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sexta-feira, setembro 11, 2009

Vitória 3 x 0 Naval

Que grande jogo fez o Vitória! Foram três, mas podiam ter sido outros tantos, num jogo de sentido único do princípio ao fim. Grande exibições de Desmarets (no meio) e Jorge Gonçalves, num jogo em que ninguém ficou mal na fotografia (excepto a malta da Naval). Se o 4x4x2 clássico produz isto, continua Vingada. Desde que tenhas os alas em campo...

master kodro

domingo, agosto 30, 2009

Paços de Ferreira 0 x 0 Vitória

3 jogos, 0 golos marcados Jogar no terreno do Paços é difícil - o Porto já por lá passou e sentiu isso mesmo. Jogar no terreno do Paços com Pedro Henriques a apitar é de loucos - tanto para os do Vitória como para os do Paços (oxalá Pedrinha esteja bem, embora neste caso tenha sido um acidente). Jogar no campo do Paços com uma equipa partida em dois desde o início a jogar futebol directo é uma autêntica lotaria. Calhou-nos o empate. Só gostei de Targino.

3 jogos, 3 golos marcados Falcão está a adaptar-se bem à Liga portuguesa. Começou a desenhar cedo a vitória do Porto no terreno da Naval (1 x 3) e ainda ofereceu o segundo a Silvestre Varela que está a aproveitar bem o regresso lento de Rodriguez e a ausência de Hulk. Farias marcou mais um vindo do banco. E Rolando marcou o segundo auto-golo dos portistas da época.

master kodro

domingo, agosto 23, 2009

Vitória 0 x 1 Benfica

Grande jogo do Vitória. Nelo Vingada percebeu finalmente (à segunda jornada não é mau) as mensagens que o plantel insistia em transmitir-lhe e encontrou um sistema híbrido à medida do adversário. Um sistema perfeito que possibilitou que o Vitória se superiorizasse durante a maior parte do jogo. Até quando estiveram reduzidos a 10, os vitorianos conseguiram criar as duas melhores oportunidades (as únicas criadas nesse período, acrescente-se): Targino ao poste, depois de oferta de Quim (atrapalhado com um remate de Andrézinho); e o mesmo Targino a deixar-se antecipar por David Luiz depois de se ter isolado, após ultrapassar Luisão com inteligência. Foram duas oportunidades de ouro para garantir a vitória, já depois de na primeira parte Sereno ter obrigado Quim a uma grande defesa. Paciência. Targino tem que aprender em campo com os erros. Pior seria se não conseguisse criar as oportunidades.

Excelente jogo de Nuno Assis, excelente jogo de Targino a que só faltou um golo, até Andrézinho esteve muito bem (aproveitando o novo desenho de Nelo Vingada que ajuda a mitigar as suas limitações defensivas), brilhante exibição colectiva que não permitiu que o adversário construísse nada, à excepção de um magnífico passe de Di Maria que Aimar desperdiçou.

E mesmo assim o Vitória acabou derrotado, reduzido a 9 e Nilson ainda teve que defender um penalty por mão de Flávio Meireles, num lance inofensivo, com direito a segundo amarelo. E eu fiquei extremamente satisfeito com o jogo e tenho que dar os parabéns a Nelo Vingada e aos jogadores, a todos, por esta excelente exibição e pela atitude demonstrada. Tenho que admitir que não estava nada à espera disto, mesmo com os alas em campo.

ps - Como sabem não discuto lances, apenas leis e critérios. E estava com curiosidade para saber se a - aparentemente nova - directiva de os protestos veementes valerem amarelo continuaria em vigor, tal como esteve em todos os jogos do campeonato. Fiquei surpreso ao perceber que não. Targino foi o primeiro (num lance banal) e não viu cartão; Aimar foi o segundo (a pedir penalty depois de sentir um toque de Ramires na costas...) e não viu cartão; Nuno Assis foi o terceiro, viu amarelo e acabou expulso numa discussão com Coentrão. Aquilo que, à partida, parecia uma boa medida, transformou-se em mais uma bomba discricionária nas mãos dos árbitros. Já deu que falar com Hulk e, pela amostra, vai ser um espectáculo daqui para a frente.

pps - Lá está. Raúl Meireles pediu penalty. Amarelo. Voltou a vigorar. Isto vai ser lindo.

master kodro

segunda-feira, agosto 17, 2009

Vitória de Setúbal 0 x 0 Vitória de Guimarães

Estou absolutamente convencido de que qualquer equipa que jogue minimamente à bola goleia este Vitória sadino. Tenho a impressão que uma equipa de juniores portuguesa de topo ganha a este Vitória sadino. Mas o meu Vitória não. Porque o meu Vitória não joga a bola. O meu Vitória é um grupo de amigos que se junta a jogar ao meio que não consegue criar dificuldades a uma equipa do nível acima descrito. Pelo contrário, quem teve as melhores oportunidades foram os de Setúbal.

Eu juro que temia. Depois de todos os ensinamentos que a pré-época deu a Nelo Vingada, o treinador afirmou algo parecido com 'estou convencido que marcaríamos mesmo que continuássemos a jogar em 442 losango'. Era um sinal. Hoje, resolveu dar mais sinais. Para além de manter a táctica que ainda não deu resultados, promoveu Andrézinho e João Alves à titularidade (mantendo-os em campo até ao fim, apesar do que estava a acontecer) e ofereceu a Rui Miguel, o mais criativo do plantel, a oportunidade única de jogar de costas para a baliza, ao lado de Douglas. Um mimo.

