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quarta-feira, julho 04, 2012

Portugal, o presente e o futuro

A participação de Portugal no Euro 2012 foi muito boa. Não porque tenha sido uma performance de enorme brilho, coragem e futebol ofensivo e positivo (como, por vezes, se lê), mas porque foi guiada por uma visão pragmática que reconhece superioridade aos adversários que são, de facto, superiores, e porque conseguiu ultrapassar todos os adversários de valia equivalente ou inferior.

Uma análise fria dos números mostra-nos que só Inglaterra, Grécia e República da Irlanda tiveram uma percentagem de posse de bola por jogo inferior a Portugal, o que demonstra uma aposta clara na defesa (com ou sem pressão, mais ou menos alta) e no contra-ataque. A tendência para o passe longo (logo, mais arriscado) influiu também na sua qualidade: 66% de passes certos, um valor superior apenas ao das selecções da República da Irlanda e Grécia e igual ao dos croatas.

Portanto, não assistimos - longe disso - a nenhum espectáculo de ataque e coragem (como a dos italianos contra os mesmo adversários, uma coragem que pode ter resultados e custos), mas sim a um exercício calculista, que não critico, bem pelo contrário, aplaudo, tal como aplaudi há 2 anos, em circunstâncias semelhantes (na valia da equipa, na valia dos adversários e com um calendário extremamente exigente).

Continua a ler-se que estivemos muito perto de ultrapassar os espanhóis - o que não é mentira - mas não nos podemos esquecer que quem fez mais por passar foram eles, mudando inclusivamente o cariz da equipa, abrindo o jogo às alas (faz-me confusão que se invoque o cansaço no prolongamento, quando a outra equipa é formada por jogadores do Real e Barça e teve menos dois dias de repouso desde o jogo dos quartos-de-final).

Por fim, tivemos novamente uma absoluta fixação em Cristiano Ronaldo.  Portugal fez 80 remates durante o torneio, dos quais 35 foram do avançado. Talvez seja inevitável, mas até nisso o jogo nacional se torna demasiado previsível para os adversários - até à exacta medida em que Ronaldo o torne imparável e ele tem armas para o fazer, mas não é todos os dias, como é óbvio.

E o futuro? Ainda há matéria prima para fazer uma selecção competitiva, mas não sei durante quanto mais tempo isso vai durar. Já aqui deixei pistas para o que se está a passar no campeonato português, com um conjunto de sobreviventes portugueses a quem ainda é permitido jogar nos clubes da primeira divisão, deixo agora dados mais específicos relativos a esta realidade.

Estes são os 23 jogadores portugueses, até aos 25 anos de idade (já não estamos só a falar de promessas), que fizeram pelo menos 1350 minutos no campeonato nacional 2011/12, ou seja metade do tempo possível de utilização (com a idade à frente):

João Moutinho (25), Hélder Barbosa (25), Rui Patrício (24), Rúben Ferreira (23), Luís Neto (24), Candeias (24), André Pinto (22), Wilson Eduardo (21), Salvador Agra (20), Daniel Faria (25), Hugo Vieira (23), Yohan Tavares (24), Joãozinho (23), Nuno Coelho (24), Cedric Soares (20), Adrien Silva (23), Ivo Pinto (22), Tiago Pinto (24), Vítor Gomes (24), Yazalde (23), Mika (24), Ludovic (22) e Manel Curto (25).

São estes que vão fazer o futuro? Não me estou a lembrar de muitos jogadores sub-25 que joguem lá fora regularmente, para além de Coentrão e Castro. As equipas B vão ser uma boa oportunidade se não se encherem de jogadores estrangeiros como os maiores formadores nacionais já fizeram nas suas equipas sub-19. Temos uma selecção sub-19 a jogar um Europeu (com grande jogo frente aos papões espanhóis já esta semana) e não sei se são todos titulares nos seus clubes (mas posso tentar saber*). Este panorama, a médio prazo, é ligeiramente deprimente. Era bom que alguém pusesse mão nisto, na Liga, na Federação, nos clubes. Por exemplo, eu acho que seria bem mais interessante que um director da Federação viesse a público alertar para estas questões do que estar constantemente a responder a declarações que não foram feitas ou que jornalistas fizessem o mesmo em vez de alimentarem essa mesma mentira. Mas isso é pedir demasiado.

ps - Uma pesquisa à fase final do nacional de sub-19 mostra que a esmagadora maioria dos jogadores são portugueses.(*)

master kodro

sexta-feira, junho 08, 2012

A Hora do Euro (4)

- Low mantém Lahm na esquerda no jogo com Portugal.

- De Rossi continua a ser testado numa defesa italiana de três, naquela que parecer ser a pior selecção italiana de que me lembro.

- Aqui, Fernando Santos não tem dúvidas sobre o onze. Tirando o Feftatzidis...

- Embora Humberto Coelho não tenha respondido a uma palavra do que Queiroz disse (como é óbvio, porque nada lhe foi dirigido), a comunicação social toda encontrou um saco comum "Manuel José e Carlos Queiroz" nas declarações do responsável da FPF. Hoje, é Manuel José que enxota as declarações de Queiroz. É de loucos. Se for preciso alguém ter culpa, a culpa ainda vai ser toda dele, um dia. Ele que tem uma visão optimista para o Europeu.

- Coelho também podia ter escolhido melhor data para falar do pagamento de impostos em território nacional, quando um membro da FPF está a ser julgado por alegadamente fazer o oposto.

- Mais interessante do que esta luta de palavras é a referência a João Rodrigues. Este homem está em todo o lado e não aparece em lado nenhum. É Deus?

master kodro

quinta-feira, março 26, 2009

Vamos todos defender agressões

Eis que Pedro Silva recebe dois apoios de peso. Tal como Pedro Silva, João Vieira Pinto socou um árbitro e Sá Pinto tratou da saúde de um seleccionador. Agora, um e outro, João e Ricardo, apresentam palavras de conforto ao lateral do Sporting. Notável.

master kodro

quarta-feira, março 18, 2009

Que saudades...

Onde andou Veiga este tempo todo? Pelo menos o nome voltou à baila.

master kodro