Foi mais de espectáculo do que de qualidade (lembro os dois penalties cometidos e, por acaso, falhados pelos adversários), mas não se podem ignorar vitórias claríssimas contra Itália e a papona Espanha, nem a batalha duríssima vencida contra os uruguaios. A prova é um mini-Mundial, em que os brasileiros foram claramente superiores aos adversários, com Neymar a brilhar intensamente (adivinha-se espectáculo do melhor que a história do futebol nos deu, na parceria com Xavi, Iniesta e Messi), com a solidez de Paulinho e a eficácia de Fred (o melhor marcador do Brasileirão 2012 e segundo de 2011, com 42 golos em 53 jogos nos últimos dois anos).
Interessante também é a prudência dos comentadores desportivos brasileiros, tendo o Mundial 2014 em perspectiva, certamente maior do que a dos portugueses, lembrados estão que o Brasil também venceu as duas últimas edições da Taça das Confederações, mas que não foi por isso que entrou nos quatro primeiros lugares dos torneios mundiais que se seguiram, e que os espanhóis falharam a final da edição passada depois de eliminados pelos Estados Unidos.
Agora que este Brasil promete espectáculo e que Scolari está de parabéns, isso é inegável.
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quarta-feira, julho 03, 2013
segunda-feira, julho 01, 2013
A liberdade que Hulk não tem para errar
Hulk teve um desempenho discreto na Taça das Confederações. É verdade que foi sempre titular e que esteve presente em dois dos três golos da final, contra a Espanha. Mas do Incrível espera-se mais.
Uma das explicações para este menor rendimento é a margem de manobra reduzida que Hulk tem na selecção brasileira. Não só da parte de Scolari (e, em certa medida, percebe-se porquê: dois dos lances mais perigosos da Espanha surgem após perdas de bola de Hulk e de Neymar), mas também dos adeptos para os quais não é sequer consensual a titularidade do Incrível, quanto mais o estatuto de estrela da companhia (entregue a Neymar), como acontecia no Porto.
Hulk é um jogador com capacidade suficiente para sozinho desequilibrar e decidir um jogo. Mas precisa de liberdade para errar, nas várias tentativas de que necessita para obter o sucesso. Faltando-lhe isso, não podendo arriscar, é apenas mais um, o que não sendo necessariamente negativo, numa selecção recheada de estrelas, é pouco para quem já mostrou ser bem mais do que mais um.
Isto é algo que, por vezes, os jogadores do Porto que já atingiram um determinado nível não percebem: que, mesmo sendo criticados e, até, assobiados, dificilmente terão noutro lugar tanta tolerância dos adeptos, tanta margem de manobra como têm por cá. A não ser que dêem o salto para baixo e/ou vão descansar para as arábias...
Tivemos, há relativamente pouco tempo, o exemplo de Quaresma, incapaz de acompanhar o elevado grau de exigência que um campeonato como o italiano, inevitavelmente, lhe trouxe. Espero que não seja o caso de Hulk.
PS - Um exemplo interno e um pouco contracorrente: Danilo. O elevado investimento na sua aquisição é algo que lhe retira margem de manobra. Porque, como é evidente, a expectativa gerada nos adeptos (e nos próprios colegas de equipa) é muito superior àquela que, por exemplo, gerou Sissokho, comprado por meia dúzia de feijões. E este é um obstáculo que, até ao momento, o lateral direito do Porto não conseguiu ultrapassar. Mais: só o conseguirá sendo excelente, que é o que se espera de um jogador que custou 18 milhões de euros.
Uma das explicações para este menor rendimento é a margem de manobra reduzida que Hulk tem na selecção brasileira. Não só da parte de Scolari (e, em certa medida, percebe-se porquê: dois dos lances mais perigosos da Espanha surgem após perdas de bola de Hulk e de Neymar), mas também dos adeptos para os quais não é sequer consensual a titularidade do Incrível, quanto mais o estatuto de estrela da companhia (entregue a Neymar), como acontecia no Porto.
Hulk é um jogador com capacidade suficiente para sozinho desequilibrar e decidir um jogo. Mas precisa de liberdade para errar, nas várias tentativas de que necessita para obter o sucesso. Faltando-lhe isso, não podendo arriscar, é apenas mais um, o que não sendo necessariamente negativo, numa selecção recheada de estrelas, é pouco para quem já mostrou ser bem mais do que mais um.