Já nem falo de exibições individuais para não dizer o mesmo de sempre. É sempre a mesma coisa mas há quem continue a gostar. Mais de 60% de posse de bola absolutamente estéril. Belíssimos toques para o lado e para trás, passes de calcanhar esteticamente perfeitos (alguns para contra-ataques adversários). Zero de futebol.

master kodro

segunda-feira, agosto 03, 2009

Vitória 0 x 2 Benfica

Vitória Nelo Vingada vai ter que decidir o que pretende da vida com alguma brevidade. Já não é a primeira vez na pré-época que tenta juntar Rui Miguel a Nuno Assis (e a um trinco e a Desmarets, desta vez acrescentou o segundo trinco...), tendo desenhado um pentágono atrás de Douglas. E das duas uma: ou tem tomates e põe os dois criativos à frente de um trinco - seja Flávio ou Custódio -, ou assume a escolha entre eles. É que se não for assim não teremos alas e é nas alas que estão, neste momento, dois grandes focos de desequilíbrio das defensivas contrárias, Targino e Jorge Gonçalves. Porque jogar ao meio (é muito bonito com toques de calcanhar e tal...) não serve quando a bola não chega à área contrária com a quantidade e a qualidade necessária para marcar golos e ganhar jogos (a não ser que do outro lado esteja uma patética equipa como o Portsmouth e mesmo aí, foi depois da entrada dos alas que os golos entraram). Para além de tudo isto, com desenhos como o inicial de hoje, o metro e noventa de Douglas é tão útil como o metro e setenta de Marquinho (ou outro qualquer que não seja ponta-de-lança de área) com a desvantagem de a velocidade ser menor. É uma questão de assumir.

O resto foi perfeitamente normal, excepto a infantilidade de querer fazer linha a meio do meio-campo (Moreno no lance do primeiro golo, Milhazes no do segundo). É que não faz linhas destas quem quer, faz quem pode e o nome e as características do adversário também devem ser tomados em consideração nestas questões, sob pena de se incorrer em grandes ingenuidades.

Individualmente, Targino voltou a mostrar quer quer recuperar o tempo perdido em terras escandinavas e Alex está muito longe da forma a que nos habituou enquanto andou pelo Minho, pois pareceu exausto desde o primeiro minuto de jogo. Mas isso é que é normal nesta fase da época, não é?

Benfica É normal, excepto no Benfica de Jesus. Os encarnados, todos eles, estão num magnífico momento de forma física e apresentam índices de agressividade defensiva muito além daquilo a que estávamos habituados nos últimos anos. O Benfica, neste dia, estaria mais do que pronto para uma pré-eliminatória da Champions (como o Sporting não estava) ou para uma eliminatória contra suecos para a Liga Europa (como o Braga parece não estar). Jorge Jesus está a conseguir o toque mágico de todos os jogadores estarem constantemente a morder os calcanhares - literalmente - aos adversários durante quase todo o jogo, e de colocarem o pé, os braços e a cabeça na direcção da bola com uma convicção inusitada, ainda antes de a época começar.

E se em alguns jogadores isso é relativamente normal, como em Maxi (hoje não, claro, mas ontem sim), Yebda ou Miguel Vítor (ou em Shaffer, que perto do fim estava a pressionar Jorge Gonçalves, entrado na segunda parte, bem perto da linha de meio-campo), começa a ganhar contornos de milagre quando se vê, por exemplo, Aimar a fazer tesouras aos adversários (como contra o Portsmouth), a fazer carrinhos do primeiro ao último minuto em campo ou a deixar Flávio Meireles deitado no chão numa disputa pé-bola-pé ou quando se vê Carlos Martins, depois de 60 minutos em campo, a fazer um sprint à área para rematar, dar uma cambalhota e voltar a pôr-se de pé para começar a correr para a defesa, tudo de uma penada. Veremos se esta saúde é para durar. Se for, temos candidato ao título.

master kodro

sexta-feira, junho 26, 2009

Play it again, Sam # 42 - Nick Cave

Just look at that fucking moon
Disse ele maravilhado com a generosidade da dita, entrecortada por uma neblina do outro mundo, que lhe serviu de enquadramento para um concerto memorável de há alguns anos em Paredes de Coura. Antes disso, eu tinha vindo da maior concentração de camisolas do Vitória por metro quadrado, na rua, jamais vista - por mim - sem ser em dia de jogo. Até o hotel se chamava Meira. Poucas vezes me lembro de me sentir em casa, tão longe dela. É nestas coisas que penso quando vejo a guerra a aproximar-se. Entretanto encontrei o primeiro ponto positivo da contratação de Nelo Vingada: ele não se chama José Romão...

Música: "Straight to you" & "Into my arms"
Álbum: "Henry's dream", 1992 & "The boatman's call", 1997
Interpretação: Nick Cave (and the Bad Seeds)



Mais, a música que Nick Cave cantou no funeral de Michael Hutchence, dos INXS. Nem quero imaginar como foi:



master kodro