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domingo, abril 24, 2011

A Taça é nossa 3

É o texto comemorativo incluído nas t-shirts que o marketing da SAD do Benfica publicita no site dos encarnados. A minha dúvida é se há adeptos que a compram, porque os investimentos em contratações dos últimos anos obrigavam a algo mais do que uma especialização naquela que é considerada por muitos como "provavelmente a competição mais estúpida do mundo" (falta adaptar o epíteto ao novo patrocinador).

Para mim é um mistério como é que uma equipa com o valor desta, com o apoio que tem, com o suporte dos media que ostenta, com orçamentos milionários, muito acima das suas possibilidades e muito mais ainda das da concorrência de ontem, e com investimentos em contratações na ordem dos 30 milhões anuais, não se consegue motivar para ganhar um troféu, quando (quase) todos os outros se foram, perante o poderio avassalador patenteado pelo Porto. O Benfica acabou o jogo a juntar Airton a Javi Garcia, a perder tempo, como Rui Vitória assinalou, e a ter Moreira como o melhor em campo (e não foi só por causa do penalty), com o adversário a conseguir o tal mínimo da meia dúzia de oportunidades flagrantes, que referi há meses, que permite a qualquer equipa discutir resultados. É deprimente.

Neste momento, só há uma coisa que motiva os jogadores do Benfica, aparentemente, e aí a culpa não é só deles, porque é um exemplo que vem de cima e como já se percebeu é muito bem tolerado: alguns minutos antes de marcar, Javi Garcia fez uma intervenção sem bola na cara (vamos chamar-lhe assim) de Rondon, tal como no jogo da meia-final da competição tinha dado um pontapézito em Postiga (que estava deitado no chão) pouco antes de marcar o golo da vitória do Benfica. Também Luisão saiu de uma intervenção sem bola na cara de Cohene para fazer a assistência para o golo do espanhol. Na segunda parte correu menos bem ao brasileiro: pouco depois de enfiar, por trás, os pitons entre os gémeos e o calcanhar de um adversário (o que lhe valeu um amarelo), acertou na própria baliza, relançando o jogo. Julgo que há aqui matéria psicologcamente relevante para ser estudada.

master kodro

quinta-feira, março 03, 2011

Telegrafadas

1. Podem chamar-lhe sorte, mas não me parece acaso que, em poucos dias, uma equipa ganhe dois jogos nos descontos, enquanto outra perca dois (neste caso uma eliminatória), nesta fase.

2. Também não é acaso que um alegado candidato ao título passe oito jogos seguidos sem ganhar.

3. Roberto voltou a recordar os benfiquistas qual foi uma das principais razões das quatro derrotas no campeonato. Mas eles preferem outra.

4. Ainda havia outra: qualquer equipa cria meia dúzia de oportunidades flagrantes de golos contra o Benfica, mesmo nesta fase de suposta e (auto e não só) proclamada maravilha.

5. Um conselho aos adeptos encarnados que continuam a escrever barbaridades: vejam jogos do Porto, esqueçam os resumos (a nãos er que mostrem todos os lances importantes), em especial os narrados pela Benfica TV. E perceberão onde está a diferença. É percebendo essa diferença que se ganha.

6. O Paços juntou-se ao Benfica na final da Taça da Liga, depois de bater o Nacional (3x4). Mais uma conquista numa época com resultados excelentes.

7. Também teve sete golos o Real Madrid x Málaga, com três (e uma lesão) de Ronaldo. Bocejo.

master kodro

domingo, janeiro 30, 2011

BLoose Cup

Assim, com dois oo, versão relax, embora um só bastasse para combinar com a recente mensagem do presidente.

Já li e reli os vários argumentos a favor de e contra um maior investimento do Porto na Taça da Liga. Percebo que o clube defina prioridades e que o campeonato e as competições europeias estejam no topo dessa lista. Sem discussão. Percebo que esta seja uma prova boa para dar minutos de competição à segunda linha, uma vez que, independentemente dos resultados, os jogadores têm 3 jogos garantidos para ganhar ritmo competitivo (ao contrário da Taça de Portugal que, em caso de derrota, termina logo). Mas essa rodagem pode perfeitamente ser distribuída, de forma inteligente, pelas várias competições onde o Porto está inserido. Por exemplo, não teria sido preferível apostar forte no primeiro jogo (após as férias de Natal), de forma a deixar a equipa em posição privilegiada para depois gerir com mais tranquilidade os restantes 2 jogos? Não percebo a questão dos incentivos (desportivo e financeiro). Acho que, para o Porto, não é muito relevante a diferença de receitas entre a Taça de Portugal e a Bwin Cup. O facto de a prova não dar apuramento para as competições europeias também não faz qualquer diferença, uma vez que o mesmo é garantido pela classificação do campeonato. Portanto, eu pergunto porque não há-de o Porto investir, uma época ou outra, mais na Taça da Liga e menos na Taça de Portugal? É a questão do prestígio (ou falta dele) da prova? Mas o Porto é precisamente uma das equipas que mais pode ajudar a prestigiá-la, investindo nela. E é ou não é prestigiante ter no palmarés a conquista de todas as provas oficiais nacionais? Ao Porto falta uma...

Conforme se previa, o Nacional não facilitou (e mesmo que o tivesse feito, estaria nas meias-finais, uma vez que o Porto não fez sequer a sua parte para manter aberta a porta do apuramento). Mas nem tudo é mau: agora a equipa portista vai ter menos jogos nas pernas e poder descansar (com uma musiquinha a acompanhar) para as competições onde perder importa. Ou não é assim?

littbarski