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quinta-feira, agosto 27, 2009

Os oito e a formação

Como se sabe, o Sporting concluiu o jogo de ontem em Itália com oito produtos da formação. Tratou-se, para muitos, da prova definitiva da incapacidade do clube para competir com as mesmas armas dos adversários. Não tem cão, caça com gato. Mas será mesmo assim?

Não deixa de ser uma leitura curiosa, se atendermos, por exemplo, à última chamada de Carlos Queiroz: estão lá João Moutinho, Miguel Veloso e Rui Patrício.

Depois há Daniel Carriço (julgo que ninguém duvida da qualidade deste), Pereirinha (tinha certamente lugar nos plantéis de FC Porto e Benfica) e Djaló (é a quarta escolha do ataque leonino e mesmo assim chegou para desconstruir a defesa do quarto classificado da série A em 2009).

Ainda jogaram André Marques e Saleiro. Se do último não se espera mais do que uns minutos na Taça de Portugal e na Taça da Liga, em relação ao primeiro há duas leituras inevitáveis: a jogar assim não acrescenta nada, mas o potencial para ser reforço está lá.

Voltando a Veloso, Moutinho, Rui Patrício, Pereirinha e Djaló, convém notar que somam 130 jogos nas competições europeias (ou 26 em média para cada um). Não estamos propriamente a falar de atletas inexperientes.

Perante isto, só há uma conclusão: não são os putos, certamente, os culpados das más exibições que o Sporting teima em apresentar.

O que parece é que em Alvalade continuam a trabalhar pessoas que abdicariam da formação na primeira oportunidade. São as mesmas que usam o orçamento como desculpa para o mau futebol.

kovacevic

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Cantinho do Vitória - Um dia o paraíso

Uma vez Cajuda Devia ser o suficiente para um treinador aprender a não fazer a substituição de avançado por trinco perto do fim. Tal como na primeira volta, os sadinos estavam sem argumentos mas chegaram lá graças ao recuo e quase marcaram (falharam por acaso). Correu bem, com direito a quarto golo e tudo, mas podia não ter corrido.

Duas vezes Setúbal Na primeira ofensiva, uma excelente jogada individual (e remate) de André Marques. O segundo de canto (mais um sofrido pelos nossos), por Ricardo Chaves, que dedicou o golo ao pai.

Três vezes Assis Qualquer jogador de futebol sonha em viver uma noite como a que Nuno Assis teve hoje: take 1, bola jogável e quarenta metros para correr sem oposição até contornar maravilhosamente o guarda-redes; take 2, bola jogável a um metro da linha de golo sem qualquer oposição; take 3, bola jogável e cinquenta metros para correr sem oposição até disparar fora da área perante um guarda-redes desamparado. Voltou o Assis tecnicista, inteligente e saudável. É uma pena que não desapareçam os seus 31 anos. Na falta de chapéu, Assis sacou um elast(r)ic(k) (se alguém gostar deste simulacro de piada deve rever toda a sua existência).

Quatro vezes Vitória Começou bem mas apareceu a desvantagem logo aos dez minutos. Depois, Marquinho fez de ponta-de-lança competente para escapar à marcação dos centrais e marcar de cabeça após centro da direita. Em puro contra-ataque, Assis fez o segundo e o quarto. O terceiro nasceu de uma combinação Lionn-Marquinho (mais cinco jogos com estes resultados prácticos e reconsidero a minha opinião) que partiu a defesa toda.

Cinco vezes Fajardo Cruzamento perfeito da direita para o golo de cabeça de Marquinho; abertura magnífica para a desmarcação de Nuno Assis no segundo golo; remate perigoso (que se não tirou tinta ao poste assustou-o); toque genial a isolar Marquinho que desperdiçou miseravelmente na cara do guarda-redes; primeiro jogador a ser substituído no Vitória aos 64 minutos...

Seis vezes golo Foram seis golos, o Vitória de Setúbal ainda meteu uma na trave, Meireles meteu uma bola na baliza mas o jogo já estava interrompido e outras tantas oportunidades flagrantes desperdiçadas. Uma semana louca no futebol português. Podem voltar os 0 x 0 a partir de amanhã.

master kodro