Grande jogo do Vitória. Nelo Vingada percebeu finalmente (à segunda jornada não é mau) as mensagens que o plantel insistia em transmitir-lhe e encontrou um sistema híbrido à medida do adversário. Um sistema perfeito que possibilitou que o Vitória se superiorizasse durante a maior parte do jogo. Até quando estiveram reduzidos a 10, os vitorianos conseguiram criar as duas melhores oportunidades (as únicas criadas nesse período, acrescente-se): Targino ao poste, depois de oferta de Quim (atrapalhado com um remate de Andrézinho); e o mesmo Targino a deixar-se antecipar por David Luiz depois de se ter isolado, após ultrapassar Luisão com inteligência. Foram duas oportunidades de ouro para garantir a vitória, já depois de na primeira parte Sereno ter obrigado Quim a uma grande defesa. Paciência. Targino tem que aprender em campo com os erros. Pior seria se não conseguisse criar as oportunidades.
Excelente jogo de Nuno Assis, excelente jogo de Targino a que só faltou um golo, até Andrézinho esteve muito bem (aproveitando o novo desenho de Nelo Vingada que ajuda a mitigar as suas limitações defensivas), brilhante exibição colectiva que não permitiu que o adversário construísse nada, à excepção de um magnífico passe de Di Maria que Aimar desperdiçou.
E mesmo assim o Vitória acabou derrotado, reduzido a 9 e Nilson ainda teve que defender um penalty por mão de Flávio Meireles, num lance inofensivo, com direito a segundo amarelo. E eu fiquei extremamente satisfeito com o jogo e tenho que dar os parabéns a Nelo Vingada e aos jogadores, a todos, por esta excelente exibição e pela atitude demonstrada. Tenho que admitir que não estava nada à espera disto, mesmo com os alas em campo.
ps - Como sabem não discuto lances, apenas leis e critérios. E estava com curiosidade para saber se a - aparentemente nova - directiva de os protestos veementes valerem amarelo continuaria em vigor, tal como esteve em todos os jogos do campeonato. Fiquei surpreso ao perceber que não. Targino foi o primeiro (num lance banal) e não viu cartão; Aimar foi o segundo (a pedir penalty depois de sentir um toque de Ramires na costas...) e não viu cartão; Nuno Assis foi o terceiro, viu amarelo e acabou expulso numa discussão com Coentrão. Aquilo que, à partida, parecia uma boa medida, transformou-se em mais uma bomba discricionária nas mãos dos árbitros. Já deu que falar com Hulk e, pela amostra, vai ser um espectáculo daqui para a frente.
pps - Lá está. Raúl Meireles pediu penalty. Amarelo. Voltou a vigorar. Isto vai ser lindo.
master kodro
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domingo, agosto 23, 2009
domingo, janeiro 25, 2009
Cantinho do Vitória J15
1. Cajuda acha que sim. Com o regresso de Flávio Meireles e com Custódio disponível, Wénio é que deve ser o trinco, com os outros dois no banco. Já no centro do ataque, é Marquinho que deve actuar. O extremo que nem a extremo faz o que deve é que deve ser o ponta-de-lança e Lucas, o miúdo, nem no banco fica. Continua o preconceito de Cajuda a tudo o que cheire remotamente a formação. Nem em último caso. Isso é para dar. Aos grandes, de preferência.
2. O jogo nem foi mau de todo, apesar de tudo, com velocidade, bola a circular e jogo pelos extremos. Mais posse de bola, o dobro dos remates, muito mais cantos, e desta vez a posse de bola até trouxe várias oportunidades de golo que Marquinho (na maior parte das ocasiões) não conseguiu transformar em golo. Peskovic esteve magnífico, outra vez.
3. Mas a estrela do jogo foi Sougou. Um jogo absolutamente brilhante, com duas assistências para golo, um slalom fabuloso na primeira parte e diversos outros apontamentos de grande nível, perfeitos para uma Académica que quis quase sempre contra-atacar.
ps - Depois não sabem (nos comentários) porque é que eu preferia o Sougou ao Nuno Assis.
master kodro
2. O jogo nem foi mau de todo, apesar de tudo, com velocidade, bola a circular e jogo pelos extremos. Mais posse de bola, o dobro dos remates, muito mais cantos, e desta vez a posse de bola até trouxe várias oportunidades de golo que Marquinho (na maior parte das ocasiões) não conseguiu transformar em golo. Peskovic esteve magnífico, outra vez.
