recomendação de Balboa), os desacatos públicos com jogadores (Reyes, Cardozo, Sidnei, Balboa, Di Maria, you name it...) e uma tremenda falta de ambição.

Vir falar, neste contexto catastrófico, da Taça da Liga e das melhorias em relação ao ano passado só pode ser uma piada de mau gosto.

katanec

sábado, abril 11, 2009

Benfica 0 x Académica 1

Contrato vitalício com Quique, já! Trata-se de um treinador inovador. Temos um excelente organizador de jogo no plantel? Coloca-o a segundo avançado. Como não resultou, vamos lá testá-lo a médio-esquerdo. Aimar não é estúpido, e por isso procura zonas centrais e cria perigo, mas as consequências tácticas da absurda decisão de Quique estão à vista. O mesmo vale para Reyes (um excelente médio-esquerdo a actuar na ala...direita). Ah, e como o meio-campo é a zona mais fraca da equipa, também me pareceu correcto deixar de fora o nosso melhor médio. Na criatividade, Quique leva nota máxima.

Nota-se também que os processos ofensivos estão muito bem treinados. O facto de ninguém saber o que fazer à bola no primeiro momento de construção é naturalmente um pormenor. Ressalve-se que Quique programou dois movimentos atacantes: Sidnei-charuto-para-o-Cardozo ou, em alternativa, mete-no-David-Luiz-e-logo-se-vê. Ambas são estratégias irrepreensíveis.

Não quero ser injusto. O Benfica demonstrou atitude q.b. e teve oportunidades suficientes para ganhar o jogo. Foi azarado algumas vezes (bola no poste e na barra), incompetente noutras (ai David Luiz!) e francamente prejudicado em duas ocasiões (golo mal anulado e um penalty por marcar). Mas a verdade é que o desnorte táctico voltou a ser a regra. Em 12 jogos na Luz, o Benfica marcou na primeira parte apenas por duas vezes (!) e ficou em branco em três partidas. Assim não dá.

Uma nota final para a Académica. Não é por acaso que os "pequenos" recorrem sempre ao autocarro contra os "grandes": é porque às vezes compensa. Os estudantes nada fizeram que justificasse este resultado, criaram duas ocasiões de golo e limitaram-se a ficar lá atrás, a ver o que dava (e a perder algum tempo para que a coisa se apressasse). E valeu a pena.

katanec

domingo, abril 05, 2009

Não serve

Escrevo esta breve nota para que se perceba que não faço a minha leitura depender do resultado de hoje contra o Estrela. Depois do que disse aqui, parece-me que Quique Flores não tem condições para continuar no Benfica. Há uns tempos escrevi que o treinador do Benfica tem de ser realista e compreender que o discurso do "clube glorioso" não interessa, mas pedi também que fosse um técnico com mentalidade ganhadora e que pretenda de facto fazer do Benfica um clube com capacidades para se impor em Portugal e na Europa (na medida do possível). É revoltante ouvir o técnico espanhol dizer que "o terceiro lugar já é bom" - num campeonato onde é abissal a diferença de orçamento e da qualidade de plantéis entre os três grandes. Quique deveria saber que o terceiro lugar é o mínimo exigível, e que depois da degradante presença na UEFA, este ano só será "bom" se o Benfica for capaz de lutar até ao último minuto pelo título.

katanec

quinta-feira, abril 02, 2009

Perfeito para a recandidatura

Com a Benfica TV como suporte, com Rui Costa como pára-raios e com as notícias que vêm do México que fazem Quique tremer, Vieira bem que podia ganhar um novo mandato para continuar a divertir-nos por mais uns anos. Depois há o factor Veiga, que prepara afincadamente o regresso. Estes próximos meses prometem.

master kodro

segunda-feira, março 16, 2009

Pensar o Benfica (1)

A derrota com o Guimarães só surpreendeu os mais incautos. Há muito que o Benfica joga um futebol medíocre, apostando na contenção quando se pede agressividade, denotando pouca organização nas manobras ofensivas e fragilidade nas transições defensivas. Depois de uma temporada desastrosa na Europa, o Benfica prepara-se provavelmente para terminar o campeonato em terceiro lugar, vendo o título fugir uma vez mais para o FC Porto. A concretizar-se este cenário provável, será o sexto título em sete anos para os azuis e o seu 11º nos últimos 15 anos. O desequilíbrio é por demais evidente. O Benfica não vive uma simples crise circunstancial: viu-se relegado para segundo plano a nível interno e externo.

