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segunda-feira, janeiro 03, 2011

Porto 1 x 2 Nacional

Quando cheguei a casa, depois de ver os primeiros 70 minutos do jogo, e me disseram que o Porto tinha perdido, eu confesso que fiquei bastante admirado. Não percebia como é que uma equipa que, mesmo com várias alterações no seu onze inicial, tinha dominado o encontro e sido suficientemente competente para justificar a vitória, se tinha deixado surpreender, depois de se ter colocado em vantagem, por um Nacional que passara os minutos que eu vi da segunda parte encostado às cordas. Então, contaram-me. Contaram-me que Kieszek, ainda repleto de espírito natalício, resolveu servir aos nacionalistas uma canja de galinha. E que um tal de Anselmo gostou tanto que voltou para repetir a dose. Já não havia frango, mas havia um tenro Sereno que não deve ter ido nada mal como sobremesa.

Assim foi a primeira derrota do Porto, esta temporada. Não é caso para grandes indigestões (embora eu tenha uma certa pena de ver o meu clube a continuar a investir pouco numa prova que nunca conquistou), desde que, no próximo sábado, a equipa reaja da melhor forma e regresse ao seu registo habitual.

littbarski

domingo, janeiro 10, 2010

Liga minhota

Braga 2 x 0 Nacional Para abrir a jornada, mais uma excelente exibição do Braga, não dando qualquer hipótese ao Nacional de pensar em discutir o jogo. Não me canso de elogiar o futebol de Mossoró, Alan e Viana, ou todo o futebol do Braga, que é, sem qualquer dúvida, o melhor e o mais consistente da Liga deste ano, como defende o Da Rocha. Saiu João Pereira, entrou Filipe Oliveira para o seu lugar e ficou tudo na mesma: o novo lateral direito fez o cruzamento que resultou no segundo da partida e fez um remate, na área adversária, depois de assistência de calcanhar de Mossoró, para Bracalli fazer uma grande defesa. Só não sabe quem não vê. E quem, como eu, viu um onze da Liga até ao momento, elaborado por um director de qualquer coisa de um jornal desportivo, com 6 jogadores do Benfica e 5 do Porto, só pode ter pena de quem não vê os jogos do Braga.

Marítimo 0 x 1 Vitória Estava com medo deste jogo e com mais medo fiquei depois de ver o estado do terreno, mas, aparentemente, a derrota caseira com o Rio Ave, para a Taça da Liga não deixou marcas. Paulo Sérgio conseguiu, em tempo record, transformar o Vitória numa equipa competitiva que, sem deslumbrar, luta pela vitória em cada jogo. A competição pela qualificação europeia é agora uma realidade (numa jornada quase perfeita, no que aos adversários directos diz respeito) e há sinais para o futuro que deixam antever que não é uma miragem: a contabilidade da RTP dava 0 remates para o Marítimo ao intervalo. Desta vez, o golo foi de Sereno, o tal que deve estar de saída, mas que é dos nossos enquanto cá andar.

master kodro

sexta-feira, janeiro 08, 2010

Do berço para a Invicta

Se é jogador para o dragão, ou para o leão, o Master Kodro sabe dizer melhor do que eu. A diferença está no modo como as coisas acontecem. Enquanto o Sporting paga três milhões por João Pereira, num negócio que tresanda a desespero, o FC Porto garante Sereno em fim de contrato, perpetuando o hábito de pagar pouco (ou nada) quando compra cá dentro.

Lembre-se Deco, Paulo Ferreira, Nuno Valente, Derlei, Maniche, Pedro Mendes, Pepe, Cisshoko. E também Rolando, Fernando, Silvestre Varela, Raúl Meireles. Lembre-se, em especial, quanto renderam, ou podem render, aos cofres azuis e brancos.

