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quinta-feira, julho 12, 2012

A limpeza

Nilson (36 anos), João Alves (31), Edgar (25), Nuno Assis (34), Faouzi (27), Paulo Sérgio (28), Pedro Mendes (33) e João Paulo (30), entre outros nomes menos importantes, saíram do Vitória, a maior parte em nome do alívio da factura salarial. Passa a haver espaço para o Ricardo, o João Amorim, o Assis (brasileiro com 22 anos, no Vitória desde os 20) e para o Paulo Oliveira; passa a haver espaço para o Soudani do Vitória poder justificar os 600.000,00, em vez de lá estar o Edgar a render para a Invertfutbol ou o Urreta para o Benfica; passa a haver olho para a prospecção em divisões secundárias e ir buscar o André André. Assino por baixo.

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domingo, fevereiro 13, 2011

Benfica 3 x 0 Vitória

Contra a primeira (não podia ser noutra altura?) exibição do Benfica 2010/11 ao nível das melhores do ano passado (semelhante a algumas que o Porto já fez este ano), os rapazes do Vitória nada puderam. Nada mesmo. Quem passa um campeonato a jogar a passo, não tem qualquer hipótese contra uma equipa em que todos os jogadores passam 45 minutos a defender e a atacar a sprintar e com elevados níveis de agressividade defensiva (continuo a espantar-me que até Aimar seja capaz de o fazer). Não temos, pelos vistos, conhecimentos técnicos que nos permitam apresentar níveis físicos sequer aproximados a isto. No Vitória, só duas notas de relevo para Nilson, magnífico, a evitar que a derrota fosse mais pesada, e para N'Diaye, que, no meio daquilo tudo, ainda mostrou qualquer coisa de prometedor. Golos lindos de Aimar e Carlos Martins.

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terça-feira, novembro 02, 2010

A caminho de Alvalade

Mais uma vitória justa, de um Vitória que ficou a dever uma goleada aos adeptos. Nilson, com defesas seguras numa fase inicial perigosa (que valeu inexplicáveis assobios, que valeram uma boa segunda parte), Edgar, com uma 'rata' a André Pinto que fez penalty, Pedro Silva, que agradou tanto ao árbitro assistente que este o mandou dar uma volta e depois Manuel Machado (por tudo, pela entrada de Maranhão, por construir uma equipa do nada), foram os principais obreiros da vitória. Excelente atitude competitiva na segunda parte, quando a conjuntura convidava à contemplação, apesar do excesso de erros (e abusos) individuais no ataque.

Na próxima segunda-feira, temos luta pelo terceiro lugar, em Alvalade (estando o segundo em aberto, pelo menos até domingo). É incrível como já não é especialmente preocupante uma visita a Alvalade, principalmente porque a versão do campeonato tem sido a mais frágil. Para além de não haver Liedson. E, mesmo que corra mal, há sempre a hipótese de Hélder Postiga resolver negar um golo a um colega de equipa.

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quarta-feira, setembro 01, 2010

Fim de mercado

Pouca coisa de relevante aconteceu, depois de Rui Costa ter ido buscar Hleb a Barcelona ou de Costinha não ter serrado o pinheiro Di Santo, rapazes que preferiram o aconchego de equipas do meio da tabela da EPL. Nilson ficou no Vitória, que é a notícia que mais me interessa. Depois há o negócio Tales. Roda-se um Pereirinha (22 anos) ou um Diogo Rosado (20), para se ir buscar um Tales (20, também). Há aqui qualquer coisa de errado neste conceito. Resta saber se é só no conceito.

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terça-feira, agosto 17, 2010

Olhanense 0 x 0 Vitória

Começa a Liga com um bom resultado, face ao domínio do Olhanense que merecia outro desfecho. Catapultados por uma excelente exibição de Paulo Sérgio, os algarvios foram quase sempre superiores, excepto no final da partida. Não serve de desculpa a nova equipa que Manuel Machado tem que trabalhar, depois das saídas dos principais criadores e marcadores de golos do plantel - Andrezinho, Desmarets, Assis, Roberto e também Moreno -, da indisponibilidade de alguns jogadores - William, Targino, Douglas, Ricardo - ou das contratações acabadas de concretizar - Cléber, Jorge Ribeiro, Toscano. Até porque do outro lado também está uma equipa nova. Edgar falhou as duas maiores oportunidades de golo do Vitória, as duas de cabeça, uma em cada parte. Nilson foi perfeito a segurar o empate. Vou encará-lo como um bom empate fora de casa e, certamente, como um injusto ponto ganho.

