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domingo, dezembro 20, 2009

Vitória 1 x 0 Rio Ave

Não foi nada, absolutamente nada, fácil. Primeira parte de muita posse de bola mas de nenhum rasgo. Nem Assis, nem Desmarets, nem Targino. As duas melhores oportunidades foram até para os vilacondenses, com Bruno Gama a ultrapassar Andrézinho e a servir os companheiros no centro. Um falhou, o outro encontrou Nilson em vôo. Depois de uma primeira parte miserável do lateral (novamente à direita, com Milhazes na esquerda), eis que o rapaz responde com mais um golo de livre directo. É quando quiseres, rapaz. Foi mais uma vitória no limite de Paulo Sérgio, um limite testado ao máximo com um remate a bater no poste de Nilson ao minuto 88. Venha daí essa luta pela Europa.

master kodro

domingo, dezembro 06, 2009

Curtas

Vitória 1 x 4 Porto Não vi o jogo, apenas o resumo. Juntando esse pedaço ao que me foi contado, parece que foi justo mas que podia ter acontecido um 4x6 (o que não é lisonjeiro para nenhuma das defesas). Um golo de Varela aos 12 minutos (mais um daquele rapaz que não se adequava às ideias não sei de quem) inviabilizou a implementação da mesma estratégia que Paulo Sérgio impôs nos últimos jogos. Era um adversário incoveniente para isso acontecer. E o golo do Andrézinho?...

Leixões 1 x 1 Braga Eis que o Inverno faz a primeira vítima. Num jogo disputado em condições deploráveis, o Braga atolou em Matosinhos. Moisés não separou as águas convenientemente e Eduardo, não Mãos-de-Tesoura mas Pés-de-Chumbo, deixou-a entrar. O mesmo pedaço de terreno que acelerou a bola neste lance, travou-a, na segunda parte, inviabilizando remates bracarenses. Um mistério tão grande como o que levou o adjunto leixonense a dizer que os seus mereciam mais. A maresia dá cabo das cabeças.

Juventus 2 x 1 Inter Temos uma dúvida na atribuição do primeiro golo da Juve, trazida pelo concorrente sérgio_alj. O site oficial do calcio sustenta que o golo é de Felipe Melo e não de Chiellini. Vamos aguardar até terça-feira - dia de fazer as contas e lançamento da última jornada da TLX - para ver se há alteração. A decisão italiana será soberana.

master kodro

segunda-feira, novembro 23, 2009

Benfica 0 x 1 Vitória

Rigor, paciência e brilhantismo. Adorei a forma como a equipa esteve segura durante quase todo o jogo (e quando não esteve, Nilson resolveu as situações, até quando os remates iam para fora) e fiquei maravilhado com as combinações entre Desmarets e Nuno Assis e com a velocidade de Targino. Mas, acima de tudo, gostei da paciência e do rigor. Até Andrézinho esteve bem. Do outro lado, só me assustei com as recorrentes simulações e braços no ar, já no fim do jogo.

master kodro

domingo, agosto 23, 2009

Vitória 0 x 1 Benfica

Grande jogo do Vitória. Nelo Vingada percebeu finalmente (à segunda jornada não é mau) as mensagens que o plantel insistia em transmitir-lhe e encontrou um sistema híbrido à medida do adversário. Um sistema perfeito que possibilitou que o Vitória se superiorizasse durante a maior parte do jogo. Até quando estiveram reduzidos a 10, os vitorianos conseguiram criar as duas melhores oportunidades (as únicas criadas nesse período, acrescente-se): Targino ao poste, depois de oferta de Quim (atrapalhado com um remate de Andrézinho); e o mesmo Targino a deixar-se antecipar por David Luiz depois de se ter isolado, após ultrapassar Luisão com inteligência. Foram duas oportunidades de ouro para garantir a vitória, já depois de na primeira parte Sereno ter obrigado Quim a uma grande defesa. Paciência. Targino tem que aprender em campo com os erros. Pior seria se não conseguisse criar as oportunidades.

Excelente jogo de Nuno Assis, excelente jogo de Targino a que só faltou um golo, até Andrézinho esteve muito bem (aproveitando o novo desenho de Nelo Vingada que ajuda a mitigar as suas limitações defensivas), brilhante exibição colectiva que não permitiu que o adversário construísse nada, à excepção de um magnífico passe de Di Maria que Aimar desperdiçou.

