quarta-feira, julho 11, 2012

Uma espécie de argumento

Há uma decisão da Liga, tomada pela maioria dos clubes: é proibido o empréstimo entre clubes da mesma divisão. Qualquer pessoa que se preocupe mesmo com "verdade desportiva" acha, obviamente, que se trata de uma medida importante para a garantir, dado que vivemos em país de chicos-espertos. Claro que para pessoas como um ex-jornalista, ex-director de comunicação e escritor, os empréstimos servem para roubar se for o Porto a fazê-lo aos magotes e para as melhores intenções do mundo se for o seu clube a fazê-lo aos magotes. Mas isso é o tal problema cultural que temos.

Existe outro argumento que me parece válido para esta questão que é o de impedir que as diferenças entre os clubes aumentem (mais ainda): rodar um jovem de outro clube - normalmente os mais ricos - é valorizar-lhe os activos, desprezando a possibilidade de valorizar um activo próprio.

Agora apareceu um argumento oposto, obviamente de quem está do lado dos grandes que querem esmagar a concorrência, reduzindo-a a muito menos do que a sua insignificância actual (no panorama da competitividade nacional):

"O Benfica fez um recurso dessa decisão e como diretor e ex-jogador creio que isso só vai prejudicar o jogador português, que terá de jogar na segunda divisão ou ir para o estrangeiro. Isto quando estamos a criar equipas B. Vamos ser obrigados a enviar os jogadores para o estrangeiro. Faz-me confusão que clubes que recebem jogadores emprestados tenham decidido aprovar esta decisão, que parece descabida"

Há aqui uma série de argumentos extremamente interessantes:

1. (a decisão) "só vai prejudicar o jogador português" - um dos responsáveis pela equipa cujo onze não tem um único português e deu 2% do tempo possível de utilização a portugueses resolve tomar as dores da causa.

2. "O jogador português vai ter de jogar na segunda divisão ou ir para o estrangeiro" - portanto, o ex-jogador e administrador da SAD do Benfica está a assumir que o jogador português não tem lugar na primeira divisão. Provavelmente porque estão quase 20 estrangeiros na equipa que ajudou a criar. Não sei se isto prejudica o jogador português.

3. Novamente "O jogador português vai ter de jogar na segunda divisão". Isto é dramático. Ponham-se no lugar de um jogador português de 18 ou 19 anos que tem de jogar na segunda divisão. Imaginem um Rui Costa, com 18 anos, a ter de jogar num Fafe, numa segunda B. Teria, certamente, destruído a carreira do jogador.

4. "Isto quando estamos a criar equipas B" - era simpático explicar ao Rui que se calhar as equipas B podiam servir para isso. Vão ter uma coisa que se chama plantel - imagina, Rui - para aí com 25 jogadores, e... sem limitações de jogadores portugueses. Pode ter outras vantagens: arranjas um treinador tipo Rui Vitória (ou o nome em azul que lhe queiram dar) e ele pode ensinar 25 jogadores do Benfica a jogarem juntos, de acordo com aquilo que se faz na equipa principal e, para alguns, com o que já se devia fazer nos juniores. Diz lá que não era uma cena fixe? Parece que o Rui está com outras ideias para a equipa B.

5. "Vamos ser obrigados a enviar jogadores para o estrangeiro" - isso sim seria uma tragédia. Imaginem o Júlio César, o Carlos Martins, o Roderick, o Yartey, o Jara, o Wass, o Mora, o Perez (faltam quantos?) a serem emprestados a clubes estrangeiros...

Há outro argumento que já li, que é concordante com estes, que é o da perda de qualidade das equipas de meio da tabela para baixo se não tivessem os emprestados dos grandes. Imaginem o que aconteceria a um Rio Ave sem empréstimos de Porto, Benfica ou Braga. Ficaria, sei lá, a lutar para não descer...