Uma análise desta situação não tem contudo de implicar uma atitude de resignação. Pelo contrário: exige-se uma reacção veemente para alterar a situação. Porém, o Benfica deve compreender que esta reacção deve seguir um plano estratégico ponderado, lógico e sustentado, e não uma espécie de resistência impulsiva, imediatista e puramente emotiva. A meu ver, esse plano estratégico deve (pelo menos) incluir as seguintes disposições:

1. Resistir à tentação revolucionária. Basta de falar em “novos ciclos” de cada vez que se inicia uma época. Basta de envolver o plantel em renovações sistemáticas durante o Verão. Basta de chicotadas psicológicas no fim da época (ou durante a mesma). O Benfica necessita de um plano de recuperação sustentado e não de “uma” época salvadora. O plantel precisa de um mínimo de continuidade para que em cada ano não se comece uma “equipa nova”. E o clube necessita de uma equipa técnica estável com um projecto a médio-prazo. Infelizmente, os últimos anos estão repletos de exemplos contrários: enxurradas de jogadores que chegam e partem entre Junho e Agosto; treinadores remetidos a projectos de doze meses.

2. Alterar o discurso. O Benfica pode e deve orgulhar-se da sua história, mas não pode continuar a viver à sombra do seu passado. Os dirigentes benfiquistas, apelando ao palmarés glorioso do clube, prometem mundos e fundos no início e ao longo da época – insuflando perigosamente as esperanças dos adeptos –, mas não referem contudo as exigências necessárias para alcançar esses objectivos. Ninguém pretende ouvir discursos resignados, mas estou certo que o Benfica beneficiaria se as habituais declarações de arrogância fossem substituídas por um novo discurso centrado numa promessa de trabalho árduo, numa cultura de esforço e num compromisso de responsabilidade, humildade e entrega total ao clube.

3. Apostar num treinador ganhador. Mesmo que a ideia seja construir um projecto desportivo sustentado, o Benfica não pode continuar a contratar técnicos medianos cujo modelo de jogo seja construído à medida das suas ambições medíocres. De Trapattoni a Quique existe um padrão continuado que assenta em tácticas ultra-defensivas e procura desculpas fáceis quando as exibições são miseráveis. O nosso amigo Flores chegou mesmo ao ponto de relativizar a derrota com o Guimarães (que pela primeira vez nos últimos 33 anos venceu na Luz), esquecendo por exemplo que em 11 partidas em casa o Benfica leva 2 golos nas primeiras partes e que esta temporada ainda está para conhecer uma exibição realmente notável. Precisamos de uma cultura de trabalho mas também de uma aposta clara num futebol atacante e personalizado. Precisamos de quem saiba perder, mas dê tudo para ganhar.

katanec

sábado, março 14, 2009

Frases

Paulo Bento: "Vou ser o primeiro a entrar e tenho a certeza que os jogadores vão seguir-me".

O oposto a esta certeza chama-se falta de comparência. Mas Bento parece querer transformar isto numa prova de liderança forte.

Manuel Cajuda (mesma capa): "Gosto da maneira de ser do Quique".

Eu também. Só não sei se gosto da tua.

master kodro

sexta-feira, fevereiro 27, 2009

Benfica 2 x Leixões 1

70 minutos interessantes, com manobras atacantes bem construídas, domínio claro do meio-campo e algumas oportunidades de golo, para além dos dois tentos obtidos. Cheguei mesmo a pensar que evitaríamos a tremideira final tão característica desta época, mas estava enganado. É espantoso que em dez jogos na Luz o Benfica só tenha vencido uma vez por mais do que a margem mínima (2-0 ao Sporting)...

