sexta-feira, setembro 14, 2012

Palavras bonitas

Era uma vez um clube cujos dirigentes - se não fosse a proposta do Nacional - teriam eles mesmo apresentado uma proposta para proibir o empréstimo de jogadores entre equipas na mesma divisão. A proposta foi chumbada, portanto emprestaram o Wilson Eduardo, o João Gonçalves a outros mais necessitados, da mesma divisão. Portanto? É tudo uma questão de princípios. O Abel é contra os casamentos gay, mas como a lei os permite casou com o Rogério.

Era uma vez um administrador de uma SAD, director desportivo e ex-jogador que esteve emprestado a um clube de divisões secundárias. Era contra a proibição dos empréstimos. Quem não se lembra dos argumentos de Rui Costa? Se a lei infame fosse adiante, o jovem jogador português seria prejudicado e teria que ir jogar no estrangeiro ou em divisões secundárias. Proponho-vos um exercício: façam uma lista com os nomes dos jogadores portugueses emprestados pelo Benfica a clubes da primeira liga portuguesa. Mas cuidado: não tropecem em nenhum, porque são aos magotes.

master kodro

8 comentários:

Jorge disse...

MK

O raciocinio e incorrecto assim como a comparacao com o exemplo do casamento gay.
A posicao do presidente era a favor de uma regra que impedisse todos os clubes de emprestar jogadores. Uma vez estabelecidas as regras cada individuo ou instituicao deve fazer aquilo que e melhor para si dentro dos limites estabelecidos por essas regras.
Uma vez que os clubes podem emprestar jogadores esse clube achou que era melhor emprestar jogadores.
Nao ha qualquer tipo de contradicao ou hipocrisia.
Eu sou a favor do aumento de impostos sobre os impostos acima de certo rendimento mas se o governo nao aumentar esses impostos eu nao vou pagar mais impostos voluntariamente.
Um Ingles pode ser a favor de uma lei que obrigue os carros a guiarem pela direita, se essa lei nao passar e melhor que continue a guiar pela esquerda.

Infante disse...

Desculpa lá, Jorge, mas as tuas analogias é que não fazem sentido nenhum, sobretudo a de guiar pela direita/esquerda, que é uma questão de OBRIGAÇÃO.

A analogia do MK é mais apropriada: uma pessoa é etica/moralmente contra determinada coisa, mas se essa coisa é possível, bom, toca a fazê-la!

Se a lei permite emprestar, tudo bem, que se empreste, mas tendo em conta que o Sporting falou em "transparência e verdade" existe, de facto, hipocrisia.

master kodro disse...

Jorge, resta saber o que é que o presidente invocou para defender que não se devia emprestar. O que é que achas que foi? Pensa nisso. É que se o presidente acha que, por exemplo, os empréstimos entre clubes da mesma divisão podem - em tese - subverter a verdade desportiva e depois resolve emprestar, mesmo estando contra, das duas uma: ou pretende subverter a verdade desportiva; ou se acha moralmente superior aos outros, achando que ele não a subverte e os outros a subvertem. Podes aplicar esta lógica a qualquer outra razão.

Os teus exemplos é que não fazem sentido neste contexto porque partem do princípio oposto. Não é a tua vontade (ou a do inglês no exemplo) que é o centro do mundo; é o sentido da lei (em ambos os exemplos vai no sentido de não permitir que algo aconteça, enquanto que nos meus exemplos a lei vai no sentido de permitir).

Jorge disse...


A distincao e entre apoiar uma lei ou regra que e aplicavel a todas e tomar uma decisao como individuo ou instituicao dadas as leis ou regras que se aplicam a todos.

A questao e que uma vez que as regras permitem ou obrigam as pessoas a comportarem-se de determinada maneira cada um deve actuar de acordo com os seus interesses dentro das regras vigentes.


Jorge disse...

E preciso distinguir a posicao um individuo em relacao as leis (ou regras), quando exprime a sua posicao como se tivesse possibilidade de mudar as leis, e a posicao do individuo dadas as leis.
E possivel tomar posicoes que aparentemente se contradizem, como neste caso, sem ser hipocrita ou incoerente.

Jorge disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
master kodro disse...

Caro Jorge, claro que é possível. Mas há uma grande diferença entre defender uma coisa e fazer o seu contrário porque é permitido e não fazer algo que defendemos porque é proibido.

master kodro disse...

Sobre este caso específico, se a questão defendida era a verdade desportiva, então ou estamos diante de subversores (da verdade desportiva) hipócritas ou de deuses que se julgam acima do pecado que "os outros, os maus, porcos e feios" cometem (porque foi isso que foi invocado). Não consigo escolher um lado... :)