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sábado, abril 11, 2009

Benfica 0 x Académica 1

Contrato vitalício com Quique, já! Trata-se de um treinador inovador. Temos um excelente organizador de jogo no plantel? Coloca-o a segundo avançado. Como não resultou, vamos lá testá-lo a médio-esquerdo. Aimar não é estúpido, e por isso procura zonas centrais e cria perigo, mas as consequências tácticas da absurda decisão de Quique estão à vista. O mesmo vale para Reyes (um excelente médio-esquerdo a actuar na ala...direita). Ah, e como o meio-campo é a zona mais fraca da equipa, também me pareceu correcto deixar de fora o nosso melhor médio. Na criatividade, Quique leva nota máxima.

Nota-se também que os processos ofensivos estão muito bem treinados. O facto de ninguém saber o que fazer à bola no primeiro momento de construção é naturalmente um pormenor. Ressalve-se que Quique programou dois movimentos atacantes: Sidnei-charuto-para-o-Cardozo ou, em alternativa, mete-no-David-Luiz-e-logo-se-vê. Ambas são estratégias irrepreensíveis.

Não quero ser injusto. O Benfica demonstrou atitude q.b. e teve oportunidades suficientes para ganhar o jogo. Foi azarado algumas vezes (bola no poste e na barra), incompetente noutras (ai David Luiz!) e francamente prejudicado em duas ocasiões (golo mal anulado e um penalty por marcar). Mas a verdade é que o desnorte táctico voltou a ser a regra. Em 12 jogos na Luz, o Benfica marcou na primeira parte apenas por duas vezes (!) e ficou em branco em três partidas. Assim não dá.

Uma nota final para a Académica. Não é por acaso que os "pequenos" recorrem sempre ao autocarro contra os "grandes": é porque às vezes compensa. Os estudantes nada fizeram que justificasse este resultado, criaram duas ocasiões de golo e limitaram-se a ficar lá atrás, a ver o que dava (e a perder algum tempo para que a coisa se apressasse). E valeu a pena.

katanec

segunda-feira, fevereiro 09, 2009

FC Porto 1 x Benfica 1

Jogo entretido, mas não mais que isso. A primeira parte foi bem disputada, com algumas oportunidades para ambos os lados, mas o segundo tempo pareceu-me claramente mais monótono. Isto apesar de duas belas jogadas de Hulk, a que Moreira respondeu muitíssimo bem, e alguns contra-ataques perigosos dos encarnados. O resultado aceita-se, mas o Benfica demonstrou maior coesão e esteve mais perto de vencer o clássico.

Os encarnados confirmaram que são uma equipa talhada para actuar como visitante, defendendo de forma organizada e saindo com segurança para os movimentos atacantes. Ontem o Benfica foi especialmente consistente no meio-campo, evitando quer as transições ofensivas rápidas do Porto (uma das suas maiores armas), quer uma eficaz circulação de bola entre o triângulo Lucho-Fernando-Meireles. Além do mais, o Benfica revelou concentração e foi uma equipa aguerrida e ambiciosa q.b. Além do golo, contei três boas oportunidades para marcar (duas de Reyes, uma de Suazo) e várias jogadas interessantes. Nada mau, na casa do tricampeão.

Se o Benfica foi uma agradável surpresa, o Porto foi uma relativa desilusão. É certo que o resultado não é negativo para os azuis, que seguem na frente, mas esperava-se muito mais. À excepção de uns bons vinte minutos na primeira parte, quase não houve Porto, a quem faltou os movimentos imprevisíveis de Rodríguez (exibição fraca) e um meio-campo mais inventivo. Estranhei também a pouca frescura física de vários jogadores (Meireles, Lisandro) e a falta de ambição na fase final do jogo. Os assobios no final demonstram isso mesmo: racionalmente os adeptos compreendem que o resultado é razoável, mas têm dificuldades em ver uma equipa com grande potencial resignar-se a um mero empate.

Em termos individuais, destaque para Sidnei e Maxi, talvez os dois melhores em campo. Também gostei de Aimar, Yebda e Moreira do lado encarnado. Nos portistas, Lucho teve momentos muito bons e Hulk agitou as águas. Notas negativas para David Luiz (quantas vezes deixou o seu corredor às moscas?), Fucile (idem) e Lisandro, que passou ao lado do jogo excepto quando iludiu Pedro Proença no lance mais injusto da partida. Um penalty-fantasma difícil de aceitar, dado o excelente posicionamento do árbitro...

katanec