Neste caso houve algum azar (lesão de Carlos Martins deixou Benfica a jogar com dez), mas não só o golo de Rodrigo é estupidamente consentido, como Quique tem as suas culpas, ao optar por substituições estranhíssimas: deixar em campo três avançados estando a ganhar por 2-0? Manter Aimar quando ele se encontrava com óbvios problemas físicos? Retirar os dois jogadores mais rápidos - Reyes e Di Maria - quando o Benfica jogava sobretudo em contra-ataque? É difícil perceber.

Destaque para Miguel Vítor, Luisão e David Luiz, todos a bom nível. Cardozo teve momentos péssimos, mas tem todo o mérito no segundo golo e teria marcado se Élvis não cortasse para a baliza. Também gostei de Reyes, a desequilibrar, como se lhe pede. Nota fraca para Maxi (passes falhados, marcação deficiente) e Aimar - cada vez mais uma nulidade.

katanec

domingo, fevereiro 22, 2009

Sobre o derby

1. Vitória justa do Sporting, com uma segunda parte fantástica. O segredo da exibição passou pela pressão alta, muito bem efectuada, e pelo rápido envolvimento da equipa nos movimentos atacantes, explorando de modo eficaz a ligação entre o meio-campo, as alas e a dupla ofensiva. Ajudou a tudo isto um soberbo Liedson (que vai entrar nos meus pesadelos durante as próximas três décadas, pelo menos) e um Rochemback como ainda não se tinha visto esta época. Única nota negativa: uma primeira parte fraca, com a equipa demasiado recuada depois do 1-0.

2. O Benfica demonstrou uma perturbante esquizofrenia: primeiro tempo muito interessante, com boa reacção ao golo e domínio claro dos acontecimentos. Movimentações positivas de Reyes, Yebda e Aimar e um tento num penalty indiscutível. A segunda parte foi um verdadeiro naufrágio: desarticulação entre linhas; defesa medíocre; inexistência de movimentos atacantes coordenados. O 3-2 acaba por ser lisonjeiro.

3. Perder em Alvalade é um resultado normal e, numa análise fria, aquele golo de Cardozo até amenizou o saldo negativo (pois permite ao Benfica manter vantagem no confronto directo). O que me chateia é que Quique persiste nos mesmos erros: David Luiz foi uma catástrofe (possibilidade para a qual este vosso escriba tem vindo a alertar há semanas); Suazo sozinho na frente não rende; Cardozo devia jogar muito mais; Aimar não é segundo avançado; a equipa não tem um plano de jogo quando precisa de partir para cima do adversário e é demasiado inconsistente ao longo das partidas. São muitos problemas? Eis porque Quique precisa de se lançar ao trabalho e rapidinho, s.f.f.

4. Perante a classificação actual, a próxima jornada assume uma importância capital. Um Benfica candidato ao título tem de derrotar o Leixões na Luz. Se não o fizer, simplesmente não merece ser campeão. No Dragão prevejo um Porto tímido, entalado entre a dúvida de querer ganhar e a satisfação com um empate. O Sporting? Se repetir a segunda parte de ontem tem excelentes hipóteses de alcançar um resultado positivo. Que resultado seria esse? A meu ver, necessariamente uma vitória...

katanec

terça-feira, fevereiro 10, 2009

É só agentes secretos

Lembram-se de Domingos, esse conhecido agente secreto do FC Porto, ter ignorado uma agressão de Quaresma (que até lhe valeu a expulsão)? Foi crucificado por dizer o seguinte: "O lance foi mesmo em frente ao banco, mas estava a olhar para o chão e, sinceramente, não vi." Mesmo tendo liderado a União de Leiria que, nesse dia, bateu o Porto por 1x0.

O que é mais preocupante é que o Porto consegue colocar agentes secretos até no banco do rival, como se pode perceber nas palavras de Quique Flores sobre o badalado lance entre Yebda e Lisandro: "
Nessa altura estava a olhar para o banco e quando me virei o árbitro já tinha apitado. O trabalho do árbitro é muito complicado."

