Os jogadores e o treinador do Sporting parecem decididos a não fornecer justa causa para a sucessão que alegadamente se prepara nos bastidores de Alvalade.
Continuo, honestamente, sem perceber de onde apareceu este futebol, mas após sete meses de provação compreender o processo é o que menos importa. Mesmo considerando a fragilidade do adversário, que sofreu a 13ª derrota no campeonato, a segunda parte leonina contém todos os elementos necessários para deixar um adepto entusiasmado. Destaque óbvio para Liedson, com um raríssimo póquer, mas a exibição colectiva é igualmente muito boa.
O Sporting marca sete golos a FC Porto e Belenenses, o equivalente a um terço dos 20 golos acumulados nas 20 jornadas anteriores. Este registo, iniciado com 3-0 ao Everton, coloca a equipa num impensável estado de graça dias antes de medir forças com o Atlético de Madrid, que hoje empatou na deslocação a Saragoça e continua longe dos lugares europeus.
Entretanto, por muito estranho que seja ver ao lado de Liedson um avançado que era suplente na Académica, a verdade é que Saleiro sai mais barato que Postiga ou Caicedo e continua a demonstrar utilidade sempre que Carvalhal lhe concede minutos. Hoje voltou a ter influência no resultado. Nunca é demais sublinhar que o clube precisa destes produtos da academia tanto quanto precisa de ronaldos e nanis.
kovacevic
Aproveito para aconselhar vivamente o acompanhamento desta caixa de comentários no Entre Dez. As próximas horas prometem...
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domingo, março 07, 2010
quinta-feira, agosto 27, 2009
Os oito e a formação
Como se sabe, o Sporting concluiu o jogo de ontem em Itália com oito produtos da formação. Tratou-se, para muitos, da prova definitiva da incapacidade do clube para competir com as mesmas armas dos adversários. Não tem cão, caça com gato. Mas será mesmo assim?
Não deixa de ser uma leitura curiosa, se atendermos, por exemplo, à última chamada de Carlos Queiroz: estão lá João Moutinho, Miguel Veloso e Rui Patrício.
Depois há Daniel Carriço (julgo que ninguém duvida da qualidade deste), Pereirinha (tinha certamente lugar nos plantéis de FC Porto e Benfica) e Djaló (é a quarta escolha do ataque leonino e mesmo assim chegou para desconstruir a defesa do quarto classificado da série A em 2009).
Ainda jogaram André Marques e Saleiro. Se do último não se espera mais do que uns minutos na Taça de Portugal e na Taça da Liga, em relação ao primeiro há duas leituras inevitáveis: a jogar assim não acrescenta nada, mas o potencial para ser reforço está lá.
Voltando a Veloso, Moutinho, Rui Patrício, Pereirinha e Djaló, convém notar que somam 130 jogos nas competições europeias (ou 26 em média para cada um). Não estamos propriamente a falar de atletas inexperientes.
Perante isto, só há uma conclusão: não são os putos, certamente, os culpados das más exibições que o Sporting teima em apresentar.
O que parece é que em Alvalade continuam a trabalhar pessoas que abdicariam da formação na primeira oportunidade. São as mesmas que usam o orçamento como desculpa para o mau futebol.
kovacevic
Não deixa de ser uma leitura curiosa, se atendermos, por exemplo, à última chamada de Carlos Queiroz: estão lá João Moutinho, Miguel Veloso e Rui Patrício.
Depois há Daniel Carriço (julgo que ninguém duvida da qualidade deste), Pereirinha (tinha certamente lugar nos plantéis de FC Porto e Benfica) e Djaló (é a quarta escolha do ataque leonino e mesmo assim chegou para desconstruir a defesa do quarto classificado da série A em 2009).
Ainda jogaram André Marques e Saleiro. Se do último não se espera mais do que uns minutos na Taça de Portugal e na Taça da Liga, em relação ao primeiro há duas leituras inevitáveis: a jogar assim não acrescenta nada, mas o potencial para ser reforço está lá.
Voltando a Veloso, Moutinho, Rui Patrício, Pereirinha e Djaló, convém notar que somam 130 jogos nas competições europeias (ou 26 em média para cada um). Não estamos propriamente a falar de atletas inexperientes.
Perante isto, só há uma conclusão: não são os putos, certamente, os culpados das más exibições que o Sporting teima em apresentar.
O que parece é que em Alvalade continuam a trabalhar pessoas que abdicariam da formação na primeira oportunidade. São as mesmas que usam o orçamento como desculpa para o mau futebol.
kovacevic
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