As palmas da bancada no final demonstram que os sportinguistas sabem perfeitamente distinguir um exibição pobre de um pobre resultado.
Hoje, o Sporting fez o que tinha a fazer - finalmente... - e com um árbitro normal tinha arrumado a eliminatória. Assim, tem de ficar para Itália. Não parece impossível.
Graças ao espaço concedido pela Fiorentina, o meio-campo leonino, que é muito forte tecnicamente, regressou do nevoeiro. A reviravolta no marcador acabaria por repor os índices de confiança em patamares normais e só foi pena Liedson não ter assinado o 3 a 1 naquela recarga. Ainda assim, parece-me que a equipa sai psicologicamente reforçada desta noite. E isso é relevante neste período de instabilidade.
Entretanto, não faltará quem considere que Vuk voltou a prejudicar os companheiros, mas são os mesmos, certamente, que não têm memória dos golos que o montenegrino teima em marcar, mesmo quando actua a interior-esquerdo. Resta-lhes a consolação de pensar que em Florença, sem Vukcevic, tudo vai correr melhor. Ou não.
Outro sapo chama-se Veloso e em determinadas redacções promete ser tão difícil de engolir quanto o perímetro abdominal de Rochemback. Só uma gibóia, mesmo.
Durante a primeira parte, cheguei a pensar que Pedro Silva estava bêbedo, mas depois tranquilizei-me porque o Sporting é a equipa que melhor defende em Portugal - pelo menos foi o que me ensinaram na caixa de comentários aqui da tasca - e um grãozito na asa não faria mal ao rapaz.
De Polga, o que dizer? Ensina-se nas escolinhas que nunca se deixa o avançado posicionar-se entre nós e a baliza. Não satisfeito, entrou de carrinho para dar o meio da grande área ao montenegrino deles, quando estava encurralado na linha de fundo. Queria ver como era com 2-3.
Dos adeptos a equipa não se pode queixar e desta vez os adeptos também não podem queixar-se da equipa. Nem se notou que eles têm um porta-moedas com o dobro do tamanho. Mas, afinal, isso é que é a essência do futebol, não é?
kovacevic