segunda-feira, fevereiro 08, 2010

Vitória 1 x 2 Paços

Pois, o resultado foi péssimo, mas a exibição foi muito agradável: 33 remates; 19 cantos; mais de uma dezena de oportunidades flagrantes de golo; duas bolas nos ferros; atitude dominadora do princípio ao fim. Dos titulares, só não gostei da exibição de Marquinho. Do treinador, não gostei da substituição de Fábio Felício. Do Paços, não gostei do Coelho. Que grande exibição. Detestei mesmo o primeiro golo do Paços, um livre a mais de 30 metros da baliza que contorna a barreira pela direita e entra à esquerda de Nilson (do ponto de vista atacante). Ou Ozeia é o novo Maradona, o que é altamente improvável, ou alguém falhou miseravelmente nos cálculos (para além do gajo que abriu na barreira).

master kodro

5 comentários:

N. disse...

Parabéns pela vitória moral. :)

master kodro disse...

Não é uma vitória moral, N. Foi uma excelente exibição que mostra que estamos no bom caminho.

Vimaranes disse...

Permite-me a pergunta. Qual caminho MK? Ou sou eu que ando muito desiludido ou se há coisa que não vejo neste Vitória é rumo, é caminho, é futuro!

master kodro disse...

Vimaranes, parece que estamos a entrar naquilo que te disse há algum tempo, que sucedeu com Nelo Vingada, e que esperava que não sucedesse com o Paulo Sérgio, apesar de não concordar com o despedimento do primeiro. Fizemos um jogo exemplar, de ataque continuado, que quase não deixou o adversário respirar (por acaso, e foi mesmo por acaso, quando conseguiu respirar, marcou). Jogámos bem. Criámos oportunidades suficientes para golear em jogo de hóquei. Os nossos falharam a baliza e os outros não. Foi isso que se passou. Agora, se continuarmos a rematar 33 vezes por jogo e a ter 19 cantos por jogo, vamos ganhar jogos.

Quanto ao resto que envolve a equipa, não podia concordar mais contigo, vimaranes, como sabes. Agora, a exibição de ontem, entre outras desde que Paulo Sérgio lá chegou, foi muito boa. Correu mal. Paciência. Abraço!

Vimaranes disse...

Fui mal habituado, confesso. Fui habituado a um Vitória de grandes nomes, de jogadores como Capucho, Paneira, Ziad, Zé Carlos, Tanta, Dane, Zahovic entre muitos e muitos mais. Fui habituado a um estádio que era um forte. A um estádio que, perante equipas do nível do Paços, se sabia que mais cedo ou mais tarde o Vitória dava a volta. Fui habituado a grandes treinadores. Fui habituado a jogadores sempre com a motivação em alta. Fui habituado a uma massa associativa exigente. Que assobiava quando tinha de assobiar, que aplaudia quando tinha de aplaudir, mas que não faltava em número e em apoio.
Não fui habituado a um Vitória onde não há NENHUM jogador do qual rezará a história. Pelo que vale desportivamente e pelo carácter. Claro que atacamos, claro que rematamos mas... e golos? E mais do que isso, onde esteve a motivação da equipa depois do 2º golo sofrido? Onde esteve a astúcia da equipa depois do golo marcado? Onde esteve a concentração? O Vitória ataca, claro. Mas parece sempre tudo feito por acaso, muito atabalhoado e sem classe. Os avançados são o que são, os defesas falham quando menos devem e o treinador não é capaz de mexer, por uma vez que seja, bem na equipa. Carlitos? Bruno Teles? Risco, zero. Erros, muitos. Paulo Sérgio ainda não percebeu que não está num clube que joga para a manutenção, talvez não só por culpa dele, mas também por culpa da gritante falta de ambição e categoria de quem dirige o clube.
Relembrar ainda que a maior parte das ocasiões de golo nasceram de lances de bola parada ou de remates de longa distância, porque jogadas a demonstrarem realmente qualidade não foram assim tantas. Mais do que isso, e nos minutos finais, o que se viu foi o desacerto total, uma equipa sem ponta de motivação onde apenas um jogador a demonstrou ter. Nuno Assis. E essa é fácil de perceber porquê. Ainda acredita no Mundial. O resto... termina contrato.
Onde ontem tu conseguiste ver uma grande exibição, eu consegui ver mais um pesadelo. Mais uma prova da falta de exigência a quem foi botado o universo vitoriano. O que nem é de admirar, atentando ao nível da última década.
Sim, talvez seja eu que esteja "azedo" demais e nem sequer a exibição de ontem seja razão para tanto, mas ando cansado. De quem não nos deixa crescer e continua a hipotecar o nosso futuro.
Abraço!