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sexta-feira, setembro 14, 2012

Palavras bonitas

Era uma vez um clube cujos dirigentes - se não fosse a proposta do Nacional - teriam eles mesmo apresentado uma proposta para proibir o empréstimo de jogadores entre equipas na mesma divisão. A proposta foi chumbada, portanto emprestaram o Wilson Eduardo, o João Gonçalves a outros mais necessitados, da mesma divisão. Portanto? É tudo uma questão de princípios. O Abel é contra os casamentos gay, mas como a lei os permite casou com o Rogério.

Era uma vez um administrador de uma SAD, director desportivo e ex-jogador que esteve emprestado a um clube de divisões secundárias. Era contra a proibição dos empréstimos. Quem não se lembra dos argumentos de Rui Costa? Se a lei infame fosse adiante, o jovem jogador português seria prejudicado e teria que ir jogar no estrangeiro ou em divisões secundárias. Proponho-vos um exercício: façam uma lista com os nomes dos jogadores portugueses emprestados pelo Benfica a clubes da primeira liga portuguesa. Mas cuidado: não tropecem em nenhum, porque são aos magotes.

master kodro

terça-feira, julho 31, 2012

Na Corunha é que se aprende

Eu ia jurar que alguém da estrutura de futebol profissional do Benfica tinha dito, durante a época passada, que era no plantel (e com Jesus) que os miúdos aprendiam. E que, sem empréstimos, o jovem jogador português não tinha onde jogar. Afinal, é na Corunha que Nélson Oliveira vai aprender e crescer. Com Roderick, Zé Castro, André Santos, Bruno Gama, Diogo Salomão e Pizzi.

master kodro

sexta-feira, julho 20, 2012

Velha ordem reposta

O Conselho de Justiça da FPF decidiu, está decidido. Numa reunião com uma decisão tomada e três decisões adiadas (há coisas mais urgentes do que outras), Benfica e Porto ficam a saber que podem estender o seu império sem limitações. Força, rapazes, vão conseguir chegar aos 100 jogadores (cada) num piscar de olhos.

master kodro

quarta-feira, julho 18, 2012

Fazer contas aos emprestados

De uma interessante troca de mensagens, sobre as vantagens e desvantagens dos empréstimos a clubes da mesma divisão, na caixa de comentários anterior, ficámos a saber várias coisas:

1. Sem o Melgarejo, o Paços de Ferreira teria feito menos 10 pontos na época passada e teria descido. Eu diria mais: se jogasse só com 10, até teria feito menos, com toda a certeza.

2. As contas dos golos do Melgarejo e os "10 pontos directos (em vitórias por um golo ou empates)":

golo 1 - 1x0 do Paços 2x1 U. Leiria
golo 2 - 1x0 do Paços 1x2 Gil Vicente
golo 3 - 1x0 do Paços 2x0 Académica
golo 4 - 1x1 do Paços 1x5 Vitória
golo 5 - 1x2 do Paços 2x5 Braga
golo 6 - 1x0 do Paços 1x1 Marítimo
golos 7 e 8 - 1x1 e 2x1 do Paços 2x1Gil Vicente
golo 9 - 1x1 do Paços 1x1 Porto
golo 10 - 1x1 do Paços 2x2 Rio Ave

Vamos ser simplistas: 3+1+3+1+1=9, que em algumas latitudes poderá ser confundido com 10. Mas também podemos experimentar pensar, mesmo no seio desta lógica simplista "sem o Melgarejo": se o Melgarejo não tivesse marcado o 1x0 do Paços 2x1 Leiria, o jogo terminaria empatado, logo seriam 8 (tens razão, Rearview, são 8). Desculpem lá, mas tenho que devolver a lata que aqui me deixaram na caixa de comentários: "Se não sabes fazer simples contas de somar não vou ser eu que te as vou ensinar."

3. Qual seria a alternativa a um mundo sem Melgarejo, esse anti-descidas insuperável? Adquirir o passe de um Baba Diawara, por exemplo, que, em 15 jogos, e seguindo uma lógica simplista "sem o Baba", valeu "14 pontos directos" e uma venda ao Sevilha. Mas nem é preciso voar até à Madeira: bastaria, num momento de loucura, adquirir um "Michel", que só valeu 5 pontos directos numa lógica simplista (na versão pensada) "sem o Michel" e uma venda ao Benfica do Melgarejo, que bastará, certamente, para adquirir outro "Michel" (ou mesmo os dois pontos directos extra de um Melgarejo).

4. E o que seria dos clubes da primeira liga sem emprestados de concorrentes, meu Deus? Olhando para os cinco últimos classificados da última temporada, pelo prisma do zerozero (que até sustenta que o Barkroth foi emprestado ao Leiria pelo IFK) podemos ficar com uma ideia:

12.º BM 3 (2 SPO, 1 BEN)

13.º ACA 4 (1 POR, 2 SCP, 1 BEN)
14.º RA 5 (1 BEN, 2 POR, 1 NAC, 1 BRA)
15.º FEI 2 (1 SPO, 1 VG)
16.º UL 5 (4 BEN, 1 RA)

Pela amostra, parece determinante...

master kodro


sábado, julho 14, 2012

Mais chico-espertice

Segundo os relatos da comunicação social (aqui retirado ao Reflexão Portista), Beto entra no Braga, passando o passe a ser detido a meias, entre Porto e Braga, prática muito comum em Itália. Lá vão os dois detentores de centenas de milhões de passivo contornar as regras, nas vírgulas, mantendo nos seus quadros três equipas de jogadores seniores, com ou sem decisão favorável.

master kodro

quarta-feira, julho 11, 2012

Uma espécie de argumento

Há uma decisão da Liga, tomada pela maioria dos clubes: é proibido o empréstimo entre clubes da mesma divisão. Qualquer pessoa que se preocupe mesmo com "verdade desportiva" acha, obviamente, que se trata de uma medida importante para a garantir, dado que vivemos em país de chicos-espertos. Claro que para pessoas como um ex-jornalista, ex-director de comunicação e escritor, os empréstimos servem para roubar se for o Porto a fazê-lo aos magotes e para as melhores intenções do mundo se for o seu clube a fazê-lo aos magotes. Mas isso é o tal problema cultural que temos.

