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segunda-feira, maio 23, 2011

Agora sim, a final da Taça

O jogo Começar uma final a sofrer um golo, numa jogada de ressalto, contra o campeão com 21 pontos de distância sobre o segundo classificado e vencedor da Liga Europa não é fácil. Fomos lá - mais do que uma vez - e empatámos. Sofremos um golo na jogada seguinte, o que também não foi fácil. Voltámos a ir lá - mais do que uma vez - e empatámos outra vez. Sofremos um terceiro, o que voltou a não ser fácil. Principalmente porque sofremos o quarto, de canto directo, sem ninguém no primeiro poste, porque falhámos um penalty a seguir e porque na resposta sofremos o quinto. O mesmo gajo que falhou o penalty voltou a falhar um "penalty lançado" no início da segunda parte e foi uma sorte só termos sofrido o sexto. Porra, não foi nada fácil.

O Vitória À força, o Vitória teve que jogar aberto durante quase toda a partida, expondo todas as fragilidades do seu sector defensivo. Não dá. Machado sabe-o desde o início da época. Por isso fizemos os jogos que fizemos contra esta mesma equipa, no campeonato. Por isso implementou-se uma forma de abordar o jogo. Por se saber isso, conseguiram-se resultados raros na história do Vitória. A maior parte dos adeptos insiste em achar que temos grandes jogadores lá atrás e que temos que ser ofensivos sem pensar em consequências. Não podemos. Nem podemos cair em confusões entre resultado neste jogo, época, oposição à direcção e competência do treinador. E a história ajuda a explicar as razões.

História Foi apenas a quinta final da Taça do Vitória e em nenhuma nos calhou uma equipa deste calibre. Basta olhar para as outras ocasiões: em 41/42, perdemos com o 3.º do campeonato, Belenenses; em 62/63, com o 3.º Sporting (0x4); em 75/76, com o 2.º Boavista, e só em 87/88 perdemos com o campeão Porto, mas não com o campeão europeu, que esse foi o do ano anterior. Acresce que a presença na final da Taça nem sempre é sinónimo de boa época para o Vitória: em 41/42 ficámos em 11.º; em 62/63 e em 75/76 em 6.º; e em 14.º em 87/88. Parecendo que não, foi só a 21.ª vez que ficámos nos cinco primeiros do campeonato. Nem um terço das presenças corresponde a esse patamar.

Edgar Ando em rota de colisão com o melhor marcador do Vitória desde o início do campeonato. Tem altura e alguma técnica, mas é lento e displicente, para além de não saber resolver problemas complexos, dá a impressão de não se importar muito com isso. Marcou 10 golos no campeonato, mas 4 foram de penalty. Não chega. Se queremos mais, não chega.

James Rodriguez Quando um jovem jogador faz um hat-trick e uma assistência numa final oficial, podemos desconfiar que algo de importante poderá estar ali a nascer. Quando lhe juntamos 8 assistências para golo (terceiro melhor do campeonato) e 2 golos em 953 minutos de utilização, as coisas começam a ficar mais claras. Adicionando 1 golo e 4 assistências para golo em 369 minutos na Liga Europa e ficamos com a certeza que estamos perante um jovem com invulgar apetência para os momentos de decisão. Com 19 anos.

Visão do dragão Infelizmente, não pude ver o jogo...



... mas dizem que foi bonito.

(fonte: Maisfutebol)

master kodro & littbarski

sexta-feira, maio 20, 2011

Bendita a sorte de sermos do Vitória

É mesmo isso, vimaranes.

master kodro

Cansem-se, por favor

Continuem os festejos, bebam e saltem muito e durmam pouco até domingo, são os meus sinceros desejos.

master kodro

quinta-feira, abril 21, 2011

Eles não sabiam que era impossível

Depois de uma primeira parte conservadora e que serviu os interesses encarnados, a equipa portista fez o que lhe competia: arriscou, assumiu as despesas do jogo e foi premiada com 3 golos em apenas 10 minutos. O golo de Cardozo ainda deu alguma incerteza à eliminatória, mas era tarde: Moutinho, Hulk e Falcao tinham conseguido a proeza histórica de virar o 0-2 do Dragão, colocando o Porto na final da Taça de Portugal. De facto, começam a faltar adjectivos para definir o que o Porto de Villas-Boas tem feito ao longo desta temporada.

Aquilo que aconteceu na época passada devia fazer Sapunaru pensar 3 vezes, antes de sequer se aproximar de algum steward, sobretudo no Estádio da Luz. Mas, pelos vistos, o romeno aprendeu coisa nenhuma.

