Estou absolutamente convencido de que qualquer equipa que jogue minimamente à bola goleia este Vitória sadino. Tenho a impressão que uma equipa de juniores portuguesa de topo ganha a este Vitória sadino. Mas o meu Vitória não. Porque o meu Vitória não joga a bola. O meu Vitória é um grupo de amigos que se junta a jogar ao meio que não consegue criar dificuldades a uma equipa do nível acima descrito. Pelo contrário, quem teve as melhores oportunidades foram os de Setúbal.
Eu juro que temia. Depois de todos os ensinamentos que a pré-época deu a Nelo Vingada, o treinador afirmou algo parecido com 'estou convencido que marcaríamos mesmo que continuássemos a jogar em 442 losango'. Era um sinal. Hoje, resolveu dar mais sinais. Para além de manter a táctica que ainda não deu resultados, promoveu Andrézinho e João Alves à titularidade (mantendo-os em campo até ao fim, apesar do que estava a acontecer) e ofereceu a Rui Miguel, o mais criativo do plantel, a oportunidade única de jogar de costas para a baliza, ao lado de Douglas. Um mimo.
Já nem falo de exibições individuais para não dizer o mesmo de sempre. É sempre a mesma coisa mas há quem continue a gostar. Mais de 60% de posse de bola absolutamente estéril. Belíssimos toques para o lado e para trás, passes de calcanhar esteticamente perfeitos (alguns para contra-ataques adversários). Zero de futebol.
master kodro
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segunda-feira, agosto 17, 2009
domingo, fevereiro 22, 2009
Cantinho do Vitória - O fim da época
1. Fez-se justiça. O V. Guimarães 0 x 1 Trofense foi estranho, mas teve um resultado acertado. O Vitória bateu dois recordes mundiais no campo da inutilidade: o da posse de bola inútil; e o dos cruzamentos inúteis, metade deles lançados a meio do meio-campo adversário, para o terceiro poste, para trás da baliza ou para o central adversário mais próximo. O Trofense teve cerca de 35% da posse de bola e conseguiu fazer quase o dobro dos remates do que o Vitória. O Trofense teve a melhor oportunidade da primeira parte, desperdiçada por Chad, isolado (a que o Vitória respondeu com um centro falhado por João Alves, que quase deu golo, como melhor oportunidade), marcou um golo na segunda, por Chad, isolado mesmo com toda a sorte do mundo, e teve tantas oportunidades de golo como o Vitória nesse período. Não há mais nada a dizer.
2. O futebol do Vitória é o espelho do que Nuno Assis faz em campo. Pega na bola na meia esquerda. Flecte para o centro em corrida frenética. Encontra um obstáculo. Finta para trás com a óbvia conivência do opositor (que se está bem a cagar para que Nuno Assis esteja, agora, dois metros ao lado e um metro atrás da sua posição inicial). Havendo, ou não, novo obstáculo, Assis passa a bola para trás para o mesmo rapaz que já lá estava no início do movimento. O resto é simples. Passe para a ala, seja de quem for, seja para quem for, e cruzamento para o monte. O jogo varia com um toque de calcanhar de Alves ou Assis ou num momento de loucura de Luciano Amaral, possuído pelo espírito de Maradona (pela parte da coca) que vai sempre em frente simulando que dribla os vários adversários que, atónitos, o deixam passar sem resposta. Estes momentos acabam, normalmente, com uma perda de bola ou com - obviamente - um centro falhado.
3. Acabou a época. Chegou a hora de se perceber o que se quer. Se querem que Cajuda fique, ele que comece a preparar a nova época já, a experimentar juniores de preferência, algo a que o técnico é alérgico. Se não é para Cajuda continuar, troquem já e deixem que o novo treinador comece a preparar a nova época. Eu estou com muitas dúvidas, neste momento. Muitas mesmo. A equipa devia estar a evoluir, mesmo que não repetisse os resultados do ano passado (foi um milagre e cada vez que se vê um jogo do Braga percebe-se que só por milagre é que épocas como a do ano passado acontecem), mas está a regredir. Não sei o que pensar, ainda. Sei que, muito antes de Cajuda, trocava de direcção. Sem piscar os olhos.
master kodro
2. O futebol do Vitória é o espelho do que Nuno Assis faz em campo. Pega na bola na meia esquerda. Flecte para o centro em corrida frenética. Encontra um obstáculo. Finta para trás com a óbvia conivência do opositor (que se está bem a cagar para que Nuno Assis esteja, agora, dois metros ao lado e um metro atrás da sua posição inicial). Havendo, ou não, novo obstáculo, Assis passa a bola para trás para o mesmo rapaz que já lá estava no início do movimento. O resto é simples. Passe para a ala, seja de quem for, seja para quem for, e cruzamento para o monte. O jogo varia com um toque de calcanhar de Alves ou Assis ou num momento de loucura de Luciano Amaral, possuído pelo espírito de Maradona (pela parte da coca) que vai sempre em frente simulando que dribla os vários adversários que, atónitos, o deixam passar sem resposta. Estes momentos acabam, normalmente, com uma perda de bola ou com - obviamente - um centro falhado.