Este Quique, sinceramente...

master kodro

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Tiros no pé

Quique Flores adoptou um estilo de durão e os jornais desportivos embarcaram na festa, tecendo-lhe loas com os habituais adjectivos: “disciplinador”, “irredutível”, “implacável”. Já vimos vezes demais este filme para não conhecermos o enredo. Uma análise menos apaixonada às suas recentes declarações não me deixam contudo entusiasmado. Longe disso.

Na verdade, parece-me que Quique não apenas escolheu os alvos errados, como disparou as suas críticas na hora errada. Quando a equipa parecia unir-se depois de vários resultados negativos, o enxovalhamento de vários atletas na praça pública surge como uma absoluta contradição. Por outro lado, é francamente ridículo atacar Sidney e Reyes. Mesmo aceitando que o seu empenho nos treinos é deficiente, só um tonto não reconhece a importância destes jogadores nas (poucas) coisas boas que o Benfica fez esta temporada. Sidney foi dos melhores na primeira volta (golos decisivos contra Sporting, Guimarães e Estrela e várias exibições de encher o olho), tal como Reyes, determinante em inúmeras partidas.

As críticas a Reyes são especialmente imbecis no contexto do jogo de Belém, tendo o espanhol entrado para ala direito (!?), jogado menos de meia-hora e ainda assim tido tempo para desencantar uma excelente acção individual, num cruzamento que só não deu golo porque Nuno Gomes estava acampado na área adversária. Espanta aliás esta “selecção de críticas”, quando há outras unidades em muito mais nítido sub-rendimento (o referido Nuno Gomes, Aimar, Di Maria, Jorge Ribeiro, até um pouco Suazo).

Quique terá as suas razões? Espero que sim. Mas até ao momento, ainda não nos deu nenhum sinal de que sabe o que está a fazer.

katanec

sábado, janeiro 17, 2009

Curtas

1. Sobe sobe balão sobe Grimi com os copos? Qual é a novidade? Quem já o viu em campo sabe que não foi a primeira vez. Vamos voltar ao princípio. Maus são o Martins que é uma maçã podre, o Stojkovic que é bufo, o Vukcevic porque marca muitos golos e põe ombros no lugar sem esperar pelos médicos e continua a jogar (que é uma cena agoniante), o Veloso porque tem que jogar onde não gosta e o Djaló porque é amigo dele. O Derlei, que é expulso duas vezes estupidamente, é muito profissional e o Grimi também é profissional para além de ser solidário com os vitivinicultores portugueses que estão em crise.

2. Maradona, Rui Costa e Di Maria Não se fala noutra coisa há três dias. Maradona abriu a boca para dizer que pediu a Rui Costa para que Di Maria jogasse porque Quique nem sequer o queria pôr a jogar. E jogou. O seleccionador argentino ficou muito contente porque um jogador que o treinador não queria pôr a jogar marcou um golo esplêndido contra o Olhanense. Felizmente que no meio disto tudo há alguém com um mínimo de discernimento que se chama Enrique.

master kodro

domingo, janeiro 04, 2009

Trofense 2 x Benfica 0

Resultado horrível, mas nem por isso surpreendente. O Benfica continua a cair semana após semana, e era uma questão de tempo até que as más exibições fossem acompanhadas de uma derrota. Pior que este desfecho, a meu ver, é este declínio acentuado da equipa na sua globalidade. O Benfica nunca foi brilhante esta época, mas revelara carácter, consistência e qualidade em vários jogos (Nápoles, Sporting, Guimarães, por exemplo). Nas últimas semanas, porém, apenas encontramos passividade e desinspiração.

Quique Flores é um treinador sério e digno, mas naturalmente isso não chega. Este modelo táctico tem uma eficácia reduzida, e mais parece um colete-de-forças do que um sistema de jogo. O processo ofensivo é ridículo. A circulação de bola é feita de modo lento e previsível. E as escolhas individuais são muito discutíveis: Aimar continua a ser utilizado numa posição que não é a sua; Ruben Amorim é sub-aproveitado na direita; e preferir Binya a Katsouranis é pior que trocar um BMW por um Seat Ibiza. Passei portanto de optimista moderado a pessimista moderado. Espero que não me dêem razões para deixar definitivamente cair o "moderado".

katanec