Isto é algo que, por vezes, os jogadores do Porto que já atingiram um determinado nível não percebem: que, mesmo sendo criticados e, até, assobiados, dificilmente terão noutro lugar tanta tolerância dos adeptos, tanta margem de manobra como têm por cá. A não ser que dêem o salto para baixo e/ou vão descansar para as arábias...
Tivemos, há relativamente pouco tempo, o exemplo de Quaresma, incapaz de acompanhar o elevado grau de exigência que um campeonato como o italiano, inevitavelmente, lhe trouxe. Espero que não seja o caso de Hulk.
PS - Um exemplo interno e um pouco contracorrente: Danilo. O elevado investimento na sua aquisição é algo que lhe retira margem de manobra. Porque, como é evidente, a expectativa gerada nos adeptos (e nos próprios colegas de equipa) é muito superior àquela que, por exemplo, gerou Sissokho, comprado por meia dúzia de feijões. E este é um obstáculo que, até ao momento, o lateral direito do Porto não conseguiu ultrapassar. Mais: só o conseguirá sendo excelente, que é o que se espera de um jogador que custou 18 milhões de euros.
quarta-feira, junho 26, 2013
Os gajos que insistem em jogar à bola a sério
Confederações Brasil É hora das decisões, com a primeira meia-final entre Brasil x Uruguai. O ataque dos brasileiros tem sido imparável, com Neymar em grande momento, decisivo em todos os jogos. Hoje, desconfio que Neymar terá que saltar mais para escapar à intensidade defensiva (para não lhe chamar outra coisa) dos uruguaios.
Confederações Itália Tenho sérias dúvidas que esta seja melhor do que a que nos habituámos a conhecer e admirar, mas os jogos são garantidamente mais divertidos. Antes de Prandelli, se me dissessem que, numa fase de grupos de 3 jogos (com Brasil, México e Japão), a Itália tivesse um 8-8 em golos, eu não acreditava.
Mundial sub-20 O Sporting tem ouro em Bruma, mas também em João Mário, entre outros, assim os consiga Leonardo Jardim integrar e valorizar. Dos bocados que tenho visto, para além dos espanhóis, uma fórmula de sucesso que parece eterna, o pé esquerdo do colombiano Quintero merece uma referência muito abonatória.
Confederações Itália Tenho sérias dúvidas que esta seja melhor do que a que nos habituámos a conhecer e admirar, mas os jogos são garantidamente mais divertidos. Antes de Prandelli, se me dissessem que, numa fase de grupos de 3 jogos (com Brasil, México e Japão), a Itália tivesse um 8-8 em golos, eu não acreditava.
Mundial sub-20 O Sporting tem ouro em Bruma, mas também em João Mário, entre outros, assim os consiga Leonardo Jardim integrar e valorizar. Dos bocados que tenho visto, para além dos espanhóis, uma fórmula de sucesso que parece eterna, o pé esquerdo do colombiano Quintero merece uma referência muito abonatória.
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sexta-feira, junho 21, 2013
Lebron James, Confederações e Cardozo
King James Lebron avisou, enough is enough, e quando Lebron avisa normalmente cumpre.
Taça das Confederações Está a ser delicioso: Neymar a partir tudo, um fabuloso Itália 4 x 3 Japão, um Tahiti que festeja um golo quando leva 6 da Nigéria (nem tanto quando leva 10 de Espanha), o Uruguai a jogar com Forlan, Suarez e Cavani no onze (esta madrugada). Muito bom.
Cardozo Pensava que era hoje que não havia novidades sobre o processo de transferência do paraguaio, mas enganei-me.
Taça das Confederações Está a ser delicioso: Neymar a partir tudo, um fabuloso Itália 4 x 3 Japão, um Tahiti que festeja um golo quando leva 6 da Nigéria (nem tanto quando leva 10 de Espanha), o Uruguai a jogar com Forlan, Suarez e Cavani no onze (esta madrugada). Muito bom.
Cardozo Pensava que era hoje que não havia novidades sobre o processo de transferência do paraguaio, mas enganei-me.
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