E mesmo assim o Vitória acabou derrotado, reduzido a 9 e Nilson ainda teve que defender um penalty por mão de Flávio Meireles, num lance inofensivo, com direito a segundo amarelo. E eu fiquei extremamente satisfeito com o jogo e tenho que dar os parabéns a Nelo Vingada e aos jogadores, a todos, por esta excelente exibição e pela atitude demonstrada. Tenho que admitir que não estava nada à espera disto, mesmo com os alas em campo.

ps - Como sabem não discuto lances, apenas leis e critérios. E estava com curiosidade para saber se a - aparentemente nova - directiva de os protestos veementes valerem amarelo continuaria em vigor, tal como esteve em todos os jogos do campeonato. Fiquei surpreso ao perceber que não. Targino foi o primeiro (num lance banal) e não viu cartão; Aimar foi o segundo (a pedir penalty depois de sentir um toque de Ramires na costas...) e não viu cartão; Nuno Assis foi o terceiro, viu amarelo e acabou expulso numa discussão com Coentrão. Aquilo que, à partida, parecia uma boa medida, transformou-se em mais uma bomba discricionária nas mãos dos árbitros. Já deu que falar com Hulk e, pela amostra, vai ser um espectáculo daqui para a frente.

pps - Lá está. Raúl Meireles pediu penalty. Amarelo. Voltou a vigorar. Isto vai ser lindo.

master kodro

segunda-feira, agosto 17, 2009

Vitória de Setúbal 0 x 0 Vitória de Guimarães

Estou absolutamente convencido de que qualquer equipa que jogue minimamente à bola goleia este Vitória sadino. Tenho a impressão que uma equipa de juniores portuguesa de topo ganha a este Vitória sadino. Mas o meu Vitória não. Porque o meu Vitória não joga a bola. O meu Vitória é um grupo de amigos que se junta a jogar ao meio que não consegue criar dificuldades a uma equipa do nível acima descrito. Pelo contrário, quem teve as melhores oportunidades foram os de Setúbal.

Eu juro que temia. Depois de todos os ensinamentos que a pré-época deu a Nelo Vingada, o treinador afirmou algo parecido com 'estou convencido que marcaríamos mesmo que continuássemos a jogar em 442 losango'. Era um sinal. Hoje, resolveu dar mais sinais. Para além de manter a táctica que ainda não deu resultados, promoveu Andrézinho e João Alves à titularidade (mantendo-os em campo até ao fim, apesar do que estava a acontecer) e ofereceu a Rui Miguel, o mais criativo do plantel, a oportunidade única de jogar de costas para a baliza, ao lado de Douglas. Um mimo.

Já nem falo de exibições individuais para não dizer o mesmo de sempre. É sempre a mesma coisa mas há quem continue a gostar. Mais de 60% de posse de bola absolutamente estéril. Belíssimos toques para o lado e para trás, passes de calcanhar esteticamente perfeitos (alguns para contra-ataques adversários). Zero de futebol.

master kodro

quinta-feira, janeiro 08, 2009

Cantinho do Vitória - baralhar e voltar a dar

1. A experiência de ver o jogo gravado já depois de saber o resultado final permitiu que me tivesse concentrado mais nos jogadores do que no resto, que já não era novidade. O Vitória voltou a sofrer um golo de bola parada, como sofrera dois do Rio Ave no jogo anterior, com a agravante de ter sido Katsouranis a entrar ao primeiro poste (mais longe do que o que acontece habitualmente), o que sugere que alguém não está a fazer os trabalhos de casa convenientemente. O segundo foi em contra-ataque e era mais ou menos previsível dado o cariz da partida nessa altura, um risco assumido e que era a única atitude que o Vitória poderia ter nessa fase.

2. Ter tanta posse de bola e não fazer nada de especial com essa posse de bola é aflitivo. Não há nenhuma melhoria como apregoa Cajuda. Houve um jogo, com o Rio Ave, em que conseguimos fazer contra-ataques porque o Rio Ave decidiu arriscar. Só isso. Ontem, o Vitória até fez a bola chegar às alas e à área adversária mas não causou qualquer dificuldade ao adversário. Uma oportunidade flagrante, aos 94 minutos, é um sinal do estado da coisa.

3. Não jogou a partida toda, mas eu pagava para ficar sem ele: Marquinho não me convenceu até hoje e vai ter que fazer o dobro dos outros no futuro para repensar a minha opinião. Andrezinho teve uma meia hora inicial desastrosa com vários maus passes, inclusivamente passes para trás sem oposição e inícios de contra-ataques adversários, para além de não fazer nada de especial ofensivamente. Luciano Amaral foi o mais perigoso até ao intervalo e saiu aos 45 minutos. Roberto luta mas não é Douglas. Wénio, João Alves e Fajardo (principalmente os dois primeiros) fizeram-me ter saudades da segurança de Flávio Meireles.

4. No Benfica os destaques são óbvios: Luisão e Miguel Vítor foram os mais importantes, cortando tudo o que havia para cortar.

master kodro