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sábado, fevereiro 27, 2010

U. Leiria 0 x 1 Vitória

A primeira parte foi absolutamente deprimente, a começar nas bancadas, passando pelo terreno de jogo (só o diálogo Ronny-Nilson foi interessante), a terminar na dupla de comentadores que quase conseguiram adormecer três pessoas cá em casa. A segunda metade foi bem mais interessante. A União entrou muito melhor e ainda bem porque Nilson continua a fazer uma época fantástica e o Vitória conseguir passar a jogar em contra-ataque (até porque até aí, em ataque continuado, só Andrezinho e Rui Miguel conseguiram criar algo de importante). Aí sim, apareceu Nuno Assis, no seu habitat natural. Contei cinco jogadas, excelentes arrancadas perante uma defesa em pânico, com o seu cunho: a primeira (em que partilha o mérito com quem o desmarcou primorosamente) deu o penalty - a camabalhota final era escusada -, a expulsão do guarda-redes adversário e o golo da vitória; duas em que ofereceu o golo a companheiros (embora numa delas o passe final tenha sido mal medido); outra em que o próprio Assis rematou mal e uma quinta que Silas cortou de raiz com uma falta para amarelo antes que maiores males viessem ao mundo leiriense. Excelente segunda parte do homem.

Mas o herói vitoriano da partida foi Nilson, porque continuou na segunda parte aquilo que tinha começado na primeira. Isto porque o Leiria nunca deixou de atacar e de criar jogadas de perigo, mesmo reduzido a dez. Resumindo, foi um jogo difícil, em que o Vitória teve a sorte do jogo do seu lado e uma vitória muito importante, no terreno de um adversário directo, numa luta pela qualificação europeia que parece que é mesmo nossa. Fizemos muito menos do que contra o Paços de Ferreira, permitimos muito mais ao adversário, mas ganhámos e chegámos ao quarto lugar antes de um Sporting x Porto. Este ano está muito esquisito.

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segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Vitória 1 x 2 Paços

Pois, o resultado foi péssimo, mas a exibição foi muito agradável: 33 remates; 19 cantos; mais de uma dezena de oportunidades flagrantes de golo; duas bolas nos ferros; atitude dominadora do princípio ao fim. Dos titulares, só não gostei da exibição de Marquinho. Do treinador, não gostei da substituição de Fábio Felício. Do Paços, não gostei do Coelho. Que grande exibição. Detestei mesmo o primeiro golo do Paços, um livre a mais de 30 metros da baliza que contorna a barreira pela direita e entra à esquerda de Nilson (do ponto de vista atacante). Ou Ozeia é o novo Maradona, o que é altamente improvável, ou alguém falhou miseravelmente nos cálculos (para além do gajo que abriu na barreira).

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domingo, dezembro 20, 2009

Vitória 1 x 0 Rio Ave

Não foi nada, absolutamente nada, fácil. Primeira parte de muita posse de bola mas de nenhum rasgo. Nem Assis, nem Desmarets, nem Targino. As duas melhores oportunidades foram até para os vilacondenses, com Bruno Gama a ultrapassar Andrézinho e a servir os companheiros no centro. Um falhou, o outro encontrou Nilson em vôo. Depois de uma primeira parte miserável do lateral (novamente à direita, com Milhazes na esquerda), eis que o rapaz responde com mais um golo de livre directo. É quando quiseres, rapaz. Foi mais uma vitória no limite de Paulo Sérgio, um limite testado ao máximo com um remate a bater no poste de Nilson ao minuto 88. Venha daí essa luta pela Europa.

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terça-feira, dezembro 15, 2009

Belenenses 0 x 1 Vitória

Jogo equilibrado na primeira parte, tão equilibrado como deprimente, a pedir um golo de bola parada ou um desequilíbrio de Lima ou Targino. Melhorou na segunda, com o Belenenses a começar a tomar conta do jogo, quando Paulo Sérgio trocou Rui Miguel pela segunda torre no ataque vimaranense, Roberto. Seguiram-se cinco minutos decisivos. Brilhante lançamento de Desmarets da esquerda que a cabeça de Douglas transformou inteligentemente em assistência para o golo de Roberto. Cruzamento de Alex da direita para a cabeça de Roberto que deu a Nélson a oportunidade de brilhar. O jogo era mesmo dele e Roberto ainda teve tempo para isolar Douglas que não conseguiu marcar. O Belenenses também teve várias oportunidades para marcar (a segunda parte foi fértil neste departamento), mas Nilson esteve sempre atento e seguro. Subitamente, a Europa está a três pontos. E o Sporting a dois...

