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quinta-feira, novembro 17, 2011

Os simuladores e os heróis

Quando Paulo Bento explodiu, depois de garantido o apuramento, para finalmente abordar o assunto que aparentemente o andou a atormentar durante meses - e que ele próprio alimentou, não o resolvendo publicamente no momento - pareceu-me ver o regresso de episódios passados sobre maçãs podres montadas às costas e bufos. Episódios que ganham alguma piada, hoje, quando alguns dos então acusados se tornaram, agora, em membros de pleno direito do grupo dos bons e justos, dos heróis.

Bosingwa apresentou a sua defesa face a acusações tão graves, como seria de esperar, e não é preciso procurar muito para encontrar evidências que sustentam o seu ponto de vista, quer no comunicado da FPF, quer em relatos da altura, ligados ao Chelsea, pelo boca do próprio treinador. A lesão durou pelo menos mais 10 dias depois da indisponibilidade na selecção.

Contudo, não foi bem isso que se passou com os heróis que voltaram a treinar sem limitações (após lesão comprovada, valha-lhes isso) um dia antes da derrota da selecção na Dinamarca, uma partida oficial e decisiva para a qual não estiveram disponíveis. E pode defender-se que não estariam disponíveis para o primeiro jogo dessa jornada dupla. Pode. Mas para isso é preciso que se explique porque é que Sílvio ficou na selecção à espera de recuperar para o segundo jogo da mesma jornada dupla.

Só Paulo Bento poderá explicar estes critérios claramente diferenciados entre jogadores. Eu continuo na minha: se se pretendia romper com o passado recente no que toca a problemas de relacionamento do seleccionador, Paulo Bento não tinha, claramente, o perfil ideal (e pelo critério dos resultados nos seniores também não).

Paulo Bento devia aproveitar a onda favorável que conseguiu gerar e afastar-se destas coisas, mas parece ser mais forte do que ele. Por exemplo, onde o anterior seleccionador teve um vice-presidente a dizer-lhe nas vésperas de um jogo decisivo que não contava com ele, talvez mesmo antes do jogo com a Bósnia, teve Paulo Bento um abraço público a isentar de responsabilidades, caso algo corresse menos bem. A onda é tão favorável que os suspeitos do costume voltaram a escrever peças jornalísticas tão execráveis que deviam valer a perda de carteiras profissionais a quem as assina e a quem permite que sejam publicadas. FPF e os media habituais estão novamente em paz. Paulo Bento forever.

master kodro

domingo, outubro 24, 2010

Dentro e fora

Um sábado com mais uma vitória da Académica, uma derrota do Vitória em Setúbal (como é que é possível não marcar aquele "golo" nos descontos?) e uma grande segunda parte do Braga contra o Olhanense, com o meio-campo que descansou contra o Partizan. Lá fora, destaque para Ozil e Ronaldo (poker!), que continuam a dar show no Real, para o jantar que se seguiu com Ronaldo, Pepe, Jorge Mendes e o seleccionador Paulo Bento, mas acima de tudo para o regresso de Bosingwa à titularidade, claramente a notícia do dia para a selecção nacional.

master kodro

domingo, março 29, 2009

Portugal 0 x Suécia 0

Custa sempre não ganhar, mas custa muito mais quando se rubrica uma boa exibição contra uma equipa de indiscutível qualidade como a Suécia (mesmo sem Ibrahimovic). Portugal foi competente na defesa e empenhado no ataque, gozando de uma série de boas oportunidades. Chegou mesmo a vulgarizar o adversário e, convenhamos, merecia ter vencido com tranquilidade.