Entretanto, em Vila do Conde, onde - antes da decisão - se esperavam jogadores emprestados pelo Benfica, treinam Oblak e Diego Lopes - lá está a sempre presente preocupação em colocar jogadores portugueses a jogar futebol de primeira divisão. Diz-se que se desvincularão do Benfica, se o recurso apresentado for negado. Pois.

master kodro

20 comentários:

Riga/V-1-Boy disse...

essa do Oblak e do diego lopes é a xico espertice dos tipos que começaram a chorar por esta medida. o que fizeram? os jogadores rescindem, assinam por um ano, com o benfica a ficar com opçao sobre o jogador.

ou seja algo que fazem em espanha, mas sem os clubes que "recebem" os jogadores pagarem seja o que for e a "opçao" ser algo equivalente a um ano de salario do jogador em causa.

falam que os porto sao o mau da fita, mas a tactica , em vez de combater o que o porto fazia, é tentar fazer a "trafulhice" da mesma forma.

e isto vindo de um clube que conseguiu disputar uma eliminatoria europeia contra um clube que tinha mais portugueses a jogar que eles, que sao aqueles tipos que colocam a jogar muitos jogadores portugueses.

eu concordo com esta medida: os clubes do topo da tabela, têm equipas b, ou como por exemplo o sporting tem um protocolo com os belgas e os jogadores ganham rodagem numa liga minimamente competitiva. e os clubes emprestimo dependentes, sao obrigados a olhar para a formaçao e a apostar em jogadores que seriam tapados com os emprestimos.

já deviam saber que como as cenas andam a nivel financeiro, é na formaçao que se deve apostar.

SportingSempre disse...

excelente post MK.

a hipocisia destes gajos e do antero henrique a "querer proteger o jogador português"...

e a comunicação social vai atrás desta palhaçada toda.

o post tá perfeito, só faltava ser escarrapachado na cara de quem realmente manda neste pântano e de quem tem o "dever" de informar.

PS - ontem chegou mais um brasileiro para o fcp b e um paraguaio para o slb b.

N.O.J.O.

JamieJamesJameson disse...

Para este post só tenho uma expressão:
SO MUCH WIN!!!

PS: façam lá isto chegar à FPF para ver se eles deixam isto passar... e já agora que ponham umas cláusulas extra para prevenir a chico-espertice de alguns clubes (tipo cláusulas de recompra)

Tomé silva disse...

Eu sou contra a proibição total dos empréstimos(quanto muito deveria-se limitar o número de empréstimo) e principalmente o timing da decisão.

Mas apartir do momento em que a proibição foi votada pela maioria deveria ser cumprida,independentemente de ser contra ou a favor.

Resta confiar em quem irá avaliar estas "transferências fantasma",até porque acredito que a justiça acerta mais do que erra e não aplaudo apenas quando decide favoravelmente aquilo que "quero".

Abraço.

http://vamosjogarnototobola.blogspot.pt/2012/07/como-contornar-proibicao-dos.html

Fredy disse...

eu acho é tambem piada ao clubes tipo nacional e gil vicente que sao a favor da medida e dizem que á para defender o jogador portugues, e depois contratam e pedem emprestados toneladas de brasileiros lol

enfim, hipocrisia no futebol e o que há mais! e ninguem tem vergonha

Férenc Meszaros disse...

Brilhante post, meu caro.

O que vale é que é tudo gente séria senão ainda se podia desconfiar da hipotética desvinculação do Oblak, um miúdo que foi apenas o guarda-redes mais caro do Mundo na sua categoria e que demonstra um potencial maluco.

Mas não deixa de ser bonito verificar que, sendo um o demónio da verdade desportiva e o outro o seu bastião e protector, a semelhança de argumentos entre Porto e Benfica num tema tão fracturante. Estou comovido.

Joao disse...

O Oblak rescindiu com o Benfica?

Pode ter dois contratos (com o Rio Ave este ano e com o Benfica desde o ano passado)?

Infante disse...

Os comentadores portistas também estão furiosos com esta medida, verdade seja dita. Pode ser que agora, tanto Benfica como Porto comecem a pensar bem antes de fazerem 42345 contratações. E pode ser que usem as equipas B para aquilo que servem e não como etapa antes do empréstimo a um clube da I Divisão, que era o que planeavam.