Existe outro argumento que me parece válido para esta questão que é o de impedir que as diferenças entre os clubes aumentem (mais ainda): rodar um jovem de outro clube - normalmente os mais ricos - é valorizar-lhe os activos, desprezando a possibilidade de valorizar um activo próprio.

Agora apareceu um argumento oposto, obviamente de quem está do lado dos grandes que querem esmagar a concorrência, reduzindo-a a muito menos do que a sua insignificância actual (no panorama da competitividade nacional):

"O Benfica fez um recurso dessa decisão e como diretor e ex-jogador creio que isso só vai prejudicar o jogador português, que terá de jogar na segunda divisão ou ir para o estrangeiro. Isto quando estamos a criar equipas B. Vamos ser obrigados a enviar os jogadores para o estrangeiro. Faz-me confusão que clubes que recebem jogadores emprestados tenham decidido aprovar esta decisão, que parece descabida"

Há aqui uma série de argumentos extremamente interessantes:

1. (a decisão) "só vai prejudicar o jogador português" - um dos responsáveis pela equipa cujo onze não tem um único português e deu 2% do tempo possível de utilização a portugueses resolve tomar as dores da causa.

2. "O jogador português vai ter de jogar na segunda divisão ou ir para o estrangeiro" - portanto, o ex-jogador e administrador da SAD do Benfica está a assumir que o jogador português não tem lugar na primeira divisão. Provavelmente porque estão quase 20 estrangeiros na equipa que ajudou a criar. Não sei se isto prejudica o jogador português.

3. Novamente "O jogador português vai ter de jogar na segunda divisão". Isto é dramático. Ponham-se no lugar de um jogador português de 18 ou 19 anos que tem de jogar na segunda divisão. Imaginem um Rui Costa, com 18 anos, a ter de jogar num Fafe, numa segunda B. Teria, certamente, destruído a carreira do jogador.

4. "Isto quando estamos a criar equipas B" - era simpático explicar ao Rui que se calhar as equipas B podiam servir para isso. Vão ter uma coisa que se chama plantel - imagina, Rui - para aí com 25 jogadores, e... sem limitações de jogadores portugueses. Pode ter outras vantagens: arranjas um treinador tipo Rui Vitória (ou o nome em azul que lhe queiram dar) e ele pode ensinar 25 jogadores do Benfica a jogarem juntos, de acordo com aquilo que se faz na equipa principal e, para alguns, com o que já se devia fazer nos juniores. Diz lá que não era uma cena fixe? Parece que o Rui está com outras ideias para a equipa B.

5. "Vamos ser obrigados a enviar jogadores para o estrangeiro" - isso sim seria uma tragédia. Imaginem o Júlio César, o Carlos Martins, o Roderick, o Yartey, o Jara, o Wass, o Mora, o Perez (faltam quantos?) a serem emprestados a clubes estrangeiros...

Há outro argumento que já li, que é concordante com estes, que é o da perda de qualidade das equipas de meio da tabela para baixo se não tivessem os emprestados dos grandes. Imaginem o que aconteceria a um Rio Ave sem empréstimos de Porto, Benfica ou Braga. Ficaria, sei lá, a lutar para não descer...

Entretanto, em Vila do Conde, onde - antes da decisão - se esperavam jogadores emprestados pelo Benfica, treinam Oblak e Diego Lopes - lá está a sempre presente preocupação em colocar jogadores portugueses a jogar futebol de primeira divisão. Diz-se que se desvincularão do Benfica, se o recurso apresentado for negado. Pois.

master kodro

sábado, junho 25, 2011

Um Arias é diferente de um Adrien?

Bom, eu acho óptimo que o Sporting contrate jovens jogadores, sobretudo se o faz gastando pouco dinheiro, como parece ser o caso de Carrillo, Arias e Turan, todos com 19 anos e boas referências. Mas já me custa quando leio e ouço que o plantel principal é o ambiente ideal para estes reforços crescerem, enquanto aos portugueses da mesma idade, saídos da academia, a receita do amadurecimento longe de Alvalade tem causado empréstimos em campeonatos tão improváveis como o da Bélgica, Chipre ou Israel. Afinal, qual é o critério?

kovacevic

quarta-feira, dezembro 16, 2009

Empréstimos

Há pouco tempo corria nos meandros blogosféricos - e não só - a teoria de que o FC Porto emprestava jogadores para controlar e comprar votos (nas votações da Liga) dos clubes que recebiam as dádivas. Não só não corroboro dessa opinião - e mantenho-o -, como sempre defendi que é um problema que se resolve de raiz com a proibição de empréstimos entre clubes da mesma divisão. Face aos números deste ano apresentados pelo Record, fico curioso se as opiniões conspirativas se mantêm.

master kodro