Entretanto, o Record faz capa com o fora-de-jogo de Hulk e diz que Xistra deu uma ajudinha à reviravolta portista (como se fosse dele a responsabilidade de assinalar os foras-de-jogo). E... mais nada. Para o Record, no que diz respeito à arbitragem, não aconteceu mais nada. A Bola é mais moderada. Diz, obviamente, que o golo de Hulk foi obtido em fora-de-jogo e, depois, lá escreve que o penalty a favor do Benfica foi... muito discutido. Vá-se lá perceber porquê... É suposto isto informar alguém?

littbarski

quarta-feira, abril 20, 2011

Ora bolas

Eu preferia o Benfica na final (embora isto nos dê a ida à Supertaça, certo?), mas estas coisas não se podem escolher. Muito menos neste ano de pontos de exclamação atrás de pontos de exclamação, cujo significado só não absorve quem não quer e quem gosta de viver em realidades paralelas. São escolhas.

ps - E com um golo de Ronaldo e com Pepe a trinco (Pepe a trinco?), Mourinho levou mais um troféu.

master kodro

sexta-feira, fevereiro 04, 2011

Vitória 1 x 0 Académica

Em versão telegrafada:

- Paciência, sempre a infinita paciência, contra uma equipa montada para não perder. E depois de estar a perder para perder por um. É difícil jogar agradavelmente assim. É um lento carrossel que, estranhamente, funciona.

- Peiser foi fabuloso. Fa-bu-lo-so. Faouzi também, mas só por dois segundos.

- Fala o Record em deserto de ideias. O Vitória teve mais oportunidades flagrantes de golo do que as duas equipas juntas da outra meia-final.

- Não sei quem comentou para a Sport TV, mas dizer que o Vitória marcou quando a Académica estava por cima... Tudo é relativo... Sim, tinha passado o meio-campo com a bola controlada duas vezes seguidas, ok...

- O Vitória marcou pouco depois da única oportunidade flagrante da Académica, que não se pode dizer criada porque resultou de um charuto no ar de Ricardo que, não contente pela asneira original, com a bola à sua mercê, escorrega e cai, deixando um companheiro contra dois. Mas ainda havia Nilson.

- A posição é boa, mas está longe de ser confortável.

ps - Zandingas, o prazo para as substituições da Liga Zandinga vai ser adiado até à próxima sexta-feira, dia 11, às 20:00. Via mail.

master kodro

quinta-feira, fevereiro 03, 2011

Onde estão os avançados, mister?

Após uma semana de poupança para a primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, o Porto falhou em toda a linha. Falhou, desde logo, Villas-Boas, nas escolhas que fez. Acho incompreensível que Walter não se tenha sentado sequer no banco. Bem sei que o brasileiro está longe de justificar o investimento feito nele, mas tendo em conta a ausência de Falcao e as alternativas para o ataque (Rodríguez e Mariano), julgo que devia ter sido uma das opções disponíveis. Falhou Helton, na baliza, pouco lesto a sair no primeiro golo do jogo, e cuja insegurança quase entregava de mão beijada um golo a Cardozo. Falhou Maicon, deixando-se antecipar por Coentrão, num lance perfeitamente defensável. Falhou Fernando, colocando a bola em zona proibida, para o remate certeiro de Javi García. E falhou James um golo fácil, que poderia ter mudado o rumo do jogo, numa altura em que o Porto perdia pela diferença mínima.

O Benfica não foi um rolo compressor, nem tampouco dominador, mas foi organizado, competente, exercendo uma forte pressão sobre a defesa e o meio-campo do Porto, forçando o erro do adversário, e mortífero no aproveitamento desses erros.

Villas-Boas continua a afirmar que tem várias opções de ataque, mas depois do segundo golo encarnado, olhando para o banco portista (e tendo em conta o historial do Benfica, sempre que se apanha em situação de vantagem no marcador), logo se percebeu que só o génio individual de Hulk ou de Varela (o que mais remou contra a maré) poderiam contrariar um destino certo.

Em apenas 4 dias o Porto vê-se eliminado da Taça da Liga e numa situação extremamente complicada para conseguir seguir em frente na Taça de Portugal. Resta à equipa portista gerir a vantagem conseguida no campeonato e tentar, frente a um Sevilha em crescendo, seguir em frente na Liga Europa. Mas para isso são fundamentais os regressos de Álvaro Pereira e de Falcao. Sem eles, o Porto perde muito do seu potencial ofensivo, necessário para atacar a fase final da temporada.

littbarski

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Uma Taça que ferve

Porto e Benfica de um lado; Vitória e Académica do outro. Ainda por cima com duas mãos...

master kodro

segunda-feira, novembro 22, 2010

Moreirense 0 x 1 Porto

A primeira parte foi um longo bocejo, interrompido por um bom lance individual de Belluschi e por dois erros de arbitragem: penalty não assinalado sobre Hulk e lance de golo feito mal invalidado a Antchouet, o elemento mais perigoso do Moreirense. Na segunda parte, o domínio portista acentuou-se, mas Moutinho e Belluschi não chegavam. A entrada de Falcão trouxe alguma objectividade ao ataque, e acabou por ser o colombiano a carimbar a passagem sofrida do Porto aos oitavos-de-final da Taça.
Caso Varela não jogue em Alvalade (e com a ausência confirmada de Álvaro Pereira), a equipa de Villas-Boas perde uma parte importante do seu potencial ofensivo. A não ser que Rafa, Ukra ou Rodríguez mostrem aquilo que ainda não foram capazes de mostrar esta época: que são mais perigosos do que um canto a favor do Porto.

littbarski