Eu gostei foi do presidente da Olhanense. "Se esta medida for para a frente, teremos que ir buscar jogadores estrangeiros". Como se não houvesse outra alternativa. Do género "vocês é que nos obrigaram a fazer isto".

Foi giro também ver o presidente da Liga a falar nas "reservas legais" e "isto tem que ser melhor esudado". Coitado, não estava nada à espera que esta medida passasse. Nem ele, nem eu.

Ainda em relação às equipas B, vale a pena ler o texto do Luis Avelãs no Record - um bom comentador profissional de futebol em Portugal, a minha alma está parva! Ele fala sobre a injustiça que é os clubes que têm filiais poderem usar mais 10 jogadores que os que não têm. Nem me lembrei disto.

Carlos disse...

Esquecendo a eterna rivalidade entre Porto e benfica e focando apenas na aprovação da medida que obviamente não teve a aprovação destes dois clubes.

Porque é que os clubes ditos pequenos a aprovaram ? Ainda para mais com efeito imediato na época que se inicia.
Que vantagem imediata esta medida trás a esses clubes ? E não venham com 'verdade desportiva' e outros argumentos de nobres princípios, sem duvida, mas que certamente não estás nas principais preocupações destes clubes.
O que os terá levado a aprovar algo que provavelmente vai aumentar a respectiva folha salarial e que lhes vai retirar o acesso a jogadores de maior qualidade (nem sempre, é certo) do que aquela que os seus orçamentos normalmente alcançam.

Carlos disse...

.

Infante disse...

Tens razão, Carlos, daí eu ter dito que não estava nada à espera que esta medida passasse. Mas também há outro ponto que o MK focou e que tu esqueces: a possibilidade de valorizar os seus próprio jogadores em vez de estar a valorizar os dos outros. Estar sempre dependente dos empréstimos é estar metido num ciclo vicioso. E, como tu disseste, nem sempre acontece que os empréstimos dos grandes sejam de melhor qualidade que os que já lá estão. Mas é, sem dúvida, mais fácil receber emprestados do que fazer prospecção, isso dá trabalho.

master kodro disse...

Carlos, tenho algumas respostas para as tuas perguntas.

1. Os clubes aprovaram uma proibição que é igual para todos. Portanto não perdem (tirando relativamente aos que não recebem emprestados, isso existe?) competitividade relativamente aos seus pares. Nem relativamente aos grandes porque, tirando o Sporting, há sempre problemas de lesões, constipações e expulsões.

2. A massa salarial aumenta? Se puseres um ex-júnior a jogar, em vez de pores um ex-júnior de um grande, a diferença nem se nota. Depois também há casos, como um que já aqui referi: o Urreta, emprestado pelo Benfica ao Vitória, não quis assinar um plano de pagamento de salários em atraso faseado, pondo em risco a inscrição do Vitória esta época. E tu dizes, fazias o mesmo, eu digo-te, pois fazia. Mas ficámos a saber quem (não) lhe pagava o salário. Quantos serão assim, Carlos?

3. Se achas que não é a verdade desportiva que move os clubes, tenta por-te no lugar dos seus dirigentes e pensar: eu é que escolho quem joga na minha equipa, eu quero que a minha formação (ou prospecção) renda dinheiro para o meu clube, eu não quero que o Porto e o Benfica continuem a cavar um fosso cada vez maior relativamente a nós.

miguel_canada disse...