3. Acabou a época. Chegou a hora de se perceber o que se quer. Se querem que Cajuda fique, ele que comece a preparar a nova época já, a experimentar juniores de preferência, algo a que o técnico é alérgico. Se não é para Cajuda continuar, troquem já e deixem que o novo treinador comece a preparar a nova época. Eu estou com muitas dúvidas, neste momento. Muitas mesmo. A equipa devia estar a evoluir, mesmo que não repetisse os resultados do ano passado (foi um milagre e cada vez que se vê um jogo do Braga percebe-se que só por milagre é que épocas como a do ano passado acontecem), mas está a regredir. Não sei o que pensar, ainda. Sei que, muito antes de Cajuda, trocava de direcção. Sem piscar os olhos.
master kodro
quinta-feira, fevereiro 05, 2009
Cantinho do Vitória
No meio está a virtude O Vitória é a equipa que melhor joga em Portugal, se retirarmos as balizas. Aquele meiinho constante é um regalo para os olhos, principalmente para os suplentes das equipas nos intervalos dos jogos. Duvido que alguém jogue melhor ao meio do que os jogadores do Vitória. Acontece que as balizas fazem parte do futebol e, em algumas latitudes, são mesmo consideradas o objectivo do jogo.
Direitos adquiridos Não tenhamos dúvidas: um jogo do Vitória não é jogo se João Alves não fizer um remate a 40 metros da baliza, de preferência que passe a 10 metros da dita. Ontem, resolveu aquele que parece ser o seu objectivo principal por volta da meia-hora de jogo. Conseguiu, inclusivamente, repetir a façanha a apenas 30 metros com a sua versão 2.0, o remate rasteiro na oblíqua, muito apreciado nos relvados menos lisos do Bangladesh.
Terramoto Sentiram o mesmo que eu, ou seja, a terra a tremer, quando Carlitos entrou em campo? Sentiu-se o pavor nos defesas do Benfica, eles segredavam "Vem aí o Carlitos, man, prepara-te", as bancadas emudeceram, a Lua eclipsou-se, David Luiz terá mesmo pedido para cagar e sair. Um remate disparatado só com o guarda-redes pela frente aos 92 minutos e um centro, por fora, que nem merece adjectivo, foram o seu principal legado ao jogo. Não estava lá melhor o Targino a saltar do banco?
Sr. Professor É uma vocação, certamente. Como a época está a correr ao Vitória, não me parece má ideia, de todo, que todos os jogadores comecem a procurar novos focos de motivação, para além do simples jogo do meio. Vendo que Cardozo não estava a conseguir alcançar os seus intentos (o paraguaio já devia saber que quando alça a perna esquerda a 30 metros da baliza, já quase toda a gente sabe o que lá vem), Gregory resolveu mostrar-lhe como é que se faz: tens que fazer algo que ninguém está à espera. Pimba, golaço. Este professor vai ter nota alta na avaliação.
master kodro
Direitos adquiridos Não tenhamos dúvidas: um jogo do Vitória não é jogo se João Alves não fizer um remate a 40 metros da baliza, de preferência que passe a 10 metros da dita. Ontem, resolveu aquele que parece ser o seu objectivo principal por volta da meia-hora de jogo. Conseguiu, inclusivamente, repetir a façanha a apenas 30 metros com a sua versão 2.0, o remate rasteiro na oblíqua, muito apreciado nos relvados menos lisos do Bangladesh.
Terramoto Sentiram o mesmo que eu, ou seja, a terra a tremer, quando Carlitos entrou em campo? Sentiu-se o pavor nos defesas do Benfica, eles segredavam "Vem aí o Carlitos, man, prepara-te", as bancadas emudeceram, a Lua eclipsou-se, David Luiz terá mesmo pedido para cagar e sair. Um remate disparatado só com o guarda-redes pela frente aos 92 minutos e um centro, por fora, que nem merece adjectivo, foram o seu principal legado ao jogo. Não estava lá melhor o Targino a saltar do banco?
Sr. Professor É uma vocação, certamente. Como a época está a correr ao Vitória, não me parece má ideia, de todo, que todos os jogadores comecem a procurar novos focos de motivação, para além do simples jogo do meio. Vendo que Cardozo não estava a conseguir alcançar os seus intentos (o paraguaio já devia saber que quando alça a perna esquerda a 30 metros da baliza, já quase toda a gente sabe o que lá vem), Gregory resolveu mostrar-lhe como é que se faz: tens que fazer algo que ninguém está à espera. Pimba, golaço. Este professor vai ter nota alta na avaliação.
master kodro
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v. guimarães 08/09
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