Por que não ganhou? Ao contrário do que se lê por aí, não há uma resposta fácil. O problema da finalização é central. Uma equipa que dispõe de três ocasiões flagrantes não pode chegar a zeros ao fim do jogo. As perdidas de Ronaldo e Danny são particularmente inaceitáveis quando falamos de dois jogadores com dezenas de golos nos seus currículos. Por outro lado, Portugal tem hoje em emoção o que lhe falta em cinismo. Os ataques são feitos talvez de maneira demasiado sôfrega, sempre com coração mas com pouca objectividade. Não defendo um futebol “frio”, mas esta selecção precisa de ser mais incisiva nos seus movimentos atacantes.

Queirós cometeu todavia vários erros. Se o objectivo era colocar Danny a tabelar com os médios entre os centrais suecos (como aconteceu na segunda parte), então era preferível ter convocado Nuno Gomes, que desempenha muito melhor esse papel. Critico também a saída de Tiago, então um dos melhores jogadores, para a entrada de Deco. Queirós podia ter substituído o incipiente Meireles e arriscar a utilização simultânea dos dois criativos portugueses. Por fim, a gestão do problema do lateral-direito foi simplesmente néscia. Portugal já tinha três centrais em campo, pelo que a presença de Nélson no banco era fundamental para o caso de Bosingwa se ter lesionado (como sucedeu). Fazer entrar Rolando (e que mal jogou) e descair Carvalho para a direita foi uma solução então necessária, mas que resultou de uma má decisão inicial.

Ninguém pode estar contente com esta fase de qualificação. Dois pontos caseiros em três jogos é péssimo. Uma vitória em cinco jogos é ridículo. Porém, observo com verdadeiro nojo a campanha que decorre na imprensa contra Queirós. Desde o primeiro dia, aliás. Criticam-se todas as opções, mesmo quando funcionam (é o caso das felizes adaptações de Pepe e Duda), recordam-se eras pseudo-douradas com Scolari e traçam-se cenários catastróficos completamente a despropósito. A má-fé é tão evidente que o comentador Manuel Queirós dizia ontem na TVI que o jogo tinha sido "equilibrado"...

Atentem bem: eu acho que Portugal tem agora poucas hipóteses de chegar ao primeiro lugar e o apuramento será sempre difícil. Mas o que hoje li, vi e ouvi é vergonhoso. A imprensa afirma EXPLICITAMENTE que Portugal já foi eliminado (“Adeus África”, titula O Jogo) ou que seria necessário um milagre para nos apurarmos quando Portugal tem possibilidades matemáticas de vencer o grupo, podendo até chegar ao play-off mesmo sem ganhar todos os jogos. É isto mau jornalismo? Não tenho dúvidas. É isto uma forma de pressão indecorosa – que nos tem feito muito mal – com o objectivo de chutar Queirós e apelar ao breve regresso do salvador Scolari? Idem.

katanec

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

quinta-feira, janeiro 22, 2009

Curtas

1. O Vitória perdeu, naturalmente, com os monstros do Dínamo na Champions (não sem antes voltar a roubar-lhes um set, tal como no jogo na Rússia), passando, de qualquer das formas - já se sabia - aos oitavos-de-final da competição. Magnífica, brilhante, histórica participação dos bravos do voleibol vitoriano.

2. O Jogo garante Miguel Lopes no FC Porto. Claro que não é uma aposta de sucesso garantido, mas é um retorno à política de contratar os melhores de Portugal (ou os que mais prometem), em contraponto à compra indiscriminada de sul-americanos (eslovacos e romenos...) com tudo por provar. No último jogo observado por mim, Miguel Lopes atacou à Bosingwa, mas não defendeu à Bosingwa. Compensa Meireles...

3. Também vi um anúncio de Milhazes a caminho do Vitória (não sei onde, nem tenho tempo). Saída de Mohma colmatada. Confirmando-se, não se fala mais nisso.

4. Não se esqueçam de enviar as escolhas para a Taça Astrocosmo até à hora de início do primeiro jogo da njornada deste fim-de-semana da Liga Sagres. Para o e-mail (desculpa mário rui, mas acho que não vou ter tempo para publicar quem já o fez, talvez mais logo).

master kodro