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quarta-feira, julho 03, 2013

Ainda o grande Brasil das Confederações

Foi mais de espectáculo do que de qualidade (lembro os dois penalties cometidos e, por acaso, falhados pelos adversários), mas não se podem ignorar vitórias claríssimas contra Itália e a papona Espanha, nem a batalha duríssima vencida contra os uruguaios. A prova é um mini-Mundial, em que os brasileiros foram claramente superiores aos adversários, com Neymar a brilhar intensamente (adivinha-se espectáculo do melhor que a história do futebol nos deu, na parceria com Xavi, Iniesta e Messi), com a solidez de Paulinho e a eficácia de Fred (o melhor marcador do Brasileirão 2012 e segundo de 2011, com 42 golos em 53 jogos nos últimos dois anos).

Interessante também é a prudência dos comentadores desportivos brasileiros, tendo o Mundial 2014 em perspectiva, certamente maior do que a dos portugueses, lembrados estão que o Brasil também venceu as duas últimas edições da Taça das Confederações, mas que não foi por isso que entrou nos quatro primeiros lugares dos torneios mundiais que se seguiram, e que os espanhóis falharam a final da edição passada depois de eliminados pelos Estados Unidos.

Agora que este Brasil promete espectáculo e que Scolari está de parabéns, isso é inegável.

segunda-feira, julho 01, 2013

A liberdade que Hulk não tem para errar

Hulk teve um desempenho discreto na Taça das Confederações. É verdade que foi sempre titular e que esteve presente em dois dos três golos da final, contra a Espanha. Mas do Incrível espera-se mais.

Uma das explicações para este menor rendimento é a margem de manobra reduzida que Hulk tem na selecção brasileira. Não só da parte de Scolari (e, em certa medida, percebe-se porquê: dois dos lances mais perigosos da Espanha surgem após perdas de bola de Hulk e de Neymar), mas também dos adeptos para os quais não é sequer consensual a titularidade do Incrível, quanto mais o estatuto de estrela da companhia (entregue a Neymar), como acontecia no Porto.

Hulk é um jogador com capacidade suficiente para sozinho desequilibrar e decidir um jogo. Mas precisa de liberdade para errar, nas várias tentativas de que necessita para obter o sucesso. Faltando-lhe isso, não podendo arriscar, é apenas mais um, o que não sendo necessariamente negativo, numa selecção recheada de estrelas, é pouco para quem já mostrou ser bem mais do que mais um.

Isto é algo que, por vezes, os jogadores do Porto que já atingiram um determinado nível não percebem: que, mesmo sendo criticados e, até, assobiados, dificilmente terão noutro lugar tanta tolerância dos adeptos, tanta margem de manobra como têm por cá. A não ser que dêem o salto para baixo e/ou vão descansar para as arábias...

Tivemos, há relativamente pouco tempo, o exemplo de Quaresma, incapaz de acompanhar o elevado grau de exigência que um campeonato como o italiano, inevitavelmente, lhe trouxe. Espero que não seja o caso de Hulk.

PS - Um exemplo interno e um pouco contracorrente: Danilo. O elevado investimento na sua aquisição é algo que lhe retira margem de manobra. Porque, como é evidente, a expectativa gerada nos adeptos (e nos próprios colegas de equipa) é muito superior àquela que, por exemplo, gerou Sissokho, comprado por meia dúzia de feijões. E este é um obstáculo que, até ao momento, o lateral direito do Porto não conseguiu ultrapassar. Mais: só o conseguirá sendo excelente, que é o que se espera de um jogador que custou 18 milhões de euros.

quarta-feira, junho 26, 2013

Os gajos que insistem em jogar à bola a sério

Confederações Brasil É hora das decisões, com a primeira meia-final entre Brasil x Uruguai. O ataque dos brasileiros tem sido imparável, com Neymar em grande momento, decisivo em todos os jogos. Hoje, desconfio que Neymar terá que saltar mais para escapar à intensidade defensiva (para não lhe chamar outra coisa) dos uruguaios.

Confederações Itália Tenho sérias dúvidas que esta seja melhor do que a que nos habituámos a conhecer e admirar, mas os jogos são garantidamente mais divertidos. Antes de Prandelli, se me dissessem que, numa fase de grupos de 3 jogos (com Brasil, México e Japão), a Itália tivesse um 8-8 em golos, eu não acreditava.

Mundial sub-20 O Sporting tem ouro em Bruma, mas também em João Mário, entre outros, assim os consiga Leonardo Jardim integrar e valorizar. Dos bocados que tenho visto, para além dos espanhóis, uma fórmula de sucesso que parece eterna, o pé esquerdo do colombiano Quintero merece uma referência muito abonatória.

sexta-feira, junho 21, 2013

Lebron James, Confederações e Cardozo

King James Lebron avisou, enough is enough, e quando Lebron avisa normalmente cumpre.

Taça das Confederações Está a ser delicioso: Neymar a partir tudo, um fabuloso Itália 4 x 3 Japão, um Tahiti que festeja um golo quando leva 6 da Nigéria (nem tanto quando leva 10 de Espanha), o Uruguai a jogar com Forlan, Suarez e Cavani no onze (esta madrugada). Muito bom.

Cardozo Pensava que era hoje que não havia novidades sobre o processo de transferência do paraguaio, mas enganei-me.