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segunda-feira, janeiro 26, 2009

Tiros no pé

Quique Flores adoptou um estilo de durão e os jornais desportivos embarcaram na festa, tecendo-lhe loas com os habituais adjectivos: “disciplinador”, “irredutível”, “implacável”. Já vimos vezes demais este filme para não conhecermos o enredo. Uma análise menos apaixonada às suas recentes declarações não me deixam contudo entusiasmado. Longe disso.

Na verdade, parece-me que Quique não apenas escolheu os alvos errados, como disparou as suas críticas na hora errada. Quando a equipa parecia unir-se depois de vários resultados negativos, o enxovalhamento de vários atletas na praça pública surge como uma absoluta contradição. Por outro lado, é francamente ridículo atacar Sidney e Reyes. Mesmo aceitando que o seu empenho nos treinos é deficiente, só um tonto não reconhece a importância destes jogadores nas (poucas) coisas boas que o Benfica fez esta temporada. Sidney foi dos melhores na primeira volta (golos decisivos contra Sporting, Guimarães e Estrela e várias exibições de encher o olho), tal como Reyes, determinante em inúmeras partidas.

As críticas a Reyes são especialmente imbecis no contexto do jogo de Belém, tendo o espanhol entrado para ala direito (!?), jogado menos de meia-hora e ainda assim tido tempo para desencantar uma excelente acção individual, num cruzamento que só não deu golo porque Nuno Gomes estava acampado na área adversária. Espanta aliás esta “selecção de críticas”, quando há outras unidades em muito mais nítido sub-rendimento (o referido Nuno Gomes, Aimar, Di Maria, Jorge Ribeiro, até um pouco Suazo).

Quique terá as suas razões? Espero que sim. Mas até ao momento, ainda não nos deu nenhum sinal de que sabe o que está a fazer.

katanec