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segunda-feira, novembro 23, 2009

Benfica 0 x 1 Vitória

Rigor, paciência e brilhantismo. Adorei a forma como a equipa esteve segura durante quase todo o jogo (e quando não esteve, Nilson resolveu as situações, até quando os remates iam para fora) e fiquei maravilhado com as combinações entre Desmarets e Nuno Assis e com a velocidade de Targino. Mas, acima de tudo, gostei da paciência e do rigor. Até Andrézinho esteve bem. Do outro lado, só me assustei com as recorrentes simulações e braços no ar, já no fim do jogo.

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domingo, agosto 23, 2009

Vitória 0 x 1 Benfica

Grande jogo do Vitória. Nelo Vingada percebeu finalmente (à segunda jornada não é mau) as mensagens que o plantel insistia em transmitir-lhe e encontrou um sistema híbrido à medida do adversário. Um sistema perfeito que possibilitou que o Vitória se superiorizasse durante a maior parte do jogo. Até quando estiveram reduzidos a 10, os vitorianos conseguiram criar as duas melhores oportunidades (as únicas criadas nesse período, acrescente-se): Targino ao poste, depois de oferta de Quim (atrapalhado com um remate de Andrézinho); e o mesmo Targino a deixar-se antecipar por David Luiz depois de se ter isolado, após ultrapassar Luisão com inteligência. Foram duas oportunidades de ouro para garantir a vitória, já depois de na primeira parte Sereno ter obrigado Quim a uma grande defesa. Paciência. Targino tem que aprender em campo com os erros. Pior seria se não conseguisse criar as oportunidades.

Excelente jogo de Nuno Assis, excelente jogo de Targino a que só faltou um golo, até Andrézinho esteve muito bem (aproveitando o novo desenho de Nelo Vingada que ajuda a mitigar as suas limitações defensivas), brilhante exibição colectiva que não permitiu que o adversário construísse nada, à excepção de um magnífico passe de Di Maria que Aimar desperdiçou.

E mesmo assim o Vitória acabou derrotado, reduzido a 9 e Nilson ainda teve que defender um penalty por mão de Flávio Meireles, num lance inofensivo, com direito a segundo amarelo. E eu fiquei extremamente satisfeito com o jogo e tenho que dar os parabéns a Nelo Vingada e aos jogadores, a todos, por esta excelente exibição e pela atitude demonstrada. Tenho que admitir que não estava nada à espera disto, mesmo com os alas em campo.

ps - Como sabem não discuto lances, apenas leis e critérios. E estava com curiosidade para saber se a - aparentemente nova - directiva de os protestos veementes valerem amarelo continuaria em vigor, tal como esteve em todos os jogos do campeonato. Fiquei surpreso ao perceber que não. Targino foi o primeiro (num lance banal) e não viu cartão; Aimar foi o segundo (a pedir penalty depois de sentir um toque de Ramires na costas...) e não viu cartão; Nuno Assis foi o terceiro, viu amarelo e acabou expulso numa discussão com Coentrão. Aquilo que, à partida, parecia uma boa medida, transformou-se em mais uma bomba discricionária nas mãos dos árbitros. Já deu que falar com Hulk e, pela amostra, vai ser um espectáculo daqui para a frente.

pps - Lá está. Raúl Meireles pediu penalty. Amarelo. Voltou a vigorar. Isto vai ser lindo.

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domingo, março 15, 2009

Cantinho do Vitória - Apenas uma vitória

1. O Vitória fez um jogo absolutamente banal, mas ganhou. Ganhou porque Manuel Cajuda percebeu, finalmente, como se deve jogar contra este Benfica. Basta esperar. Do outro lado ninguém faz pressão, metade da equipa apenas simula que defende, os jogadores estão mais preocupados em mergulhar e protestar do que em jogar e com um golpe de sorte (ou de brilhantismo, há que ser justo para Marquinho e Roberto), até isto é possível: ganhar na Luz depois de fazer uma exibição absolutamente banal. Só com muita simpatia é que se pode dizer que o Vitória mereceu ganhar este jogo, depois de um jogo tão fraco, em que raramente conseguiu meter um contra-ataque perante tão dócil concorrência. Mas foram dois jogadores do Vitória que tiveram um momento de inspiração, felizmente coincidente no tempo.

2. Destaques individuais obrigatórios para quem fez mexer o marcador, mas também para os centrais do Vitória que resolveram quase todos os cruzamentos de Reyes e Di Maria e para Nilson que fez o que tinha a fazer nas poucas vezes que foi chamado a intervir. Destaques negativos para Nuno Assis (falhou a esmagadora maioria dos passes arriscados, alguns bem simples) e, do outro lado, com tanto por onde escolher, Cardozo merece umas palavras: que vergonhosa exibição foi aquela?

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