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terça-feira, setembro 14, 2010

silêncio que se vai jogar o derby

Já que o senhor do cabelo branco não fala, ao menos que Paulo Sérgio perceba, e transmita aos jogadores, a invulgar importância de uma vitória na Luz no próximo domingo.

Este vale muito mais do que três pontos.

kovacevic

terça-feira, fevereiro 09, 2010

Obviamente, cartão vermelho

É verdade que o sr. Benquerença nunca expulsaria jogador do FC Porto ou Benfica em circunstâncias idênticas, mas a atitude de João Pereira desafia os limites do absurdo e obviamente justifica o vermelho.

Em meia dúzia de aparições, João Pereira acumula responsabilidades directas em três golos sofridos pelo Sporting, frente a Nacional, Braga e Académica, tendo sido batido nas calmas por adversários tão pouco intimidantes como Anselmo, Paulo César ou Emídio Rafael.

Hoje compromete a equipa como uma acção totalmente irracional.

Por mim, ia fazer companhia a Sá Pinto.

kovacevic

(actualizado às 22:42)

E pronto, 1-4. No Dragão foi só uma derrota pesada, isto sim é humilhação. O Benfica acaba a partida com uns impensáveis 67 por cento de posse de bola, percentagem que a diferença numérica, só a diferença numérica, não justifica.

Do lado do Sporting todos deram tudo, mas o medo e a ausência de cimento colectivo não permitem mais. É cada um por si, o conceito de equipa simplesmente não existe.

De resto, o sr. Benquerença expulsa Tiago ao abrigo da prática que autoriza um árbitro a expulsar qualquer pessoa só porque lhe apetece, enquanto o sr. Cardinal se esquece da recomendação que manda proteger o atacante em momento de dúvida. E assim se eclipsa a possibilidade do primeiro de Pongolle pelo Sporting, que por acaso era o 2-2 no jogo.

Analisar com maior profundidade um derby de dez para onze não parece fazer sentido.

Conclusão: em dez dias o castelo de cartas de Carvalhal desmorona-se e as coisas estão agora ainda pior do que à sua entrada. Pode um treinador a prazo, sem currículo nem carisma, ter a força para dar a volta a isto? Dificilmente.

Quanto a José Eduardo Bettencourt, tem cada vez menos legitimidade para desenhar o Sporting dos próximos anos. Se é que tem alguma.

Na última época e meia, a alma do Sporting tem morrido um bocadinho mais a cada jogo e é isso que verdadeiramente dá o sinal de alarme. Nem nos anos 87-92, com quatro vezes o quarto lugar, jogadores e adeptos acreditaram tão pouco na camisola e no futuro.

domingo, fevereiro 22, 2009

Sobre o derby, 2

À medida que Liedson dá um novo sentido à expressão anti-benfiquista, os números engordam para registos inegavelmente absurdos: 10 golos em 12 jogos contra o maior rival é algo só admissível nos melhores sonhos, de facto.

Desta vez, a equipa esteve ao nível do seu goleador e, excepto nos 25 minutos finais da primeira parte, remeteu o Benfica à liberdade de uma caixa de fósforos.

O segundo tempo é todo do Sporting: mais facilmente se imaginava um 4-1 do que o 3-2 final.

Palavra tão grata a Paulo Bento, a agressividade é, a meu ver, uma das explicações do sucesso leonino na noite de ontem, com dois grandes exemplos: Rochemback (secando Aimar) e Derlei (pelo golo e não só).

A perder e sem bola, o Benfica viu-se impedido de usar a táctica preferida de Quique: postura expectante e contra-ataque.

Izmailov demonstra semana a semana ser absolutamente fiável, aliando capacidade de trabalho, técnica e inteligência. Também muito importante: Pedro Silva. E Pereirinha, claro, aproveitando bem os espaços concedidos por David Luiz e Reyes.

Ao contrário, a dupla de centrais compromete, contribuindo, em parte, para o quinto e sexto golo sofridos em três jornadas: se Carriço está a fazer o percurso normal para a idade, justificando a confiança de Paulo Bento, já de Polga, honestamente, é preciso exigir mais.

O Sporting parece estar a gostar da pressão. Jogando como ontem, claramente, pode vencer no Dragão. Mérito de Paulo Bento que está a conseguir manter a equipa focada e motivada, evitando, para já, a confirmação de um campeonato decepcionante.

kovacevic

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Um Sporting x Benfica com pés de barro

Diz o futebolês que as equipas se constroem de trás para a frente, mas amanhã, em Alvalade, em vez de alicerces sólidos temos um derby com pés de barro.

Na baliza, o Sporting pode escolher entre um guarda-redes suplente e outro com o dedo partido. Os laterais estão numa forma miserável, sendo que à esquerda ninguém convenceu desde o início da época, enquanto o central mais utilizado (Polga) oscila como um girassol ao vento.

Do lado do Benfica, o guarda-redes tem sido a fonte de dúvidas que se conhece. A defesa-esquerdo costuma actuar um central e no centro da defesa Quique não consegue fixar uma dupla, com Sidnei, Katsouranis e Miguel Vítor a rodarem ao lado de Luisão.

Junte-se a isto a qualidade dos atacantes e o jogo dos jogos promete golos, provavelmente para ambos os lados.

kovacevic