Ele pode estar a caminho da reforma, mas continua a saber mais a dormir do que os outros acordados e de maracas nas mãos.

kovacevic

sábado, novembro 07, 2009

Vitória 1 x 0 Braga

Parecem-me ser três as principais razões para esta vitória que foi, para mim, completamente inesperada (o que reforça o seu sabor), face ao que as duas equipas têm apresentado desde o início da época:

- Atitude agressiva e ambiciosa dos jogadores do Vitória que durou toda a partida, algo que já acontecera contra Benfica e Sporting, com resultados finais menos positivos. Fica por saber porque é que esta atitude só aparece contra adversários mais fortes.

- O flanco direito do Braga foi devidamente anulado por Paulo Sérgio, transformando a principal força do adversário na sua maior fraqueza. A presença de Sereno, um central com mobilidade, na lateral esquerda aliada à presença assídua de Nuno Assis no apoio a Desmarets, ofereceu ao Vitória superioridade no flanco. A presença de Ney em substituição do impedido João Pereira enterrou o Braga. Boa, Paulo Sérgio.

- A habitual magia de Alan, Mossoró e Viana apareceu muito esporadicamente. Ao invés, a jogada do golo da vitória foi um hino ao futebol, com um passe maravilhoso de Nuno Assis, todo ele pejado de inteligência e técnica, e um remate absolutamente fabuloso de Desmarets. O francês foi, de longe, o melhor em campo, numa exibição que fez lembrar o melhor do ano do terceiro lugar.

master kodro

quinta-feira, junho 18, 2009

Curtas de mercado

Cantinho do Vitória Jorge Gonçalves constitui a primeira contratação que garante qualidade ao plantel vitoriano. À quinta, estamos mal. Pior ficamos quando já é o segundo que vem por empréstimo. Aproximamo-nos de terrenos pantanosos quando se começa a falar numa potencial venda de Sereno.

Porto segura baliza O melhor guarda-redes da última edição da Liga junta-se ao plantel dos campeões nacionais.

master kodro

terça-feira, abril 28, 2009

Cantinho do Vitória

Só deu para acompanhar a segunda parte, mas vi os golos da primeira: um de penalty para nós; um, raríssimo, talvez único, que Nilson podia ter evitado; e um desvio infeliz de Sereno. Desmarets, no centro, esteve óptimo. Reparei que Assis estava em campo aos 16 da segunda, quando fez uma paralela perfeita à linha de fundo, a 35 metros desta, de lateral a lateral, tocando para trás três vezes e recebendo duas nesse trajecto absolutamente decisivo. Cícero fez uma entrada delirante com um corte fantástico em plena área leixonense. Quando descobrir para que lado fica a baliza e para que esta serve vai ser um ponta-de-lança temível.

master kodro

sábado, abril 04, 2009

Cantinho do Vitória

É um pouco difícil não sofrer golos com uma defesa que comete tantos erros durante uma partida (Sereno está recuperado e tem que entrar rapidamente no onze para o lugar de Gregory) . Foram três mas podiam ter sido mais. Valeu que Farias não estava para aí virado. O Porto começou melhor, desperdiçando boas ocasiões, mas o Vitória respondeu bem, com um período curto, mas sólido, que valeu um golo a Roberto, depois de uma construção competente na ala esquerda. E é pouco mais que isto que o futebol do Vitória tem para oferecer, neste momento. Períodos curtos, muito curtos, de bom futebol. O resto do jogo foi passado a sofrer, a correr atrás de Hulk, a fazer dobras aos laterais (principalmente a Andrézinho, esse mestre do disparate defensivo), a fazer maus passes logo no início da construção de jogo. O Porto reentrou a marcar (Farias após assistência de Raúl Meireles,), depois de ameaçar, e a dar a volta, logo a seguir, num lance caricato concluído graças à destreza de Mariano Gonzalez. No fim, Cajuda partiu o jogo com a entrada de Santana Carlos (o maior investimento da época ainda não tem 200 minutos de jogo) e essa confusão quase resultou em boas oportunidades para marcar, que Cissokho e Rolando resolveram antes da hora do remate com intervenções determinantes. Rolando, após canto de Lucho, acabou com o jogo. Tivémos boas quase oportunidades. É isto o futebol do Vitória comandado por Nuno Assis.

master kodro