Os argumentos do Rui Costa roçam o mesmo nível de imbecilidade dos do Antero Henrique. Não há diferença nenhuma.
O FCPorto anda há anos a marimbar-se literalmente no jovem jogador Português e continua a fazê-lo a céu aberto visto que as contratações feitas para a equipa B não incluem, ainda, um único Português enquanto o promissor defesa central André Pinto, em quem muitos Portistas depositavam uma fé inabalável relativamente ao seu talento, qualidade e margem de progressão, lá teve de abalar para o Panathinaikos porque o Belga Mangala merece muito mais lutar pelo estrelato na equipa do que este produto da nossa formação.
Isto para mim foi uma desilusão de todo tamanho já que vivia na ilusão de que o FCPorto ia finalmente fazer prospecção nacional pelas divisões inferiores na busca de jovens com enorme potencial para virem a ser verdadeiros jogadores de futebol e utilizar a equipa B para lhes incutir o espírito de conquista e vitoria que são o cunho daquela casa. Mas não. Parece-me que a equipa B vai ser apenas uma espécie circo mercantil de segunda divisão para alargar o horizonte de danças de empresários e comissões.

Tiago Martins disse...

A proibição dos empréstimos não vai tapar o fosso que existe entre pequenos e grandes. Bem pelo contrário. Seria a Académica capaz de ganhar a Taça de Portugal sem as contribuições de Adrien, Cedric e Abdoulaye? Nunca saberemos, mas sem dúvida eram jogadores cruciais na estrutura da equipa.

O número de empréstimos é um exagero, concordo. Existiram muitos casos de doença súbita mal explicados, concordo. Mas a proibição total cria um hiato no desenvolvimento dos jogadores jovens. O empréstimo a um clube da 1ª divisão permite a adaptação do jogador a um nível competitivo superior, algo que as equipas B não vão ser capazes de assegurar.

A melhor solução seria limitar o número de empréstimos, dando a oportunidade aos clubes mais pequenos para se reforçarem com alguns jogadores de maior qualidade, mas restando sempre espaço para os jovens da sua formação.

Para resolver o problema das doenças súbitas existe uma solução muito simples. Os jogadores emprestados são proibidos de jogarem contra a equipa que detém o seu passe. Simples.

Se queremos uma maior paridade na liga, o tecto salarial é a única resposta que assegura uma situação verdadeiramente justa para os clubes pequenos. Já se discute sobre isto em Inglaterra. Aliás todas estas medidas são aplicadas na Premier League. A melhor liga do mundo parece-me ser um bom exemplo a seguir.

Infante disse...

Acho que essa história de que a Premier League "é um bom exemplo" deve ser vista com algum cuidado.

É um campeonato extraordinariamente diferente do português. Algumas coisas que servem para Inglaterra podem não servir para Portugal. A Taça da Liga é um exemplo disso.

E isso do tecto salarial é outra.
Em Portugal não faz grande sentido. O tecto salarial faz sentido em ligas como a NBA em que há grande equilíbrio financeiro (os lucros são divididos entre todos) e qualquer equipa tem a capacidade de gastar balúrdios. Já em Portugal não se espera, naturalmente, que o Rio Ave esteja no mesmo nivel de gastos que FCP ou Benfica, com ou sem tecto salarial. Seria uma regra inconsequente.

Não sabia que na Premier League se discutia isso, mas mesmo aí faz mais sentido (apesar de não tanto como na NBA), já que qualquer Mija na Escada FC gasta balúrdios em contratações e em salários.

master kodro disse...

Tiago, o fosso entre grandes e pequenos não se apaga de um momento para o outro. Agora vê este circuito:

1. A Académica jogava com o Abdoulaye, emprestado pelo Porto.

2. A Académica nunca vai ganhar dinheiro com o Abdoulaye e o "Tó-Zé", júnior da Académica, tapado, foi jogar para o "Tondela".

3. Com a regra, a Académica não tem o Abdoulaye e já terá espaço para o "Tó-Zé" ou para um "Enivanilson", adquirido pela Académica.

4. Não temos garantias da valia real nem do Tó-Zé, nem do "Enivanilson". Nem do Abdoulaye (só sabemos que conseguiu um record no Prémio Mamadu Bobó com 4 vermelhos e 10 amarelos, na última época).

5. Se (válido para os 3) o jogador for bom, ou o Porto ou a Académica beneficiam financeiramente de uma venda (e do rendimento desportivo enquanto lá estiver).