3. Mas a estrela do jogo foi Sougou. Um jogo absolutamente brilhante, com duas assistências para golo, um slalom fabuloso na primeira parte e diversos outros apontamentos de grande nível, perfeitos para uma Académica que quis quase sempre contra-atacar.
ps - Depois não sabem (nos comentários) porque é que eu preferia o Sougou ao Nuno Assis.
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quinta-feira, janeiro 08, 2009
Cantinho do Vitória - baralhar e voltar a dar
1. A experiência de ver o jogo gravado já depois de saber o resultado final permitiu que me tivesse concentrado mais nos jogadores do que no resto, que já não era novidade. O Vitória voltou a sofrer um golo de bola parada, como sofrera dois do Rio Ave no jogo anterior, com a agravante de ter sido Katsouranis a entrar ao primeiro poste (mais longe do que o que acontece habitualmente), o que sugere que alguém não está a fazer os trabalhos de casa convenientemente. O segundo foi em contra-ataque e era mais ou menos previsível dado o cariz da partida nessa altura, um risco assumido e que era a única atitude que o Vitória poderia ter nessa fase.
2. Ter tanta posse de bola e não fazer nada de especial com essa posse de bola é aflitivo. Não há nenhuma melhoria como apregoa Cajuda. Houve um jogo, com o Rio Ave, em que conseguimos fazer contra-ataques porque o Rio Ave decidiu arriscar. Só isso. Ontem, o Vitória até fez a bola chegar às alas e à área adversária mas não causou qualquer dificuldade ao adversário. Uma oportunidade flagrante, aos 94 minutos, é um sinal do estado da coisa.
3. Não jogou a partida toda, mas eu pagava para ficar sem ele: Marquinho não me convenceu até hoje e vai ter que fazer o dobro dos outros no futuro para repensar a minha opinião. Andrezinho teve uma meia hora inicial desastrosa com vários maus passes, inclusivamente passes para trás sem oposição e inícios de contra-ataques adversários, para além de não fazer nada de especial ofensivamente. Luciano Amaral foi o mais perigoso até ao intervalo e saiu aos 45 minutos. Roberto luta mas não é Douglas. Wénio, João Alves e Fajardo (principalmente os dois primeiros) fizeram-me ter saudades da segurança de Flávio Meireles.
4. No Benfica os destaques são óbvios: Luisão e Miguel Vítor foram os mais importantes, cortando tudo o que havia para cortar.
master kodro
2. Ter tanta posse de bola e não fazer nada de especial com essa posse de bola é aflitivo. Não há nenhuma melhoria como apregoa Cajuda. Houve um jogo, com o Rio Ave, em que conseguimos fazer contra-ataques porque o Rio Ave decidiu arriscar. Só isso. Ontem, o Vitória até fez a bola chegar às alas e à área adversária mas não causou qualquer dificuldade ao adversário. Uma oportunidade flagrante, aos 94 minutos, é um sinal do estado da coisa.
3. Não jogou a partida toda, mas eu pagava para ficar sem ele: Marquinho não me convenceu até hoje e vai ter que fazer o dobro dos outros no futuro para repensar a minha opinião. Andrezinho teve uma meia hora inicial desastrosa com vários maus passes, inclusivamente passes para trás sem oposição e inícios de contra-ataques adversários, para além de não fazer nada de especial ofensivamente. Luciano Amaral foi o mais perigoso até ao intervalo e saiu aos 45 minutos. Roberto luta mas não é Douglas. Wénio, João Alves e Fajardo (principalmente os dois primeiros) fizeram-me ter saudades da segurança de Flávio Meireles.
4. No Benfica os destaques são óbvios: Luisão e Miguel Vítor foram os mais importantes, cortando tudo o que havia para cortar.
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