A prazo isto pode diminuir o fosso. Os empréstimos só o aumentam. Porque o Abdoulaye se pode constipar antes de jogar contra o Porto (portanto o fosso mantém-se relativamente ao emprestador) e, se for bom, é o Porto que fica com os milhões da sua venda.

master kodro disse...

O ponto de vista do pequeno clube tem que ser, se quer crescer: querem cobaias? Usem a vossa equipa B.

Carlos disse...

MK,
Mas estás a ver os clubes que votaram favoravelmente a pensar em estratégias de médio prazo ?
Eu não.
Todos olham - erradamente, é óbvio -para a época que se avizinha, para resultados no imediato, para o encaixe de receitas, para a diminuição de custos, etc; não para daqui a 2 ou 3 épocas mas para amanhã.

Dai eu dizer que não percebo esta adesão a uma ideia que conceptualmente está correcta e que mais argumento, menos argumento pode trazer benefícios ao futebol português.

Se estes clubes olhassem para este negócio numa perspectiva de estratégia a médio prazo teriam que deliberar sobre outros temas que não a possibilidade de haver ou não empréstimos.

Tiago Martins disse...

master kodro, concordo com os seus argumentos, e por isso sou completamente a favor de uma limitação dos empréstimos. Agora com a proibição total é mais um recurso que estamos a retirar aos clubes pequenos.

Estamos a passar ao lado da verdadeira questão. O fosso entre pequenos e grandes é, maioritariamente, da responsabilidade dos dirigentes e da sua incapacidade em gerir os seus clubes de maneira eficaz. Eu falo da Académica por ser o clube mais perto do meu coração e que não tem sido capaz de rentabilizar da melhor maneira os jogadores que formou nos últimos anos, como Éder e Sissoko.

Se esses mesmos dirigentes acham que os empréstimos estão a prejudicar o desenvolvimento dos seus clubes, simplesmente não os façam. É preciso uma regra nova para os proteger de si mesmos?

E mesmo assim pode não chegar. Já alguns vieram ameaçar que seriam obrigados a recorrer ao empréstimo de jogadores estrangeiros. O “Tó-Zé” vai ver o seu espaço ocupado, desta vez por um brasileiro qualquer emprestado pelo Corinthians Alagoano.

master kodro disse...

Tiago, mas mesmo que o "Tó-Zé" fique tapado pelo "Enivanilson", os eventuais 500.000,00 que a venda do gajo renderem são para a Académica.

Tiago e Carlos, claro que não estamos a ver ninguém a pensar a longo prazo, muito menos nesta súbita comunhão de interesses... Mas há aqui muito mais coisas em jogo. Temos a questão das transmissões televisivas que os pequenos querem negociadas em bloco e não individualmente, como se faz noutros campeonatos. Já tivemos a questão do alargamento (completamente descabida para mim, principalmente como foi proposta).

Mas o essencial de todas estas questões é que estamos a assistir ao surgimento de um contra-poder. Finalmente. Os clubes parecem estar a descobrir que podem ser independentes e que podem ter força se se unirem. Estou absolutamente convencido que os rapazes escolhidos a dedo por quem se preocupa em mandar nas instituições (mormente Porto e Benfica - lembrem-se do outro senhor que estava na reunião do CJ da FPF que disse que tinha sofrido pressões de Porto e Benfica) vão chumbar isto, para que os seus patrocinadores possam continuar a ter 70 jogadores, para poderem emprestar 5 jogadores a concorrentes, para o Mendes os transferir 20 vezes no mesmo círculo de clubes e que os Salgueiros, Farenses, Boavistas, Alvercas vão continuar a desaparecer, outros clubes em dificuldades por não term vida própria (incluindo o meu) vão ter os seus plantéis principais e de juniores despidos pelos grandes, em nome sabe-se lá de quê.

Isto que se está a passar é o oposto dessa ditadura. E com mais ou menos aspectos negativos, parece-me, na generalidade, extremamente positivo para o futebol português. Assim tenham força e coragem.